Eu consigo pensar em poucos jogos com horas inicias mais fascinantes do que as de No Man’s Sky.

Nós todos entendemos, teoricamente, a infinitude do universo. Sua escala, no entanto, é de tal magnitude que nossas cabeças têm dificuldade de precisamente apontar nossa insignificância no meio dele, do quão pequenos nós somos.

No início da jornada, vagar de planeta em planeta no jogo e saltar para diferentes sistemas solares, encontrando novas composições de atmosferas, vegetações e animais foi uma das coisas que, até hoje, melhor me deu sensação dessa escala. O tempo gasto nesses viagens solitárias, enquanto esperamos nossa nave se aproximar de uma lua, é vazio, quieto e contemplativo. Tal qual o nosso, o universo de No Man’s Sky não está nem aí para nós. Sua proporção é uma que exalta o sublime, uma que nos situa e nos oferece uma compreensão da pequenina engranagem que somos nesse todo. Seus tesouros, na forma de diferentes locais a serem visitados, são ao mesmo tempo hostis e maravilhosos.

Em meio a essa imensidão era dado que beleza fosse algo com que me depararia com frequência. Eu porém não esperava que esse navegar em que enxergamos novas proporções de solidão pudesse também oferecer algo que consigo descrever apenas como tangente ao espiritual. Não na forma de deuses ou outras figuras poderosas, mas no sentido de que esse “situar-se” apresentado por No Man’s Sky é diretamente correlacionável a nossa realidade e acredito que, de alguma forma, ele alterou minha perspectiva sobre como nos enxergo em nosso universo.

Mas então esse fascínio passou.

No Man's Sky

Os planetas são bonitos inicialmente, mas rapidamente torna-se evidente que a variedade deles não é muito grande

Após cerca de três horas navegando, aquilo que pode ser observado tornou-se comum. Em seu lugar restaram apenas as mecânicas que compõem o título. E, quanto mais tempo passava, mais foi ficando claro que conseguia pensar em poucos jogos mais tediosos e rasos do que No Man’s Sky.

Antes de mais nada, vamos resumir algo: o mais recente trabalho da Hello Games é um jogo que pode ser categorizado perfeitamente ao lado de outros como Minecraft e Terraria. Sua atividade principal nele é coletar diferentes elementos encontrados em planetas, como zinco, ferro e plutônio, de forma a alimentar seus diferentes sistemas de sobrevivência, criar unidades de combustível que permitem saltos entre sistemas solares e, ocasionalmente, construir algo que aprimore as tecnologias de seu traje, nave ou ferramenta. E é isso.

A compreensão de como isso se dá vem através da introdução do título, que nos coloca em um planeta qualquer no qual nossa nave está quebrada. É preciso então coletar os materiais específicos para arrumá-la, sendo a partir daí possível visitar outros planetas e, não muito tempo depois, outros sistemas (que por sua vez abrigam outros planetas). E isso, que você fará na primeira hora da aventura, é literalmente o que fará na última, sem nenhuma mudança.

Grandeza sem conteúdo

Muito foi dito sobre a vastidão de No Man’s Sky e os seus quintilhões de planetas e luas, cada um desses corpos celestes com uma flora e fauna específicas. A impressionante quantidade, de encher os olhos no papel, deixa de fora quaisquer considerações sobre qualidade em relação ao que é feito quando de fato pousamos em algum desses locais. E a grande surpresa é que a variedade do que é visto e encontrado é mínima, sendo rapidamente fácil identificar as pequenas peças que são usadas para construir a estrutura desse jogo. É chamativo que, mesmo que vasto, aquilo que vemos e fazemos é estranhamento pequeno.

Você pode chegar em ambientes com uma vegetação rica e árvores curiosas, assim como pode se deparar com desertos e outros lugares compostos quase que inteiramente por oceanos. No entanto, passado o momento de êxtase, é muito óbvio o quanto que características se repetem e o quanto que as mudanças são meramente estéticas. Os desertos podem ser roxos, amarelos ou verdes, mas ainda são, mecanicamente, os mesmos desertos de sempre. A vegetação pode chegar à altura da cintura de nosso personagem, mas a presença dela não muda em nada como agiremos nesse planeta. É apenas um detalhe visual e um cuja beleza se esvai velozmente, porque você os verá de novo e de novo e de novo.

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Alguns animais se destacam por serem inusitados, mas é comum encontradas dezenas e dezenas que são muito semelhantes

Isso também pode ser observado na fauna do jogo. Os animais são construídos de um número limitado de diferentes partes. Existem casos em que isso resulta em algo cômico, como um ser de corpo enorme com asas minúsculas, ou em algo belo, como um planeta que visitei que tinha algo semelhante a enguias voadoras. Mas, na maior parte dos casos com que me deparei, a variedade era raramente sentida pois a estrutura geral desses serem era largamente mesma. Qualquer graça em catalogá-los (e dar a eles um nome caso eu tenha sido o primeiro a vê-los) vai embora depois de pouco tempo.

A falta de profundidade de No Man’s Sky fica ainda mais evidente após alguns poucos saltos feitos para outras galáxias. Como é preciso haver a certeza que você sempre poderá sair do ambiente em que está, todos os planetas possuem a mesma base de recursos. Você sempre terá à disposição carbono, ferro, zinco, heridium, plutônio e thamium, elementos que garantem a criação de combustível para seu hyperdrive, sistema da nave que realiza saltos a outros sistemas solares.

A única surpresa fica em um ou dois elementos raros que são abrigados por cada planeta. Mas, em minhas 30 horas de jogo, houve apenas um item que me interessou a construção que pedia por alguns desses recursos, então ficou logo claro que era perda de tempo ir atrás deles.

Veja também:
– Frontier: Elite II fez em 1993 o que No Man’s Sky está fazendo em 2016
– Jogamos duas horas de No Man’s Sky em uma transmissão ao vivo; assista

Fora isso, todos os planetas têm as mesmas estrututuras esperando por você para serem encontradas: construções com comércio, bases com um alienígena, pequenos artefatos que ensinam uma nova palavra de uma das três línguas faladas nessa galáxia, naves caídas que podem ser arrumadas e usadas por nós, e pequenos pods que contêm um aprimoramento que adiciona um espaço de itens ao nosso traje (que pode ser encontrado também em toda base de comércio espacial, que existe em todos os sistemas solares). Nem mesmo o visual desses ambientes artificiais oferece algum frescor, já que existem aproximadamente três tipos de arquitetura que se repetem em literalmente todos os planetas desses universo.

Há alguma variedade nas recompensas dadas pelos alienígenas caso respondamos aos seus questionamentos corretamente. A dificuldade nisso está no fato de que não entendemos a língua deles, mas quanto mais artefatos encontramos, mais fácil fica compreendê-los. Eu não fui particularmente ávido em minhas buscas pelos diferentes idiomas e mesmo assim em poucas horas dificilmente errava uma dessas perguntas. O presente por fazer isso corretamente é, quase sempre, uma receita para construir um aprimoramento de um de nossos equipamentos.

Depois de perceber que não havia nenhum grande segredo ou tesouros escondidos nos planetas, o ânimo pela exploração quase que desapareceu, pois a verdade é que não há nada verdadeiramente novo ou excitante para ser encontrado.

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Viagens solitárias entre diferentes planetas é uma das principais partes de No Man’s Sky

Ausência de riscos

Certos planetas e luas às vezes apresentam alguma forma de perigo, mas ele é sempre mínimo. Ameaças existem de duas formas: ou com eventos naturais dos planetas ou com sentinelas agressivos.

Os eventos naturais têm vários nomes – como radiação, temperatura extrema etc –, mas mecanicamente têm uma só forma. São sempre uma barra que vai aos poucos diminuindo e, quando vazia, nosso personagem começa a tomar dano. Eu chamo isso de perigo ou desafio por falta de um nome melhor, porque esses eventos não possuem nenhum desses dois traços. Como não há nenhum motivo para nos distanciarmos de nossa nave, há zero incentivos para saírmos a esmo caminhando a pé. A melhor tática é viajar com nosso veículo observando campos que contêm aquilo que desejamos. Uma vez avistados, é só pousar, recolhê-los e voltar para a nave, que nos protege de quaisquer ameaças planetárias. Eu encontrei muitos locais que tinham as piores das condições e nunca cheguei nem perto de ter essa barra esvaziada. Eu não vi a tela de game over nem uma única vez.

Veja também:
Na série Diário da Elite, Alexandre Nix conta suas aventuras espaciais no jogo Elite: Dangerous

Sentinelas, por sua vez, são pequenos robôs cuja existência é explicada na história. Seu objetivo é manter a flora e fauna do universo o mais intactas o possível, tornando-se agressivos caso nos vejam mineirando algo em excesso. Combatê-los é ridiculamente fácil. Eles só são uma ameaça em locais nos quais seu comportamento é descrito como “agressivo”, significando que eles nos atacarão assim que nos verem. Nas minhas 30 horas de No Man’s Sky isso não chegou nem próximo de ser um problema. Primeiro porque consigo contar nos dedos a quantidade de vezes que vi esse comportamento. Segundo, porque para fugir disso basta sair do planeta e visitar um outro. Já que todos os recursos básicos existem em todos os corpos celestes, não há motivos para se arriscar em um local mais perigoso. Pode até ser que aquele planeta em específico possuísse um elemento raro, mas são tão poucas as melhorias importantes que requerem isso que deixá-las para trás não é nenhuma perda.

No Man's Sky

Bases espaciais existem em todos os sistemas solares

Falando em melhorias, elas denotam a bagunça que é a interface de No Man’s Sky e o quanto que elas não se integram ao seu design. Eu tenho dezenas de receitas que poderia aplicar a minha ferramenta de mineração e nunca, em nenhum momento, senti vontade ou necessidade de criar qualquer uma delas. Fora o fato de que identificá-las é uma desordem, já que seus nomes são similares e seus ícones no menu são os mesmos, os ganhos oferecidos são mínimos. Nunca pareceu que minerar mais rápido era particularmente necessário e eu não sei em que situação alguém acharia útil “tiros que ricocheteiam” já que malemal tiros tem de sequer ser disparados.

Algumas melhorias do traje até seriam bem-vindas, como um jetpack com mais tempo de propulsão. Mas o espaço para itens é algo precioso, sendo que as primeiras horas são atormentadas por um gerenciamento chato e tedioso. Eu não tinha vontade de perder capacidade de carregar minérios em troca de poder me locomover um pouco melhor.

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O “Daft Punk” é uma das raças de alienígenas que encontramos em nossa jornada

No fim, as únicas melhorias válidas foram as que aprimoraram o hyperdrive de minha nave, permitindo que diversos sistemas fosse saltados de uma vez. Essa foi também a única motivação para procurar alguns recursos raros, já que essa receita pedia elementos mais dificilmente encontrados. Isso ocorreu quando eu tinha mais ou menos vinte horas de viagens, sendo que a essa altura fazia aproximadamente quinze que eu não sentia estar encontrando nada de novo em nenhum planeta que visitava e com nenhum alienígena com o qual conversava. Nem mesmo receitas inéditas, já que me era sempre indicado que eu já as tinha quando as ganhava.

Pelas dez horas seguintes, tudo que fiz foi saltar o mais longe possível com cada combustível de hyperdrive, na esperança de chegar ao centro do universo, aquilo que é supostamente nosso objetivo. Descia até um planeta, pegava os materiais básicos necessários, fazia diversos combustíveis e então saltava o máximo possível. Dez horas adicionais indo o mais longe possível e, literalmente, não havia nada de inédito a ser visto. Os planetas e animais ainda tinham a mesma aparência. Os alienígenas diziam as mesmas coisas. Nenhum desafio extra. Em certo momento o tédio era tão grande, e minha descrença de que um jogo poderia ser tão raso e vazio era tão forte, que comecei a suspeitar ter morrido e estar no purgatório.

O único empecilho dessa parte da jornada foi que um a cada dez saltos resultava no PlayStation 4 fechar o jogo e retornar ao menu do console. Seriamente, eu nunca joguei algo nele com tantos problemas dessa natureza. Esses saltos mais distantes agravaram o problema pois antes deles os engasgos técnicos eram esparsos. Porém, desde que resolvi só tentar chegar ao centro da galáxia, contabilizei entre 25 e 30 crashes ao dashboard em apenas um dia.

Mesmo depois 10 horas dedicadas só a isso (sendo que nas 20 que as antecederam dei diversos saltos também) eu não cheguei ao centro da galáxia. Eu não sei o que está lá e, francamente, não há nada que possa fazer com que a chatice dessa jornada valha a pena. No Man’s Sky é um título vasto, disso ninguém pode discordar, mas sua vastidão é como a de uma bandeja, sem nenhuma profundidade.

Há meritos na programação da Hello Games. O sistema que eles desenvolveram que criou todas essas galáxias é sem dúvidas impressionante. Mas, da forma como está, No Man’s Sky pertence mais a uma galeria de arte eletrônica do que em consoles. Falta game design nele, qualquer coisa que engaje e quebre o tédio absoluto que o domina após suas horas de abertura.

Eu não sei o que No Man’s Sky se tornará no futuro. O estúdio já deixou claro que continuará trabalhando em sua obra. Pode ser que ele venha a se tornar algo incrível e seja moldado em uma experiência tão avassaladora quanto o sublime provocado pelo impacto inicial da imensidão de seu universo. No momento, ele é só uma promessa e uma enorme decepção.

No Man’s Sky
Desenvolvido pela Hello Games
Distribuído pela Hello Games
Disponível para PC e PlayStation 4
Versão testada: PlayStation 4
A análise foi feita com uma cópia do jogo providenciada via assessoria de imprensa

Análise - No Man's Sky
No Man's Sky causa uma ótima primeira impressão, porém fica rapidamente claro que suas mecânicas são rasas e repetitivas e que a variedade do que há para ver é mínima.
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  • DihDiogo

    Eita. Estava em dúvida sobre comprar o jogo justamente por essa sensação de repetitividade que ele aparentava ter. Agora com esse texto fico mais com o pé atrás ainda… Acho que vou guardar meu dinheiro para os muitos próximos joguinhos que virão.

    • Alexandre Barbosa da Silva

      Deus Ex tá na esquina já e parece promissor. Mês que vem tem Recore, depois tem The Last Guardian, Final Fantasy XV (que promete vastidão, mas aparentemente com muitas coisas pra fazer) e Dishonored 2. É muita coisa que parece superior a NMS. Quando o preço baixar e algumas atualizações saírem acho que vai valer a pena. Mesmo assim, não entendo esse negócio de Trocentos planetas procedurais. Preferia tipo, 50 realmente únicos separados por grandes viagens passando por nebulosas, asteroides, buracos-negros…

  • Marcus Vinícius S. Cruz

    Esteticamente achei bastante bonito, mas a mecânica de coleta de minerais me lembra muito o farming dos planetas do primeiro Mass Effect. Muito legal o texto Hector!

  • Ands Ramos

    Exatamente minhas impressões do jogo e ótimo texto. Estou seguindo o caminho do Atlas pq ao menos parece indicar que tem algo de autoconsciência sobre o universo do jogo e até seus “truques”, que para o jogador é evidenciado nos padrões repetidos de animais e planetas e isso me deixou curioso. Mas tá difícil sobreviver ao looping aborrecido…

    • Guilherme Garcia

      Então cara o caminho do atlas é o caminho mais rápido pra fechar o jogo, e os itens que a interface do atlas ti der,não venda,vc vai precisar

  • Kazuo

    É… Parece haver um consenso entre todos os reviews que li/assisti até agora. Passo esse jogo.

  • Márcio Zacarias

    Esse jogo tá parecendo um Jardim Zen: http://2.bp.blogspot.com/-aA9xsI5y9p8/UhaQ18esV2I/AAAAAAAAAo0/Wg7Z7NehUEc/s1600/jardim+zen.jpg

    Nada realmente contra a ideia de ser um “jogo terapêutico”, mas o hype gerado por promessas que não foram cumpridas e o fato de ser full price me afastam completamente de quiçá testar o NMS…

  • Paulo Fontes

    O problema é que a parte procedural de NMS não afeta nada do gameplay. As armas de borderlands são procedurais, e por mais que você não fique trocando de arma toda hora (pq geralmente as armas que dropam são piores do que as que você já tem), quando você troca elas funcionam de maneiras diferentes.

    Mercenary Kings possui um problema semelhante, você tem uma vasta quantidade de armas pra escolher e montar e todas parecem iguais.

    O que NMS faz, é basicamente o que o gameboy color fazia, quando se jogava jogos de GB Clássico nele, e você podia escolher uma paleta de cor, de maneira muito mais tecnicamente impressionante, óbvio, mas ainda sim vazia de qualquer conteúdo.

  • leualemax

    Acho que o problema com esse jogo foi o mesmo de We happy few, venderam o que ele não era, eu não entrei no hype, não fui bombardeado com os ADs que a sony fez dele, e estou me divertido honestamente com ele, não é um jogo profundo, com mecânicas complexas, mais tem algo em descobrir coisas que me encanta muito, não tinha me aventurado jogos de sobrevivência e exploração espacial, agora depois de No man`s sky eu vou comprar elite dangerous e outros, serviu pra me introduzir no gênero.

  • Primeira nota mais rígida que vejo o overloadr dar a um jogo.
    Comprei No Man’s Sky no lançamento e me recuso a passo a mão nos problemas dele, excelente análise! Parabéns.

    • Vitor Oliveira

      De ríspida lembro do Destiny, feita pelo Teixeira, que não poupou críticas (justas) pro jogo.

  • pequena correção
    se um sistema de planetas nao é o nosso ele nao é solar
    so a nossa estrela se chama sol

  • Rodolfo

    Acho que Didi na Mina Encantada já era procedural. 😂
    Ótimo review. Pedi refund no steam. Jogo muito ruim !
    O Elite Dangerous também é procedural. Mas mesmo em sua repetição é muito divertido explorar a Galáxia. Galera, o universo é infinito e lindo, mas é vazio e chato 😊

    • Não cara, o “vazio” do universo é fascinante. Só não pode ser representado por jogos que tratam plantes como esferas de terra e nada mais. kkkk

  • João Dobbin

    Heitor, você chegou a terminar o jogo?

    Bom, esse jogo confirmou meus medos, sempre que via os trailers dele nas feiras e eventos ficava me questionando “OK, mas o que FAZEMOS no jogo??”. Sinceramente, tivesse sido marketeado como o que ele é – um jogo de nicho – talvez tivesse tido mais sucesso. É um jogo indie que foi vendido como AAA. E mesmo como um jogo indie ele não me parece ser grandes coisa.

    • Heitor De Paola

      Tá no texto cara, eu não cheguei no centro da galáxia. Não aguentei. Joguei por 30 horas.

      “Mesmo depois 10 horas dedicadas só a isso (sendo que nas 20 que as antecederam dei diversos saltos também) eu não cheguei ao centro da galáxia. Eu não sei o que está lá e, francamente, não há nada que possa fazer com que a chatice dessa jornada valha a pena. No Man’s Sky é um título vasto, disso ninguém pode discordar, mas sua vastidão é como a de uma bandeja, sem nenhuma profundidade.”

      • E chegou a seguir o caminho do Atlas, pelo menos?

  • Coala

    Esse jogo parece exatamente o que eu esperava, e como enjoo muito fácil de tudo, prefiro não arriscar.

    Ótimo review, Heitor. Obrigado.

  • José Moreira Neto

    Eu estou realmente amando NMS, acredito que as criticas estão sendo bem pontuadas, porém NMS pra mim me coloca tanto como “um grão de areia” na vastidão que isso me encanta. Cada monólito me fala de uma historia a muito esquecida, e que sinceramente, quero muito compreender. Ruínas, monólitos, naves abandonadas… Tudo isso me trás uma sensação de descoberta que NUNCA tive em um jogo. Não se trata de descobrir as informações (como arquivos para ler e coisas assim de outros jogos) mas sim uma descoberta mais profunda, uma sensação de pesquisa real da historia.
    Entendo quem não esta gostando do jogo, porém acho que NMS se trata muito mais de um jogo de “Como eu quero jogar isso”, e eu estou jogando como um explorador.
    Com relação a ausência de desafios citada pelo Heitor, nossa vira e mexe alguma criatura me ataca do nada por ser Carnívora, ou uma trupe de piratas espaciais tenta destruir minha nava. O universo de NMS é inóspito. E isso pra mim é uma sensação única.

  • -Hiei- (Ri-Rei segundo Rodney)

    O problema desse jogo é que o Design das criaturas parece ter sido feito por uma criança de 5 anos, NO MÁXIMO.