Tempo. Se há uma coisa que define qualquer conversa que é tida em torno de Final Fantasy XV é o tempo. Especificamente, o período necessário para que esse jogo fosse lançado desde o momento em que ocorreu seu anúncio. Dez longos anos.

O tempo, apropriadamente, é também uma característica importante a esse Final Fantasy. Ambientado largamente em um mundo aberto e bastante vasto, viagens de carro são uma constante na aventura de Noctis, Prompto, Gladiolus e Ignis. Regalia, nome do veículo, é praticamente um quinto membro da equipe e são os trechos em que nossos heróis estão sentados em seus bancos que definem o clima do jogo, surpreendentemente pacato e sereno.

É provável que isso varie de pessoa para pessoa, mas viagens feitas por estradas quando estamos em grupo são muitas vezes marcadas pelo silêncio enquanto estamos indo de um ponto ao outro. E, estranhamente, mesmo que não haja palavras sendo trocadas constantemente por aqueles que estão juntos, alguma forma de comunhão está sendo feita. Uma específica que ocorre nessas partes do mundo que não são locais precisamente, mas entre-locais, trechos criados apenas para nos levarem de onde estamos para onde queremos ir. Algumas das memórias que mais aprecio de viagens são justamente essas, silenciosas e inicialmente infinitas, ao lado de outras pessoas que de tempos em tempos compartilham a direção.

Esse entre-lugar não é o habitat de origem de Noctis, mas é um no qual ele se vê arremessado – e um que consequentemente torna-se se um lar – já no início da aventura. Príncipe de Lucis, sua cidade natal, Insomnia, é atacada e dominada pelo império, levando-o a não mais poder retornar para o local que sempre considerou sua casa. Assim, esse ambiente inóspito e repleto de figuras que antes não faziam parte de seu dia a dia, de pouco em pouco vai se tornando seu.

Final Fantasy XV

O Regalia é quase um quinto membro da equipe

E nisso entram as viagens no Regalia, com seu silêncio. Existe como se fazer viagens rápidas, que nos colocam em pontos específicos após uma tela de loading, mas mesmo utilizando desse recurso ainda será preciso passar algum tempo sobre a estrada. E, para todos os propósitos e intenções, quando estamos vagando em direção a um objetivo, seja ele secundário ou parte da trama principal, praticamente nada acontece. E de alguma forma isso é maravilhoso.

Final Fantasy XV não só desvencilha-se da noção que RPGs têm de ser constantemente repletos de ação e combate, como também reforça a ideia de abandono na qual Noctis se encontra com isso. A viagem – como qualquer viagem – com o tempo real preciso para alcançarmos nossos destinos acaba sendo uma de auto-conhecimento e uma sobre a compreensão do protagonista de que ele deve contar com seus guardas reais – Prompto, Gladiolus e Ignis –, que acabam por tornarem-se seus amigos. Não à toa que, nada sutilmente, a aventura abre com nossos heróis empurrando o Regalia, sem gasolina, ao som de Stand By Me, em um cover de Florence + The Machine.

Além disso, esse tempo que o jogo não tem medo de gastar com “nada” é importante para nosso apego às figuras que estão no veículo conosco. Ele permite que essa aproximação aconteça mecanicamente. E ainda bem que isso acontece, porque a história em si é de longe a parte mais fraca e pior desenvolvida de Final Fantasy XV, e não consegue por conta própria realizar esse crescimento dos personagens. Mais sobre isso em breve.

É através de mecânicas, seja passeando de Chocobo por meio de florestas e planícies, decidindo qual refeição Ignis cozinhará quando vocês montam acampamento, indo pescar, ou vendo os protagonistas conversarem sobre o jogo de celular no qual eles competem, que essa afeição surge e algum apego acontece. Esses companheiros passam a nos ser conhecidos por conta de pequenos trejeitos e comentários feitos a cada situação, sem que saibamos muito sobre sua história pregressa. Na verdade, com exceção de Prompto – e mesmo assim bem brevemente –, o título não explora em nada quem aquelas figuras eram antes de se tornarem os guardas de Noctis. Tudo que temos são os detalhes que nos são providenciados quando estamos sobre a estrada – como a necessidade de Ignis enxergar o mundo com perfeição, ou que Gladiolous realmente ama Cup Noodles – e isso é o suficiente. Até porque, mesmo que levemente, há também a ideia de que quem eles eram antes disso não importa e ficou para trás. O que vale é quem eles estão para se tornar e como essa viagem os definirá, no apoio que encontram um no outro.

O curioso é que o tempo (e consequentemente o silêncio) das viagens variará muito de pessoa para pessoa. Em comparação a outros títulos do gênero, Final Fantasy XV não possui a mais longa das campanhas. O que ele tem, no entanto, são dezenas e dezenas de missões secundárias, com propósitos distintos. Caçar monstros, por exemplo, nos recompensa não só com itens para uso em combate como também dinheiro, necessário para que compremos recursos. De forma inusitada, o dinheiro depreendido no estabelecimento em que decidimos dormir é também uma importante decisão. A experiência adquirida só é contabilizada para o ganho de níveis quando dormimos e quanto melhor o local em que passamos a noite, maior o bônus adicional concedido. Se hospedar em um ambiente de alta qualidade, enquanto caro, duplica toda experiência armazenada. É apenas um detalhe, mas um condizente com a lógica das viagens e o descanso que há quando encerramos nossas andanças por um dia.

Final Fantasy XV

Chocobos são muito úteis para se chegar mais rapidamente em locais inalcançáveis ao carro. Eles também sobem de nível quanto mais são usados.

Outras atividades secundárias podem fornecer melhorias ao Regalia, nos introduzir mais a figuras que existem pelo mundo, envolver a destruição de um base do Império etc. Ao olhar friamente para o que cada uma delas consiste, a verdade é que não há muitas diferenças. Ou elas pedirão que eliminemos monstros específicos ou que levemos um item do ponto A ao ponto B.

Eu senti, entretanto, que há cor por trás de muitas delas, seja porque são uma oportunidade de passarmos mais tempo na estrada apreciando o mundo, ou porque algumas das maiores peculiaridades e bizarrices foram guardadas a essas missões. Em uma delas, ouvi como recompensa um discurso sobre feijões, seu valor nutritivo e como um truque para apreciá-los mais é fingir que eles são pequenas almôndegas. Não faz nenhum sentido, não há nenhuma consequência para o resto da aventura, mas eu adorei.

O que há nesse mundo aberto é personalidade. Há um contraste muito bem-vindo e inesperado entre uma estética extremamente japonesa com uma que associamos a cidades do interior dos EUA, como pequenas paradas de estrada, locais pelos quais Sal Paradise poderia ter passado em suas travessias em Pé Na Estrada. Há um pouco também de uma estética com toques de Americana, ou ao menos o quanto isso é possível em um mundo fantástico em que seres humanos cavalgam galinhas gigantes. Esse choque entre dois mundos que destoam denota bem a relação dos quatro protagonistas com essa realidade, já que é reforçado mais de uma vez que todos nunca tinham visitado áreas fora da cidade real de Insomnia.

Final Fantasy XV

Esse chefe opcional é ridiculamente grande

O combate, por mais que exista em menor quantidade do que em seu Final Fantasy tradicional, ainda é parte integral de como interagimos com o mundo. Ele é provavelmente o mais focado em ação que a série já teve e inicialmente é um bocado confuso. Existem ações que são automáticas, como atacar ou esquivar, cuja realização requer apenas que o botão correspondente seja segurado. No entanto, existem diversas nuances sobre ele que ficam claras quanto mais você progride, que estão lá se você as quiser explorar, mas de nenhuma forma são necessárias. Por exemplo, a esquiva, que, se for feita assim que Noctis está para receber um golpe, permite que o personagem dê um ataque em seguida mais forte do que o normal.

Há uma série de outras características como seu posicionamento em relação ao inimigo, os diferentes golpes especiais que podem ser desferidos pelos seus companheiros, a possibilidade de mudarmos de arma no meio combate para procurarmos alguma que explore mais a fraqueza do oponente etc, que existem, mas que não obrigatoriamente precisam ser exploradas pelo jogador. A partir do momento que comecei a fazer uso de todos esses recursos as lutas tornaram-se mais fáceis, porém isso não é um requisito. Está lá para quem quiser.

Isso não impede que existam momentos em que o combate é uma bagunça, especialmente quando estamos em ambientes mais fechados. Nessas horas, é comum que você não consiga discernir exatamente em qual inimigo está mirando, quem está o atacando ou que mal consiga enxergar Noctis no meio da confusão. Situações como essa, na minha experiência, não definiram o combate e, passado o choque inicial, achei-o progressivamente mais estratégico e interessante.

A cola que falta para unir todas as peças de Final Fantasy XV é sua história que, infelizmente, é muito ruim. Primeiro porque parte dela está presente apenas nas outras obras transmídia feitas no universo, como a animação Kingsglaive. Sem ela, o rei pai de Noctis aparece no jogo por menos de cinco minutos, então é impossível ligar muito para a figura. Não só isso, é nesse filme que há maiores explicações sobre a importância de um anel que pertencia ao monarca, cujo significado está completamente ausente no título. Eu só sabia que ele era importante porque os personagens falavam isso o tempo todo, porém sem nunca entender o porquê.

Em segundo, o jogo é péssimo de contexto. A bem da verdade é que por boa parte da duração da aventura eu não tinha plena certeza de qual era meu objetivo ou contra o quê estava lutando. Estava claro que o Império era uma força inimiga, mas volta e meia havia conversas sobre o destino dos reis e uma escuridão que ameaçava dominar o mundo. Fica evidente desde o início que a ausência do sol é um problema, já que à noite demônios extremamente fortes rondam o mundo, mas durante muito tempo é difícil dizer se a escuridão da qual falam é uma literal ou abstrata. É extremamente mal desenvolvido.

A trama desanda de vez quando é hora pegarmos um navio e partirmos do mapa no qual tudo se inicia. Por mais que seja permitido voltar a ele quando quisermos para terminarmos missões secundárias que ficaram para trás, a partir do momento em que o deixamos Final Fantasy XV torna-se linear, trocando os ambientes abertos e belos por corredores fechados, frios e sem graça. O último traço de beleza que vemos é um cidade evidentemente baseada em Veneza. Depois disso, é feiura atrás de feiura.

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O pior é que, até chegarmos nessa parte da história, quase nada acontece. Nossas missões são mais pontuais, sem oferecerem novos fatos aos eventos que englobam o mundo. E então, de repente, várias coisas começam a acontecer de maneira abrupta e sem explicação. A impressão constante que tive é de que havia pedaços inteiros da história que estavam ausentes, costurados às pressas onde quer que eles pudessem ser inseridos, muitas vezes jogados velozmente em um diálogo ou em textos espalhados pelas salas que passamos. É bem ruim.

Você perde a noção do que exatamente os heróis estavam tentando fazer, de onde está e da importância de alguns personagens. Figuras que aparentavam ter grande relevância são sumariamente eliminadas e esquecidas. Fica claro que a atenção toda do estúdio estava naquele primeiro grande mapa e que essa segunda parte teve menos esmero. Se isso é um resquício do desenvolvimento atribulado pelo qual Final Fantasy XV passou ou se foi apenas falta de cuidado do estúdio eu não sei dizer, mas o contraste entre esses dois segmentos é claro.

A consequência disso é que é difícil ligar para o embate final de Noctis contra o vilão da narrativa ou para todo o contexto que os cerca. Isso não significa que o jogo falhe em emocionar. Quando o assunto é concernente ao protagonista e aos seus companheiros, há horas em que ele consegue ser sensível. Mesmo completamente perdido em relação aos eventos que transcorriam ou à dimensão do que estava para ser feito, ainda houve um diálogo emotivo e sincero próximo ao final que me deixou com a voz embargada, algo que eu nunca esperava que fosse acontecer dado que, quando vi pela primeira vez o design desses personagens, tudo que senti foi desdém e a certeza de que nada dessa estética era referente aos meus gostos. Mas você se apega a eles e, sem que espere, se vê como um outro membro da trupe sentado no Regalia.

Assim, o final vem e vai sem um impacto considerável, apenas concluindo uma história mal desenvolvida, mal explicada e com uma qualidade distante de outras partes que compõem o título. É uma pena.

Também é válido ressaltar que, diferente de outras entradas da série, Final Fantasy XV é estranhamente ausente de figuras femininas importantes ou consideráveis. A franquia sempre as tratou de igual para igual, apresentando-as tão fortes quanto qualquer outro, ou às vezes colocando-as no assento de protagonistas (como em Final Fantasy VI ou XIII). Aqui, chamativamente, elas são relegadas a um papel secundário e, quando não são indefesas, são hipersexualizadas (Cindy, especificamente). Nem mesmo Luna, a prometida de Noctis, escapa disso, servindo mais como artifício para propelir o príncipe em frente. É possível argumentar que há uma razão para a patota totalmente masculina, pois a trama gira em tonro da união desse grupo de amigos em específico e sobre seu processo de crescimento, enquanto as  mulheres que encontramos, no geral, são apresentadas como mais maduras do que eles. Isso não muda o fato de que elas foram jogadas a um segundo plano, no entanto.

Final Fantasy XV não é impecável. E, para muitos, o tempo que foi necessário para desenvolvê-lo irá dominar a narrativa por trás do título. Pessoalmente, eu acho que isso em nada importa. Mesmo com tropeços, o que a Square criou aqui é uma obra com carisma, charme, boas mecânicas e personalidade. Ele tem falhas, algumas delas severas. Mas Final Fantasy é novamente chamativo, como há mais de uma década não o era.

Assista ao Shuffle de Final Fantasy XV

Final Fantasy XV
Desenvolvido pela Square Enix
Distribuído pela Square Enix
Disponível para PlayStation 4 e Xbox One
Versão jogada: PlayStation 4
A análise foi feita com uma cópia do jogo comprada pela equipe do Overloadr

Análise - Final Fantasy XV
Final Fantasy XV tem alguns problemas severos. Sua história é uma bagunça mal desenvolvida e mal explicada e a segunda metade da trama é abrupta e localizada em cenários feios e sem graça. No entanto, há toda uma outra parte mágica e charmosa esperando para ser explorada, calcada em viagens de carro que são silenciosas e contemplativas. Não serão todos que gostarão do quão pacato esse Final Fantasy é, nem do quanto ele pede que você não tenha pressa com seu tempo. Mas para aqueles que apreciam isso, há coisas muito boas guardadas aqui.
4
  • 55555

    Boa análise! A recepção positiva deste jogo foi inesperada porém muito bem vinda.

    Heitor, em sua conclusão há um erro.

    “Não serão todos que gostarão que gostarão do quão pacato esse Final Fantasy”.

    • Heitor De Paola

      Corrigido o>

      • 55555

        Fiquei muito feliz com a análise. Esse jogo parece muito bom, espero poder jogar ele daqui uns dez anos quando a Square o lançar para PC já que não possuo de um console.

        Sobre a relevância de Final Fantasy: Eu joguei o jogo que veio com a demo do XV, o Final Fantasy Type-0 HD. Há muito não jogava um Final Fantasy e este sempre foi muito bem elogiado sobre quem jogou a versão exclusiva no Japão (que eventualmente recebeu um patch completo em inglês) e o achei muito bom! Muito dos defeitos que você citou aqui sobre a mobilidade do combate atrapalhar em locais simples e uma trama que é lhe dada em migalhas meio desconexas se aplicam nele, mas o diferencial sobre como ele trata o assunto de guerra de uma forma mais “real” em um mundo fantástico me manteve preso pelas trinta e tantas horas. Que pena que na época que ele saiu houve aquele problema de motion blur que desanimou todo mundo com o jogo.

        Deixo aqui um vídeo que infelizmente é meio longo, mas mostra um até então soldado sem nome aleatório que é ferido e tem junto com seu Chocobo realizar a aceitação de que ambos estão feridos demais e vão morrer ali no campo de batalha.

        https://youtu.be/9A_mLgvuHnM?t=7m47s

        Ps: No quarto capítulo você se refere à cidade como “Insomina” quando é “Insomnia”. Eu juro por deus que não tô caçando typo. ;___;

  • Alex Amaro

    E dinheiro pra comprar da onde vou tirar? XD

  • El Luchador

    VOU COMPRAR mais pra frente.

    Antes de lançar um novo Final Fantasy, com certeza!
    aheuihfoaiufhaoiueuifheoaih

  • Sempre bom ter o Overloadr para nos mostrar os dois lados da moeda. Um review justo e muito verdadeiro. Não sei pq, mas hj me parece o unico lugar do jornalismo de Games Brasileiro no qual eu leio tranquilo sem me preocupar com publiposts ocultos ou puxação de saco com medo de falar a real sobre jogos/desenvolvedoras.

    Continuem assim 😍

  • Hm. Apesar de eu não concordar com a afirmação de que Final Fantasy XV é fraco em seu quesito história pois eu realmente gostei bastante do que me foi contado, eu senti que os elementos que ficaram de fora dele poderiam ser complementos vendidos como DLC ou mesmo colocados dentro do jogo e o Kingslaive é um exemplo disso. Eu chorei com o final desse jogo, me emocionei bastante mas eu admito que eventuais momentos da campanha em sua história principal eu sentia que eu precisava de mais. Talvez mais daqueles personagens, mais dos personagens ao redor deles e um pouco mais de profundidade dos personagens que eles parecem se importar fortemente durante a trama mas que não é tão bem desenvolvido. É tudo muito “anime”.

    Análise justa como sempre, parabéns Heitor e continue assim.

  • Kazuo

    O anime FFXV brotherhood é bem legal até.. pelo que parece complementa o que faltou no jogo. Basicamente mostra como eles ficaram amigos. Tem pouquíssimas cenas de ação, o que sobra no jogo.

  • Deniel Brandão

    Gostei bastante do review, ainda não terminei o jogo, mas traduziu bastante o que venho sentindo na jornada.
    A impressão que tive é que a história foi fragmentada em todos os satélites lançados e que serão lançados de FFXV, tem o anime, o filme e uma caralhada de DLCs que serão disponibilizadas ao longo dos meses. Isso pode ser legal pra quem vai acompanhar tudo (me incluo), mas na real é um grande problema, pois não podem obrigar as pessoas a catarem todas as peças espalhadas e montar o quebra cabeça da história completa.
    A primeira cutscene do jogo exemplifica bem isso com o diálogo do Noctis com o pai. Minha namorada tinha acabado de ver o filme e lacrimejou com a cena, pois ela sabia o que o rei Regis estava pensando naquele momento, fez todo sentido pra ela e foi emocionante. Já o meu irmão que estava do lado não viu o filme e assim que a cutscene acabou ele disse: “Credo, pra que esse dramalhão todo desse rei”
    Concordo com os pontos positivos citados. Até agora eles fizeram meu hype honesto ser recompensado. É muito divertido e gostoso joga-lo e a frase inicial do game é bem verdadeira: “Um Final Fantasy para fãs e novatos”
    No final das contas FFVX me lembra de uma forma diferente um filme do Tarantino, onde a macro-história não importa muito, mas sim a jornada, os personagens e a interação entre eles.

  • Fabiano Novaes Ferreira

    nunca joguei Final fantasy algum, não gosto de RPG’s ou JRPG’s tradicionais e com 15 minutos de vídeo percebi que não vou jogar nunca. achei chato toda vida.

  • Jean Carlos

    Nunca li uma review deste site, mas cara… estão de parabéns.
    O escritor com toda certeza analisou o jogo friamente, principalmente por ter notado que a primeira parte do game era totalmente perfeita e coesa, porém após ir pra Altissia o jogo se perde totalmente.

  • Jean Carlos

    Estava viciado demais no jogo, tinha umas 30 horas quando estava concluindo Cleigne e Duscae, foi então que fui atras do Titan, após eliminar ele aparecem umas CG e do nada fui jogado em Duscae pra ir atras do Ramuh, isso foi tipo ” wtf???”, começaram a afunilar o jogo e a remendar as coisas as pressas.

  • Jean Carlos

    Como se não desse pra piorar, após a tragédia contra o leviathan, fui posto em um trem rumo a Tenebrae sem mais e sem menos, com os 4 personagens em conflito. Destaque pro Capítulo 12, que foram as 2 horas mais entediantes da minha vida em um video-game, 2 horas correndo de alguns robos simplesmente porque tiraram minhas armas, resolvendo varios puzzles toscos que não deveriam ter no game e a morte do rei do império e do Ravus sem a mínima explicação. Ah, PORQUE DIABOS O RAVUS POSSUIA A ESPADA DO REI REGES? não me lembro disso no filme.

    • Matheus

      Cara estou com quase 23 horas de jogo e nao sai do capitulo 4 por causa de bug, direcao manual , o regalia anda nem a 20km por hora, como correr com andy??? nao vou começar do 0 so pra passar capitulo 4 , to lv 32, fiz altas sidequest

  • Final

    Primeiramente, releia seu texto, pois ainda contém erros, inclusive de coesão e palavras emgolidas. Sou fã da franquia e, infelizmente, me decepcionei. Comprei no hype e sua análise cirúrgica, lógica e lúcida, como a de muitos que foram sinceros e, digamos, profissionais, trouxe boa parte das mazelas do jogo. É uma pena o jogo ser tão fraco e superficial. Eu vi o filme, o anime, o diabo a sete, e ainda assim a história beira ao fracasso do tédio. Conan, o crítico, tinha razão: esse jogo é uma “grande perca de tempo”. Sinceramente, acho que o maior elogio que FFXV pode receber é que The witcher 3 é anos-luz melhor. Quando penso em Final Fantasy, penso em história e, como eu disse, esse XV é um grande fracasso…

    • Marcos Paulo

      É perda de tempo e não perca de tempo.
      Por exemplo:
      Que eu não perca tempo jogando FFXV!
      “..esse jogo é uma “grande perda de tempo”.

      Cada um tem seu gosto, eu gostei de mais de FFXV e jogo muito ele, tenho mais de 180 horas jogadas, ja the witcher 3 não gostei joguei 10 min e parei, o jogo esta aqui encostado, tentei jogar umas 3 vezes mas nao consegui achei muito chato mesmo, fácil de mais – Ah mas vc poderia mudar a dificuldade, ir em opções e desligar algumas coisas – Eu compro o jogo coloco no vídeo game e do jeito que o jogo é iniciado eu jogo e normalmente começa no normal, ai depois que eu zero o jogo coloco no modo mais difícil , pelo que eu entendi o normal do the witcher 3 é o facil e o hard é o normal (não sei se tem essas opções). Mas como eu disse, gosto é gosto.

  • Victor Giamberardino

    O jogo é bom pra caramba, só peca na história, ela n é ruim mais também n é boa, poderia ser mais longa incluir mais coisas, ela é muito curta, no final eu fiquei boiando, tipo ele sai do mundo material e vai pro espiritual?what??Final muito ruim, esperava mais em relação a história.

  • Victor Giamberardino

    Seria muito legal uma campanha com Cor Leonis,Aranea, Ravus,Luna e quem sabe a Iris.Tipo iria explicar bastante a história se fosse possível enxergar a história do ponto de vista deles, pois estes personagem vivência muita coisa q o jogo n conta, pois vc sente q história é cheia de furos.

    • Rodrigo Luciano

      tem o filme