“O Boteco está cada vez mais virando uma balada gay”, ouvi alguém dizer, sobre o Boteco VII: Jogabilidade, realizado no dia 26 de março, em São Paulo. Considerando que a cultura gay está diretamente atrelada à cultura de festas, ao desprendimento, à dança e à liberdade de expressão, isso não poderia ser um elogio maior. E, conhecendo nosso público, certamente, essa era a intenção de quem fez a afirmação.

O Boteco está se tornando um evento único em São Paulo: uma festa aberta à diversidade, capaz de reunir homens, mulheres, héteros, LGBTs, brancos, negros, orientais, tímidos, extrovertidos, jovens, maduros. É sempre um espaço de libertação: tem gente que dança, tem gente que beija, tem gente que tira a roupa. E alcançar esse grau de sintonia entre pessoas tão diferentes, que originalmente tinham em comum apenas o gosto pelos videogames, é algo do qual nós do Overloadr, juntamente com nossa comunidade, nos orgulhamos muito.

Veja as fotos do Boteco VII!

Preparar um setlist para um público tão heterogêneo não é bem uma ciência exata. A do Boteco VII comecei com rock indie, nem muito colorido, nem muito sóbrio, para dar aquela levantadinha de leve em quem, porventura, podia ainda estar um pouco retraído. E, numa tentativa de acompanhar a “soltura” do público, ir introduzindo aos poucos o pop e o eletrônico, mais dançantes. Funcionou. Teve quem fosse até o chão com Sissy That Walk, da RuPaul.