oferecido2Por onde se andava pelo Los Angeles Convention Center durante a E3, via-se jogos dos mais diversos tipos sendo demonstrados em VR — até mesmo séries consagradas, como Resident Evil, se renderam à novidade. Disputadíssimos, os testes com realidade virtual na feira formavam filas enormes por todo o show floor. Neste cenário concorrido, consegui jogar três títulos: Rez Infinite, Batman Arkham VR e Serious Sam VR: The Last Hope.

Meu primeiro contato foi com Rez Infinte, uma versão atualizada para PS4 do clássico do Dreamcast, que contará com uma área inédita em sua versão final. Rez sempre buscou ser uma experiência imersiva, mas parece que só agora a visão de Tetsuya Mizuguchi pôde ser concretizada. Pela primeira vez me senti dentro de Rez, e foi incrível. É impressionante o quanto me conectei com o jogo, chegando a mover o corpo na batida de sua maravilhosa trilha sonora.

Se teve algo que Rez me provou foi quão bom é mirar movendo a cabeça. Apesar de ser possível utilizar o analógico esquerdo para auxiliar a mira, não senti a menor necessidade. É mais natural e intuitivo, quase como uma evolução dos excelentes controles de Splatoon.

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O mais impressionante, no entanto, era observar o ambiente em 3D, reparando nos detalhes de seus cenários abstratos enquanto meu corpo era movido automaticamente em alta velocidade, ou, durante uma alucinante batalha contra um chefe, precisar olhar para trás para continuar disparando contra ele.

Posteriormente, testei Batman Arkham VR, para PS4, que não tem muito a ver com os jogos da Rocksteady e, na demonstração, era composta por duas etapas. Utilizando dois PS Move como controle, cada um simulando uma mão de Bruce Wayne, a primeira começa em uma sala da mansão Wayne, quando Alfred (fora do campo de visão) começa falar. Para interagir com ele, é necessário virar a cabeça e o corpo em sua direção. Ele mostra uma chave, que eu precisei fisicamente pegar para ter acesso ao piano. Depois de tocar algumas notas aleatórias, uma passagem secreta se abriu, o chão começou a descer e logo mais eu estava na batcaverna.

A mudança de cenário e a sensação de descida foi algo realmente marcante, transmitindo a sensação de que eu estava mesmo em um elevador. Drones me vestiram e, em seguida, ao olhar no espelho, para meu espanto, pude me ver vestido como Batman.

A segunda parte consiste na reconstituição de um assassinato no qual precisamos identificar os momentos onde determinadas lesões ocorreram, aos moldes do modo detetive dos jogos anteriores — e um pouco enfadonha.

Meu último compromisso na E3 foi jogar Serious Sams VR: The Last Hope, que foi a melhor experiência com realidade virtual que eu tive até hoje. Munido dos dois controles do HTC Vive, joguei uma espécie de Virtua Cop, em que hordas de inimigos avançavam sobre mim enquanto tentava atingi-los com um arsenal variado. Com o avanço das fases, começou a ficar difícil manter os inimigos distantes. Em certo ponto, tentava desviar de uma horda de monstros rasteiros que vinham do meu lado direito enquanto eu matava os que se aproximavam pela outra direção. Foi uma experiência tão tensa que me peguei pensando se já havia sentido tamanho desespero em um jogo antes.

Apesar das experiências positivas, ainda me sinto cético com o futuro do VR. Considerando o histórico de acessórios e gadgets abandonados (tais como o Kinect ou mesmo a tecnologia de 3D estereoscópico em TVs), os preços proibitivos e a dificuldade de replicar experiências mais tradicionais nos dispositivos, sinto que possa haver rejeição por parte do público. Por fim, jogar em VR é também um compromisso, um que exige uma desconexão momentânea com o mundo (e com os smartphones), que não sei se todas as pessoas estão preparadas para ter.

Bruno Lazzarini é colaborador do Overloadr, que esteve presente na E3 2016, em Los Angeles. 

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  • Tais

    geeeeeeeeente, QUE SONHO DEVE SER JOGAR REZ ASSIM. sérião, agora tô boladíssima por não ter nem isso e nem o bagulho de VR ='( mimimi