Jogamos: Tekken 7 impressiona com visual espetacular e cutscenes interativas

oferecido2Depois de anos de espera, finalmente temos uma previsão para o lançamento de Tekken 7 nos consoles: começo de 2017. O impressionante trailer que foi apresentado na conferência da Microsoft durante a E3 2016 traz sequências retiradas do próprio jogo, praticamente sem edição. O modo história mescla cutscenes em tempo real pré-renderizadas e alguns quick time events antes de iniciar a luta, sem telas de carregamento ou outras interrupções.

Uma atração é a presença de Akuma, originalmente de Street Fighter, que passa a integrar oficialmente o universo de Tekken. Seu objetivo é cumprir a promessa feita à Kazumi Mishima de matar seu marido, Heihachi. Tekken 7 também pretende encerrar de uma vez por toda a disputa entre Kazuya e Heihachi, embora essa promessa pareça vazia depois de tantas reviravoltas que deixaria qualquer roteirista de novela mexicana com inveja.

Ao jogá-lo, pude constatar que Akuma possui exatamente os mesmos movimentos que possuia em Ultra Street Fighter IV, apesar de parecer mais pesado por causa da mudança de estilo de jogo. Até a barra EX ele tem, servindo tanto para soltar o Messatsu GouHadou quanto para utilizar golpes EX. O bacana é que Akuma parece bem equilibrado em relação ao resto do elenco, que consegue facilmente desviar de seus hadoukens utilizando a movimentação em 3D.

Alem de Akuma, outros sete personagens estreiam: Cláudio, Josie, Katarina, Kazumi, Shaheen, Lucky Chloe e Gigas. Os destaques ficam por conta da brasileira Katarina, que infelizmente é mais uma personagem de luta hipersexualizada, e Lucky Chloe, a lolita furry que gerou polêmica quando foi relevada, levando Katsuhiro Harada (o “pai de Tekken”) a declarar em tom de deboche que a substituiria por um skinhead musculoso na versão americana.

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Aos moldes de Laura, de Street Fighter V, Katarina é mais uma personagem feminina brasileira hipersexualizada

Na apresentação feita para a imprensa no Convention Center, a Bandai Namco espertamente utilizou Lucky Chloe para demonstrar as novidades de Tekken 7, arrancando gargalhadas dos presentes e conquistando-os com o estilo dançante e as poses “kawaii” da garota.

Tekken 7 utiliza a Unreal Engine 4 e seus gráficos são espetaculares, com ótimos efeitos de iluminação, cenários detalhados e personagens muito bem modelados e animados. Mas a mudança não é apenas técnica, visto que vários lutadores ganharam novos designs.

As maiores novidades no entanto estão em relação à jogabilidade, especialmente com a reformulação do Rage Mode. Em Tekken 6, esse modo garantia mais força aos personagens quando eles tinham apenas 5% de energia. Já tem T7 o Rage Mode é ativado quando se tem 30% da vida, possibilitando a utilização dos RaGe Arts ou dos Rage Drives.

Rage Art nada mais é que uma versão dos ˜especiais˜ dos jogos de luta. Já o Rage Drive ativa habilidade específicas aos personagens, mas os detalhes conheceremos melhor quando o jogo sair.

Tekken 7

Por fim, uma coisa me chamou atenção: quando dois personagens têm pouca vida e desferem golpes ao mesmo tempo, há a possibilidade de ser ativado o Super Slow Motion. Segundo Harada, essa mecânica foi criada para dar um ar mais cinemático e excitante às lutas. Nos meus testes, todos os momentos em que ocorreu o Super Slow Motion foram intensos e divertidos, dando um charme a mais aos combates e criando novos momentos de tensão.

Com um elenco de pelo menos 26 personagens (esse número deve crescer conforme o lançamento se aproximar), Tekken 7 promete ser um dos grandes jogos de luta da geração, fazendo até quem não é lá muito fã da franquia, como eu, ficar ansioso pelo seu lançamento no começo de 2017, para PS4, Xbox One e PC.

Bruno Lazzarini é colaborador do Overloadr, que esteve presente na E3 2016, em Los Angeles. 

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  • Jonas S. Marques

    Engraçado pensar que Tekken é uma das únicas franquias de luta dos consoles que continua sem nenhuma versão pra PC.

  • El Luchador

    Curti.

  • rodrigo

    certamente vou comprar… devo ter jogados grande parte dos lançados ate hoje.. só me faz falta projeteis as vezes