O ano de 2016 está para se encerrar e com isso é hora de decidirmos quais os jogos que mais gostamos que tenham saído nesse período.

Além de nossas listas (e a da escolha do público) que serão publicadas ainda nesta semana, chamamos também pessoas que tenham aparecido no Overloadr, seja em textos ou convidados de nossos podcasts, para compartilharem quais os títulos que mais as marcaram neste ano que está para nos deixar.


Humberto MartinezHumberto Martinez é jornalista, editor-chefe do núcleo de games da Editora Europa, que inclui a Revista Oficial do PlayStation, a Revista Oficial do Xbox e os produtos OLD!Gamer. Ele também já passou pela antiga e finada Ação Games.

Humberto participou do MotherChip #104, em que conversamos sobre a experiência de alguém que trabalhou antigamente no mercado editorial de games do Brasil e qual o estado dele atualmente.

 

Eis os melhores jogos de 2016 para Humberto Martinez

5. Vanishing Realms (Indimo Labs)

Os jogos de realidade virtual ainda estão testando fórmulas e mecânicas, então tem muita coisa estranha por aí. Mas também há experiências mágicas e diferentes do que estamos acostumados nos videogames tradicionais. Vanishing Realms, para HTC Vive, é um RPG clássico de exploração de calabouços, com baús, armas medievais, esqueletos e em primeira pessoa. Só que o fato de estarmos dentro do ambiente muda tudo, principalmente na hora do combate. É surpreendentemente recompensador usar seu escudo para defender uma flecha vinda da esquerda sem sequer olhar para o projétil, porque você está mais preocupado em esquivar da espada do esqueleto a sua frente. Em vez de ganhar uma habilidade virtual, você sente que seu próprio corpo está ficando mais ágil e eficiente em combate.

4. HITMAN (IO Interactive)

A volta do Agente 47 surpreendeu. A história continua qualquer coisa, mas o conceito de oferecer liberdade de ação para cumprir missões de assassinato foi elevado a outro nível. O design de cenário é inteligente e motiva a exploração por múltiplas rotas, o que revela novas oportunidades de disfarces e de execução de alvos. Adoro desafios numerados e aqui tudo é catalogado e organizado, com dezenas de desafios para cumprir, itens para habilitar e segredos para revelar. O mapa de Sapienza é o mais impressionante, com um laboratório secreto, uma enorme mansão, uma área turística litorânea, uma igreja antiga e ruínas onde você pode encontrar um canhão para explodir seu alvo a 400 metros de distância.

Assista ao Shuffle do Overloadr de Hitman

Hitman

Hitman

3. Overcooked  (Ghost Town Games)

A Blizzard batia na tecla de que “Diablo III nos consoles vai ressuscitar a cultura ‘multiplayer de sofá’”. Bem, não tenho certeza se eles conseguiram, mas posso dizer que Overcooked uniu as redações da Revista PlayStation e da Revista Xbox em partidas diárias por pelo menos um mês. O ambiente de trabalho foi tomado por grupos empolgados e uma gritaria de pedidos de ingredientes, de cobranças para que alguém lavasse os pratos estão sujos e de avisos de que os bifes estavam passando do ponto.

Assista ao Shuffle do Overloadr de Overcooked

2. The Witness

Eu odiava Myst. Aquele jogo de PC era lindo para os padrões de 1993 e sua ilha parecia um lugar misterioso e instigante para explorar em busca de pistas para solucionar seus enigmas. Só que era péssimo de jogar e eu simplesmente não conseguia sacar a lógica dos desafios. The Witness é tudo que eu esperava de Myst: lindo, excelente para explorar e com enigmas genuinamente difíceis, mas que mesmo seres humanos comuns conseguem compreender.

Leia a análise do Overloadr de The Witness

The Witness

The Witness

1. Uncharted 4: A Thief’s End

A última (assim espero) aventura de Nathan Drake foi além das minhas expectativas. Em vez de fortalecer as cenas exageradas de ação, uma característica da série, a narrativa se destacou e transformou uma aventura estilo Sessão da Tarde em algo mais, uma história que aumentou o laço entre jogador, a cultura PlayStation e com os personagens. Foi um bonita despedida.

Leia a análise do Overloadr de Uncharted 4: A Thief’s End