O ano de 2016 está para se encerrar e com isso é hora de decidirmos quais os jogos que mais gostamos que tenham saído nesse período.

Além de nossas listas (e a da escolha do público) que serão publicadas ainda nesta semana, chamamos também pessoas que tenham aparecido no Overloadr, seja em textos ou convidados de nossos podcasts, para compartilharem quais os títulos que mais as marcaram neste ano que está para nos deixar.


Jefferson KayoJefferson Kayo (também conhecido como Dragão do Prazer em locais que sua mãe não quer que você frequente) já foi editor da PlayTV e passou por outros veículos como Omelete e a editora JBC. Atualmente, ele briga na justiça em busca de ser considerado dono da Chopperia da Liberdade, alegando usucapião.

Neste ano, Jeff gravou conosco o Bilheteria #96, em que conversamos sobre animes, Transformers e ansiedade. Ele também esteve presente no Sexta Show #03, em que jogamos Street Fighter V. E, em 2014, Jeff participou do MotherChip #21.

 

Eis os melhores jogos de 2016 para o Dragão do Prazer:

Forza Horizon 3 (Playground Games)

Forza Horizon 3 é meio que tudo o que eu gostaria de ver dentro de um Need for Speed, mas de uma forma super coxinha. Um festival oficial, legalizado, com gente rica se divertindo no deserto da Austrália, bebendo água Voss, curtindo um eletrônico etc. Desta vez o game conta com pitadas de rebeldia na forma de corridas clandestinas que liberam carros secretos (TEM ATÉ ISSO DESSA VEZ). Mas ainda coxinha ao extremo.

Gosto de história em jogos de corrida. Nada no estilo The Run, mas o básico de querer se tornar alguém dentro do submundo das corridas de rua é sempre legal. Ainda espero por uma versão no Japão, com corridas estilo Touge, no meio das serras japonesas e com muito Eurobeat clássico.

Assista ao shuffle do Overloadr de Forza Horizon 3

Street Fighter V (Capcom e Dimps)

Apesar dos seus inúmeros problemas comerciais em relação à entrega do produto final completo (que ainda não aconteceu), Street Fighter V foi o jogo de luta que mais me impressionou em 2016.

Seja pela audácia de atualizar seus lutadores a um nível quase irreconhecível em alguns casos – tecnicamente e visualmente também -, pela bagunça criada dentro do mundo competitivo, negando o favoritismo a todos, ou mesmo pela tentativa de um novo formato de manutenção do game, com DLCs que podem ser adquiridos com dinheiro do jogo e uma cabeça completamente voltada para o eSports. Foi um ano bacana pra quem gosta do rolê.

Street Fighter V

Street Fighter V

The Division (Ubisoft)

Assim como Destiny, The Division brilhou no modo cooperativo. Com um mapa gigantesco da cidade de Nova York e bons updates de conteúdo durante o ano, o jogo acaba pecando bastante na forma como ele narra a sua história. Nada que vá perdurar na minha memória por muito tempo — inclusive, só lembrei dele aqui por causa de uma conversa com amigos exatamente sobre nossas aventuras no cooperativo.

Leia a análise de The Division

Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4 (CyberConnect2)

Esse com certeza ajudou naquela lista de “coisas para fazer antes de morrer” caso você não tenha lido o final de Naruto no mangá. Naruto Shippuden Ultimate Ninja Storm 4, além de maravilhoso graficamente, também dá a chance da Cyberconnect2 mostrar como eles absorveram o final da obra de Masashi Kishimoto. Obra esta muito boa de início, popularizada, arrastada, banalizada, decadente e absurdamente famosa, nessa ordem. Foram anos acompanhando que não voltam mais, mas, em compensação, esse joguinho me fez gostar de Naruto mais uma vez.

The King of Fighters XIV (SNK)

Esse era a piada de 2016. Depois do seu anúncio abrupto na PSX de 2015, ninguém botava fé na SNK reestruturada e sua maior franquia, com cara de jogo de celular. Os meses passaram, a equipe trabalhou e o resultado foi a entrega de um game muito mais bem finalizado (como produto) que Street Fighter V.

Menos audacioso que seu concorrente, reutilizando animações do jogo anterior, mas com o acréscimo de mais de 20 novos bonecos, totalizando uma lista de 50 personagens (infelizmente o povo usa uns seis só), The King of Fighters XIV colocou sua franquia no mapa mais uma vez.

The King of Fighters XIV

The King of Fighters XIV