Em termos de beleza, para celebrarmos o que houve de melhor em 2016 não estamos diferenciando jogos que se destacam por visuais artísticos ou técnicos. Nossa intenção é simplesmente ressaltar aquele que consideramos mais bonito, independente de como ele atinja esse objetivo. Levando isso em consideração, esses foram os três jogos cujo visual nos arrebatou neste ano:

Abzû

Abzû cria seu esplendor através da vida aquática que existe nele. Em nossas andanças (ou nadanças) pelo fundo do mar, vemos enormes cardumes ao nosso redor, compostos do que parecem ser milhares e milhares de pequenos peixes. Sua arte flui de maneira específica, passando melhor a impressão de como as coisas se movimentam no mundo embaixo d’água, o que é muito impressionante. Além disso, ele faz um uso de cores bem chamativo, criando contrastes interessantes entre as várias áreas que visitamos, tornando-as marcantes.

Abzû

Abzû

 

Uncharted 4: A Thief’s End

Nós já esperamos um impacto visual vindo de qualquer produção da Naughty Dog, mas, mesmo assim, Uncharted 4 nos pegou de surpresa. O nível de detalhes presente nos ambientes é absurdo, indo das montanhas ao longe ao capim que cresce até a altura dos nossos joelhos. Além do cuidado, tudo é impressionante também por conta de seu escopo. Uncharted ainda é, sem dúvidas, uma experiência linear, mas desta vez é mais aberta do que seus predecessores, oferecendo uma liberdade que não havíamos visto anteriormente. Apesar disso, nada é perdido na transição para espaços maiores. Se qualquer coisa, eles aumentam ainda mais a beleza do que vemos.

Uncharted 4: A Thief's End

Uncharted 4: A Thief’s End

 

Inside

Dentre os jogos que selecionamos como finalistas, Inside é aquele que diríamos ter a beleza mais “tímida” de todas. Seu visual é mínimo, mas não menos chamativo por conta disso. Pelo contrário, a direção de arte faz com que qualquer pequeno detalhe salte aos olhos, tornando mais fácil que a mente viaje e indague sobre o que está ocorrendo naquele mundo. Isso vai desde estranhas máquinas que vemos em funcionamento a uma linha elétrica ligada por postes, que vai embora em direção ao fundo da tela, nos dando ideia da imensidão do mundo.

Inside

Inside

E o vencedor é:

 

Uncharted 4: A Thief’s End

Uncharted 4 é simplesmente impressionante demais. Os diferentes cenários que exploramos na última aventura de Nathan Drake, indo de desfiladeiros gelados a ilhas paradisíacas, passando por ambientes que nunca vimos antes, como a residência do protagonista e uma leilão em uma enorme mansão, oferecem uma gama enorme de oportunidades para que os artistas da Naughty Dog mostrem todo o seu talento de diferentes formas. O jogo tem os seus problemas, mas em termos visuais não há quase nada que rivalize com o que temos aqui.

Para saber em mais detalhes como chegamos a essa decisão, ouça o MotherChip Especial – Prêmio Overloadr 2016: Dia 2. Nele, também discutimos sobre o jogo com melhor mensagem/impacto social e melhor design do ano.

  • Sou da mesma vertente do Rique em não ver graça em jogos realistas, inclusive curto o Abzu e o Inside na lista, mas diria que Uncharted 4 é MUITO diferente de simplesmente um jogo belo tecnicamente como apontado. Ele é um jogo que diferente de um Just Cause, Watchdogs ou GTA, avança pra uma estética hiper-realista, brincando ali com surrealismo mágico.

    O verde é tão verde, amarelo tão quente, as paletas, como cada ladrilho com pattern foi pensado, como eu imagino que tenha sido os estudos para criar cada modelo de vaso, cada combinação de plantas, texturas, chega a ser mais vivo e mais precioso do que seria se só fosse “realista”. Naughty Dog tem excelência em tornar o que seria convencional e pouco imaginativo em uma obra de arte visual, enchendo os olhos. Imagino a qualidade e as referências dos artistas por trás. Prêmio merecido!