Como sempre, pensamos em um bom design de som como aquele que ressalta partes de um jogo, seja para nos colocar melhor em sua atmosfera, para nos situar em relação a outros acontecimentos, passar melhor a ideia de nosso peso e impacto etc.

Tendo isso em mente, chegamos a três jogos que consideramos se sobressair nesse quesito dentre todos os que saíram em 2016:

Inside (Play Dead)

Inside é perturbador e sem dúvidas grande parte desse motivo está em seu visual e animações. Entretanto, acompanhando isso está um design de som brilhante que soma a essa perturbação, reforçando sempre a ideia de que estamos ao mesmo tempo diante de algo familiar e alienígena. Também interessante é o quão pontual os sons do jogo são, mais lembrando pelo seu silêncio do que por constantes barulhos. Todavia, no contraste causado por isso o som se destaca, causando mais choque quando é hora dele aparecer.

Inside

Inside

Overwatch (Blizzard)

Graças a maneira como é implementado, os sons de Overwatch ensinam ao jogador, sem que ele perceba, como se situar em uma partida. Ele nos dá ideia do que oponentes estão utilizando, de que tipos de poderes foram ativados e do que deve ser feito. Da mesma maneira, mesmo que não haja comunicação, entendemos onde nossos aliados estão e quais ações estão sendo feitas por eles, o que nos ajuda a saber o que devemos fazer para auxiliar o time.

Overwatch

Overwatch

Thumper (Drool)

O jogo musical menos musical do mundo, Thumper pode ser definido como “uma porrada”. E se isso acontece é graças, justamente, ao seu design de som. Ele é que passa a ideia de peso de nosso besouro, do quão maciço ele é e da força com que acertar os obstáculos que estão em nosso caminho.

Thumper

Thumper

E o vencedor é:

Overwatch

Dentre os finalistas, Overwatch é provavelmente aquele cujo design de som é o menos artísticos e mais funcional. Em algum outro jogo isso possivelmente faria o design de som passar batido, mas em um título de times focado no competitivo, isso é essencial. Claro que nada substitui uma boa comunicação, mas se as partidas funcionam de alguma forma com completos estranhos, é porque conseguimos nos orientar no mapa e em relação aos outros jogadores devido ao bom design de som. Ele dá um sentido adicional ao jogador, que tem consciência sobre quando é hora de agir e usar certas habilidades com base no que os sons o avisam sobre as ações tanto de seus aliados quanto de seus oponentes. E tudo isso sem ser intrusivo e cansativo. Por conta disso, Overwatch foi nossa escolha para essa categoria.

Para saber em detalhes como chegamos a essa decisão, ouça o MotherChip Especial – Prêmio Overloadr: Dia 1, no qual discutimos essa categoria e a de melhor atuação.

  • Lucas Quaglia

    Perderam a oportunidade de nomear categoria de “Melhores Sensações Auriculares”