Nós já determinamos anteriormente quais os jogos que, individualmente, cada um dos editores do Overloadr mais apreciou. Agora, é chegada a hora de montarmos uma lista que represente o site como um todo. Após uma longa discussão no último episódio especial do MotherChip do ano, chegamos a uma lista que sentimos ser um bom termômetro do que mais nos agradou e marcou durante 2016.

Eis os melhores jogos do ano para o Overloadr:

10 – SUPERHOT (Superhot Team)

SUPERHOT é simplesmente legal demais. Sua mecânica de fazer o tempo se mover apenas quando nós os movemos é fantástica, e o jogo possui uma boa criatividade em suas fases que faz com que as situações se diferenciem o suficiente para que ele não seja nunca repetitivo. Junto disso, o título entende quando suas ideias acabam e, em vez de ficar enrolando, se encerra em cerca de duas horas para que o impacto permaneça.

SUPERHOT

SUPERHOT

9 – Virginia (Variable State)

Virginia empresta de uma linguagem cinematográfica e a adapta aos videogames sem que perca algo no processo. Sua história com tons de David Lynch é intrigante e bem amarrada por sua edição e, principalmente, pela trilha sonora magistral que a acompanha. O mais surpreendente é que ele é capaz de tecer toda a sua trama sem uma única palavra de diálogo falado. O máximo que vemos são alguns trechos com texto escrito.

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8 – Furi (The Game Bakers)

As várias partes de Furi conseguem dialogar entre si como em poucos outros jogos. Ele é bem desafiador, porém suas mecânicas oferecem espaço para erros e, consequentemente, para aprendizado. O trabalho da Game Bakers não se encerra só nisso, conceitualmente também falando sobre o processo de aprendermos algo novo e da falha inerente que há em parte dessa jornada.

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7 – Watch Dogs 2

Aquilo que mais chama a atenção em Watch Dogs 2 é a vida de São Francisco. O primeiro Watch Dogs parecia constantemente querer retirar de nós qualquer alegria possível, nos colocando em uma Chicago sem graça e morta, acompanhada de um protagonista chato e tedioso. A continuação troca tudo isso por figuras que, mesmo que carregando seus próprios fardos, são alegres e diversificadas, que se encaixam muito bem em um ambiente que respira e existe à parte de nossa participação nele.

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6 – Uncharted 4: A Thief’s End

Antes dele ser lançado, achávamos que tínhamos certeza absoluta do que Uncharted 4 seria. Afinal de contas, já tínhamos jogado outros três jogos nessa série (ou quatro, dependendo de quem quiser contar Golden Abyss), então quais as chances de que algo mudaria? Bem, estávamos completamente errados e muito mudou. Tomando lições de The Last of Us, Uncharted 4 parou de se calcar apenas na ação e na adrenalina, dando lugar a momentos de silêncio e paz, focado no desenvolvimento de personagens. O resultado é um elenco que foi aqui mais interessante do que tinha conseguido ser nos três outros jogos combinados e uma trama que intriga do começo ao fim.

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5 – Firewatch

Firewatch tem problemas. Sua história se calca em certos eventos cuja justificativa é fraca e ela perde boa parte de sua força quando isso ocorre. Entretanto, o que a Campo Santo foi capaz de fazer em relação ao desenvolvimento de seus personagens na relação entre Henry e Delilah merece os mais altos louvores. Tratam-se de duas figuras que, de maneira geral, nunca vemos (a não ser que contemos os desenhos feitos do rosto de Henry) e que só conhecemos através da conversa tida entre ambos. Ainda assim, ao final de Firewatch saímos com a sensação de os entendermos profundamente (mesmo que certas incertezas sobre Delilah sejam inerentes à história) e sem dúvida nenhuma de que nos importamos muito com os dois. Não são muitos jogos que conseguem fazer isso.

4 – DOOM

Em nenhuma outra descrição de jogo é tão difícil segurar os palavrões. DOOM é o jogo no qual ninguém nunca acreditou, um trabalho capaz de trazer um clássico para os tempos modernos sem fazê-lo perder sua essência. Suas mecânicas são inteligentes e complementam-se, e absolutamente tudo nele é gostoso de ser feito. Disparar com as várias armas é um deleite, saltar e correr pelo cenário funciona perfeitamente e caçar os segredos espalhados pelos estágios é divertido e recompensador. Nós não nos importamos com o multiplayer dele, mas tudo bem. O que ele faz em sua campanha é o suficiente para que ele mereça todos os méritos possíveis.

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3 – Inside

Inside é um passo maior do que qualquer um esperava da Play Dead. Claro, as ideias dele estavam já todas em Limbo, mas o salto de um jogo para o outro era inimaginável até o momento em que colocamos as mãos nele. Os mínimos detalhes de Inside foram meticulosamente criados e todos funcionam para alguma coisa. As animações do garotinho que controlamos passam informações e emoção, as partes do cenário indagam e constroem uma narrativa através dos mistérios que são guardados por esse mundo, os sons são dicas do que pode estar atrás de nós e do que está por vir. Todas as peças estão milimetricamente encaixadas e constroem aquela que é provavelmente a experiência mais redondinha de 2016.

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2 – The Witness

The Witness é um jogo que consegue transmitir todas as suas ideias através apenas de mecânicas. Há uma mensagem por trás do novo trabalho de Jonathan Blow e, por mais que existam áudios a serem ouvidos espalhados pelo cenário, eles são quase algo secundário ao que é dito no título. O que é transmitido de mais importante é feito puramente através de linhas em painéis, labirintos cujas regras devemos desvendar para entender como resolvê-los. Nada disso funcionaria se os puzzles em si não fossem prazerosos, mas felizmente eles são e muito. Os desafios são graduais e inteligentes, nos fazendo sentir como as pessoas mais espertas do mundo ao terminarmos um conjunto deles.

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1 – Overwatch

Overwatch não é necessariamente o jogo favorito de todos os membros do Overloadr, mas é inegável que poucos jogos dominaram a conversa como ele. O lançamento da Blizzard esteve presente não só em diversas das conversas de nossos podcasts como também em muitas de nossas transmissões, revisitado a cada vez que uma nova atualização surgia. Mesmo agora, nossas mãos coçam com a vontade de entrarmos, jogarmos algumas partida e conseguirmos uma caixa especial para vermos se ganhamos alguma roupa natalina (mesmo que seja para personagens que nunca usamos). Com o Overwatch, a Blizzard foi capaz de colocar uma capa de positividade e alegria em um jogo que é largamente tradicional e que de outra forma nunca agradaria a quantidade de jogadores que tem agradado. Seu rol de personagens diversificados é o toque final, ricos e coloridos, nos fazendo querer saber mais e mais sobre eles. Por conta disso, Overwatch é nosso jogo do ano.

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Isso encerra nossas premiações de final de ano. Caso você não tenha visto nossas outras listas, cada um dos editores do site (Teixeira, Rique e Heitor) fizeram suas escolhas individuais.

Nós também tivemos convidados que compartilharam conosco quais os videogames que mais os agradaram em 2016. Eles foram Humberto Martinez, Pedro Falcão, Ryot, Jeff Kayo, Danilo Silvestre, Bruno Izidro, Simone Campos e Fernando Mucioli.

Finalmente, há a lista que você (é, você) ajudou a montar depois de uma semana de votações. Esses foram os jogos favoritos do público do Overloadr. Temos ainda as categorias individuais e os podcasts que as acompanharam. Para ouvir e ler tudo que fizemos neste fim de ano, veja o que há de Prêmio Overloadr 2016.