Emma Watson - HeForShe

“Homens, eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para apresentar o convite formal. Igualdade de gêneros é um problema seu também.”

Uma guerra invisível foi instaurada no cenário de games nos últimos meses. Quase que completamente ignorada ou tratada com leviandade pela mídia brasileira, por aqui ela foi pouco repercutida, limitada à replicação caótica de informações desencontradas e muita especulação em fóruns e redes sociais. Nos EUA, ela foi assunto de inúmeros artigos e análises, tanto por parte da mídia especializada quanto dos mais respeitados veículos de comunicação. Tentar entender o movimento Gamergate (nomeado em alusão ao escândalo de Watergate) é similar à sensação de incerteza e angústia que acompanharam as manifestações que explodiram pelo Brasil em julho de 2013, com todas suas inúmeras ramificações, reivindicações e mensagens cruzadas. E, por acaso, o recente discurso de Emma Watson na ONU nos ajuda a compreender o cerne da controvérsia na qual os videogames estão inseridos. Mas, primeiro, um pouco de contexto.

Inúmeros fatores contribuíram para tornar o cenário de videogames atual muito diferente daquele que conhecíamos de dez, vinte anos atrás. Estamos em um processo de abertura e expansão artística, cultural e social, que envolve a inclusão de públicos que antes não eram legitimamente reconhecidos pela indústria, como mulheres e LGBT. E, até como reflexo desta diversificação, testemunhamos a transformação dos videogames enquantos produtos estritamente comerciais para plataformas de expressão artística, educação, objeto de estudo acadêmico etc. Essa transformação é reverberada na mídia, especialmente a norte-americana, por seu contato direto e inevitável com os principais difusores da indústria e cultura dos videogames. Com este novo cenário, gera-se o questionamento e o confrontamento da identidade tradicional do gamer, cultivada por décadas pelas grandes companhias como consumidora, competitiva e majoritariamente masculina. Bastou uma faísca, também conhecida como Zoe Quinn, para que essa composição explodisse.

Não que Quinn tivesse qualquer intenção de gerar uma revolução ou ser pivô de um dos maiores conflitos sociais (disfarçado de conflito ético) já enfrentados pela comunidade de videogames: ela foi apenas vítima da orgânica resistência da comunidade de videogames pela transformação.

Quinn, de muitas formas, representa esse novo cenário dos videogames, oposto àquele cultivado ao longo de anos pela indústria e suas mais poderosas companhias: artístico, independente, questionador, feminino. Depression Quest, uma ficção interativa criada por ela a partir de suas próprias experiências com a depressão, tem o propósito de transmitir ao jogador as condições psicológicas e as dificuldades de um indivíduo diagnosticado com a doença.

Jogos que estendem a linguagem interativa dos videogames para além da típica diversão, abordando questões da vida real e fugindo das qualidades normalmente associadas aos jogos tradicionais, como Depression Quest, Gone Home ou Dear Esther têm enfrentado muita resistência do “público tradicional”, que, na tentativa de invalidá-los, tendem a não considerá-los jogos ou banalizá-los, classificando os dois últimos de “walking simulators”, por exemplo. Também me parece ser uma implicante resposta à aclamação da mídia a esses jogos, principalmente dos veículos em sintonia com esse novo movimento dos videogames.

depression_questContudo, ao contrário de Gone Home e Dear Esther, Depression Quest é obra de uma única mulher. Sua tentativa de levar seu jogo ao Steam (uma plataforma que, semanalmente, publica dezenas de jogos independentes) resultou em níveis alarmantes de hostilização e ameaças da chamada “minoria vocal” (como a massa conservadora e reacionária tem sido adequadamente intitulada) contra Quinn, pelo simples fato de seu jogo ter sido tratado com relevância pela mídia. O mesmo já havia acontecido com Anita Sarkeesian, furiosamente reprimida pela mesma massa por se propor a analisar a desigualdade de gênero nos videogames. Mas, tal como Sarkeesian, Quinn recebeu apoio de pessoas que reconheciam o valor de seu trabalho e deu continuidade ao processo de publicação do jogo no Steam. Mas a proeminência da desenvolvedora só contribuiu para o que viria a acontecer a seguir.

Veja também:
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Pouco depois do lançamento do jogo na plataforma da Valve, seu então ex-namorado Eron Gjoni deu início a uma campanha de difamação contra Quinn, acusando-a de ter se relacionado com um jornalista do Kotaku para promover seu jogo. Diferentemente do que Gjoni havia dito, contudo, o jornalista nunca escreveu sobre Depression Quest e seu único texto envolvendo Quinn havia sido publicado antes de seu relacionamento com ela, que de fato existiu. O post em seu blog imediatamente se transformou em uma incontrolável onda de ódio e fúria fomentada pela tal minoria vocal, que mais preocupada em vilanizar Quinn e a mídia do que checar a veracidade das acusações, criou a maior tempestade de merda vista há muito tempo pela comunidade de games. Foram dias sombrios.

Não apenas Quinn passou a ser ofendida, perseguida, ameaçada e hackeada, mas também aqueles que deram algum apoio à desenvolvedora, mais notoriamente Phil Fish, que teve dados confidenciais pessoais e de sua empresa, a Polytron, invadidos e divulgados publicamente. Nem o querido Tim Schafer foi poupado de ataques menores, por apoiar Sarkeesian no meio da história. A mídia em geral, que responsavelmente evitou replicar as acusações infundadas de Gjoni, típicas de um relacionamento mal resolvido, e a consequente e incontrolável violação de privacidade de Quinn, foi acusada de corrupta por não validar a ira da massa indignada. Criou-se, então, um enorme abismo entre o “gamer” e os comunicadores, que passaram a instituir sua morte simbólica, dada a associação da palavra com as atitudes reacionárias e misóginas da minoria vocal.

Identificar como, em meio à tudo isso, o movimento Gamergate surgiu é como lidar com uma conspiração. De um lado, acusações de Quinn de que ele foi engendrado por usuários do 4Chan em um grupo no IRC (registrado em inúmeras screenshots) por aqueles que miravam sua integridade e a da mídia. Do outro, acusações de que a mídia estaria se organizando “por trás das cortinas” para controlar a informação e manipular a opinião pública através de uma lista de e-mails secreta. O fato de a campanha inicialmente ter sido movimentada principalmente por contas falsas no Twitter (as chamadas sockpuppets), supostamente criadas e mantidas pela mesma organização que deu início ao movimento ou simpatizantes, para atacar Quinn e a mídia, contribuem para a autenticidade da versão de Quinn, tal como a decisão da moderação do 4Chan de apagar tópicos envolvendo o Gamergate, para evitar novas violações de regras da comunidade e possíveis ataques.

O fato da hashtag #Gamergate ser usada tanto pelos mais sensatos e ponderados quanto pelos mais reacionários e agressivos, concentrando tanto perspectivas legítimas quanto pura trollagem, mostra o quão difuso e caótico tem sido o diálogo. E, neste esse mar de opiniões, acusações e ofensas, a coisa mais clara e evidente é que, tudo isso, parece ser apenas reflexo do sexismo latente e institucionalizado que permeia a comunidade de games – e, bem, todo o resto do mundo.

Anita Sarkeesian

Anita Sarkeesian

Se não fosse pela desigualdade de gênero, todo o movimento #gamergate sequer teria acontecido. Quinn e Sarkeesian, nomes que frequentemente acompanham a hashtag, são claramente as maiores vítimas: ambas passaram a buscar refúgio e segurança na casa de amigos, com medo das constantes ameaças de morte e estupro. Mas elas não foram as únicas. A respeitada jornalista Jenn Frank abordou as “táticas terroristas” usadas para afugentar a desenvolvedora e a crítica em seu artigo no The Guardian. Enquanto escrevia a matéria, ela própria foi vítima das torturas psicológicas abordadas em seu texto e, após ser hostilizada com a publicação, ela decidiu abandonar o jornalismo de games. E, nesta guerra em que mulheres são os maiores alvos, a indústria inteira é prejudicada. Enquanto víamos a comunidade de games pegar fogo, a cultura e a indústria de games era taxada de misógina por quem via de fora. Sem falar de potenciais novas desenvolvedoras de jogos que, sentindo-se ameaçadas, foram desencorajadas a seguir uma carreira.

Ataques às mulheres são consequência da nova diversidade dos jogos, que por sua vez é reflexo do processo à igualdade de gênero e equilíbrio social. Qualquer grande mudança desperta sentimentos contrários a ela, principalmente em meios tão homogêneos e dominados por um único tipo de público e pensamento, como foi o de videogames durante muitos anos. Na minha matéria Os motivos (e os males) do sexismo na indústria de games, publicada no Arena iG em 2012, Kirsten Forbes, ex-produtora executiva da Radical Entertainment, me disse: “Uma vez que as ideias que grupos homogêneos trazem para a mesa são semelhantes, não há novos pensamentos, perspectivas. Todos estão operando com preconceitos, experiências e filtros mentais semelhantes”. E a entrada de mulheres é a disrupção desse pensamento como a única forma de reger o mundo dos videogames.

É por isso que o poderoso discurso de Emma Watson na Organização das Nações Unidas, em Nova York, no sábado (20), durante o lançamento da campanha HeForShe, diz tanto sobre o atual cenário da comunidade de videogames. O movimento é focado em atrair a atenção dos homens para os problemas da desigualdade de gênero e, em seu discurso, Watson deixa clara a necessidade de acabar com o ódio envolto nesse tipo de transformação social. “É hora de começar a ver gênero como um espectro ao invés de dois conjuntos de ideais opostos”, ela diz, após convocar os homens, que também são vítimas inadvertidas do problema, para participarem da ação.

Em um período tão turbulento para o meio de videogames, com tantas mensagens diluídas e conflitos nebulosos, o discurso de Emma nos ajuda a dar um norte aos nossos pensamentos. “Nós não falamos com muita frequência sobre como os homens são aprisionados pelos esteriótipos de gênero, mas eu posso ver que eles são. E quando eles estiverem livres, as coisas vão mudar para as mulheres como consequência natural. Se homens não precisam ser agressivos, as mulheres não serão obrigadas a serem submissas. Se homens não precisarem controlar, as mulheres não precisarão ser controladas. Tanto homens quanto mulheres deveriam ser livres para serem sensíveis. Tanto homens e mulheres deveriam ser livres para serem fortes.”

A mensagem que fica é: esse problema também é meu e seu. Fecharmos os olhos para ele e ignorarmos sua existência é dar a permissão para que ele continue existindo. Homens não perderão seus inúmeros privilégios ao aceitarem a transformação, apenas os estenderão para as mulheres e diferentes grupos sociais. Jogos tradicionais não deixarão de existir, apenas teremos novos e mais diversificados tipos de experiências para aproveitarmos sozinhos ou com os amigos. Eventos de games não se tornarão menos interessantes por não objetificarem sexualmente as mulheres, apenas as deixarão mais confortáveis para também participar. Estamos caminhando para um cenário melhor para todos. O tempo que levaremos para chegarmos até lá, contudo, depende das nossas perspectivas e atitudes.

Caso já não tenha feito, recomendo que você tome alguns minutos para assistir ao discurso de Emma Watson na ONU. Ou então, leia sua tradução, abaixo:

Hoje estamos aqui lançando a campanha HeForShe. Eu estou falando com vocês porque precisamos de ajuda. Queremos acabar com a desigualdade de gêneros – e pra fazer isso, todo mundo precisa estar envolvido. Essa é a primeira campanha desse tipo na ONU. Precisamos mobilizar tantos homens e garotos quanto possível para a mudança. Não queremos só falar sobre isso. Queremos tentar e ter certeza que é tangível. Eu fui apontada como embaixadora da boa vontade para a ONU Mulheres há seis meses e quanto mais eu falava sobre feminismo, mais eu me dava conta que lutar pelos direitos das mulheres muitas vezes virou sinônimo de odiar os homens. Se tem uma coisa que eu tenho certeza é que isso tem que parar.

Para registro, feminismo, por definição é a crença de que homens e mulheres devem ter oportunidades e direitos iguais. É a teoria da igualdade política, econômica e social entre os sexos.

Eu comecei a questionar as suposições baseadas em gênero há muito tempo. Quando eu tinha oito anos, fui chamada de mandona porque eu queria dirigir uma peça para nossos pais – mas os meninos não foram. Aos quatorze anos, comecei a ser sexualizada por certos elementos da imprensa. Com quinze anos, minhas amigas começaram a sair de seus adorados times esportivos porque não queriam parecer masculinas. Aos 18, meus amigos homens não podiam expressar seus sentimentos.

Eu decidi que eu era uma feminista. Isso não parecia complicado pra mim. Mas minhas pesquisas recentes mostraram que feminismo virou uma palavra não muito popular. Mulheres estão escolhendo não se identificar como feministas. Aparentemente, eu estou entre as mulheres cujas opiniões são vistas como muito fortes, muito agressivas, isoladoras e anti-homens. Não atraentes, até. Por que a palavra se tornou tão desconfortável?

Eu sou da Inglaterra e eu acho que é correto ser paga nas mesmas proporções que meus colegas de trabalho do sexo masculino. Eu acho que é correto que eu possa tomar decisões sobre meu próprio corpo. Eu acho que é correto que mulheres estejam envolvidas e me representando em políticas e decisões que afetam minha vida. Eu acho que é correto que, socialmente, eu receba o mesmo respeito que homens. Mas infelizmente, eu posso dizer que não existe nenhum país no mundo em que todas as mulheres possam esperar ver esses direitos.

Nenhum país do mundo pode dizer ainda que alcançou igualdade de gêneros. Esses direitos, eu os considero direitos humanos, mas eu sou uma das sortudas. Minha vida é de puro privilégio porque meus pais não me amaram menos porque eu nasci filha. Minha escola não me limitou porque eu era menina. Meus mentores não presumiram que eu poderia ir menos longe por um dia poder dar a luz a uma criança. Esses influenciadores são os embaixadores na igualdade de gêneros que me fizeram ser quem eu sou hoje. Eles podem não saber, mas são os feministas que estão mudando o mundo atualmente. Precisamos de mais dessas pessoas. E se você ainda odeia a palavra, não é ela que é importante. É a ideia e ambição por trás dela, porque nem todas as mulheres receberam os mesmos direitos que eu. De fato, estatisticamente, muito poucas receberam.

Em 1997, Hillary Clinton fez um famoso discurso em Pequim sobre os direitos das mulheres. Infelizmente, muito do que ela queria mudar ainda é verdade hoje. Mas o que me impressionou foi que menos de 30% da audiência era masculina. Como nós podemos efetivar a mudança no mundo quando apenas metade dele é convidada ou se sente bem-vinda a participar da conversa? Homens, eu gostaria de aproveitar essa oportunidade para apresentar o convite formal. Igualdade de gêneros é seu problema também. Por que, até hoje, eu vejo o papel do meu pai ser menos valorizado na sociedade, mesmo tendo precisado dele na infância tanto quanto precisei da minha mãe. Eu vejo jovens homens sofrendo de distúrbios psicológicos, incapazes de pedirem ajuda por medo de que isso os torne menos homens. De fato, no Reino Unido, suicídio é a maior causa de morte entre homens de 20-49 anos, superando acidentes de carro, câncer e doenças de coração. Eu vi homens frágeis e inseguros sobre o senso distorcido do que constitui o sucesso masculino. Homens também não têm o benefício da igualdade.

Nós não falamos com muita frequência sobre como os homens são aprisionados pelos esteriótipos de gênero, mas eu posso ver que eles são. E quando eles estiverem livres, as coisas vão mudar para as mulheres como consequência natural. Se homens não precisam ser agressivos, as mulheres não serão obrigadas a serem submissas. Se homens não precisarem controlar, as mulheres não precisarão ser controladas. Tanto homens quando mulheres deveriam ser livres para serem sensíveis. Tanto homens e mulheres deveriam ser livres para serem fortes.

É hora de começar a ver gênero como um espectro ao invés de dois conjuntos de ideais opostos. Deveríamos parar de nos definir pelo que não somos e começarmos a nós definir pelo que somos. Todos podemos ser mais livres e é isso que HeForShe é sobre. É sobre liberdade. Eu quero que os homens comecem essa luta para que suas filhas, irmãs e esposas possam se livrar do preconceito, mas também para que seus filhos tenham permissão para serem vulneráveis e humanos e fazendo isso, sejam uma versão mais honesta e completa de si próprios.

Você pode pensar: Quem é essa menina de Harry Potter e por que ela está discursando na ONU? É uma boa questão e acreditem em mim, eu tenho me perguntado a mesma coisa. Tudo que eu sei é que eu me importo com essa questão e eu quero melhorar isso. E tendo visto o que eu vi e sendo apresentada com a oportunidade, eu sinto que é minha responsabilidade dizer algo. Edmund Burke disse: ‘Tudo que é preciso para que as forças do mal triunfem é que bons homens e mulheres não façam nada’.

Enquanto elaborava esse discurso e em momentos de dúvidas, eu perguntava pra mim mesma: se não eu, quem? Se não agora, quando? Se você tem as mesmas dúvidas quando uma oportunidade é apresentada para você, eu espero que essas palavras possam ajudar.

Porque a realidade é que se a gente não fizer nada, vai levar 75 anos, ou até eu ter quase 100 anos para que as mulheres possam receber os salários que os homens, para o mesmo tipo de trabalho. 15,5 milhões de garotas vão se casar nos próximos 16 anos como crianças. E no ritmo atual, vai levar até 2086 para que todas as garotas da África possam receber educação fundamental.

Se você acredita na igualdade, você pode ser um desses feministas que não sabem sobre os quais eu falei mais cedo. E por isso, eu te aplaudo. Estamos lutando, mas a boa notícia é que temos um movimento unido. É chamado HeForShe. Eu convido você a ir em frente, ser visto e se perguntar: se não eu, quem? Se não agora, quando?

  • Ravano Cardoso

    Faltou falar que o ataque à Emma foi de uma agência de publicidade responsável por virais e hoaxes e que Zoe foi só a faísca e só Kotaku e Polygon à coloca novamente no assunto pra causar uma parede de fumaça e uma guilty-chain atacando o próprio público e que GamerGate investigou e descobriu mais de homens envolvidos em corrupção, venda de notas, controle de review e funding de jogos e o Escapist após ter tomado partido e prometido melhora de conduta e ética ter sido atacado com DDoS…

  • Gustavo Hara

    Esses textos de jogos + contextos socioculturais são os mais fodas. Espero ver mais desses e com mais frequência…

  • Incrível!!!
    Parabéns pela matéria.
    É triste ver que mais nenhum outro site da games se preocupa com situação sociais tão importantes.
    Novamente, parabéns.

  • Luiz Eduardo Freitas

    Ótimo artigo. Na verdade, acho alarmante o modo como o assunto é ignorado pela mídia brasileira (especializada ou mainstream), como se não fosse objeto de preocupação do nosso cenário local. Mas basta alguns minutos em qualquer fórum UOL Jogos da vida para ver que está longe de ser o caso. (Talvez seja até ingenuidade dizer que o assunto é só “ignorado”, quando ainda temos seções tipo “gata do mês” em revistas e galerias de booth babes nos sites, mas enfim.)

    Dá muito alívio saber que há iniciativas como a de vocês que se presta ao papel de “alfabetização” necessária sobre essas questões sociais. E quando chegarem aqueles para dizerem que vocês “só batem nessa tecla”, ou “esse assunto já deu o que tinha que dar” – porque eles sempre chegam, e o machismo e a homofobia também atacam pelos flancos -, espero que mandem às favas.

    Ah, e achei um errinho no texto: “E, **neste esse** mar de opiniões”.

  • Caraca, o Rique e seu absurdo poder de síntese de tudo o que penso. <3

  • Manoel Ricardo

    Por mais que seja válido essa discussão de feminismo nos jogos, eu ainda sou totalmente contra como a Anita tem tratado isso, e até entendendo a revolta de alguns, no qual eu faço parte, em relação ao projeto dela. Não me entendam mal: eu não sou contra o feminismo em hipótese alguma, na minha visão idealista do mundo as pessoas deviam ser tratadas por aquilo que elas pensam e se comportam, e não por ter nascidos homens ou mulheres. O tipo físico da pessoa, a parte de fora é o que menos interessa pra mim, o importante são os pensamentos. Mas aí que eu vejo um pouco de oportunismo por parte da Anita, algo que já citei em outro comentário mas acho válido expandir aqui por causa dessa matéria em específico: criar todo um projeto no Kickstarter, onde a pessoa arrecada cerca de 160 mil dólares para no fim fazer videos embasados em pesquisas simples, utiliza videos de terceiros, e o mais revoltante de todos, bloquear qualquer tipo de discussão nos comentários dos videos, soa extremamente aproveitador para mim. Não existe nenhuma razão para todo esse dinheiro, não vi nenhum episódio que possa ser feito de forma barata (eu concordo que os videos delas são super lindos e bem editados, mas até aí isso é praticamente irrelevante, porque o importante é ela passar a mensagem). Não vi nenhum episódio em que ela abre opiniões de ponto de vistas diferentes, com base em entrevistas de outros jogadores ou pesquisadores do ramo. Enfim, em suma, pra mim o projeto dela é revoltante desses aspectos, de certa forma egoísta, e, por mais que alguns pontos que ela ressalta eu ainda concordo, a maioria deles são oportunistas (no sentido de: qualquer forma que a mulher é tratada mal em um jogo específico ela já aproveita pra argumentar, sem ao menos levar o contexto em que o jogo foi criado).

    MAS, de qualquer forma, para o bem ou para o mal, o projeto dela acabou abrindo e muito a discussão pra todo essa questão da abordagem do papel da mulher nos games, e, como provado por essa excelente matéria do Rique, dá pra perceber que o problema é bem maior, sendo mais uma forma em que a sociedade é moldada hoje, um problema tanto de homens como de mulheres. Enfim, desculpa pelo comentário enorme, mas queria desabafar um pouco o que penso em relação a isso 😛

  • Caroline Ferreira

    É muito fácil ignorar o assunto e tratá-lo como chato e desnecessário. É difícil achar algum lugar para se expressar sobre o mesmo sem que se receba reações como as citadas no discurso da atriz. Eu mesma não costumo me manifestar, mesmo que o assunto seja do “meu” interesse.

    É uma discussão necessária em uma indústria em crescimento, isso sem falar na sociedade como um todo.

    Caramba, como estou gostando do conteúdo do overloadr.

  • Gustavo Quintão

    Eu acho que justamente pela mídia brasileira estar ignorando esse problema eu só fui saber do Gamergate a pouco tempo, por causa de alguns comentários do Heitor do twitter.
    Gostei muito da associação que o Rique fez neste texto, o discurso da Emma sintetiza muito bem o que eu percebi como causa do Gamergate. Muitos homens, acredito que podemos generalizar assim, querendo manter “exclusividade” sobre uma área de entretenimento a qual eles se julgam os donos. Mas se esses mesmos homens não se sentissem na obrigação de manter o controle, se não fossem educados a achar que jogo é coisa de homem só, isso tudo não estaria acontecendo.

    Enfim, uma ótima matéria =)

  • Bruno Fasanaro

    Parabéns Rique. Realmente um ótimo texto. De coração espero que as pessoas leiam e entendam.

  • Diego

    Acho que seria bom um Motherchip sobre o assunto, falando principalmente sobre a Anita, deixando um pouco de lado os problemas da vida pública (horríveis, lógico) mas discutir sobre como ela gera e passa informação, como ela lida com críticas, se os exemplos que ela pega são válidos ou tirados de contexto e por ai vai.

  • jprbessa

    Maldita hora que eu fui entrar no Overloadr. Amanhã ficarei que nem zumbi na sala de aula. Mas vamos lá!

    Como você idealiza seu filho? Loiro, moreno, macho, fêmea, um pouco de cada, gay, religioso, puta, michê, deficiente, branco, preto, cor de rosa…?

    Pergunto isso porque uma coisa me chamou atenção nesse discurso. Algo que está por trás da causa feminista, mas é coberto por uma camada idealista e atrapalhada da minoria barulhenta e desinformada a favor dela. LIBER-fuckin’-DADE, porra!
    Me parece ser um conceito primordial e que é esquecido por todos. Como pode isso? Sério, pensem! Como caralhos alguém se acha no direito de esmigalhar cada pedacinho de liberdade que resta em cada ser humano? Seja ele como for.

    O homem não tem que ser curvar perante a mulher. Tão pouco fazer com que ela se curve. A liberdade de um indivíduo termina onde começa a do outro e não o direito. Direito é algo idealizado pelo ser humano. Enquanto que liberdade é uma condição sine qua non. A liberdade é estuprada pelo direito. E vá pra merda o advogado que vier me pentelhar. Estou aqui, infelizmente, defendendo uma visão pessoal e utópica. “Infelizmente” porque por se tratar de uma utopia, nunca se tornará realidade.

    Posso ser muita coisa, gordo, branco, homem, hétero, rude, babaca, sensível, brincalhão, cabeça dura (essa porra tá me lembrando o Orkut)… Mas se tem uma coisa que eu odeio nesse mundo é a falta de liberdade. Mas se você pensa que não tem nada que você possa fazer com que ajude as pessoas a terem uma visão mais igualitária, afirmo com toda a certeza, que o vossa senhoria está retumbantemente enganada. Assim como a corrupção, a desigualdade também se resolve com pequenos atos. Sem querer ordenar ninguém a fazer nada, – mesmo porque quem sou eu pra ser exemplo de tal demanda – mas converse sobre o tema com seu cônjuge, pais, amigos, colegas e principalmente, crianças. Ainda mais se você tem o papel de formar, por menor que seja, um pedacinho da visão que esse ser, muitas vezes encapetado, terá do mundo. Não levante bandeiras, tão pouco defenda tão ferrenhamente a sua opinião. SE ACASO for conveniente, expresse suas ideias e sentimentos e ouça a outra parte. Discuta, faça-a refletir, mas sem ser pedante como estou sendo. 😉
    E se nada der certo, foda-se! Literalmente! Masturbe-se e vá dormir. Amanhã é um novo dia e como disse, estarei tal qual um zumbi no meu humilde trabalho.
    Não esqueça de lavar as mãos. E como diria o poeta do MdM: -“Você pode falr o que quiser. Só não pode falar merda!”
    Boa vida a todos!

  • Misael Braga

    Excelente texto Rique!
    Eu estava muito por fora de tudo devido aos trabalhos e provas da faculdade e só sabia de alguns poucos fatos pontuais que pude pegar lendo a timeline do Twitter.
    É realmente um assunto muito importante e deveria ser mais noticiado pela mídia brasileira.
    Muito obrigado e continuem o ótimo trabalho.

  • Rafael neves

    Ótima matéria, Me senti como se estive-se vivendo dentro de uma caverna nos últimos meses, não tava por dentro destas coisas.

  • Barbara Queiroz

    Caraca, eu não estava vivendo debaixo de uma pedra nos últimos tempos, mas estava completamente por fora de tudo isso que está acontecendo… É tão absurdo na minha concepção que, sinceramente, acho difícil acreditar que uma coisa assim esteja acontecendo. Eu jogo video game desde os seis anos e, até pelo menos a quinta série, eu achava que não tinha problema nenhum, a única justificativa de eu ter que dividir o controle com o meu primo 90% das vezes que jogávamos Super Smash Brothers/Mario Kart/etc, era que eu tinha 10 anos a menos que os outros meninos que estavam jogando.

    Mas nem tudo são rosas e, na quinta série eu sofri “bulling” (que na época era só chamado de encheção de saco mesmo) por não fazer “coisas de menina”, eu me lembro de até meus amigos próximos entrarem no coro de “maria sapatão”. Aquilo me machucou muito, mas foi o que iniciou um tipo de “para o mundo que tá tudo errado gente!” Desde então eu vejo toda essa desigualdade que afeta ambos os gêneros por toda parte… menos no mundo dos joguinhos, juro que eu achava que era o último lugar que isso viria a acontecer (do modo que está acontecendo agora), claro que eu já vira um certo sexismo em relação as mulheres, dos jogos as resvistas sobre games (eu não iria achar mal um poster de um gatinho da PlayStation de vez em quando u.u), mas.. ameaçar explodir um lugar..? expor dados privados das pessoas e empresas..? sério isso..?! Quando foi que as pessoas se tornaram tão egoístas e “mente-fechada” a ponto de ameaçar dessa maneira a liberdade de ser das outras pessoas?! Elas não me parecem muito melhores que o pessoal que mata em nome da religião lá pros lados do oriente..

    Eu amo video games, de paixão mesmo, uma grande parte desse amor vêm da possibilidade de explorar novos mundos, explorar outros pontos de vista, me surpreender com o que as pessoas podem criar, sem críticas… porque eu olho o jogo, não quem o criou… se a pessoa que criou o jogo fosse uma lesma com seis braços, três pernas, verde, que usa uma cueca na cabeça, e eu achasse o jogo foda, eu iria parabeniza-la… se fosse uma merda eu iria dizer que o jogo era uma merda, mas ia dizer pra continuar fazendo o que fizesse esse serzinho feliz, vai que um dia fica bom.

    Talvez por ter uma visão assim que eu acho um absurdo enorme toda essa, por falta de termo melhor, lambança que estão fazendo em uma das coisas que eu mais gosto.
    Todo mundo não é igual pra mim, todo mundo tem igual importância, tem iguais direitos e iguais deveres nessa sociedade. Somos todos diferentes que se completam e se enriquecem, foi assim que eu fui criada e é assim que vou criar meus rebento tudo. Nossa querida Hermione (porque não consigo pensar nela de outro jeito) está fazendo um chamado para que essa cooperação comece, não podemos esperar um “Dia D”, um líder revolucionário que nos guie a uma mudança rápida (até porque costumamos matar essas pessoas…), uma mágica cintilante cair do céu e fazer todos felizes cavalgando unicórnios e comendo agodão doce pro resto da vida. Cabe a cada um de nós a mudança… na quinta série eu contei pra diretora, ela fez os meninos escreverem cartas de desculpas pra mim, nunca mais eles desrespeitaram niguém… e vocês vão fazer o que..?

  • Alexandre Barbosa da Silva

    Esse Henrique faz valer seu salário não? Excelente matéria, dando todo o contexto do caso da Zoe Quinn e da Anita Sarkeesian pra quem não sabia (aparentemente muita gente no Brasil não ouviu falar de nada do que aconteceu, e eu mesmo só fui saber do discurso da Emma Watson quando vi a chamada da matéria aqui no Overloadr). Um trabalho necessário, realizado de forma atípica no contexto do jornalismo de games brasileiro. Parabéns Sampaio!

    *Não farei comentários relacionados ao assunto em si, pelo simples fato de a matéria mesmo já expressar minha opinião sobre ele.

  • Bruno Suriano

    Ótimo texto. São artigos como este que podem fazer uma pessoa refletir sobre sua própria opinião na cultura game ou em qualquer outra.

  • Zé Luiz

    Só pra engrossar o caldo: parabéns pelo artigo, Rique. Há enorme carência de textos sobre este assunto e com conteúdo de qualidade por aí, e ver que o Overloadr continuará propondo debates desse tipo é algo digno de elogios.

  • DuckMustaine

    Baita texto, Rique. Bom ver que o posicionamento de vocês continua forte em relação a estas problemáticas e, talvez, até maior agora com o Overloadr. Vocês falando sobre o assunto já é um começo nesse mar de sites de games que nada acrescentam ideologicamente.

  • Pingback: Critical Hit: Final Fantasy XV só tem personagens controláveis homens, e isso não é sexista por parte da Square Enix - Critical Hits()

  • Bruno Felippe Barros da Silva

    É verdade que a cena de games é machista, mas o #gamergate já deixou a muito tempo de ser sobre a Zoe Quinn, o que você escreveu me lembrou muito esse artigo do techcrunch: http://techcrunch.com/2014/09/25/gamergate-an-issue-with-2-sides/

    O que aconteceu com os games é algo que já havia acontecido a muito tempo com outras mídias, entrou a política, e com a política entra esse empurra-empurra entre dois lados. O autor do artigo por exemplo, apontou apenas como o movimento #gamergate é sexista e machista, mas não apontou que de fato os jornalistas dos maiores sites internacionais de games estavam de conluio (o que muitos já desconfiavam), que quem apoia o #gamergate tem sofrido doxx e ameaças de morte, e que graças aos arquivos vazados da polytron, se descobriu que os juízes do IGF (prêmio que FEZ ganhou) eram pessoas ligadas financeiramente a polytron, o que questiona a autenticidade do prêmio. Afinal, FEZ ganhou por mérito próprio ou porque os juízes queriam agregar valor a franquia?

    Sobre os jornalistas: http://www.breitbart.com/Breitbart-London/2014/09/17/Exposed-the-secret-mailing-list-of-the-gaming-journalism-elite

    Sobre FEZ e o IGF: http://gamesnosh.com/fez-investors-outed-judges-2011-igf-award/

    Sobre as ameaças: https://twitter.com/Nero/status/513666683916255232/photo/1 http://gamergate.giz.moe/2014/09/anti-gamergate-people-ddos-attacking-escapist/

  • Eu gosto muito da sensibilidade e da forma com que o Henrique escreveu no post. Assim, sem tentar me estender, falando como homem eu já estive em diversas situações que eu quis chorar ou me emocionar mais fortemente, entretanto nossa família/amigos/sociedade vê isso como uma clara demonstração de fraqueza. Não é questão de “parecer viado”(coisa que pode até interferir no pensamento quando se é mais jovem, mas depois de entrar na vida adulta e ter uma sexualidade resolvida, não influencia mais), é questão de como as coisas são impostas e parece que tentar lutar contra isso apenas piora a sua própria pessoa.

    No caso específico da Quinn, eu não tenho uma opinião formada, justamente por causa dos justiceiros e dos defensores ferrenhos de cada. A comunidade gamer é muito machista, mas não é apenas ela: acima de tudo a nosso sociedade é machista, os gamers são apenas uma parcela que se destaca para nós por partilharem nosso apreço pelos joguinhos.

    Eu sempre me surpreendo como as pessoas podem ser machistas, homofóbicas, violentas, sem ao menos perceberem que o são, apenas por determinadas caracteristicas já estarem impregnadas na sociedade. E não apenas homens, mas mulheres extremamente fundamentalistas. Entendo minha avó ou minha mãe terem esse tipo de pensamento, foram pessoas criadas em outro tempo. Por mais triste que possa parecer, são pessoas que carregam a cultura de outrora e que dificilmente irão mudar a essa altura da vida. Todavia, ver pessoas com 30 anos ou menos com pensamentos preconceituosos me soa tão absurdo que só posso achar que essa pessoa não teve contato com diversidades religiosas, afetivas, sociais… Ver amigos com quem partilho tempo tendo esse pensamento é enojante…

    Enfim, disse que não ia me estender, mas isso aqui acabou parecendo o meu FB: começar a falar sobre esses assuntos polêmicos se transformam em textos longo demais para a maioria das pessoas lerem e debaterem =P

  • Manas

    MEU DEUS.. Gamergate NÃO É SOBRE MISOGINIA, desde o começo as pessoas queriam discutir a relação da Zoe com o escritor do Kotaku, mas por quase toda a internet gamergate foi censurado SEM NENHUM MOTIVO, foi provado até que Zoe teve um relacionamento com um moderador do reddit que censurou QUALQUER MENÇÃO dela nos subreddits. Aos poucos provas da conspiração apareçeram com os artigos “Gamers are Dead” que insultam TODOS os jogadores por simplesmente gostarem de jogos, depois saiu a lista de emails que PROVA o conluio desses jornalistas em censurar qualquer discussão sobre a corrupção do jornalismo de jogos e jogar a culpa nos leitores por serem “misoginistas”.

    Pelo armor de deus de uma olhada nos fatos reais e PARE com essa narrativa de que #gamergate é sobre misoginia, tem MUITO mais pessoas discutindo corrupção no gamergate do que jogando ameaças, as provas de ameaças por gamergatae são muito DUVIDOSAS e não refletem o motivo real do movimento, pois qualquer um pode escrever merda no twitter e colocar #gamergate.

    Não há NENHUMA prova que ataques a mulheres na industria de jogos ou na internet são maiores do que homens sofrem normalmente ao longo dos anos.

    O ataque a Emma foi por uma empresa de marketing que utilizou bots pelo 4chan, os motivos não sei, mas não tem nenhuma relação com o gamergate.

    Locais para se informar melhor sobre gamergate

    http://www.escapistmagazine.com/forums/read/18.860762-GamerGate-Discussion-Debate-and-Resources

    http://www.reddit.com/r/KotakuInAction/

    http://www.breitbart.com/Breitbart-London/2014/09/18/The-emails-that-prove-video-games-journalism-must-be-reformed

    https://www.youtube.com/watch?v=e78JRIHRjC0&list=UUy1Ms_5qBTawC-k7PVjHXKQ

    https://www.youtube.com/watch?v=9MxqSwzFy5w

    https://www.youtube.com/watch?v=dTxf6W3kdwU&list=UUxXUQuvoiIAlpM2osoAitjQ

    http://knowyourmeme.com/memes/events/gamergate (know your meme é mais confiável que a wikipedia por causa da disputa dentro da wikipedia sobre gamergate)

    PAREM com a cultura de desinformação, os sites mais famosos hoje em dia sobre jogos NÃO SÃO CONFIÁVEIS, procurem a verdade que vocês irão encontrar.

    • Manoel Ricardo

      Gostei desse vídeo “Are video games sexist?”. Reflete muito bem minha opinião sobre o assunto 😀

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  • chuckmazaa

    Duas coisas definem bem o nosso tempo: narcisismo e bom-mocismo. E essas duas coisas sinergizam nesse bundamolismo militante da atualidade onde sempre se cria a figura do “oprimido” e o “opressor”. Tudo é ofensivo. Deve ser muito bom berrar na cara das pessoas “machista!”, “homofóbico!”, “racista!”, pois a primeira coisa que pensarão é a premissa que você não é nada disso e isso massageia o seu ego de grande ser humano. Daí quando há a MÍNIMA discordância do que essa turma prega vemos toda essa histeria. Querem regular suas ações e pensamentos. Liberdade no meio do cu desses narcisistas e “fascistas do Bem”!

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  • Marcos

    Segundo a Anita Sarkeesian, um jogo como Bayonetta é sexista. Com o episódio do gamergate, muitos apaixonados por games pensaram “não podemos ser escrotos como esse episódio faz parecer”, porque tratar as mulheres preconceituosamente pega muito mal e é prejudicial a indústria, mas aposto que a maioria não quer que mexam um pixel no seu Bayonetta. estão defendendo apenas o direito dela fazer as críticas dela e discordam ou concordam que um jogo com uma mulher de salto alto fazendo poses bem reveladoras é sexista como ela diz? Vejo as pessoas dando opinião mas não sei se elas realmente sabem no que implica rever os esteriótipos que os gamers se baseiam, os próprios gamers gostam desses esteriótipos. Muitas meninas gamers preferem ter a Bayonetta como um ideal do que se importar com a crítica da Anita Sarkeesian. Mesma coisa no episódio do Tomodachi Life, em que se criticava que o game não tinha casal male/male, female/female, tema presente também em Gone Home, se defende a diversificação da indústria mas quando tem esse tipo de discussão incomoda muito, os desenvolvedores não querem questionar o casal do seu game.

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