Na parte da noite desta quarta-feira (15) o estúdio Destructive Creations colocou no ar o primeiro trailer de seu trabalho de estreia, Hatred, um jogo de ação isométrico com elementos de destruição de cenário, como paredes e carros. E em qualquer outro contexto o vídeo provavelmente passaria largamente despercebido, talvez chamando a atenção de alguns que pudessem encontrar interesse no estilo da jogabilidade apresentado. No entanto, devido a tudo que não concerne suas mecânicas, Hatred é de arregalar os olhos e causar ojeriza devido à premissa utilizada: assassinatos em massa.

Como é explicado por um monólogo do protagonista no começo do trailer: “meu nome não é importante, o que é importante é o que irei fazer. Eu simplesmente odeio esse mundo e os vermes se alimentando de sua carcaça. A minha vida toda é apenas puro ódio e eu sempre quis morrer violentamente. Esse é o momento para vingança e nenhuma vida é digna de ser salva. Eu colocarei no túmulo o maior número deles que eu conseguir. Está na hora de eu matar e está na hora de eu morrer. Minha cruzada de genocídio começa aqui.” Ao fim disso, cenas de jogabilidade começam a ser mostradas, nas quais o protagonistas mata dezenas de pessoas de formas variadas e gráficas, enfrentando a polícia no percurso.

O texto que apresenta essa premissa é tão raso que muitos estão desconfiados de que isso que está sendo mostrado de Hatred é um disfarce, e que alguma outra mensagem ou reviravolta se esconde por trás dele. E, dado o quão pouco sabemos do jogo, isso é perfeitamente possível. No entanto, primeiramente, não acho que esse potencial justifique o que está sendo mostrado nesse vídeo. O jogo não apresenta nem uma gota da ironia que títulos na veia de “destruição em massa” apresentavam, como Carmageddon e GTA, nem explora um aspecto estético exagerado na violência, como Hotline Miami. Na verdade, o que mais assusta é que o discurso apresentado pelo personagem pode ser resumido pela frase “Humanity is Overrated” (algo como “A Humanidade é Superestimada”), que adornava uma camiseta de Pekka-Eric Auvinen em um dos vídeos com ameaças que ele fez pouco antes de matar oito pessoas em uma escola na Finlândia.

Em segundo lugar, a explicação dada pelo estúdio em seu site oficial não inspira muita confiança. “O que você deve estar se perguntando é: por que fazer isso? Hoje em dia, quando muitos jogos estão seguindo o caminho de serem educados, coloridos, politicamente corretos e tentando ser alguma forma de grande arte, em vez de simplesmente ser entretenimento – nós queríamos criar algo que fosse contra as tendências. Algo diferente, algo que pudesse dar ao jogador um prazer de jogo puro. Dessa forma vem o nosso jogo, que não quer fazer prisioneiros nem oferecer desculpas. Nós dizemos ‘sim, é um jogo sobre matar pessoas’ e a única razão para que o antagonista esteja fazendo essas coisas terríveis é o seu profundo ódio. O jogador deve se questionar o que poderia empurrar um humano a ser um assassino em massa. Nós provocamos esse questionamento usando a nova Unreal Engine 4, levando o seu sistema de física a novos limites e tentando fazer com que os visuais do jogo sejam os melhores possíveis.”

Note que de maneira alguma estou dizendo que a Destructive Creations deve ser censurada e Hatred não deva existir. Como já bem disse Penn Jillete, liberdade é o direito de ser estúpido e, por mais que admita que a premissa do jogo (desconsiderando a possibilidade do twist) me cause ofensa, querer apagar isso da existência seria um ato de moralidade igualmente questionável, se não pior. Entretanto, eu acredito que se você deseja fazer isso, um título sobre assassinatos em massa – um tópico que ainda é motivo de dor para muitas pessoas e pode voltar a acontecer a qualquer dia – é preciso apresentar justificativas um pouco mais fortes e palpáveis do que essas colocadas no site do estúdio. Eu não consigo ver qualquer embasamento no argumento de que muitos jogos seguirem o caminho de ser “grande arte” – colocado de maneira evidentemente pejorativa e irônica no parágrafo – serve como empecilho no mercado para os que não tem como objetivo ser isso. Basta abrir o Steam e em menos de dez minutos você encontrará dezenas e dezenas de jogos que buscam fazer exatamente a mesma coisa que Hatred faz, focando-se puramente no aspecto de entretenimento. E nenhum deles teve de utilizar uma premissa tão extrema.

Hotline Miami

Hotline Miami é ultra-violento, porém procura uma justificativa para isso em sua estética

Além disso, é no mínimo curioso que na frase seguinte a que denigre os jogos que buscam algum mérito artístico, os desenvolvedores afirmem que querem que você se pergunte “o que poderia empurrar um humano a ser um assassino em massa”. Trata-se de uma indagação um tanto complexa, uma que me parece dificilmente suscitada por algo que busque ser puramente entretenimento, ainda mais quando o título almeja alcançar isso colocando o jogador em uma posição de matar pessoas pelo prazer de fazer isso, oferecendo recompensas visuais no processo. Por último, é um pouco engraçado que um dos itens utilizados para chamar a atenção disso seja o uso da Unreal Engine 4 e o sistema de física de Hatred, como se fosse realmente esse detalhe que pudesse despertar nas pessoas essas ponderações.

Novamente, ninguém em sã consciência está dizendo que as operações da Destructive Creations devem ser encerradas e o trabalho deles terminado. Porém, existem assuntos que são mais sensíveis do que outros e, consequentemente, pedem por um maior cuidado quando são abordados. Especialmente diante deste momento delicado pelo qual a indústria está passando em que, apesar de haver muito ódio sendo arremessado de diferentes esferas, questionamentos sérios e interessantes de fato estão sendo feitos e muitos estão colocando em cheque a linha de pensamento que seguem. Hatred aparece como algo que, nessa sua primeira apresentação, vai contra tudo isso pelo simples prazer de ir contra, sem tentar oferecer um contraponto que tenha peso para fundamentar as ideias que ele, supostamente, está tentando levantar. Choque pelo choque. E nem é possível compará-lo propriamente a jogos como Postal que, especialmente nos anos 1990, buscavam provocar unicamente isso, porque havia motivação para tal atitude na época. O choque causado, primariamente através de elementos de violência, tinha razão de existir pelo fato do meio como um todo estar então tentando se provar como legítimo, mostrando que ele poderia abordar quaisquer assuntos que quisesse e que não deveria ser regulamento nem impedido por conta disso. Hoje em dia, querer apenas causar a provocação é antiquado e não serve mais para provar muita coisa.

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Existe a chance de que, futuramente, Hatred se prove como algo completamente diferente e de fato crítico ao que ele parece estar dizendo agora. Se isso se provar verdade, estarei aqui me retratando e pedindo desculpas por não ter tido a confiança necessária em pessoas que ajudam a movimentar essa indústria. Entretanto, se ele for raso como esse trailer inicial, saber que existem indivíduos que acharam que a criação de algo na veia desse jogo era necessário é motivo de tristeza, e algo que puxa o meio dos videogames para baixo como um todo.

  • Guilherme

    esse jogo me parece muito a ideia de um cara de 15 anos super revoltadinho com a sociedade, ainda mais com a falta de argumentação que ele tem

  • André Luz

    concordo com você Heitor, e alem disso o jogo ainda reforça o esteriotipo do metaleiro/gotico revoltado com o mundo. Até então pra mim esse jogo é só um retrocesso para a industria, espero que eu esteja errado e que ele mostre algo mais ou seja apenas um hoax

  • Henrique Alves

    Eu acho q esse trailer mostra exatamente como nossos pais veem jogos eletrônicos,apenas pura violência…

  • Rafa Jonatas

    video games, jogarei, matarei o quanto puder provavelmente tera trofeus pra quem matar mais, depois encosto o jogo e vou jogar Bioshock infinite, FIFA ou Gone home. porque é video game e nada importa.

  • Manoel Ricardo

    nem tudo nessa vida precisa de justificativa. é um jogo sobre matar os outros e pronto.

    • Heitor De Paola

      Bem, eu discordo. Ignorando o fato de que os desenvolvedores tentaram justificar esse direcionamento no site deles, eu acho que tudo acaba tendo uma justificativa, mesmo que não planejada. Você pode resolver colocar pôneis em seus jogos sem saber racionalmente o motivo, porém é possível que você simplesmente os ache esteticamente agradáveis.

      Se o jogo quisesse ser apenas sobre matar outras pessoas ele não se preocuparia em ter uma premissa que reflete o discurso de boa parte dos indivíduos envolvidos em tiroteios. Racional ou não, a decisão da Destructive de seguir esse caminho é uma de natureza política, ainda mais quando a justificativa que eles mesmos apresentam para isso no site deles tem tons ideológicos, de ir contra o que eles enxergam como tendência atual do mercado.

      É muito diferente eu te colocar em um jogo em que você atira a esmo em pessoas na rua sem nenhum contexto, de um que coloca um discurso de ódio à humanidade em seu início. Assim como seria diferente se eu te colocasse controlando um personagem com um uniforme nazista que deve atirar a esmo em pessoas presas em um campo de concentração. Todos eles escolhem justificar o ato de atirar em inocentes com motivos diferentes e isso é sempre carregado de ideias e pontos de vista.

      • Manoel Ricardo

        você deixaria de jogar um jogo pela sua justificativa/premissa? é isso q eu quis dizer.

        • Heitor De Paola

          Entendi. Sim, fora de um contexto crítico (leia-se: para falar sobre o jogo ao público) deixaria. Se Hatred não possuir nada além de discurso de ódio, sem nenhum contexto crítico a essa premissa que ele promove, eu passaria longe dele, porque não vejo validade nenhuma nas ideias que ele está levando em frente.

          Como tentei ponderar no texto, é possível que haja mais por trás disso. Pode ser que na verdade essa premissa esteja aí para servir de fato em um contexto crítico. Esperemos para ver. Porém, o fato de desenvolvedores do jogo estarem atrelados a movimentos neo-nazistas não contribui muito para essa crença http://fucknovideogames.tumblr.com/post/100204212288/hatred-is-a-genocide-simulator-developed-by-neo-nazis

          • OfudouMyou

            wow, agora tá ficando mais claro… e que blog legal!

  • Babyface

    Só uma coisa do texto com a qual discordo: os desenvolvedores dizerem que “querem ir na contra-mão de jogos que se consideram grande-arte”, não significa exatamente que o jogo busca entretenimento simples. O problema é que a palavra “grande-arte” está carregada de significados pré-definidos, e na maioria das vezes é utilizada como algo que “enobrece” ou algo “superior” à alguma coisa. Quando falam “grande arte”, imediatamente pensam em jogos como Journey, Gone Home, Dear Esther ou, meu preferido, To The Moon. São todos jogos que enaltecem a contemplação de uma forma positiva.

    Porém, “arte” nem sempre significa algo “bom”. Arte pode ser suja, grotesca e completamente detestável. Talvez seja esse tipo de sentimento que o jogo queira despertar. Como o próprio nome dele já diz, o “Ódio”. O ódio é um sentimento pouco explorado na arte (ou não, posso estar sendo um ignorante). Talvez a comparação seja forçada, mas imagino que a pretensão dos desenvolvedores seja ser o que Se7en foi no cinema, ou seja, um filme sem lição de moral. Ou como foi a obra “Série Inimigos”, do artista Gil Vicente, que mostrava desenhos dele próprio ameaçando de morte figuras políticas famosas (que foi censurado na Bienal de Arte, por acaso).

    Lógico, é difícil ter certeza de qualquer coisa sobre um jogo que foi mostrado apenas um trailer. E muito menos estou dizendo que os desenvolvedores do jogo estão certos ou não da forma como eles expressam sua arte. Mas, apenas acho que o jogo tenha uma pretensão: mesmo que não haja nenhuma reviravolta, ser explícito e cru na violência talvez seja justamente a mensagem que eles queiram passar. Só espero que ele não acabe apenas como uma tentativa pretensiosa e juvenil de apenas “choque pelo choque”.

    • Domingos Junior

      Concordo plenamente com o Babyface, e sinceramente tanto a parte da “grande-arte” quanto a do “o que poderia empurrar um humano a ser um assassino em massa” e o trailer violentíssimo juntamente de está vindo de um estúdio novo sem visibilidade indicam que isso pode ser uma baita jogada de marketing para que eles tenham visualização.

      Agora é esperar e ver como o jogo vai ser de verdade, so com essa premissa o jogo não se sustentaria. Afinal de pois de uma hora atirando e mantando so por matar vai enjoar e o jogo não vai ter sucesso. Por isso espero algo mais no enredo que possa “”justificar”” essa mecânica e sustentar a jogabilidade.

  • bruno__rodrigues

    Julgando pelo trailer, a violência e psicopatia são utilizadas num nível extremo, não como meio para chegar a alguma discussão mais interessante, mas como objetivo final, e a necessidade de trazer um realismo para simulação de genocídio e o discurso bastante raso dos caras me faz duvidar que jogo tenha algum twist e seja muito diferente disso. Existem jogos que talvez tenham um nível semelhante de violência, mas o contexto de jogos como mortal kombat, gta, COD, ou mesmo manhunt te dão um certo distanciamento e compreensão que esse Hatred parece estar se esforçando para que não exista.

    Podem defender que existem filmes na mesma temática, ou mesmo bandas que tenham mensagens igualmente repulsivas, mas acontece que essas outras mídias tem uma quantidade de produções tão maior que acaba fazendo com que naturalmente crie-se uma segmentação tão grande que você teria que cavar um tanto mais para achar coisas desse tipo e consequentemente praticamente só o público específico para esse tipo de coisa acaba tendo acesso. No caso dos games não há essa segmentação, e o hatred acaba chocando por mostrar o que pretende ser para um público “mainstream”, que consome o jornalismo de joguinhos “mainstream”,sem o filtro da percepção que publico-alvo (que existe) desse tipo de coisa teria.

  • Fabiano

    Não gosto desse papinho de ter temas tão sensíveis que não se deve mexer. Por mim pode existir expressões artísticas sobre qualquer tema passível de ser abordado, independente da qualidade da obra final. Alguém sempre vai se ofender com a sua obra, não tem jeito, não tem que moderar para mais pessoas acharem palatável pra um grupo mais sensível.
    E de qualquer forma, o que o Heitor mais critica no jogo é o que nossas mães reclamavam em GTA, Carmagedon, Mortal Kombat, e tantos outros, mas nós sabemos hoje o quanto eles foram importantes para aumentar o limite do que pode ser tratado em um game. Por mais que nós fiquemos chocados, é inegável que isso pode ser usado como recurso narrativo futuramente, e sem que alguém choque para começar a gente vai continuar se limitando a antigos paradigmas.

    • Heitor De Paola

      Eu concordo com essa sua última parte, choque é essencial em certos pontos, justamente para abrir espaço para uma maior diversidade de pontos de vista. É o que eu argumento que Postal fez no passado.

      E só para deixar claro, em nenhum momento eu faço um “papinho” de que há temos sensíveis demais para serem mexidos. Apenas argumento de que existem sim assuntos que são mais delicados e pedem maior cuidado quando forem abordados. Caso contrário vira apenas discurso de ódio.

  • Fabiano

    Aliás, sobre o jogo não instigar discussão alguma, pelo menos ela NOS instigou a discutir isso por aqui, o que já é um mérito.

    • Phellipe Brasiliano

      Acredito que nesse caso o mérito alcançado não seja do jogo em si, mas da industria que evoluiu a um ponto que esse tipo de manifestação rasa e ofensiva não é mais tolerada como legítima forma de expressão.

  • Gabriel Valente

    sei lá, eu acho que consigo ver um limite claro entre a diversão e estupidez sem limites ou justificativa, e não ficaria nem um pouco triste se esse jogo fosse banido, mas ainda assim entendo a necessidade de permitir que ele exista. Até porque acho que banido ou não, se os caras quiserem vão dar um jeito de colocar ele no ar de uma forma ou outra. Mas ainda assim me incomoda pensar que um produto desses possa ajudar a dar o empurrão que falta para que algum maluco qualquer por ai saia pelas ruas fazendo besteira.

  • Charmichael

    dependendo do deselvolvimento do personagem.. qualquer historia é valida como proposta de jogo,mas dependendo do modo de como sera abordado não vai ter finalidade util..não sou contra aos jogos violentos , porem acho que a violencia sem um motivo não faz muito sentido e nem tem graça (pra mim)

    • Heitor De Paola

      Sim. Eu tentei ser o mais ponderado o possível, deixando claro que o que vi neste trailer não me agrada. Mas tentando deixar claro que é possível que haja mais por trás disso do que estamos vendo agora.

  • jprbessa

    Mate potranca, mate com emoção! Eu sou o Postal da nova geração!

    Bonito, idiota, vazio, fútil, ofensivo mas achei divertido. É uma merda eu achar isso? Talvez, mas queria muito que saísse pro PS3 já que não tenho PC ou outro console.

  • Alisson André

    Roundabout?

  • André Rossi

    Bom, aparentemente o protagonista mata todo mundo sem motivo nenhum. A cena em que ele atira na boca de uma mulher enquanto ela implora por misericórdia foi o meu limite. Sou do tipo que para nos sinais de trânsito do GTA… portanto vou passar bem longe desse jogo.

  • Rafael neves

    Levando em consideração o pouco apresentado eu achei de muito mal gosto, parece ser só um jogo que você mata por matar. Sei-la não digo que deve ser banido mas um jogo com uma premissa tão rasa como esta só pode ser interpretado de maneira negativa, com um discurso deste e sem nenhum contexto não vai agregar nada e ao meu ver só trará malefícios .

  • Guest
  • Bruno Penteado

    Feito por fascistas, era de se esperar algo assim. Cheque o link sobre isso:
    http://fucknovideogames.tumblr.com/post/100204212288/hatred-is-a-genocide-simulator-developed-by-neo-nazis

  • Barbara Queiroz

    Não cara… só não… é muito gratuito isso, é sádico e, pelo trailer, não leva a nenhuma “contemplação maior” AND é só mais um argumento a favor da minha mãe odiar tudo que não seja Mario ou Sonic. Eu vou passar muito longe desse jogo, me deixou enjoada. Não tem missão, não tem zuêra, não tem nem um motivo ou uma luta interna do protagonista, e, com todos os acontecimentos no mundo, vem em uma péssima hora pra querer chocar.

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  • Edward Facundo

    Sempre temos a opção de NÃO COMPRAR o game ou dar audiência.

    No dia que algum jogo precisar de alguma justificativa para existir ou não por viés de uma moralidade disfarçada de cruzada ética, estaremos regredindo como raça.

    Toda discursão é válida ainda que o argumento seja inválidar a liberdade de qualquer um por meio de seus preceitos. Respeitando a todos e na máxima de um sistema capital como nosso é simplesmente “votando com carteira”.

    Cagar regra como paladino da moralidade ( não do artigo mas de alguns comentários aqui ) é justamente o que prejudicou por tanto tempo diversas indústrias, pensamento retógrado e incapacidade de lidar com o que não lhes convém.

    Apenas não compra, amigão 😉