Diga olá ao 31 Gaems! A partir desta sexta-feira (07), durante os próximos sete meses, toda semana você lerá no Overloadr o texto de um autor convidado sobre um jogo que tenha marcado sua vida. São game designers, artistas, programadores, jornalistas, quadrinistas e músicos, todos eles diretamente envolvidos com o cenário de games no Brasil, expondo seus sentimentos, memórias e personalidade em textos livres e pessoais. São 31 textos, de 31 autores, sobre 31 jogos.

O projeto, idealizado por Diego Castillo, da equipe indie Loud Noises, é inspirado pelo livro Songbook, também conhecido como 31 Songs, de Nick Hornby, (autor de Alta Fidelidade), no qual ele descreve as músicas que mais o impactaram, juntamente com toda a carga emocional que elas despertam ou despertaram. Além da publicação no Overloadr, os ensaios farão parte também do projeto Glitch Gazette, um zine digital e impresso em desenvolvimento pelo Loud Noises, que busca arrecadações para sua produção. Conheça a campanha do projeto no IndieGoGo.

Sem mais delongas, fiquem com o primeiro primeiro ensaio do 31 Gaems, da game designer Thais Weiller:

– Henrique Sampaio

 

* * * *

 

Você está sozinha, completamente sozinha, em um planeta hostil. Todas as outras criaturas vivas ao seu redor te querem morta e você não tem nenhuma delas para chamar de aliado. Bem-vindo a Zebes, você não vai ter guia.

Super Metroid saiu em 1994, em meados da existência da Super Nintendo, como topo da cadeia alimentar do console. Por não ter sido um dos primeiros jogos desbravadores da plataforma, Super Metroid conta com uso avançado das cores, tamanhos e efeitos do SNES, como rotação e escala, mas não saiu tarde de mais a ponto de ser morto pela chegada do Nintendo 64, como aconteceu com Super Mario World 2: Yoshi’s Island.

Deixando a parte técnica de lado, Super Metroid é um jogo sem igual na história da Nintendo. Logo ao colocar o cartucho no console, você percebe que definitivamente não era um jogo comum na plataforma, muito menos dentre os produzidos pela grande N: a tela de título escura, com corpos de cientistas jogados no chão e equipamentos de algo que devia ser um laboratório é sua primeira vista. O som não é nada mais reconfortante, com uma entrada tensa, esquisita e um barulho estranhamente semelhante ao do motion tracker de Alien bipando cada vez mais perto, intercalando com o som de estática, do que parece uma respiração cansada. Sério, se a própria tela de título não te der no mínimo um leve desconforto você não deve ser humano (já deve ser sido contaminado por alguma criatura de outro sistema solar, pelo menos).

Começando o jogo, o jogador tem uma pequena intro explicando como Super Metroid se relaciona com os outros dois jogos anteriores da série (Metroid do NES e Metroid II: Return of Samus do GameBoy). Se você prestar atenção, essa será a ultima vez que haverá qualquer tipo de comunicação verbal entre o jogo e o jogador sem contar mensagens de save e o “Bomba ativa, fuja em X tempo”. Depois da abertura, não há nenhuma instrução, nenhuma descrição, nenhuma sugestão, nada no jogo que se comunique de forma direta com o jogador.

Samus_by_iwaisan

Não sou paga o suficiente para falar com você, queridinha

Você está só, você e Samus. E adivinhe só?

A Samus não do tipo que fala, ela é do tipo que faz.

O jogo em si começa no laboratório da tela de título. Todo o cenario é feio em tons de azul, frio e estéril. Adentrando um pouco mais, você começa a encontrar corpos de cientistas. Como na tela de título. O laboratório mais à frente está um pouco mais zoado – esses cientistas com certeza não morreram de ataque cardíaco coletivo, você pensa. Mais uma sale e, ah, enfim meu objetivo, encontrei o bichinho que estava no tubo da tela inicial! Tudo bem agora, né? Que tal não, com o pterodáctilo que matou seus pais (ok, o jogador não sabe disso nesse jogo mas é a verdade no universo expandido) roubando a metroid e te atacando? Sim, Super Metroid é daqueles jogos em que você enfrenta um dos últimos chefes logo no começo, sem chances de ganhar, só para te mostrar o quão bosta você ainda é. Ah, e assim que o pterodáctilo-pirata-espacial Ridley desiste de te bater por pura pena e vai embora, você não tem nem a chance de respirar e calmamente reconhecer sua insignificância por que agora a nave vai explodir então fuja.

Ao chegar em Zebes, o planeta te recebe da forma mais acolhedora possível: jogando uma tempestade na sua cara na região conhecida com Crateria, que basicamente é uma área rochosa cheia de crateras e cavernas. Ah é, como já falei, não há mais textos em Super Metroid depois da tela de título, então você chega lá e é isso. Se vira, gata! Não era você que queria ser uma caçadora de recompensas? Liberdade espacial? Feminismo intergalático? Sério, te orienta vagabunda, que você vai ter que bater muito cabelo para sair dessa boate. Mas disso você entende, com esse lindo e sedoso cabelo loiro gigante, não é mesmo?

crateria

Bem-vindo à Zebes.

crateria2

Hoje o tempo está bom.

Saindo da nave, você não encontra mais nada além de pedras, buracos e cavernas. É como se o planeta todo estivesse morto, só sobrou o pó e uns insetinhos que fogem quando você passa perto deles. Você vai entrando cada vez mais fundo e depois de uma queda livre enorme (a qual Samus sobrevive sem falar nem ~ops~), começa a encontrar algumas estruturas metálicas. Independentemente de você conhecer os outros jogos da série, é inevitável pensar que alguma coisa viveu aqui, mas por algum motivo não está mais aqui agora (se você jogou, você já sabe que é por sua causa, queridinha). Explorando um pouco mais, você chega em uma sala que tem exatamente o mesmo design da primeira sala de Metroid no NES e pega seu primeiro upgrade, Morphing Ball, exatamente no mesmo lugar.

Uma coisa muda, entretanto. Ao pegar esse upgrade, um scanner surge do nada em uma parede e varre Samus. Do nada. E não há como fugir do scan, ele a segue até sair da tela. Será que fez alguma coisa? Bom, deixa isso para lá, você tem outra preocupação em mente, como por exemplo como sair de onde você acabou de entrar. E uma coisa memorável para Super Metroid é que após pegar um upgrade, há grandes chances de que você só conseguirá sair de onde entrou usando esse mesmo upgrade. Então prepare-se para APRENDER. Depois de ser scaneada e pegar mais alguns upgrades nas salas ao lado, você vai reparar que todo o ambiente foi populado e agora há dezenas de criaturas que ou te querem morta ou simplesmente estão vivendo a vida delas normalmente mas que não ligam de te matar no processo. Sabe como é aquele ditado francês, “Foda-se”.

Esses são os primeiros 15 minutos de Super Metroid e não pretendo ir mais longe com esse texto por que não quero privar da surpresa da descoberta aqueles que ainda não jogaram. Queria fazer o possível para deixar esse texto livre de spoilers e felizmente, Super Metroid mostra exatamente para que veio ao mundo nos seus primeiros quinze minutos. Se você gostou do que leu, vai lá jogar imediatamente para aprender como sobreviver em Zebes – ou na cidade grande, ou em um país desconhecido, ou do deserto do Atacama; Super Metroid tem lições valiosas para todos eles. Nunca é tarde de mais: a primeira vez que joguei Super Metroid foi em 2010. E foi… incrível.

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Fale que mandei um abraço

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Não pare de jogar até encontrar esses caras

Nesses primeiros 15 minutos e durante todo o jogo, Super Metroid emula algo que a maior partes dos jogos hoje em dia esquece sequer que existe: a solidão. Super Metroid intencionalmente não fala com você, as vezes até retira criaturas de níveis inteiros só para você achar que é a única criatura viva no planeta, não te dá nenhuma recomendação de qual é seu próximo passo. Ao mesmo tempo, ele te dá pequenas dicas: um mapa com salas adjacentes com paredes onde você achava que não tinha porta, uma única parte no chão que usa uma padronagem diferente, um tubo de vidro em uma ravina que podia muito bem ser explorável, um visão parcial de uma possível outra sala acima ou abaixo da que você está, uma área aberta com superfície suficiente para dar um Shinespark Jump. Pelos Chozos, você começa podendo fazer wall jump desde sua gênese no jogo e ninguém te fala isso! É só no meio do jogo que uns gremlins amavéis começam a fazer wall jump na sua frente com suas adoráveis expressões de “você também consegue, garota!”.

Super Metroid nunca te explica mas também nunca nem te dá algo familiar para se sentir confortável. É realmente como se alguém te jogasse no meio na Selva Amazônica ou no meio de um país que ninguém fala uma língua que você conhece. Nem quem tenta te ajudar fala com você. É tanta coisa ao seu redor que você nem escuta seus próprios pensamentos.

Depois de algumas horas, ou Super Metroid é tão alien para você que acaba parecendo só mais um jogo estranho ou você se convence de que realmente é a caçadora de recompensas mais foda da galáxia que chegou num planeta que te odeia mas que é tão filhaputamente boa que não precisa nem conversar consigo mesma para se sentir melhor nessa situação de merda. Comigo, aconteceu a segunda.

Samus-guide

Não use esteroides, apenas Varias Suits

 

Sobre a autora

thais-thumbThais Weiller é Mestre em game design, uma das integrantes do JoyMasher (de Oniken e Odallus: The Dark Call), odeia falar de si mesma na terceira pessoa e ainda hoje é uma caçadora de recompensas.

Crédito das imagens: iwasan, Super Metroid Nintendo Players Guide e Ian Wilding

  • Diogo Gomes

    O Título da série está errado! =)

    • Ó o juvenil aí não manjando das zueras… (ou “eu juvenil” não entendendo o seu sarcasmo) 😛

      • Diogo Gomes

        hahahha…

    • Grillo

      Sabia que alguém faria este comentário, sorte que não fui eu

      • Grillo

        Eu to falando, alguém colocou meu nome na boca do sapo pra ficar recebendo reply aleatório

  • Parabéns pelo texto Thaís, rachei o bico aqui no trampo (e eu deveria estar fazendo algo sério, mas isso não é importante).

    Só fui jogar Super Metroid pela primeira vez esse ano e é incrível como esse jogo é foda! Em nenhum momento o jogo passa a mão na sua cabeça pra te falar como faz as coisas!

    É impressionante como o jogo te larga num cenário enorme, sem outros “seres racionais” pra você conversar e te força a aprender na marra a se virar naquele mundo.

    Saudades da Nintendo que tinha coragem de lançar um Super Metroid

    • Eduardo Samoggin

      Tiveram bastante coragem com os Metroid Primes também, erraram um pouco a mão no Other M (Apesar de eu achar MUITO divertido o jogo), e devem acertar em 2015 agora.

      • Eu preciso jogar os Primes… não tive o Wii e agora com o Wii U é um parto achar o Trilogy a um preço bom (só lá fora e olha lá)

        • Eduardo Samoggin

          Tente jogar no Cube, no controle é bem melhor que no WiiMote.

          • Alexandre Barbosa da Silva

            Taí algo que discordo totalmente Eduardo. Estou jogando agora o Metroid Prime 1 no Trilogy e nossa, como melhorou minha experiência. Não que seja ruim jogar no controle do GC (a mecânica é ótima também), mas eu gosto de poder andar e olhar o cenário ao mesmo tempo kkkk

        • Fabiano

          Comprar um Gamecube + Metroid Prime sai quase o mesmo preço de comprar o Trilogy por aí

          • @disqus_G1aaxC6qPo:disqus @eduardosamoggin:disqus Acho que vou atrás de uma emulação no Dolphin mesmo, parece que está rodando bem…

        • Heitor De Paola

          São todos muito bons. Seria jogos que eu jogaria de novo tranquilamente se fossem relançados em HD. E o controle do Wii U seria perfeito para a mecânica de escanear o ambiente.

      • thaisweiller

        Adoro todos os Primes, não sei o que é isso de ~other M~

        • Eduardo Samoggin

          Other m é o ultimo jogo que saiu, pra Wii.

          • Heitor De Paola

            NÃO CARA! A Thais está certa, esse tal de Other M não existe. Nós não falamos sobre ele.

          • Eduardo Samoggin

            Não percebi o sarcasmo, hahaha.

            Não entendo o ódio em cima do Other M, é um jogo de ação divertido. Foge da proposta do que sempre foi, mas ainda assim é um jogo bacana, nada demais.

          • Fabiano

            O jogo se paga só pela cutscene de abertura, aquilo é muito amor

    • thaisweiller

      Gosto muito do role de ~outros seres racionais~. É incrível a idéia de ecossistemas e como eles dão overlaping no level design e te faz se sentir meio que um cientista explorador também. Uma das minhas partes favoritas que IMHO foi muito bem traduzida na série Prime com a ideia de scanning.

  • Eduardo Samoggin

    Parabéns pelo texto Thaís, muito bom mesmo!

    Uma breve relação minha com esse jogo:

    Super Metroid foi o primeiro grande jogo que PENEI pra fechar. Quem me apresentou foi um amigo meu, que o pai dele adorava jogar esse jogo (e somente ESSE jogo, não gostava de vídeo games, mas se apaixonou por SM). Esse pai do meu amigo ajudava a gente a passar das partes difíceis e tal. Primeira vez que fechei SM foi com um tempo de 5 horas, que no momento achei o máximo.

    Infelizmente, esse pai do meu amigo morreu há um certo tempo, e eu nunca mais havia visto aquela fita, original, levemente desgastada com o tempo.

    Até que amigo meu achou e me emprestou, e depois de um tempo me deu, pra ficar de lembrança. Está embalada em saco plástico (assim como todas as outras originais), e ainda vou atrás de uma caixa original pra ela.

    SM É sensacional, toda ambientação do jogo, a história, a mulher que não é mais resgatada e sim ela é a heroína. Melhor jogo 2D que já joguei (Desculpa SotN), e só perde pra Zelda OoT, pois esse é um outro caso a parte na minha vida.

    PS: Hoje faço speedrun de SM tentando chegar em 27 minutos,que é o recorde, mas só consigo fechar em 40.

    • thaisweiller

      40 é BEM bom, eu só fecho em + de duas horas. Adoro ficar só passando pelas fase ouvindo a trilha as vezes. <3

      • Eduardo Samoggin

        Hahaha mas depende. É 40 no tempo do jogo, tem gente que conta no relógio mesmo :p

        E também, teve época que fechava o jogo 1x por dia, tentando diminuir o tempo.

  • Gilliard Lopes

    Excelente o texto, e fantástica a imagem lá no topo também. [31 Gaems] promete!

    Impressionante como tive uma experiência parecida com a da Thais com esse jogo, mesmo tendo jogado 15 anos antes. A música da tela de título foi tão marcante que acabei usando como abertura do meu podcast no início dos tempos, mas a galera reclamava que era perturbadora demais hahahaa

    SM é top 10 das melhores experiências que tive com games, com certeza.

  • Barbara Queiroz

    Ah.. certo, certo.. entendi.. já vou procurar uma fita desse joguinho por aí… já fui.. to indo.. kkk
    Adorei o texto, ri demais mesmo, eu nunca joguei nenhum da série, só conheci nossa queria Samus no Super Smash Brothers do N64 (e como toda criança, eu achava que era um hominho, me processem pessoas, a única imagem de heroína que eu tinha era a Xena e Lara Croft u.u)

    Agora eu quero jogar essa bagaça gente… kkk
    Com esse texto como pontapé inicial, essa série promete o/

    • Eduardo Samoggin

      Vai fundo, pegue um emulador qualquer coisa, vale muito a pena.

      • Barbara Queiroz

        eu quero a experiência completa, dedinhos doendo e tudo mais kkkk tenho um SNES que tá até meio parado e precisa de uns joguinhos novos… mas se não encontrar (ou se encontrar a preços absurdos) vou jogar no emulador mesmo, já que tenho também kk

        • thaisweiller

          Infelizmente, o SM no SNES acabou ficando raro e é meio caro hoje em dia. Nada te impede de comprar aquelas fitas novas que pergam um cartucho em branco e escrevem o jogo!

        • Alexandre Barbosa da Silva

          Eu ainda tenho meu cartucho de SM (na verdade eu comprei ele em 2009 de uma locadora aqui perto de casa, pois sempre quis ter a fita mesmo) e digo, se for jogar no SNES, vai doer dedinho mesmo kkkk Minha experiência preferida com o game é com o controle de PS2 (usando aquele adaptador do controle para GC) no Wii, ou com o Classic Controller.

    • Heitor De Paola

      Tem disponível no eShop do Wii e do Wii U.

  • André Luz

    excelente Texto,

    esse eu ainda não terminei, mas acho ele sensacional. Lembro que quando joguei quando era moleque fiquei totalmente perdido e não avancei muito, foi um dos primeiros jogos que dei um rage quit, mas não por culpa do jogo e sim por falta de habilidade minha.
    Acredito que o primeiro metroid prime de gamecube consegue emular bastante essa solidão do super metroid, lembro que muitas vezes eu me sentia muito mais oprimido nos lugares vazios do que nas batalhas contra os space pirates.

  • Poxa, começaram logo com SM, o meu jogo favorito do SNES e até pouco tempo atrás o meu jogo favorito de todos os tempos, perdendo o posto apenas para… Metroid Prime 2 😛

    Eu acho incrível como com tão pouco em termos técnicos esse jogo consegue nos colocar em um clima tão tenso, muito pela trilha sonora que sempre se encaixa de forma perfeita com os ambientes. Recentemente ele apareceu como um dos brindes do Club Nintendo para Wii U e eu aproveitei para relembrar… como continua fantástico. Pena que ao contrário do jogo, a minha memória deu uma grande deteriorada, e eu não lembrava mais de onde estavam todos os itens e por conta disso acabei nem zerando em menos de três horas.

    Eu só espero que os próximos jogos da série resgatem todas essas qualidades, ao contrário daquele grande tropeço que foi Other M.

    Parabéns Thais pelo excelente texto!

    • Henrique Tavares

      Eu adoro quando esqueço completamente como se faz algo em um jogo que adoro, me dá sensação de estar raciocinando em cima dele e explorando novamente!

      • Sim, é quase como se fosse um jogo novo, he he he.

  • Renato Araujo

    Caramba, excelente texto. Não sei se essa era a função dele, mas conseguiu de verdade criar em mim vontade de jogar Super Metroid.

  • metasexual

    YEEEAAAAAAAH

  • Israel Riegel

    Texto excelente. Uma das minhas memórias de infância é o clima opressor desse jogo. Nunca cheguei a terminar, mas agora fiquei com vontade.

  • Alexandre Barbosa da Silva

    31 Gaems já começando com o melhor de todos (provavelmente)? Metroid é minha série favorita da Nintendo (seguida de perto por Zelda) e SM é meu favorito. Eu adoro os Primes (principalmente o 2 que tem uma direção de arte num nível que eu nunca vi igual), o Fusion e até mesmo gosto do Other M, como jogo ele tem problemas mas é bem divertido se você desconsiderar totalmente a história.

    Só quero comentar uma coisa que me liguei um tempo atrás: Alguém mais percebeu na intro do jogo que SM foi desenvolvido pela Inteligent Systems, o estúdio mais underated da história dos videogames (Paper Mario 1 e 2, Smash Bros do 64, toda a série Fire Emblem)? Eu sempre via antes da tela título, mas como só fui dar o devido valor aquele estúdio uns anos atrás, só notei que SM era deles na última vez que joguei em 2012.

    Enfim, curti muito a iniciativa e o texto em si. Mal posso esperar pra ver quais os clássicos que vão ser trazidos nas próximas semanas!

  • João Alberto Chaves Filho

    Ótimo texto. A forma de descrever a experiência instiga ao ponto de querer revisitar esse clássico.

  • alberson

    Poxa, animal o texto! Parabéns!
    E lendo aqui os comentários e me sentindo velhinho já… galera só conheceu a Samus no N64 ou nunca tinha jogado nada até esse ano. Eu cresci jogando Super Metroid, DK 2 e 3. Alugava sempre essas fitas alternadamente na locadora, e só quando não tinha nenhuma dessas 3 eu alugava algo novo.
    Adorava Super Metroid justamente por esse “quê” de solidão, de você ter que aprender observando os arredores.
    Ficava muito, muito feliz quando descobria algo novo ou acessava uma nova área… até que uma vez terminei. No auge do hype na luta do ultimo boss pensei: caralho, agora esse jogo vai ficar muito foda… e realmente ficou, mesmo tendo acabado.
    Sdds Metroid.

  • Zé Luiz

    Texto maneiro, que de tão nostálgico me fez pensar seriamente em desencaixotar o Snes, e projeto foda. Parabéns aos envolvidos.

  • Robson Souza

    Ótimo texto! Eu joguei Super Metroid enquanto ainda era criança e nem sabia que aquele “robô” era uma mulher. E lendo o texto agora, percebi também, o quanto a menina é solitária. Aliás, até hoje não sei usar aquela habilidade em que a Samus “fica dentro da super bomba”. 🙁

  • Bruno Oliveira

    Curti bastante. (y)

  • Gabriel Kwiecinski Antunes

    Ótimo texto. É lindo ver um conteúdo tão bonito e sentimental sobre jogos sem citar qual a velocidade de atualização da tela ou a resolução da renderização gráfica.

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  • Danilo2k14

    Junon Tristan? Ring any bells?
    Sem problema, se você souber quem foi Junon quer dizer que tens mais de 30 anos, possivelmente. Quando descobri que Samus era mulher foi uma decepção, tudo bem eu achava que era um robô, mas até aí. Sim, meu caro…eu era preconceituoso…era, verbo no pretérito imperfeito, tão imperfeito quanto minha pessoa lá trás (se bem que ainda sou, imperfeito claro!).
    Como poderia controlar uma mulher, meninos controlam meninos, meninas controlam o jogo da Barbie. É quase asqueroso saber que um dia fui assim, mas porra..tinha 11 anos advindo da década de 80, me da uma colher de chá vai!
    Porém em 1997 joguei Dragon Force, um jogo de estratégia que saiu para Sega Saturn e me apaixonei por um personagem, lembra do Junon..pois é…um guerreiro de armadura negra, fantástico, era forte, comandava harpias, governava com punho de ferro e…MULHER?!?!?! Lá pras 14 horas de jogo você descobre que ele era ela, e todos os outros imperadores também ficaram surpresos…e eu achei…o máximo. E melhor ainda…ela se casa. Porra mas que clichê hein? É clichê..mas é humano.
    Por causa de Junon, Samus ficou melhor ainda, me fez entender que primeiro de tudo, o jogo ou é bom ou não é bom, ser mulher ou homem tanto faz, jogo bom tem que ser bom.

    Segundo, Junon se casa por que ama, não por que precisa ser protegida, Samus não se casa (até onde eu joguei) por que escolheu, não por que é badass.
    Jogos diferentes, mas personagens em comum, em uma época em que precisava ter uma armadura e máscara para ganhar sua simpatia. Hoje precisamos de menos máscaras mas ainda carecemos de personagem femininas, precisamos de mais Edges, Nilins, Laras e Bosses. Bayonettas também, até por que o jogo é foda!
    Samus já havia mudado o status quo, Junos me fez ver…muito obrigado!!!

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