Através dos anos de trabalho na indústria de games, são várias as lições que aprendi sobre o pensamento humano, seu comportamento em grupo, e suas interações sociais de maior escala. Uma das mais interessantes e úteis pode ser resumida como “uma maçã podre estraga todo o cesto”, ou seja, uma experiência negativa pontual porém muito marcante pode manchar por completo a percepção do jogador (ou reviewer) sobre o game.

Não importa que o jogo tenha proporcionado 120 horas de diversão e imersão; aqueles 30 segundos no qual aconteceu um glitch bizarro, aquela missão opcional de 10 minutos que ficou travada, aquele boss que ficou preso no cenário impossibilitando o progresso do jogador – esses serão os pontos de discussão mais populares sobre o game, em muitos casos formando a opinião daqueles que ainda não o jogaram. De certa forma, sob essa visão, um jogo é somente tão bom quanto seu pior momento.

Ao invés de questionar se esse tipo de julgamento é justo ou não – o que seria inútil, uma vez que é uma realidade, fruto da natureza humana – nós desenvolvedores trabalhamos para eliminar esses pontos de frustração o máximo possível. Uma prática comum durante as últimas semanas de finalização e polimento de um game é o “Bottom 10” (o contrário de “Top 10”), ou seja, uma lista com as 10 experiências mais frustrantes do game no momento. Todos os membros do time que jogam o jogo, desde testadores até os próprios programadores, designers e artistas, contribuem para formar essa lista a cada semana, e os desenvolvedores trabalham na correção de bugs e balanceamento de conteúdo para eliminá-las com máxima prioridade.

* * *

No artigo anterior desta coluna, tentei compartilhar um pouco do meu sentimento com relação ao Gamergate, e mais especificamente como eu me sinto, enquanto desenvolvedor, com relação ao público-alvo dos meus jogos. Isso me fez pensar mais profundamente sobre o estereótipo que se associou à chamada “identidade gamer” nos dias de hoje. Não consigo deixar de pensar no conceito da “maçã podre” quando tento decifrar essa questão: as atitudes, preconceitos e crimes de poucos acabam formando a percepção geral que se tem do gamer atualmente. E mesmo sem levarmos em conta as polêmicas mais recentes e a grande atenção da mídia em geral sobre esse assunto, ainda sinto que o conceito geral sobre os gamers que a maioria das pessoas possui é fortemente influenciado pelas ações tóxicas de uns poucos membros desse grupo.

Uma das perguntas que me faço com mais frequência é: quantos, na verdade, são esses “poucos”? Acredito que aqueles que chegam ao extremo de cometer crimes, ameaçar pessoas e invadir sua privacidade são realmente uma minoria bem pequena, mas quantos outros gamers não compartilham subconscientemente dos mesmos preconceitos e visões sexistas, muitas vezes perpetuadas pela própria indústria mainstream? Cabe, inclusive, questionar: será que eu mesmo não compartilho desses estigmas? É um assunto que merece bastante auto-reflexão, e nesse sentido eu acho o trabalho da Anita Sarkeesian no Tropes vs. Women in Videogames um fantástico abridor de olhos e mentes.

Veja também:
Como o discurso de Emma Watson na ONU nos ajuda a entender o Gamergate

gamers-keyboard-gamer-keyboard-wasd-demotivational-poster-1216424856Seria muito fácil olhar para o gamer como um número, apenas uma estatística na planilha trimestral de “desempenho” da empresa. Tenho certeza que muito desenvolvedores enxergam dessa maneira (e conseguem dormir muito melhor à noite do que eu). Mas, ao contrário do que dizem os “especialistas em monetização”, com seus DAUs e ARPUs, eu ainda acredito que é preciso dar uma cara, um contexto, um significado aos gamers enquanto pessoas, entender o que eles pensam e sentem, para então desenvolver jogos que demonstrem, estendam, celebrem, questionem, desafiem esses sentimentos e pensamentos. Somente assim acredito que estaremos revelando todo o potencial que a nossa mídia possui.

Tamanho é o estigma associado à palavra “gamer” que muitos veículos de imprensa especializada evitam utilizar esse termo. O excelente (e agora, famoso) artigo da Leigh Alexander no Gamasutra propõe que o gamer enquanto representação do público-alvo dos jogos está deixando de existir. Por mais que eu entenda os seus argumentos, ainda sinto que existe “alguma coisa” que une e caracteriza todas as pessoas que apreciam a atividade de jogar, as diferenciando daquelas que não o fazem. Ao contrário da Leigh, eu não acho que o fato dos games estarem tão mais difundidos atualmente, tanto em termos de plataformas como (principalmente) faixa demográfica de público, impossibilite a existência de um conceito de gamer que, embora bem diferente do que estamos acostumados, ainda sirva para classificar o nosso público-alvo. A grande dificuldade, e uma das maiores questões que tenho tentado responder ultimamente, é encontrar essa “coisa”, essa particularidade que define o gamer.

Bem, certamente essa característica não é simplesmente usar chapéu de cogumelo ou saber de cor todos os fatalities de Mortal Kombat. Me parece que a todo tempo se confunde conhecer o vocabulário, o jargão dos games com “ser um gamer”, e isso somente atrapalha a nossa busca pela identidade gamer. Acho muito importante eliminar essa falácia bastante comum da discussão o mais rápido possível. Uma pessoa não é “mais gamer” do que a outra simplesmente porque conhece mais jogos, por ter nascido em determinada década, local do globo, ou condição financeira que a permitiu acesso mais fácil a eles. Existem gamers de todas as idades e backgrounds, que não necessariamente conhecem os mesmos jogos, muitas vezes por não terem tido as mesmas oportunidades, mas que ainda compartilham com os outros jogadores de outras gerações o gosto pelos games, e essa é a distinção mais importante a se fazer.

Se vamos conseguir, um dia, isolar aquilo que nos torna gamers de verdade, só o tempo dirá. Talvez no fim das contas tenhamos que usar outro nome, pois o termo “gamer”, como no exemplo da maçã podre, já foi provavelmente envenenado por anos e anos de estereótipos, mas de qualquer forma acho que o argumento se mantém. Não consigo deixar de sentir que há algo que nos une enquanto jogadores, que nos diferencia de outras pessoas que não apreciam os jogos, algo de mágico, de especial em sentar na frente da tela (ou segurando uma) e se deixar imergir no mundo alternativo de um game.

Receita de Bolo Envenenado

Ingredientes        

–  1/2 assunto polêmico        
–  250 pessoas dispostas a discutir construtivamente        
–  1 idiota        
–  Tempo livre a gosto

Modo de Preparo

Em um site, rede social ou bulletin board bem untado de pageviews, misture as 250 pessoas com o assunto, mexendo até formar uma massa firme de posts.

Em um canal refratário separado, abra com cuidado o idiota, extraia do invólucro da inércia suas frustrações e preconceitos, e bata por 2 ou 3 anos, até que se torne uma pasta pútrida.

Envolva o que restou do idiota no plástico do anonimato da Internet e aplique sobre a massa de posts, derramando a pasta por cima. Leve ao forno por 40 minutos. Sirva ainda quente.

Sobre o Autor

gilliard-lopesGilliard Lopes é produtor dos games da série FIFA na Electronic Arts, em Vancouver, Canadá, e colabora de forma independente com o Overloadr, além de participar do PodQuest, um podcast sobre desenvolvimento de games na indústria internacional. As opiniões expressadas aqui são unicamente do autor e não representam necessariamente a visão da Electronic Arts ou do Overloadr.

 

  • Marcelo Hagemann

    É muito bom ver que os participantes do Gamercraft estão
    mostrando para quê vieram. Gostaria de, então, levar a discussão adiante, pois
    esse é um assunto que não se pode simplesmente guardar na gaveta.

    Primeiro, sobre não haver gamer mais gamer que outro gamer,
    isso me lembrou um pouco dos novos estudos de letramento, assunto que estou
    estudo na faculdade de letras. Apenas para contextualizar; podemos dizer que o
    letramento é a familiaridade de um individuo com a linguagem. Cada um que saiba
    falar, ler e escrever tem uma aproximação com a linguagem, a conhece, sabe para
    quê ela serve, sabe escrever poemas, crônicas, análises ou até mesmo textos
    filosóficos. Cada um possui uma familiaridade muito específica com a linguagem,
    portanto não há como classificar ou estabelecer níveis de letramentos, pois não
    é como se alguém tivesse um letramento maior que outra pessoa, apenas um
    letramento diferenciado.

    Exemplo: um amigo meu pode saber tudo sobre gibis, cite um
    autor de quadrinhos e ele será capaz de te dizer ao menos uma obra dele. Já outro
    amigo meu estuda filosofia e, portanto, sabe abordar assuntos do dia a dia de
    forma filosófica. Não podemos dizer qual dos dois é mais letrado, pois ambos
    possuem intimidade com um conjunto abrangente de textos. O mesmo se pode dizer
    de uma pessoa que não sabe ler. Afinal, mesmo sem saber ler, ela possui contato
    com a linguagem oral, que é uma forma de materialização da língua.

    Espero que isso não seja tão desinteressante, pois considero
    que o mesmo acontece com os gamers. Independente do sentido exato dessa
    palavra, para alguém ser considerado gamer, esse alguém deve ter algum contato
    com os joguinhos digitais, e, apesar de não ser qualquer tipo de contato que
    faça alguém gamer, esse contato é diferente para cada um de nós.

    Por exemplo: Eu passei a maior parte de minha vida
    desconhecendo o que era ser dono de um console de mesa. Passei boa parte de
    minha vida como gamer jogando jogos de computador, e só ano passado comprei o
    meu primeiro console. Isso, por si só, não me torna menos gamer do que o autor
    desse artigo de opinião para o qual escreve. Claro, pode-se argumentar que Gilliard
    Lopes faz parte da industria como produtor enquanto eu faço parte da industria
    apenas como consumidor, além do fato dele ser mais velho e por tanto o produtor
    da série FIFA mais tempo de bagagem do que eu. Entretanto, não se pode ignorar
    que a minha posição em relação a industria é completamente diferente. Não
    melhor, não pior, apenas diferente. Como produtor, imagino que Gilliard está
    sempre pensando a respeito dos jogos que está produzindo, a respeito das
    possíveis expectativas do seu público algo. Por outro lado, duvido que ele
    esteja tão preocupado quando eu a respeito das possíveis decisões tomadas pelos
    produtores da série animada de Pokémon para promover o jogo, e no quê tais
    decisões afetam o rumo da animação e sua relação com os novos jogos (afinal,
    Ash derrotou até agora apenas 3 dos 8 líderes de ginásio de Kalos, e não sairá
    dessa região antes de passar pela liga. Por outro lado, os remakes de Hoenn
    estão chegando e também é dever do anime promover hype para possíveis
    consumidores em potencial.)

    Espero ter ilustrado um pouco o que Gilliard já disse: Que todos
    nós estamos envolvidos com o “cenário gamer” de forma singular, e que nenhum
    gamer é gamer da mesma maneira que outro.

    E o segundo ponto que gostaria de abordar, está presente nas
    duas alegorias usadas pelo autor. A da receita, e a da maçã.

    Quando comemos uma maçã de um cesto, normalmente implicamos
    que essa maçã tem o mesmo sabor das outras maçãs. E quando misturamos um
    ingrediente ruim temos um resultado ruim. Não é diferente fora da alegoria.
    Quando vimos um otaku agindo como criança, assumimos que todos os otakus são
    crianças, assim como meia dúzia de otakus sem qualquer instrução social é capaz
    de criar uma imagem ruim dos eventos de anime. Entretanto, quando comemos uma
    maçã podre, não devemos jogar o cesto todo fora, assim como não devemos
    descartar um bolo inteiro por causa de um ingrediente. Saber que um meio social
    é composto por uma multiplicidade de personalidades com maturidades diferentes,
    é o primeiro passo para evitar a generalização. Evidente, a inclusão da
    internet no assunto torna o ato de identificar as maçãs ruins um trabalho mais árduo
    e cruel. Com o anonimato, é muito difícil sabemos qual ingrediente estragou o
    bolo. Entretanto, chefes experientes sabem muito bem o que deu de errado em um
    bolo quando o provam. Faltou açúcar? Precisava bater mais a clara em neve? Não importa,
    o chefe sabe.

    Infelizmente, não são todos os que gostam de cozinhar que
    são chefes, ou que se tornam chefes, e, portanto, não são todos capazes de
    consertar uma receita de bolo que deu errado. E a situação torna-se ainda pior
    para nós, amantes de videogames, uma mídia nova, que mal teve tempo de formar
    seus chefes.

  • Domingos Junior

    Agora que você falou, realmente pode ser que esse termo gamer pode trazer mais maleficio que beneficio, afinal já está carregado com um estigma que até afastas as pessoas.

    E também concordo que deve ter algo que nos una como uma massa de jogadores, afinal para todos estarem compartilhando uma atividade tem que ter algo na raiz que una tudo antes das ramificações de gêneros de jogos…

    O que? Acredito que o tempo e as pessoas interessadas em estudar o assunto em algum momento acabaram por esbarrar nesse cerne.

  • Gustavo Freitas

    Nossa profundo…

    Concordo guando dizem que ignorância é uma benção… acho que estou muito mais feliz com os meus joguinhos do que muita gente mais envolvida na industria.

    Sinceramente, as coisas pra mim parecem ser muito mais simples do que todas essas discussões presentes atualmente.

    Gamers são pessoas que gostam de jogar video games… nada mais que isso. Discussões sobre um ser mais ou menos gamer que outros é tão útil quanto medir tamanho de membro fálico.

    Ao menos no meio em que convivo, esse termo tem perdido cada vez mais qualquer significado oculto, como nerd, ou anti social. Não vejo mais mulheres ou homens julgando possíveis parceiros pelo hobbie que possuem.

    Por tudo isso, não consigo enxergar o envenenamento do termo.

    Quanto ao gamersgate, não sei nem por onde começar, acho que simplesmente não faz sentido. Corrupção, venda de informação, review privilegiado… isso sempre existiu e sempre ira existir. Fazer disso um movimento contra mulheres, ou contra a industria me parece absurdo de mais. Isso tudo é tão surreal.

    • Gilliard Lopes

      Gustavo, essa diferença de perspectiva que você citou é um dos maiores motivos que me levam a querer escrever a coluna Gamecraft. Games são um fenômeno cultural muito profundo, sim, e eu acho importante contribuir para discussões sobre isso com a visão do desenvolvedor, que tantas vezes passa batida pelo público que joga. Pelo menos falando por mim, acho muito interessante quando tenho acesso à opinião de outros desenvolvedores sobre as questões da indústria de games. Se eu puder adicionar meus dois centavos a isso, e mostrar um pouco desse “outro lado” para as pessoas para quem eu desenvolvo meus games, já estarei mais feliz.

      • Gustavo Freitas

        E nos, publico, agradecemos a sua dedicação em separar um tempo do seu corrido dia ( sou desenvolvedor, não de jogos, mas eu sei que tem dias que a noite é fo** e o trabalho não para nunca ), para dar outra visão desse amado hobbie.

        Espero ver mais artigos seus =)

  • Dracco Haroldo

    caralho…. que texto…

  • Marco Beduschi

    Excelentes os teus textos!

    Eu tenho 22 anos, estou atualmente estudando game design em vancouver e copartilho muito da tua visão neste e no texto anterior.

    O que me assusta mais é ver que, até mesmo ‘aqui fora’, a grande parcela de estudantes de game design/programação são pessoas que não se interessam por diferentes mídias, que não leem frequentemente, que não se preocupam com eventos tal qual o gamergate e que se alimentam apenas de jogos como forma de cultura..

    Não digo que sou eu a única cereja neste bolo sexista, ou que sou mesmo uma cereja ao invés de apenas farinha, mas me deprime ver quão ínfima é a parcela de pessoas que se interessa em enriquecer a indústria, em fazer mais jogos que tragam experiências enriquecedoras ao invés de mero entretenimento regado de violência e sexualização desnecessária.

    Acho que como desenvolvedores é nossa obrigação olhar para jogos como influenciadores socias e formadores de cultura, e questionar se aquelas denezas de horas que disponibilizaremos para o público não moldarão de alguma forma a forma com que tais pessoas verão o mundo.

    Se ‘regarmos’ essa indústria com mais violência e sexismo descompromissado, colheremos mais futuros desenvolvedores descompromissados..

  • Rick Sander

    Olá Gilliard. Sou ouvinte do Podquest e estou tirando um tempo para ler o GameCraft – estou gostando bastante por sinal.

    Porém, precisarei discordar de ti pois acho que o perfil “gamer” cada vez mais vai deixar de existir sim. Consideramos que é algo diferente e para um perfil diferente pois o público era -m e de certa forma ainda é – inferior as principais formas de artes do momento, como cinema e literatura, mas os games estão cada vez mais populares e se tornando um produto comum.

    Acredito que os games são o entretenimento do futuro e que graças a tecnologia ainda superarão cinema, TV, musica e literatura em muitos aspectos, para mim já superam em vários.

    Acho que o perfil do gamer está indiretamente associado a todo preconceito e discriminação daqueles que são contra ou mesmo dos que não consideram uma forma de arte, porém é “o nosso modo de ver”.

    Sendo assim, conforme os jogos de Facebook e tablet tem demostrado, quanto mais populares os jogos se tornarem e mais forem reconhecidos, menos vai ser esse “perfil gamer”. Vamos ter os diversos perfis de jogadores (assim como no cinema – os aficionados, os que assistem pela arte, por diversão, etc), mas seremos todos gamers.

    • Gilliard Lopes

      Oi Rick, pois é, você pode ter razão quando falamos de futuro, mas na minha visão esse futuro ainda demora um pouco pra chegar. Acho que os games estão em um estado de pré-adolescência, descobrindo o que são e desbravando temas, formatos e tipos de conteúdo ainda desconhecidos. Por isso acredito que falta um bocado de tempo para podermos dizer que todos são gamers, como todos são movie-goers ou leitores.

      O exemplo dos jogos de Facebook citado por você na verdade fortalece o meu ponto, eu acho, pois aqueles “gamers” praticamente morreram; devem ter achado algo melhor pra fazer. O mesmo pode ser dito dos consumidores de Wii que nunca mais compraram outro console ou game, nem ligaram seu Wii de novo. Meu argumento é que hoje em dia ainda existem características bem fortes que separam os verdadeiros gamers daqueles que nunca tiveram interesse em jogar, ou cujo interesse foi apenas tópico e passageiro (exemplos acima).

      Obrigado pelo comentário!

      • Rick Sander

        Olá Gilliard,

        Obrigado pela resposta, legal te ver interagindo por aqui.

        Concordo com o que tu comentou da “pré-adolescência” dos games e, ainda sobre o perfil dos gamers, acredito que este começou a se separar nessas últimas gerações em duas principais vertentes: aqueles que consomem por pura diversão e aqueles que consomem procurando algo mais como uma boa história ou uma experiência única e coloco como exemplo Call of Duty e Red Dead Redemption, respectivamente.

        Gosto de citar o Read Dead Redemption pois já vi opinião de diferentes pessoas sobre o game e vejo que aqueles que procuram por pura diversão o vêem como um jogo divertido, um “GTA no Velho Oeste” – como muitos dizem – mas acabam não gostando tanto do jogo por que ele não oferece de cara aquele mundo completo de GTA e nem é tão fácil “fazer o caos”. Porém aqueles que procuram uma experiência mais completa ficam fascinados pela trama envolvente do game e o consideram um dos melhores – o melhor, na minha opinião.

        Voltando para o gamer que busca a diversão posso levantar a questão dos jogos Facebook/Tablets novamente. Minha sogra é um exemplo desse caso. Até pouco tempo ela olhava com certo receio para jogos, com um pouco daquele preconceito clássico. Porém, nos últimos meses ela descobriu os jogos de Facebook e diariamente joga mais tempo do que eu que sou fã da mídia. Claro que ela não se considera uma gamer mas até certo ponto acho que é pois consome diariamente a mídia.

        Grande abraço.