Embora não seja mais tão popular quanto era nas décadas de 1990 e 2000, quando foi difundido por jogos como F-Zero, Wipeout e Extreme-G, o subgênero de corrida futurista ainda permanece no imaginário popular. Produto do nosso fascínio pelo futuro, velocidade e ficção científica, todos estes jogos tinham algo em comum: apresentavam estas disputas ultravelozes como o esporte do amanhã. Mas considerando que, de certa maneira, isso já está acontecendo com as corridas de drones, talvez possamos dizer que aquele futuro já é o nosso presente.

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Rapaz pilota seu quadricóptero usando um visor para vê-lo em primeira pessoa

Conforme os quadricópteros se tornaram acessíveis, eles deixaram de ser apenas um mero hobby de makers e entusiastas de tecnologia para fazerem parte de competições e atividades rotineiras. Corridas de drones pilotados por humanos equipados com visores especiais, através dos quais eles são capazes de enxergar o veículo em primeira pessoa, já são realidade.

Neste final de semana, Luke Bannister, um adolescente inglês de apenas 15 anos, venceu o primeiro World Drone Prix, em Dubai. Mais de duas mil pessoas acompanharam as equipes disputarem pelo prêmio de US$ 250 mil em um trajeto que parece ter saído de jogos e filmes de ficção científica.

Os competidores precisaram seguir um percurso iluminado, predominantemente horizontal, mas com etapas mais verticais, passando seus drones por checkpoints. O que o competidor vê em seus visores não é muito diferente de um videogame, de quando selecionamos a perspectiva de primeira pessoa do veículo, como podemos observar abaixo.

A técnica é conhecida como FPV (de first-person view), ou video piloting, e embora venha sendo usada há mais de uma década para registrar imagens em veículos não-tripulados, controlados remotamente, ela está se tornando especialmente popular por conta das corridas de drones e dos visores de realidade virtual.

Uma organização que vem promovendo a corrida de drones é a DRL (Drone Racing League), que já realizou disputas em uma fábrica abandonada em Nova York e em um estádio de Miami, e deve anunciar um campeonato mundial futuramente. A DRL investe, inclusive, no desenvolvimento de tecnologias para a exibição destas corridas ao público, mesclando diferentes câmeras para dar aos espectadores online tanto o senso de velocidade e controle do corredor, com sua visão em primeira pessoa, quanto o panorama geral e o senso de competição das câmeras em terceira pessoa.

Os drones e os percursos tendem a ser bastante iluminados com LEDs e luzes neon, para facilitar a identificação do percurso e a posição dos veículos tanto para os competidores quanto os espectadores, o que certamente também reforça sua essência futurista.

Um bom piloto, contudo, é capaz de manobrar seu quadricóptero sem tais recursos, em ambientes repletos de obstáculos e em alta velocidade, realizando curvas fechadas e ainda tirando uma fina com o veículo rival, em corridas intensas como a que você vê a seguir. Me diga se isso (nestes gloriosos 60 frames por segundo) não é melhor do que qualquer jogo de corrida futurista que você já jogou?

Com a popularização de câmeras capazes de capturar e transmitir imagens em 3D estereoscópico e em 360 graus e dos óculos de realidade virtual, não é de se surpreender que, daqui alguns anos, as pessoas estejam assistindo (ou mesmo participando) de corridas de drones online, de suas próprias casas, em tempo real. Se isso tudo parecer um pouco demais para você, ao menos os bons e velhos jogos de corrida futurista continuam aí.

  • Foda é o barulho de pernilongo huahuahua

    • Victor Cardozo

      Hahaha tambem…

  • Victor Cardozo

    Quero! *-*

  • Matheus Portella

    Cada vez mais eu quero um drone. Que foda!!