José Osmar, ou simplesmente Zé, é outra parte da Loud Noises, estúdio indie brasileiro idealizador do projeto 31 GAEMS e do qual Diego Castillo, que também compartilhou conosco sua lista de melhores do ano, faz parte. Zé trabalha com a arte e design dos títulos produzidos pela equipe, que faz jogos bem legais, como o Head Blasters, que esteve em exposição na mais recente edição da FILE em São Paulo. Zé é também conhecido por ser uma entidade de energia infinita, tal qual Finn da Hora da Aventura. Se você o colocar dentro de uma máquina é bem possível que tal aparelho se torne moto-contínuo.

Veja outras listas de convidados do Overloadr:
– Diego Castillo, desenvolvedor da Loud Noises
– André Asai, game designer da Loud Noises
– George Schall, quadrinista da Fictícia
– Rafael Tota, tradutor de games
– Gilliard Lopes, produtor de FIFA

Eis a lista dele:

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Texto Super Bacana e Bem Escrito da Minha Opinião Sobre os Jogos Mais Impactantes Que Eu Joguei Esse Ano, Sem Contar os Anos Anteriores um Beijo

Este ano acabei jogando praticamente só jogos independentes. Deixei os AAAs para um futuro próximo e me contentei com resenhas e videos de youtube sobre eles por enquanto. Os que achei que realmente mereciam um espaço no meu coração estão listados logo aí em baixo. Então aqui vai a top 5 2014 Zé list de jogos que você definitivamente tem que jogar porque são diferentões ou meio estranhos, mas mesmo assim são super bacanas e têm um preço justo.

Alien Isolation (PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One)


Acho que esse é o único AAA na minha lista. Esse jogo é maravilhoso. A ambientação não podia ser mais fiel ao primeiro filme, inclusive a tensão constante e o sentimento progressivo de medo somado ao “f*da-se” da personagem principal que, aliás, é a cereja do bolo desse jogo. Ripley Júnior ganha o troféu de personagem mais badass do ano pra mim. Ela põe todo mundo na linha, dá tapa na cara do alien, conserta nave espacial e cozinha muito bem. Ganhou meu coração <3

Five Nights at Freddy’s (PC, iPhone e Android)


Esse é o primeiro exemplo que vou dar de indie feito com carinho. É um jogo de terror com visual bem polido e não vou mentir não: a jogabilidade é bem simples (suas únicas ações são fechar duas portas e checar um monte de câmeras de segurança, equilibrando tudo isso pra não acabar com sua bateria), e, apesar de me deixar na ponta dos pés, ele conta demais com jumpscares, o que acaba ficando meio mecânico depois de um tempo. Mas a história por trás da coisa toda é tão intrincada que tem até teorias rolando na internet sobre os acontecimentos entre o primeiro jogo e o segundo: se a continuação é uma sequel ou uma sequel-prequel, quem é o culpado pelos assassinatos etc; enfim, doideira.

Nidhogg (PC, PS4 e PS Vita)


Esse jogo é um party game perfeito. Olhando bem rápido, a pixel art parece ser bem simples, mas as animações dos personagens são muito bem feitas. Dá pra dar risada de monte só com as várias maneiras possíveis de morrer sem a ajuda do adversário. O ritmo é bem frenético e permite totalmente xingar a mãe do seu amigo por ele ter arremessado a espada e te acertado na bunda quando você estava quase chegando na tela final; ou xingar a mãe do desenvolvedor por causa do level design matador.

Heavy Bullets (PC)


Vou ter que me policiar pra não escrever três páginas sobre este aqui. É um FPS que junta a tensão sempre presente de Bioshock com os gráficos anos 1980 de Blood Dragon e o technobabble de CSI. E tem segredos como Doom. E um sistema bancário que te ensina a se preparar para o futuro! A ação é bem dividida entre movimentos cautelosos e tiroteio desesperado quando todos os bichos te encontram. Ou, para os destemidos que preferem jogar como eu, movimentos desesperados e tiroteio dividido entre arrependimento de não ser cauteloso e morte vergonhosa. No topo da pilha de pontos incríveis desse jogo tem o fato de o desenvolvedor ser paulista e muito gente fina. Paguem uma cerveja para o cara!

The Yawhg (PC)


Yawhg é um jogo curtíssimo, feito na Indie Slam Jam. A arte toda é da quadrinista maravilhosa Emily Caroll e, na real, o jogo é quase uma graphic novel interativa. Voce joga com até quatro pessoas e escolhe as ações que seu personagem toma em situações específicas. Cada escolha que você faz tem uma consequência sombria, mas todas elas fazem sentido e se entrelaçam. Acho gostoso como ele faz você brincar com narrativa, ação e consequência. Se você gostou de Stanley’s Parable como eu, esse jogo vai ser um bom investimento de 20 minutos da sua vida (e de mais 3 pessoas),

CONTRABANDEANDO MESMO NA CARA DURA
Payday2 & Transistor

As atualizações de Payday2 merecem essa menção. Já era divertidíssimo poder roubar um banco ou invadir um museu com 3 amigos cheios de habilidades diferentes da sua, e ver a coisa toda dar muito errado porque você atirou sem querer com sua arma super barulhenta em um retrato feioso sem querer. Os DLCs deixam você planejar a rota antes e fazer um plano infalível para, aí sim, ver a coisa toda dar errado. Maravilhoso.

Transistor merece estar no contrabando porque ele é lindo. As personagens são lindas, a arte é linda, a história é linda, a música é memorável. Supergiant Games acertou de novo. Eu fiquei tão deslumbrado que não consegui terminar o jogo, só queria pendurar ele na minha parede.