Rafael Tota nos agraciou com sua presença na edição número 5 do MotherChip. Tota tem um trabalho de tradução de jogos, tendo localizado para o português títulos como D4: Dark Dreams Don’t Die e Final Fantasy VI. Ele também tem um programa chamado Foco Perdido, que você pode ouvir pelo site Rockzona.

Veja todos os convidados do Overloadr que elegeram seus cinco jogos favoritos de 2014:
André Asai, da Loud Noises
– Diego Castillo, da Loud Noises
– José Osmar, da Loud Noises
– George Schall, quadrinista da Fictícia 
– Gilliard Lopes, produtor de FIFA

Esses são os cinco jogos que Rafael Tota mais gostou em 2014.

*****

A primeira coisa que pensei foi que seria difícil escrever um top 5, por eu ainda não ter jogado tudo que queria jogar que já saiu este ano. Mentira; na verdade, a primeira reação que tive não foi pensar, mas ficar saltitante pelo convite de escrever aqui. Depois disso fui selecionar alguns títulos e ficar na dúvida entre ser sincero ou tentar impressionar com altas escolhas rebuscadas que façam todo mundo me achar legal. Eu optei por ser sincero porque, assim, ao menos vão dizer “ah, o menino foi sincero, vai”.

Tá, eu tô de palhaçada (em parte, porque eu adorei o convite, tanto pelo afeto que tenho pelos guris do Overloadr quanto pelo público do site), mas é necessário esclarecer um ponto: eu não consegui jogar alguns títulos que suspeito que entrariam nessa lista. Levando isso em conta, aí vão as minhas escolhas para top 5 de 2014. De jogos, porque ninguém quer saber sobre as 5 melhores descobertas da minha vida em 2014. Mas se eu aticei a curiosidade de alguém, uma delas foi a proteína de soja, que não é tão ruim quanto eu pensava.

Terra-Média: Sombras de Mordor (PC, PS3, PS4, Xbox 360 e Xbox One)


O jogo teve localização completa, então eu vou usar o título pt-BR, com gosto. Mas não é só o gosto pela localização, porque o jogo ficou uma delícia. Muita coisa já foi dita no MotherChip #05, então vou dar uma versão resumida: jogabilidade. Pronto, “cabô”. Tá, não tão resumida assim: Sombras de Mordor tem uma história que começa legal e fica bem meia-boca ao se desenrolar, o que deveria me deixar menos emocionado com ele, já que eu gosto mesmo é “das historinhas”. Mas as mais de 40 horas que passei com ele dizem o contrário. A mecânica do jogo é tão divertida e é tão legal sair pacoteando Uruks que eu não pude deixar de afundar meu tempo nele, tentando eliminar grupos e virando a cadeia de comando do Sauron contra ela mesma. A cereja do bolo é a variedade de inimigos encontrada, fazendo jus às promessas da E3 sobre o sistema Nemesis que serve de base para a mecânica do jogo. Pra usar palavras que geralmente eu uso pra me referir ao filme The Raid, é um balé de violência. E dos mais bonitos de se ver.

Elite: Dangerous (PC)


Elite: Dangerous, ou, como eu apelidei carinhosamente, Elite: Dengoso. Eu ando jogando menos, recentemente, depois de passar pela febre de “SPACE LAZORS PEW PEW PEW”. Mas ele tá na lista de jogos que permanecem instalados no meu PC, me permitindo a ocasional caça à escória do espaço para proteção dos cidadãos de bem dessa galáxia. E pra ser bem sincero? Elite nem é um jogo tão animal assim, mas a falta que faziam os simuladores espaciais é notável. Eu não jogava um “jogo espacial” desde, acho eu, quando lançaram Freelancer. Não que Elite seja um jogo ruim, pelo contrário. O que eu quero dizer é que ele tem um escopo limitado. Mas ele compensa com a ótima trilha sonora dos embates espaciais (e da navegação em si), a beleza dos variados sistemas e a simples vastidão do mapa (agora que liberaram a galáxia inteira pra ser explorada). Isso sem contar a narrativa emergente que se cria, como bem exemplificado nos excelentes Diários da Elite. O jogo pode não ser tão megalomaníaco quanto Star Citizen, mas certamente é um prazer ficar pilotando uma nave que mais parece um furgão espacial gigante. E mais divertido ainda é ficar caçando criminosos fingindo que eu sou o Boba Fett. Com lasers.

Metal Gear Rising: Revingança (PC)


Taí outro caso de “não dei a mínima”. Pô, era um jogo com o RAIDEN. Ele só ficou legal no Metal Gear Solid 4 e, ainda assim, não me deixou lá muito emocionado. Não era um “Metal Gear de verdade”, era um vocalista de K-Pop com espadinha picoteando coisas achando que tava num episódio de anime. E eu, como babaca que sou, tive preconceito com isso: eu estava errado. Senhor da Eternidade, como eu estava errado. Revingança é exatamente isso que mencionei, mas da melhor forma possível. Não que eu não goste dessas coisas, porque eu já assisti alguns animes com gosto, mas geralmente eu tenho um pé atrás. Muita gente gritando, muita cantoria desenfreada, muita musiquinha medonha. Estranhamente, as músicas cantadas da trilha se encaixam muito bem com o jogo, dando uma sensação de “jogar um videoclipe” e reforçando o clima frenético e “animesco” das batalhas. Obviamente, a jogabilidade lisa feito muçum ajuda pra cacete, mas eu vou confessar: o que mais me valeu foi jogar como o Gray Fox, já que a versão de PC veio com o DLC do ninja ciborgue mais f*** da série. E caso alguém discorde disso… bem, todo mundo tem direito de estar errado.

Borderlands: Pré-Sequela (PC, PS3 e Xbox 360)


Eu já nem tento esconder de ninguém: Brolands é uma das minhas séries favoritas nos games. Borderlands 2 até hoje lidera o ranking de “onde eu torrei mais tempo” na minha conta do Steam (e eu me refiro ao Steam do jeito que eu quiser, me deixa), então não seria uma surpresa o jogo entrar no meu top 5. Mas eu me sinto obrigado a deixar uma coisa bem clara: ele só entra como retardatário, e porque eu gosto muito mesmo de Brolands. Em parte é porque eu tenho um grupo de amigos que, como eu, é apaixonado pelo título (e por ficar dizendo “think of Nina” com uma voz lânguida e berrando “GUNS GUNS GUNS” aleatoriamente, mesmo no meio de outros amigos que não sabem do que a gente tá falando e porquê diabos eles tão rindo tanto assim?). O jogo é em si é divertido, mas ele é mais atrativo a quem é fã: quem gosta de Borderlands vai gostar o suficiente, mesmo que (como eu ) acabe achando ele inferior ao seu predecessorr. E quem não gosta sai daqui que Jesus não ama vocês. Afinal de contas, é mais do mesmo… é mais do glorioso, explosivo, barulhento e debochado mesmo. E fica ainda mais divertido entre quatro pessoas.

Titanfall (PC, Xbox 360 e Xbox One)


Titanfall foi um caso peculiar. Pra confessar, eu não tava nem aí para o jogo. Ok, ele parecia muito legal: jetpacks E robôs gigantes, no MESMO jogo! Mas o preconceito pelo “pedigree de Call of Duty” dos desenvolvedores, somado ao fato de ser só online, jogou o meu ânimo lá no chão. Aí, quando anunciaram o beta aberto, eu pensei: “por que raios não ver qual é que é?” Baixei o tal jogo pra testar, era de graça. E atrasei todo o meu trabalho daquela semana, algo que não acontecia desde idos tempos de Counter-Srike em lan house, quando pela primeira vez me afundei em matar os amiguinhos virtualmente. Me vi de novo apaixonado pelo FPS competitivo. Fissuradaço. O jogo é lindo e não preciso nem listar aqui o porquê (todo mundo já tá careca de saber o porquê). Enfiei umas 60 horas de jogo só no mês em que eu comprei (um recorde pra mim, já que eu tenho um forte problema em me focar num jogo só). O problema foi que depois eu tive que ficar sem jogar por um tempo, e quando tive a oportunidade de voltar a ele… tinha mais um monte de coisa legal pra jogar. E aí vinham outras coisas, e outras coisas… e Titanfall caiu pra escanteio. Agora o jogo aparentemente sumiu do mapa, porque ninguém se importa mais com ele e raramente se fala sobre (tanto que, no mesmo MotherChip que citei acima, eu cheguei a pensar que tinha saído no ano passado). Mas embora abandonado, tá ali instalado e eu ainda jogo bem de vez em quando (ainda mais agora que um amigo o comprou e vive me convidando pra jogar) e ele continua tão lindo e delicinha de jogar quanto no primeiro dia.

  • Douglas

    O metal gear tem esse titulo mesmo ? Revingança ? oO

    • Alexandre Barbosa da Silva

      O título em inglês é Revengeance (revenge + vengeance). Agora se realmente traduziram como revingança eu não sei kkk seria muita sacanagem.

      • Rafael Tota

        Não, eu que quis dar uma zoada mesmo. Mas poderia ficar assim, se fosse combinar “represália” com “vingança”.

        Nos dois idiomas ele soa zoeiro pacas.

        • Alexandre Barbosa da Silva

          Realmente, a zoeira já vem do original. Melhor subtítulo ever haha.

  • Alexandre Barbosa da Silva

    Bom, pelo menos ele foi sincero kkkk

  • Fabiano

    O Borderlands Pre-Sequel me deixou bem decepcionado. O jogo é tão sem ritmo que eu dormi várias vezes enquanto jogava. Cheguei a pensar que era o meu gosto que havia mudado, mas joguei Borderlands 2 denovo e ainda está incrível como eu me lembrava. O jogo melhora mais pra frente por acaso?

    • Rafael Tota

      Eu gostei bastante do jogo, mas uma reclamação recorrente minha foi o quanto ele faz o 2 parecer um jogo ainda melhor. Eu não achei só o ritmo, a qualidade em si do jogo é inferior. Ainda é um ótimo jogo, ainda mais jogando de galera, mas não chega a ser a obra-prima que foi o anterior.

      Pelo menos eles se arriscaram e tentaram mudar algumas coisas. O ritmo do combate ficou interessante, com as mecânicas de flutuação e gravidade menor, e a adição de armas e elemento novos.

      Mas ainda parece que “faltou aquele tchan” que tinha no anterior.

      • Fabiano

        O ritmo de combate ficou interessante, mas só se jogar no joystick. No Teclado + mouse eu achei bem chatinho. No mais estou no aguardo de um futuro Borderlands 3, e que ele seja o que um verdadeiro MMORPGFPSZUERO

  • até o screenshot do MetalGear diz que ele é do ano passado. 🙂

    • Rafael Tota

      Mas eu só joguei ele esse ano.

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  • SouoMaia .

    Acabei pegando MGR em alguma promoção maluca ficando por 20 reais na caixa, já faz um tempo.
    Até gostei do jogos, mas ele ganharia (+) credito se no final do game fosse liberado uma opção de apenas lutar contra os chefes para liberar coisas extras e tal, mas aumentando a dificuldade a cada final do ciclo.

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