Veja outras listas de convidados:
Especial Final de Ano: Os cinco melhores jogos de 2014 para Rafael Tota, tradutor de jogos

Neste nosso primeiro especial de final de ano convidamos algumas pessoas que estiveram presentes de alguma forma no Overloadr para compartilharem suas listas dos cinco melhores jogos de 2014 – além da escolha dos nossos leitores, que será revelada dia 19 de dezembro.

No total, serão seis listas de convidados e a primeira é do Diego Castillo que faz parte da Loud Noises, um estúdio independente brasileiro com diversos jogos interessantes que você pode jogar gratuitamente no site deles. O trabalho mais recente da equipe, Head Blasters, estava em exposição na mais recente edição da FILE em São Paulo.

A Loud Noises é também a idealizadora do projeto 31 GAEMS, cujos textos são publicados toda sexta-feira no Overloadr. O projeto chamou 31 pessoas da área de videogames para escrever sobre 31 jogos distintos.

Eis, então, os cinco jogos que mais agradaram Diego Castillo em 2014.

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O ano de 2014, para mim, foi mais um período de rever os clássicos em vez de acompanhar as novidades. Passei batido por muitos lançamentos – inclusive alguns pelos quais eu estava esperando (oi, Dark Souls 2!), por pura preguiça mesmo. Sendo assim, fiz um catadão do pouco de novo que adquiri este ano e achei que realmente valeu a pena. Vamo que vamo.

Strike Vector (PC)

Tirando o problema dos servers vazios, a progressão limitada, a comunidade inexistente, a curva de aprendizado consideravelmente alta e o modo single-player pouquíssimo inspirado, certamente é um dos games de batalha aérea multiplayer mais divertidos que eu já joguei. Os combates são velozes, frenéticos e barulhentos, com aquele climão perfeito de “corredor da Estrela da Morte” que é tão raro de ver outros jogos reproduzirem bem – ou reproduzirem at all. Mas é o tipo de experiência que é muito melhor se você conseguir convencer mais amigos a jogarem contigo (eu não consegui).

 

The Forest (early-access no PC)

Tecnicamente ele ainda não foi lançado, mas já está em early access no Steam desde maio e já tem coisa suficiente para gastar umas boas horas experimentando – e olha que eu gastei mesmo. Mas mesmo acumulando horas de jogo e explorando toda a superfície disponível do cenário, ainda resta muita coisa para desvendar. E acho que esse é um dos fatores que me fascinam tanto em The Forest: ele consegue te manter sempre tenso, ao mesmo tempo em que te instiga a explorar o mundo e descobrir e testar mais coisas, mesmo sabendo que você corre o perigo constante de uma morte horrível nas mãos de mutantes canibais. Outro fator fascinante é a possibilidade de gastar tempo e recursos para construir um GAZEBO no meio da floresta. Eu honestamente não sei por que um jogo focado em sobrevivência no mato te dá a opção de construir um GAZEBO, mas eu só posso agradecer pela cadeia de acontecimentos que possibilitou isso. Se o desafio for muito pra você ou acabar se sentindo muito solitário (apesar das centenas de canibais à espreita), dá sempre pra logar com um amigo e construir um GAZEBO bem lindão juntinhos também. Melhor survival horror.

One Finger Death Punch (PC e Xbox 360)

Um excelente exemplo de como um jogo não precisa de gráficos de última geração ou dezenas de mecânicas complexas para ser incrível e viciante. Um bom conceito, senso de ritmo, controles afiados, variedade e uma dose generosa de caos fazem muita diferença.

Luftrausers (PC, Mac, Linux, PS Vita e PS3)

Foi tenso esperar por esse jogo, mas valeu a pena: o combate, as mecânicas de controle e customização de naves e a trilha sonora dinâmica de primeira me pegaram de jeito. Uma das melhores experiências arcade que você irá encontrar por aí.

Wolfenstein: The New Order (Xbox 360, Xbox One, PS3, PS4 e PC)

Um FPS “com coração”, como se diz, que não tenta reinventar a roda; em vez disso apresenta uma mistura equilibrada de elementos modernos e clássicos do gênero com bastante personalidade. Além disso, a estrutura e o clima do jogo remete um pouco ao bom e velho Half-Life 2, o que pra mim também contou bastante a favor. Recomendo.

MENÇÃO HONROSA:

Super Wolfenstein HD (PC)

Esse chegou meio que de última hora e eu pensei seriamente em coloca-lo no lugar de seu parente mais sério ali em cima, mas infelizmente ele é muito curto. Quero apenas registrar aqui que se não fossem somente 5 fases, eu provavelmente jogaria esse game todos os dias, para sempre. Eu sou fascinado por ragdolls, por algum motivo – e ainda mais por ragdolls que funcionam de maneira ridícula. E tudo nesse jogo funciona de maneira ridícula o tempo todo. Some isso ao cenário destrutível e uma sonoplastia esdrúxula e está servido um dos jogos de tiro mais divertidos e despretensiosos que já tive a oportunidade de jogar. É glorioso. E de graça. Joguem lá.