Game design é o conjunto de elementos estéticos, lógicos e funcionais que fazem com que um jogo seja devidamente aproveitado e apreciado pelo jogador. Sistemas inteligentes, controles precisos, interfaces bem resolvidas, regras coesas… tudo conta como game design.

Eis as nossas indicações para melhor game design de 2015:

Metal Gear Solid V: The Phantom PainSuper Mario MakerKeep Talking and Nobody Explodes

Metal Gear Solid V: The Phantom Pain (Análise e Shuffle)

O último jogo da série desenvolvido por Hideo Kojima é o que há de mais elegante, complexo e vasto em mecânicas stealth. Sua evolução em relação aos jogos anteriores é evidente: além de um grau de liberdade imenso dado ao jogador, que o permite experimentar inúmeras diferentes abordagens para cada situação, Metal Gear Solid V ainda possui diferentes sistemas paralelos que fazem o jogo ser muito mais do que se vê na tela, como o gerenciamento da base e a progressão do jogador.

Super Mario Maker (Shuffle)

Criar fases em Super Mario Maker não seria um deleite se não fosse seu editor, que combina acessibilidade e versatilidade sem deixar de lado o espírito lúdico dos videogames. Ele é brinquedo, ferramenta e videogame ao mesmo tempo, além de ser um exemplo em como apresentar sistemas complexos através de uma interface que não é apenas intuitiva, mas divertida e prazerosa de usar.

Keep Talking and Nobody Explodes (Shuffle)

O título multiplayer se destaca por conta de suas mecânicas inventivas, que exige dos jogadores uma comunicação clara para que, em conjunto, eles consigam resolver os quebra-cabeças lógicos e consigam desarmar a bomba — com cada jogador assumindo um papel diferente.

 

E o vencedor é…

Super Mario Maker

Um jogo que dispensa tutoriais, instigando naturalmente o jogador a ser curioso e experimentar suas possibilidades, sem que para isso precise ser incentivado por sistemas pervasivos de recompensa, merece nossa celebração. Qualquer um pode se tornar game designer em Super Mario Maker.

Quer saber como chegamos a essa decisão? Ouça a segunda parte de nossos podcasts de fim de ano.

Nota: Por motivos claros, só consideramos jogos que ao menos uma pessoa da equipe tenha jogado e possa falar com propriedade.