Se você foi uma criança que teve a sorte de ter um videogame por perto enquanto crescia tenho certeza de que tem grandes lembranças de jogar com seus amigos. O multiplayer está para os videogames assim como a batata-palha está para qualquer comida: a capacidade de melhorar o que já existe é incrível, mas tem horas que não combina.

Este ano foi interessante para jogos que colocam o multiplayer em foco e agora você confere as nossas indicações dos melhores títulos de multijogador de 2015:

Keep Talking and Nobody ExplodesRocket LeagueLovers in a Dangerous Spacetime

Keep Talking and Nobody Explodes (um Shuffle estranho…)

Construir uma experiência de multiplayer assíncrona que funcione e seja fácil de entender não é para muitos jogos, mas Keep Talking and Nobody Explodes conseguiu com maestria. O título exige que seus jogadores estejam em comunicação o tempo inteiro, sendo que um é o “Operador” de uma bomba que precisa passar as informações dos puzzles ao(s) companheiro(s) que irão decifrar os quebra-cabeças com um manual de instruções. O resultado é uma gritaria infinita e talvez o fim de amizades.

Rocket League (Shuffle)

Parece que alguém finalmente olhou para os anos 90 e pensou: “Hey, lembra quando jogos de esportes não tentavam ser uma simulação do real?!”. Só podemos agradecer a esta pessoa, que num arroubo de criatividade tirou jogadores humanos e colocou carros para disputar por uma bola gigante. Rocket League devolve a graça que os jogos de esportes estavam precisando.

Lovers in a Dangerous Spacetime (Shuffle)

Dois jogadores controlando uma nave com várias funções, sendo que cada um dos jogadores só pode controlar uma destas funções por vez. Com essa mecânica simples o jogo pede uma das coisas mais difíceis de conseguirmos na vida real: confiança plena de que o outro está fazendo o necessário para que a nave continue viajando pelo espaço. É uma experiência simultaneamente engraçada e profunda.

E o vencedor é…

Rocket League

Um jogo que consegue atingir desde jogadores que só querem rir pelos acidentes desastrosos que causam sem perceber até profissionais que conseguem literalmente driblar com seus carros é muito importante. E não só importante: é divertido. Assim que você consegue defender o primeiro chute a gol ou marcar o seu primeiro ponto que não foi “sem querer”, Rocket League brilha.

Quer saber como chegamos a essa decisão? Ouça a terceira parte de nossos podcasts de fim de ano.

Nota: Por motivos claros, só consideramos jogos que ao menos uma pessoa da equipe tenha jogado e possa falar com propriedade.