Uma boa trilha sonora faz toda a diferença em trabalhos audiovisuais. Ela conduz nossos sentimentos e dá o tom necessário à cena. Sua utilização é um pouco mais complicada em videogames, já que por ter interatividade podemos quebrar completamente a direção necessária para que a música faça sentido.

Ainda assim, diversos jogos encontram maneiras de usar trilhas ao seu favor, intensificando aquilo que querem passar. Dentre todas as trilhas de 2015, chegamos a essa lista de três finalistas.

Axiom VergeLife is StrangeUndertale

Axiom Verge (Análise e Shuffle)

As músicas que nos acompanham em Axiom Verge têm tons que denotam bem o lugar em que nos encontramos: alienígena, estranho e desconfortável. A trilha do metroidvania criado por Tom Happ é muito boa, mas, propositadamente, raramente é puramente gostosa de se ouvir. Ela pulsa com a vida hostil do planeta que exploramos, sempre deixando claro que não estamos em casa.

 

Undertale (Shuffle)

A trilha sonora de Undertale é chamativa porque consegue acompanhar o jogo em toda a gama de temas que ele explora. Ela é constantemente melancólica com um quê esperançoso, similar ao sentimento dos monstros que habitam aquele lugar. Por vezes ela se torna apropriada a uma aventura, com batidas fortes e animadas, nos impulsionando através de combates e segmentos cheios de perigo. E, finalmente, ela também consegue enveredar para o cômico, o que bate perfeitamente com um jogo que consegue tirar gargalhadas de jogadores por conta de seu texto.

 

Life Is Strange (Shuffle e Análise)

A sonoridade de Life Is Strange casa com a personalidade de Max, a protagonista. Fazendo uso de músicas licenciadas, a trilha é por vezes inicialmente tímida, mas volta e meia explode e se torna grandiosa. Além disso, o jogo faz um leve uso de sons diegéticos para grande efeito, especialmente quando Max coloca seus fones de ouvido e afoga os barulhos do mundo exterior.

 

E o vencedor é

Life is Strange

O ano de 2015 teve trilhas sonoras excelentes, mas nenhuma nos agradou tanto quanto a de Life is Strange. A mistura entre músicas compostas para o jogo e outras licenciadas resultou em uma clima certeiro, perfeito para uma aventura que trata o mundano e o épico de formas igualmente importantes.

 

Quer saber como chegamos a essa decisão? Ouça a segunda parte de nossos podcasts de fim de ano.

Nota: Por motivos claros, só consideramos jogos que ao menos uma pessoa da equipe tenha jogado e possa falar com propriedade.

  • Lucas Souza

    A parte 3 foi uma prova de como Ori também merecia estar entre os premiados. Quero imaginar que esse episódio tenha sido uma homenagem.