Aos 27 anos, a artista Karen “bitmOO” Teixeira (que já contribuiu com um texto no Overloadr) deixou sua vida em São Paulo para se mudar para Londres, onde havia conseguido o emprego dos sonhos para muita gente: trabalhar em um estúdio de games que em seu segundo ano de vida já havia ganhado um BAFTA: o Bossa Studios. No currículo, joguinhos feitos em jams com o MiniBoss e muitas ilustrações. Apesar de inglês, a Bossa, que ficou bastante conhecida após o lançamento de Surgeon Simulator, tem espírito brasileiro: dois de seus fundadores são os cariocas Henrique Olifiers e Roberta Lucca.

Quase três anos após seu ingresso na Bossa Studios, Karen anuncia sua saída da empresa, com o intuito de seguir uma vida indie. Ao mesmo tempo (e para a surpresa de todos, inclusive dela mesma), foi escolhida para a lista anual 30 Under 30 da revista Develop, principal publicação da indústria de games, como um dos maiores talentos da indústria de 2014 com menos de 30 anos – idade que ela completa em 2015.

Em meio a tantos anúncios e surpresas, resolvi conversar com Karen sobre as transformações de sua vida: a saída da Bossa, a vida em Londres, o aprendizado em programação (que ela vem entusiasmadamente compartilhando em seu blog missmoocodes), a busca pela felicidade profissional e os medos e inseguranças de quando olhamos para o futuro – principalmente quando se está tão próximo daquele período de auto-avaliação que acompanha a entrada à terceira década de vida.

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Karen “bitmOO” Teixeira

Overloadr: Antes de qualquer coisa, parabéns por entrar para o 30 Under 30 da Develop.

Karen: Obrigada! Realmente não estava esperando pela nomeação, só fiz coisas pequenininhas até agora! Mas estou feliz e super agradecida!

Overloadr: Há quanto tempo você está em Londres, trabalhando na Bossa? Em quais jogos do estúdio você trabalhou?

Karen: Estou em Londres desde fevereiro de 2012, vim graças à contratação pela Bossa e sempre serei eternamente grata pela oportunidade – foi life changing total! Então praticamente três anos! Nunca tinha trabalhado em um mesmo estúdio por tanto tempo, foi incrível. Trabalhei um pouco em Monstermind e Toy Run fazendo alguns assets e em Merlin: The Game durante todo o projeto fazendo concept art e toda a UI (interface de usuário). Estes, todos jogos pra Facebook. Trabalhei em outros dois projetos que infelizmente foram cancelados, e em dois jogos educativos, um deles o Twelve a Dozen, que foi recentemente lançado pra mobile/tablet, e outro que a gente ainda não divulgou.

Twelve eu sinto que é praticamente um bebêzinho meu, mas óbvio que né, não sou mãe única! A galera fez um trabalho incrível nele. Fiz muito da arte do jogo (todos os personagens e props, UI toda e cutscenes) e o concept visual inicial do jogo também. Acho que de todos foi o meu projeto favorito de trabalhar, rolou muita liberdade pra eu fazer artisticamente o que queria, o processo foi divertido e a gente ficou bem satisfeito com o resultado final!

Overloadr: E como foram esses quase três anos trabalhando na Bossa?

Karen: Cresci muito como pessoa e profissional na Bossa, devo muito ao pessoal aqui. Foi uma oportunidade incrível e eu nunca vou me arrepender do tempo que passei aqui – aprendi demais, fiz amigos, recebi muito suporte o tempo todo, inclusive na minha decisão de sair. Foi uma jornada e tanto! Comecei aqui como 2D/UI Artist, fazendo UI/HUD a maior parte do tempo, passei a fazer cada vez mais concept art e 2D assets pra jogos e agora estou saindo da empresa como Game Artist: fazendo arte 2D e também 3D – rolou tempo pra aprender bastante coisa e acabei modelando/texturizando assets para um projeto em que estávamos trabalhando recentemente. Nesse meio tempo a Bossa também cresceu, temos mais gente, mais projetos simultâneos, mudamos pra um outro estúdio, deixamos o Facebook pra trás e agora tem rolado jogos como o Surgeon Simulator e o I am Bread pra Steam e outras plataformas.

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Twelve a Dozen foi um dos projetos da Bossa com maior envolvimento de Karen

A Bossa é um estúdio independente, mas é basicamente o maior estúdio no qual eu já trabalhei. Eu estava acostumada com equipes de no máximo 8 pessoas, todo mundo amontoado juntinho num lugar minúsculo, então de repente estar trabalhando com mais de trinta num ambiente mais estruturado é bem diferente. Não diferente melhor ou pior, só diferente. Felizmente a atmosfera da Bossa é super descontraída e amigável, então é um ambiente gostoso de se trabalhar – fora que a troca de informações, o aprendizado com outros artistas e tudo o mais é muito grande. Fica mais difícil de acompanhar as vezes tudo o que está acontecendo no estúdio, o que é compreensível. Ainda mais pra mim né, a artista introvertida escondida atrás da Cintiq (mesa gráfica para desenho). Então trabalhar aqui me forçou a sair mais da concha e a me comunicar mais, o que foi ótimo. Mas admito que o que eu mais curto mesmo é trabalhar com pouquinha gente, aquela coisa mais intimista, galerinha numa mesa só trabalhando no mesmo jogo e tal, game jam style.

Overloadr: Você começou um blog recentemente onde descreve seu processo de aprendizado com programação. Inclusive, já o recomendamos em um podcast nosso uma vez, para um ouvinte que, tal como você, trabalhava com arte mas tinha esse interesse em programar seu próprio jogo. Como tem sido esse processo?

Karen: Ah, eu fico sempre animada na hora de falar do missmoocodes, haha! Eu tenho curtido demais! A única coisa que tenho a reclamar é da falta de tempo pra poder me dedicar mais e pegar pesado em aprender programação. Ah, eu sou ansiosa demais também. É algo que eu sempre quis aprender (escrevi sobre isso aqui inclusive) e eu tinha muito medo de começar, ter dificuldade e largar, o que não aconteceu, felizmente. Difícil é sim, e uma curva de aprendizado meio íngreme pra mim – sei lá se pra outras pessoas é mais fácil, às vezes me acho super burra. Eu tenho dificuldade com o material que encontro dito pra iniciantes. Tem muito material pra ensinar crianças conceitos fundamentais de programação, mas tem pouca coisa realmente amigável pra nós, late learners. É como se quem fizesse os tutoriais já tivesse esquecido os tipos de dúvidas que quem tá começando tem, o que é um processo meio natural até. A gente esquece mesmo.

O que eu quero com o missmoocodes é conseguir eventualmente passar o que eu estou aprendendo de um modo didático e simples, e fazer o ato de começar a programar mais acessível também – mas ainda preciso estruturar isso e preciso de ajuda. E ah claro, o blog em si é um puta motivador pra eu continuar me esforçando. É gostoso dividir o processo e ter um registro da tua própria evolução – o primeiro post marca exatamente a semana em que eu comecei! Na época o Alec (Holowka, developer do Night in the Woods e compositor de TowerFall) estava aqui em Londres e a gente tinha recém feito o Dot em uma game jam aqui. Eu já tinha falado pra ele algumas vezes que eu queria muito aprender a codar e tal, mas eu estava meio sobrecarregada com a Unity e patinando sem saber por onde começar.

Em um determinado dia estávamos em casa e ele me mostrou como setar o projeto do Dot no meu computador pra poder adicionar coisas eu mesma, depois como fazer um novo projeto, como mover um asset numa grid. “Olha, isso é float, isso é int, isso é um método”. Ainda era meio pesado, mas de repente não tão mais assustador. Eu já tinha tentado começar algumas vezes mas nunca tinha passado do “instalar a game engine e sair correndo”. Decidi que ia manter o embalo. E mantive, milagrosamente! Mas continuo me sentindo como no meu primeiro post – sem a menor ideia do que estou fazendo. Com o tempo algumas coisas têm feito mais sentido e a sensação de entender algo é maravilhosa. Vamos indo aos poucos. Tá tudo bem.

Acontece de vez em quando de alguém que lê o blog comentar que se sentiu motivado ou voltou a tentar aprender a programar, e isso me deixa feliz pra ca*****! É muito recompensador, é a melhor parte de estar dividindo meu progresso. Ainda acho que não tenho me esforçado o bastante e queria poder fazer muito mais. Ainda me sinto muito insegura. Pra mim o grande marco vai ser quando eu conseguir terminar meu primeiro joguinho e publicar online – acho que este vai ser o ponto em que eu vou falar “okay, acho que consigo fazer isso”. A impressão que dá às vezes é que vai levar muito tempo pra você criar familiaridade e conseguir fazer coisas, mas não é verdade, né? Tem muita ferramenta pra facilitar a vida de quem quer fazer jogo. Eu tenho uma pressa enorme em poder fazer jogos sozinha, mas eu realmente quero aprender programação e entender o que eu estou fazendo.

Não sei, é a maneira como você pensa a coisa que você quer fazer e traduz aquilo em instruções pra um computador – meu cérebro acha isso meio mágico.

Ah, muito obrigada pela recomendação no podcast, aliás! Fico super feliz quando alguém recomenda, me faz querer me dedicar mais ainda a isso.

Overloadr: Você acha que o missmoocodes contribuiu para que você fosse escolhida para a lista da Develop?

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A edição de dezembro da revista Develop, na qual Karen foi escolhida para a lista anual ’30 Under 30′

Karen: Eu acho que o missmoocodes tem uma boa fatia de culpa, sim. Depois que eu comecei o blog, passei a dividir muito mais coisas de programação tanto lá como no Twitter, e a entrar em contato com outras pessoas que têm o mesmo interesse ou iniciativas parecidas. Ouvir que o que eu estou fazendo motivou algumas pessoas me surpreendeu de verdade. No começo eu estava colocando meus projetos no Github e dividindo o código e tal, e um amigo meu deu um apoio em uma atualização com um sistema de pontuação implementado e comentários no código. Eu nem tinha pedido! Achei super amor. E é esse tipo de troca que acontece naturalmente quando eu divido coisas tanto no missmoocodes quanto no Twitter, acho simplesmente demais. Quero que as pessoas façam isso cada vez mais, acho importante encorajar. Todo mundo tem algo pra ensinar.

Recentemente eu comecei a aprender eletrônica e participei de um workshop de introdução a Arduino, foi super legal. Arduino é algo que eu tinha vontade de pegar pra aprender desde a faculdade, mas só agora, depois que comecei a aprender a programar, que rolou a coragem. Acho que tirando eu e um outro rapaz, todo mundo ali manjava um pouco de programação e não era da área de humanas. Sabe, eu nunca achei humanas e exatas áreas opostas polares, sempre tive muito interesse por arte tecnologia e me perguntado porque não tem mais gente juntando tudo e fazendo coisas malucas. E daí eu lembro o porque eu demorei tanto pra começar: aquela sensação de tudo ser difícil e inacessível e eu me sentir burra ou velha demais pra começar. Acho que é importante ver mais gente tentando por aí e falando “olha, dá pra fazer sim, ó!”. Todos começamos do zero algum dia.

Overloadr: E como é a comunidade de desenvolvedores de Londres? Você conheceu muita gente?

Karen: Eu conheci bastante gente da comunidade de desenvolvedores de Londres, até, mas acho que não consegui me enturmar muito. O pessoal aqui me parece um pouco mais isolado e escondido. A sensação que eu tenho é diferente da comunidade indie brasileira e canadense, que é um pessoal mais caloroso, que faz mais encontros e convive mais junto. Tem encontros mensais em um pub (London Indies), e meetups que acontecem volta e meia num outro pub, o Loading Bar ou Scenario Bar – eles tinham mudado de nome e agora não lembro qual era -, então sempre tem algo acontecendo sim.

A impressão que eu tenho é que a maior parte do pessoal que aparece no London Indies ainda está começando a fazer coisas, a galera com jogo publicado e tal só aparece por lá de vez em quando – sinto falta daquela troca maior de experiências, tipo o que o Spin, em São Paulo, faz. É mais fácil de encontrar com o pessoal indie em eventos de games do que nesses encontros. Pode ser que tenha sido eu quem não conseguiu chegar mais perto e fazer parte do grupo, eu não me surpreenderia. Minhas skills sociais ainda precisam de um pouco de trabalho.

Veja também:
– Encontro de indies na SB Games reflete progresso e diversidade da indústria
Leia o texto de Karen “bitmOO” para o projeto 31 Gaems: We Love Katamari – mas eu amo um pouquinho mais que você

Overloadr: Com o que você tem aprendido sozinha, você já criou um jogo ou está caminhando para isso?

Karen: Eu tenho em grande parte feito joguinhos pequenos a partir de tutoriais, mas estou longe de sair contando vantagem porque eu fiz um Pong com pontuação ou um shooter com vacas sem conseguir implementar inimigo spawnando. Ainda não consegui fazer nenhuma das minhas ideias de jogo, tentei uma Ludum Dare sozinha e aprendi umas coisas (não essa última, a anterior) mas não me sentia muito confiante ainda. Mas a intenção é a de começar a trabalhar no meu primeiro joguinho em breve.

Overloadr: Você mencionou que saiu da Bossa para tentar a vida indie por aí. Por que? Como chegou a essa decisão? Você já se sente segura de seguir uma “carreira solo”, ainda mais longe da sua terra natal?

Karen: Eu não sinto que eu sei o bastante ainda (e honestamente acho que nunca sentirei), mas me sinto confiante o bastante pra aprender o que precisar e me virar daqui em diante. Não sei se isso basta pra uma carreira solo de sucesso (e por sucesso entenda “consigo pagar meu aluguel”), mas eu senti que era o momento certo e que eu não queria começar 2015 fazendo as mesmas coisas. Eu estava me sufocando.

Três anos na Bossa foi uma experiência muito rica e sair foi uma decisão difícil, mas chega uma hora que a gente sente que precisa seguir em frente. Eu sei que o que eu quero e vai me fazer feliz mesmo está em outro lugar, então achei que estava na hora de ser honesta comigo mesma e me dar essa chance. Quero poder trabalhar em coisas diferentes, colaborar com amigos e ter meus próprios projetos. Sonho em viver das minhas próprias criações assim como tantos outros, mas sei que essa é uma jornada difícil – só que né, sem começar a gente nunca chega lá.

Acho que em parte eu me sinto segura por receber muito apoio dos amigos e da família. Estar longe da minha terra natal assusta um pouco, mas ter amparo pra uma nova empreitada faz toda a diferença. Não tenho apego material, sempre vivi com pouco e estes três anos foram incríveis no quesito estabilidade financeira e conforto. Foi um conforto financeiro que eu nunca tinha tido antes, mas essa nunca foi minha prioridade. A maior parte do tempo eu sentia que eu nem tinha tempo pra curtir esse conforto todo e eu ainda não estava fazendo as coisas que eu queria fazer. Comprei um PS Vita e nunca tenho tempo de jogar porque no meu tempo livre eu estava desesperada tentando desenhar e tocar meus projetos. Tipo, pra quê, sabe? A vida passa rápido demais. Às vezes a gente continua investindo em algo porque foi difícil de conseguir ou porque é uma boa oportunidade, ou porque já investimos e construímos tanto naquilo e recomeçar do zero é uma ideia assustadora… mas se o que a gente realmente quer está em outro lugar, se você realmente sabe o que quer, continuar insistindo em outra coisa é meio que mentir pra si mesmo.

Nem sempre é simples, às vezes a gente não tem escolha. Tem família, parceiro, dificuldades financeiras, problema de saúde. Eu não tenho nenhuma amarra aqui e minha família é incrível e apoia todas as minhas loucuras, fora ter cidadania européia (o que me facilita a vida). Tenho consciência dos privilégios que eu tenho e é isso uma das coisas que me faz não só querer aproveitar tudo ao máximo, mas também dividir o que eu conseguir de alguma maneira, dar algo de volta. Definitivamente não quero me arrepender lá na frente de não ter feito e tentado enquanto podia. E se não der certo tudo bem, tento outra coisa, fica como aprendizado.

Todo esse tempo eu olhei os meus amigos indies e pensei “é isso o que eu quero fazer, é assim que eu quero viver”. Fui pra GDC pela primeira vez este ano, conheci uma boa parte da galera indie, trabalhei em várias coisas bacanas com o Alec, com o (André) Asai. Visitei a Indiehouse em Vancouver (onde Matt Thorson, Alec, Amora e Santo, os dois últimos do MiniBoss, trabalharam em TowerFall: Ascension) e me apaixonei pelo modo como aquela galera vive. Todas as experiências que tive esse ano só deixaram o meu desejo de ser independente maior.

Você acha que todo mundo é capaz menos você… mas no fim das contas todo mundo está tentando, tendo dificuldades similares e trabalhando duro pra fazer acontecer.

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Karen, Pedro “Santo” Medeiros, Alec Holowka, Kyle Pulver e diversos outros desenvolvedores independentes, durante o IGF 2014, na GDC

Cada um tem uma idéia de sucesso. Tem muito romantismo envolvido também. Acho que vida indie não é pra todo mundo, assim como nem todo mundo se adapta com full time freelancing. Ninguém te fala dos ataques de pânico que você vai ter, da instabilidade, do estresse que é ter que se preocupar com o marketing do teu próprio trabalho ou de não saber se vai rolar trampo no mês seguinte. Eu observei vários dos meus amigos passando por isso e considerei tudo muito. Eu sou uma pessoa muito ansiosa, sei onde vai pegar mais pra mim. Vai ser um grande desafio. Acho que eu precisei desse tempo até agora pra amadurecer um pouco mais como pessoa, aprender algumas coisas e criar mais confiança. Mas né, a gente nunca vai estar totalmente pronto, pronto. Muito a gente improvisa e se adapta pelo caminho.

Então assim, eu estou preparada pra vender tudo e fazer as malas de novo, e tem grandes chances de isso ser o que realmente vá acontecer – tenho cutucado amigos de confiança e literalmente perguntado se eu posso morar no sofá deles por uns tempos. O custo de vida em Londres é caro, e os poucos freelas que eu tenho feito são pagos em dólar. Estou preparando um Patreon pra ver se consigo um respiro pra me dedicar aos meus jogos e ao missmoocodes. Juntei uma graninha pouca pra me dar um teco de segurança nessa transição, mas ainda assim não é o bastante pra me segurar muito tempo. Então estou passando por um processo interno de desapego. Mas depois que tu enfia a maior parte da tua vida em duas malas de 30kg pra se mudar de continente, fazer isso de novo fica relativamente mais fácil.

Quando contei pra minha família que pedi demissão, eles me deram parabéns. Eles sabiam que eu não estava feliz fazia um tempinho. Tem coisa que não é culpa de ninguém, é a gente que não está no lugar certo, né? A minha irmã (mais velha que eu, uns cinco anos) está largando o emprego dela e vai tentar tocar um ano sabático trabalhando nos projetos de fotografia dela (o emprego atual dela não tem nada a ver com isso). Ela é casada, então a situação é meio outra, mas a vibe é meio que a mesma. Eu completei 29 anos mês passado, faço 30 ano que vem. Acho que 30 é aquele momento forte em que você para pra pensar na vida e considerar tudo o que você fez até agora. Me bateu uma angústia, eu mal comecei a fazer o que eu realmente estou a fim de fazer. Quero viver um pouco mais e mais intensamente, tá na hora.

  • metasexual

    ☆*:.。. o(≧▽≦)o .。.:*☆

  • Perdoem meu francês, mas TAQUEOPÁREO, que texto F*DA BAGARAI! 😀

  • zé wilson

    Meu! muito bacana o texto, Karen você me parece alguém muito bacana e admirável rs,sua história é uma referencia para mim, espero que de tudo certo nos seus projetos, saiba que tem mais uma pessoa torcendo por você e querendo conhecer mais do seu trabalho, quem sabe te conhecer um dia. Você já disse muita coisa ao compartilhar sua história, então vou tentar resumir dizendo, como ler esse texto contribuiu para que eu continue me esforçando para desenvolver jogos, em poucos palavras, te desejo tudo de bom, obrigado por dividir um pouco da sua experiencia é realmente inspirador^^

    • Vou dizer que a partir de agora vou procurar muito mais informações sobre o trabalho dela (y)

  • DanielSnd

    Muito amor esse texto 😀 inspirador.

  • rodrigooliveira

    Texto sensacional! E te entendo perfeitamente Karen.
    Fiz 29 anos, sou designer gráfico e trabalho em local em que não estou tão feliz quanto eu pensei que seria, quando sai da faculdade com a idéia de “emprego dos sonhos”. Ai estou perto dos 30, agilizando casamento e tudo mais e pensando nisso: “Cara, eu estou feliz e tudo mais, mas o meu emprego não me faz feliz realmente…bom, eu preciso desse emprego, mas e se eu resolver mudar tudo?”. Dá medo de mudar assim, repentinamente? Claro que sim! Mas depois desse seu texto estou ainda mais pensativo e angustiado ao fato dos 30 estarem batendo a porta e não sei se estou fazendo o “correto” no quesito trabalho.
    Bom, te desejo toda boa sorte desse mundo nessa mudança! E espero ter essa coragem em breve como você está tendo.

  • terrivellmann

    Massa, boa sorte pra ela!

  • Eduardo Samoggin

    Texto inspirador, principalmente pra quem deseja ir para a área.

    Parabéns!

  • Além de talentosa e trabalhadora, ainda tem um sorrisão que transborda simpatia. Parabéns para ela e para o Overloadr pela entrevista!

  • Luiz Augusto Pereira Rodrigues

    Aplausos virtuais!!

  • Excelente entrevista! Me identifiquei com vários dos pontos apresentados… não, não sou nenhum desenvolvedor de jogos e tal, mas estou nessa fase de “estou nos 30… e agora?” e sei bem a bagunça que nossa cabeça fica.