Na indústria de videogames, é costumeiro que contratos entre publishers e produtoras tragam uma cláusula que garante à desenvolvedora um bônus em dinheiro se, durante seu lançamento, o jogo for capaz de acumular uma média elevada de notas em sites agregadores, como o Gamerankings e o Metacritic. Por mais questionável que isso seja, tanto pela subjetividade dos valores numéricos atribuídos pelas avaliações de veículos especializados quanto pela pressão sofrida pelos estúdios para manter o jogo em um território seguro em uma tentativa arbitrária de garantir boas notas, a prática é comum. E, se as observações do Kotaku estiverem corretas, por esta razão a Bungie pode ter deixado de ganhar US$ 2,5 milhões da Activision, devido as notas medianas que Destiny vem obtendo.

Como notado pelo site, o documento público que firma o contrato de 10 anos entre a Activision e a Bungie traz uma pequena cláusula, que diz: “A Activision deve pagar ao Licenciador [a Bungie] um bônus de qualidade (o “Bônus de Qualidade”) na quantia de Dois Milhões e Quinhentos Mil dólares (US$ 2.500.000) na eventualidade de Destiny Game #1 atinjir uma média de pelo menos 90 como determinado pelo gamerankings.com (ou serviços de reputação equivalente caso o gamerankings.com não esteja mais ativo) em trinta (30) dias após o lançamento comercial de Destiny Game #1 no Xbox 360.

Destiny, no entanto, não tem tido a recepção mais calorosa do mundo – embora o jogo já seja um sucesso comercial. Uma semana após seu lançamento, sua média no GameRankings é de 76,29% e, uma vez que as análises dos grandes veículos já foram publicadas, é improvável que ela aumente muito. Na análise do Overloadr, Caio Teixeira ressalta que suas inúmeras falhas acabam prejudicando a experiência e contaminando o que há de melhor nele, atribuindo-lhe a nota 2 de 5.

Se tal cláusula do contrato original (que é de 2010) for válida até hoje, é provável que a Bungie não receba o bônus de US$ 2,5 milhões.