Você se sentia uma pessoa mais inteligente ao completar um puzzle em Portal 2? Bem, deveria. Segundo um estudo da Florida State University, Portal 2 é superior a um dos maiores e mais populares programas de treinamento cognitivo do mundo, o Lumosity.

Em um estudo conduzido pela pesquisadora Val Shute, Portal 2 foi comparado com o popular site de internet, que diz comprovadamente melhorar suas capacidades de memória, solução de problemas, atenção e mais. Para isso, Shute dividiu dois grupos de jogadores, um para Portal 2 e outro para Lumosity. Após oito horas acumuladas de ambos os jogos, Shute e outros pesquisadores constataram que os jogadores de Portal 2 obtinham um melhor desempenho que os jogadores de Lumosity em um teste de habilidades cognitivas.

Como destacado pelo site da revista Popular Science, o estudo é interessante por apontar como jogos criados para entreter podem ter efeitos positivos no cérebro, e maiores até do que produtos comerciais criados intencionalmente para aprimorar habilidades cognitivas.

Shute também questiona: “Se jogos para entretenimento na verdade fazem um melhor trabalho que jogos criados para a neuroplasticidade, o que isso sugere é que claramente estamos deixando de notar algo importante na neuroplasticidade” – que é o nome dado à capacidade do cérebro de se adaptar e melhorar de acordo com as atividades de um indivíduo.

  • Dat game ♥

  • jprbessa

    Ouviram essa, pais? Jogos não derretem o cérebro dos seus filhinhos.
    Se Portal 2 faz isso, Antichamber faz o que? Transforma a galera em pequenos gênios?

    Mas se um estudo mostra tal influência positiva dos jogos, podemos concluir que aquele papo de que jogos violentos geram violência também pode ser verdade?
    Indo mais a fundo, que jogos menos punitivos com a morte do personagem e/ou extrema violência, levam o jogador a desenvolver uma banalização da vida e morte no mundo real?

    Fui longe, não?

    • Matheus Rodrigues

      Foi longe mesmo, rs, mas concordo com sua linha de pensamento.

      Porém acho que a resposta é sempre, DEPENDE, depende de qual jogo e em que momento ele é aplicado, acredito que não é muito ideal uma criança jogando jogos como GTA, Saints Row, que te dão plena liberdade e sem punição alguma, porque ela não terá discernimento de certo e errado, ou se terá, será algo muito vago ainda. Mas jogos que exigem estratégia, trabalho em grupo, até competitividade por si só não acho muito ruim, acredito que podem trazer grandes benefícios.

      Mas realmente é um assunto bem longo e complicado a ser discutido.

      • jprbessa

        Tô contigo. Mas o bom senso está difícil de se ver hoje em dia.
        Na verdade, quem fala que o o politicamente correto oprime a sociedade não parece ter qualquer contato com crianças e adolescentes.

        Acredito que muito pela falta de tempo, os pais não tem tempo de cuidar de suas crias e os deixam livres em casa pra fazerem o que vem querem ou os enfiam em uma rotina de cursos, esportes, escolinhas, etc.. Quem diria, logo eu, que sempre tive um discurso libertário e pró indivíduo, escrevendo sobre a importância da autoridade e presença dos pais na vida de uma criança. Parece muito papo de professor, mas se até eu enxergo essa realidade como as pessoas teimam em rejeita-la.

        E aí que entram os jogos e substituem a TV como babá eletrônica. Mas agora o nível de interação e imersão são muito maiores. Até que nível os jogos são, corretamente, compreendidos como diversão e entretenimento e alguns como forma de expressão do artista? Jogos como o já citado The Walking Dead, podem causar algum mal se o seu final do erroneamente interpretado por um mente em formação?

        Como você disse, a discussão é longa e complicada. Só acho que a atual defensiva cega aos games sem o fator “depende” é que pode causar um mal maior no futuro.

        • Matheus Rodrigues

          Concordo com o ponto que você citou sobre os pais, afinal eles são as pessoas capazes de verificar (Ou pelo menos em teoria) o que é melhor para seus filhos, filtrando o necessário, mas acho que até certo ponto crianças e adolescentes de hoje tem que ser controlados (Não sei o termo seria oprimidos) porque acredito que por vezes eles detém poder demais, achando que são capazes de ser independentes e tomar decisões corretas, mas mais uma vez desfoquei do assunto central rs.

          Mas exatamente esse ponto que os jogos acabam se tornando a babá eletrônica, e tem jogos que exigem um maior nível de interpretação do que o que está simplesmente sendo mostrado, um jogo que te da certo poder de decisão e com consequências de suas decisões pode ser muito bom, porém acredito que seja difícil mapear o que será absorvido por uma mente em formação e como será absorvido.

          Concordo plenamente com sua ultima citação, não é dado nem o beneficio da duvida, e por isso acaba gerando noticias e situações como essas que citamos.

          • jprbessa

            Caraca, não tenho nem o que acrescentar.

    • Rafael Oliveira Dos Santos

      Ótimo ponto, cara!

    • Henrique Alves

      Mas creio que influenciar é diferente de você ganhar habilidades por causa do jogo!!
      No caso de portal não há influência e sim o ganho da habilidade, assim como creio que se por exemplo você for um avido jogador de FPS e depois por exemplo vá jogar paintball creio que você terá muita facilidade em mirar os alvos.

      • jprbessa

        Errei ao usar o verbo “gerar”. Acho que é mesmo muito forte, mas acredito sim que em certo nível ele incita essa banalização.

        Agora, jogo que frustra pra cacete é o Grand Turismo com o NPC te dando toquinhos e te passando na última curva de uma grande corrida. Aí lá de dentro emerge uma fúria titânica pronta pra despedaçar controles.

        Mas quanto aos FPSs, acho que ter noção de algo que não se domina atrapalha. Seria como querer tocar bateria porque manda muito no Rock Band, ou tentar tirar uma carteira de motorista por jogar algum jogo de corrida. Claro que não incluo simuladores, que são muito úteis na aviação, por exemplo. Mas uma coisa é Grand Turismo e Forza Motorsport, outra é Grid ou Need For Speed. Assim como American Army e Call of Duty. Mas a perspectiva que os jogos podem passar, por mais que superficial, algum conhecimento é algo fantástico.

        E se tem uma coisa que aprendi com videogames é que em um cenário apocalíptico eu tenho que adotar uma garotinha. I Am Alive, Walking Dead The Game e The Last Of Us. Os personagens vão ficando mais velhos a cada jogo que passa. Daqui a pouco a progressão nos dará um senhor de noventa anos, com seu andador, esmagando infectados/zumbis ao lado de sua, recém adotada, gostosona de vinte e poucos anos.

        • Henrique Alves

          Saquei seu entendimento. Só não concordo que ter noção de algo que não se domina atrapalha.Ja eu acho que ajuda!Não é que você vai ser um expert mas por exemplo guitar hero, com ele por exemplo conseguir ter ideia de posicionamento das minhas mãos e quando pulei pro rocksmith não precisei ter essa aprendizagem de posicionamento pelo menos até a metade do braço da guitarra acertava de boa.
          Sobre a questão de carro o gus lanzetta esse dia dirigiu uma lancer evo(fiquei com inveja) e segundo o gus ele nem CNH tem,mesmo sendo um carro automatico ele acabou tendo uma noção de como o carro se comporta.

          • jprbessa

            Justamente aí que o negócio complica. Realmente, os amigos com noção de direção mas sem experiência alguma. Se deram bem na prova do Detran. Eu e os amigos que já sabiam dirigir, em sua grande maioria, se deram mal. Isso devido aos vícios de direção. Isso tanto pra carro quanto pra moto. Diga-se de passagem pra moto então que complica mais ainda. Minha mãe pilotou moto a vida inteira e nunca passou na prova. Velha burra, do carai! Quase segui o caminho. Rsrs

            Agora, com relação ao Gus, ele tem noção de espaço isso sim. Ele é gordo e todo gordo tem que saber onde tá se metendo pra não fazer gordisse. Falo por experiência própria. E carro automático não conta. É igual carrinho de bate-bate.

            Mas enfim, tenho que concordar contigo, a noção que os games passam é, na falta de palavra melhor, respeitável. Mas sério, o coice de uma 12 furreca é algo que não se tem como imaginar.

        • Henrique Alves

          Ah e ri muito com o ultimo paragrafo!!!

    • Eu não diria que por jogar jogos violentos deixaria a pessoa violenta, cairia mais no que você citou, gerando um inconsciente sentimento de banalização da violência.

      E Antichamber é realmente puxado, em algumas soluções eu acabo me sentido um gênio quando consigo resolver (alias, isso me lembra que eu tenho que voltar a jogá-lo).

      • jprbessa

        Essa banalização é que me é bem preocupante. Se alguém não respeita os próprios limites, como caralhos vai respeitar o dos outros?

  • Barbara Queiroz

    Ah.. eu continuo me sentindo é muito burra quando fico presa em alguma fase, isso aliado ao fato do meu orgulho de não querer procurar a resposta na internet resulta no jogo parado há um mês kkkkkk

  • Alexandre Soares

    Fiz Licenciatura em Matemática e uma professora minha já dizia que “um jogo educativo, antes de tudo, tem que ser um jogo; tem que ser divertido jogar, tem que haver vencedores e no meio disso tudo o aluno aprender”. Acho que encaixa com o que a pesquisa conclui.

  • Think with portals 😀

  • Portal 2 é fantástico, um dos melhores jogos que já joguei na vida!

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