Embora o Gamergate não tenha atraído a atenção da mídia tradicional no Brasil, nos EUA ele tem sido abordado pelos principais veículos de comunicação, incluindo The New York Times e BBC. Na noite desta quarta-feira (29), o assunto foi um dos temas do The Cobert Report, talk show do Comedy Central apresentado pelo ator e humorista Stephen Colbert, que satiriza programas políticos e meios de comunicação conservadores – em especial a Fox News.

colbert-anita

Stephen Cobert e Anita Sarkeesian

Além de fazer comentários bem humorados sobre o atual meio de videogames, Colbert também entrevistou Anita Sarkeesian, a crítica cultural e feminista por trás da série Tropes vs Woman in Videogames, que analisa o tratamento dado à personagens femininas nos videogames e levanta discussões sobre a desigualdade de gênero na indústria.

Sempre fazendo o papel do radical conservador e usando de exageros e falácias lógicas para compor seu personagem, Cobert começa a entrevista perguntando:

“Vamos esclarecer uma coisa: você e outras feminazis no mundo dos games estão vindo atrás de nossas bolas para arrancá-las, colocá-las em uma pequena bolsinha de feltro e tirá-las de nós para que possamos jogar seus joguinhos não violentos, correto?”. “Não, não é verdade”, responde Anita.

“Mas vocês atacaram os gamers por gostarem de olhar para personagens femininas com peitos enormes e armaduras minúsculas que mal cobrem seus mamilos”, retruca, ironicamente. “Bem”, responde Anita, “um dos problemas é que isso reforça esse mito cultural de que mulheres são objetos e brinquedos sexuais para a diversão masculina. E não somos isso.”

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O que Bayonetta 2 nos diz sobre representação de gênero nos videogames

Após perguntas debochadas sobre videogames e ética no jornalismo de games, Colbert termina a entrevista questionando: “Enquanto homem, eu tenho permissão para ser feminista?”

“Você acredita que mulheres deveriam ter direitos iguais aos homens e que possamos lutar por esses direitos?”

“Claro.”

“Legal, então você é um feminista.”

Assista o segmento completo (em inglês):

  • Bruno Grandis

    Cadê a #colbertgate pros Gamergators reclamarem da vida?

    • Platynews

      Eu vi uns usando “CancelColbert”

      • Gnome Zaki

        CancelColbert rolou um tempo atrás porque uma maluca não entendeu uma ironia/piada e rolou a confusão

  • Igor Navarro Rabelo

    ela faz cabelo ruivo ser uma coisa feia

    • Sketchbook do Porco Banido

      Tudo bem, por essa foto você faz a raça humana uma coisa feia também então são quites.

      • Igor Navarro Rabelo

        você é muito gentil, pena que não é nem real

  • Ton Albuquerque

    Fantástico, achei maneiro!

  • Fabiano

    Tem duas coisas que eu sempre penso quando vejo (alguns) discursos feministas em videogames e expressões artísticas em geral:
    1 – feministas criaram a visão utópica de como seria a mulher ideal: forte, decidida, independente, que ganha seu próprio dinheiro, veste-se de forma reservada, planeja seu futuro, sua carreira, sabe se defender, e nunca – NUNCA – depende de um homem para nada.
    2 – elas acham que qualquer personagem, em qualquer mídia, que não se encaixe nesse padrão é uma mensagem clara das intenções de seus criadores de representar como eles as enxergam ou desejam que elas fossem.

    PS: eu não estou falando do gamersgate ou da Anita, só estou expressando minha opinião sobre o quadro geral

    • Platynews

      Feminismo é sobre ter escolhas.

      O problema não é a princesa ser capturada, é TODAS as princesas serem.

      Se você quer vestir hijab ou bikini é escolha sua. O problema é forçar usar um ou outro

    • Gabriel Raposo

      Discordo quando diz que essa é a única imagem de mulher que elas defendem. Costumo ver muito mais apoio à ideia de ter mulheres que são bons personagens, com suas fraquezas e suas paixões, e não só uma mina com peitos gigantes.
      Mas se você vê isso a todo o momento, quem sou eu pra discordar cegamente (talvez eu só não tenha lido os mesmos artigos que você)

      Considerando o que você disse então: o problema não é da personagem depender de um homem. O problema é ela depender de um homem por ser uma mulher. Às vezes essa mensagem é sutil, mas acontece com mais frequência do que se imagina. E nós temos personagens masculinos fortes, decididos e independentes pra tudo o que é lado, nada mais natural do que querer fazer personagens assim explodirem até que se tornem o “normal”. Querendo ou não, tem que incentivar essa imagem se quiser que ela exista em primeiro lugar.

      • Fabiano

        Eu concordo que existem muito mais personagens masculinos bem desenvolvidos do que femininos (afinal, ainda tem poucas mulheres trabalhando com jogos), só discordo que apenas personagens femininas “fortes” possam ser classificadas como boas personagens, como se existisse um padrão ao qual todas as mulheres devessem seguir para serem consideradas personagens bem trabalhadas. E não acho que se atinge igualdade apelando para o extremo oposto, todo homem ou mulher pode ser forte ou sensível da forma que quiser independente, não é necessãrio que toda mulher seja forte e todo homem sensível para que se possa dizer que as coisas estão mudando.

        • Platynews

          Achar que precisa de mulher no jogo para ter personagem feminino desenvolvido é atestar que os homens são seres machistas que não sabem que mulheres são seres humanos.

          Vide qualquer livro feito por UM autor homem que tem otimas personagens femininas … ou qualquer homem do harry potter =P

          • Fabiano

            Eu não quis dizer que apenas mulheres podem escrever sobre mulheres, mas que é necessário uma participação maior de mulheres nos jogos.

          • Platynews

            Com certeza, mas isso são 2 resultados diferente do machismo na industria.
            Da para fazer personagem feminina boa sem mulheres e da para fazer jogo machista com varias mulheres

          • Fabiano

            particularmente eu acho um pouco mais difícil de acontecer no segundo caso. Tem alguma obra machista feita por mulheres?

          • Platynews

            vaaaaaaaaaarias.
            De cabeça, Crepusculo e 50 Tons de Cinza são ótimos exemplos, mas boa parte das coisas escrita por mulheres pré revolução feminista tinha muito do machismo enraizado.

          • Fabiano

            kkkk Nossa eu sou mesmo péssimo de exemplos pra ter esquecido justo desses.

          • Platynews

            Se quiser algo mais hardcore teoria feminista, recomendo
            http://rationalwiki.org/wiki/Suzanne_Venker
            http://en.wikipedia.org/wiki/Camille_Paglia
            e
            http://en.wikipedia.org/wiki/Christina_Hoff_Sommers

            …e as ultimas 2 se consideram feministas, o q é meio bizarro ja q elas vomitam machismo (com foco em anti-feminismo) para todos os lados

  • Leandro

    Esse papo de ‘inclusivo’ enche o saco as vezes.

    • Platynews

      Enche o saco ver homem branco heterosexual ficando de saco cheio com inclusão xD

      • Leandro

        SJWs são os melhores mesmo.

        • caio_o_teixeira

          Não não, os babacas que são os piores mesmo.

      • Henrique Alves

        Então conheço o leandro ele não é branco, não sei se é hetero até porque nunca o vi com namorada e tão pouco me importa.

        Para nos nunca existiu esse preconceito muito menos esse segregacionismo que você fez agora @Platynews:disqus por isso achamos estranho. Enquanto o povo perde tempo olhando pra cor,sexo,sexualidade nos apenas falamos: “toma ai o controle e joga comigo!”

        Algo que ilustra bem meu pensamento:
        https://www.youtube.com/watch?v=Cp4WVtdUrH8

        • caio_o_teixeira

          Entendi, Henrique, então se o Morgan Freeman mandou essa, esse aqui não existe. né?

          http://youtu.be/MhzhhYJPFEg

          Porque o erro dessa mulher foi ter PENSADO que homens a tratariam como objeto enquanto andava. Ela poderia ter simplesmente calado a boca, parado de pensar, que o sexismo existe ele iria simplesmente desaparecer.

          Afinal de contas, se tem uma coisa pelo qual a humanidade é conhecida é por ser ponderada e capaz de refletir sobre as suas ações se apenas tomarem um “gelo”.

          • Henrique Alves

            @caio_o_teixeira:disqus vi esse video justamente porque você postou alguma satira dele no facebook e fui atras do original para poder entender, até mostrei a uma amiga para poder debater com ela.
            Pra mim isso eu nem posso chamar de preconceito isso dai pra mim é coagir é agressão moral.E como qualquer agressão ninguem precisa ficar calado e poderia sim abrir um B.O.!

          • caio_o_teixeira

            Então não é meio estranho quando você trata o vídeo acima como algo digno de polícia, afinal, uma mulher está sendo insultada – por mais que muitos dos causadores consideram um elogio, um inclusive fala para ela que deveria “agradecer” o “elogio” -, mas quando falamos de um ambiente mais inclusivo em games, menos sexismo e que a mulher seja tratada como uma pessoa completa ao invés apenas de um “demográfico diferente”, você acha que é só a galera ficar quieta que o preconceito simplesmente irá sumir com o tempo?

            Acho que esse dois pesos que você está usando um tanto quanto falhos

        • Heitor De Paola

          Mas dizer “toma o controle e joga comigo” é ser inclusivo, não? Você está tratando todos como igual, o que é o que o feminismo, por exemplo, luta por. É o exato oposto de reclamar de papo inclusivo.

          Dizer que o “papo de inclusivo” enche o saco é perpetuar formas de preconceito. Não estou dizendo que o Leandro é preconceituoso de forma alguma, mas dizer que o silêncio é uma forma de luta já se provou errado diversas vezes. A tentativa de silêncio foi o que deu, por exemplo, espaço para tantos assédios e ataques a mulheres indústria.

          • Henrique Alves

            Mas @disqus_1BxKF6xfxN:disqus creio que a questão de haver tantos “machismo” na industria dos games é por ela ter sido no inicio majoritariamente composta por homens.Onde esses expressavam suas fantasias, deixo claro que não vejo nada de errado.
            Digo isso porque com o tempo e mais mulheres irão virar gamers a tendencia é ter mais produtos que tambem sejam pensados para elas e quem sabe no futuro um jogo AAA inteiramente voltado para as mulheres.

            Assim como antes não tínhamos jogos com nosso folclore, e agora temos ai Aritana e com tendência a so aumentar…

            Falo que a tendencia será essa porque pego como exemplo o heavy metal que é minha paixão, um estilo inicialmente só para homens mas hoje em dia com mais mulheres dentro do ramo ja temos bandas que são lançadas pensando como alvo o publico feminino.

          • Heitor De Paola

            Eu concordo em partes com isso. Eu enxergo como você a origem do machismo na indústria, apesar de termos de levar em consideração o fato de que nos anos 1980 havia mais mulheres jogando.

            Onde eu discordo é no ponto de, quantas mulheres mais a gente precisa fazendo parte a apreciando a indústria antes de isso mudar? Porque temos dados, sabemos que cerca de metade das pessoas que gostam de jogos são mulheres. É um número um tanto razoável, não?

            A tendência é que naturalmente, sim, mais pessoas se interessem pelo meio. Mas isso desde que ele seja minimamente receptivo para isso. O que nos vimos nos últimos meses foram, dentre diversas outras coisas, mulheres desistindo de entrar nessa indústria por conta do qual agressiva e pouco receptiva ela é para essas diferentes ideias e pontos de vista.

            Sei que você já disse que não concorda com as agressões, mas tomo como exemplo novamente os ataques feitos à Ania. E não digo apenas sobre os últimos meses, mas desde que ela começou a campanha no Kickstarter. O que raios ela fez para merecer tanto ódio, tantos ataques? Não há nada que justifique a raiva que as pessoas sentem diante das críticas dela. Eu não estou dizendo que todo mundo precisa concordar com tudo que ela diz nos vídeos – eu mesmo não concordo com tudo. Mas por que atacá-la dessa forma, por ter uma opinião?

            E aqui entro no que você menciona sobre não ver nada de errado em homens da indústria expressarem suas fantasias em jogos. E até certa medida, não vejo problemas também. Não quero de forma alguma que jogos com “peitão” e se baseando em estereótipos estereótipos desapareçam completamente. Particularmente eles não são do meu gosto, mas eu quero que jogos existam na maior diversidade e números o possível, para que cada vez mais coisas interessantes e diversas surjam. Só que o que eu vejo quando pessoas que gostam de videogame se cansam de discutir sobre inclusão e não veem nenhum problema na quantidade de jogos que batem nessa mesma tecla, de fantasias masculinas, é um medo estranho de que o que eles amam seja mudado, mesmo que minimamente. Como se tudo tenha que permanecer exatamente desse mesmo jeito que eles gostam e pensar em mudar isso – consequentemente dando vozes a minorias – seja impensável. Então que não demos voz a ninguém mais e continuemos com nosso peitão em paz, aceitando mulheres que acatem ao que gostemos.

            E isso é muito esquisito. É muito estranho. Porque se estivéssemos falando que jogos são predominantemente racistas todos concordariam que isso é um problema horrível, que algo precisaria ser feito sobre. Mas por algum motivo, pelo assunto ser mulheres e machismo, a discussão é tratada como chata, batida, cansativa e “óbvia”, porque videogames são assim. E eu não consigo ver lógica, não consigo entender por que não conseguimos mudar, dado que somos parte da indústria dos excluídos. Videogames eram contracultura, e de repente parte deles virou um clubinho que só quer aqueles que seja similares, mais ninguém.

            Se você me perguntar o motivo disso, não sei te apontar exatamente. Eu diria que provavelmente é porque dificilmente não somos um pouco machistas, porque nos pegamos volta e meia, sem querer, fazendo comentários sexistas e tratando mulheres de forma que elas não devem ser tratadas. E reconhecer isso e tentar mudar dói, como qualquer um de vários outros reconhecimentos que temos de fazer, de tempos em tempos, vendo que parte de nós é podre e longe do ideal em que acreditávamos estar inseridos. E se há um meio que amamos que acaba apoiando a ideia de não precisarmos mudar, a vontade de passar por essa dor diminui, tornando qualquer mudança mais difícil. Mas isso é só o que eu acho.

          • Leandro

            Acho que todo mundo tem o direito de reclamar do que não acha bom, do que deveria mudar e tem o dever de alertar as pessoas sobre isso. Eu não to aqui pra expalhar o odio e o preconceito. Racismo, sexismo, homofobia, tudo isso existe, negar é viver em wonderland.

            O que me enche o saco são muitos SJWs radicais agressivos, nesse caso por exemplo…a Anita, ela tem boas ideias e tem razão em certos pontos mas em outros é radical a ponto de parecer uma louca, ela é uma jornalista, é formadora de opinião e a quantidade de chorume que ela consegue gerar por isso é inacreditavel. O problema existe e nós estamos do mesmo lado…pelo amor de deus eu aplico o Bechdel test nos filmes!! Acho uma merd* que isso precisa ser discutido, e por precisar disso, devemos seguir pessoas mais coerentes e menos radicais.

          • Henrique Alves

            Caralho queria muito debater mais isso,mas aqui por texto está ficando complicado e cada vez mais complexo que muito provavelmente iremos acabar entrando em um loop.

            Mas enfim estamos do mesmo lado só temos pensamentos diferente na forma de enfrentar o preconceito.

    • Mario

      Esse papo de ‘SJW’ enche o saco às vezes.

      Você pode ignorar o papo de ‘inclusivo’.

      Você talvez não possa ignorar os efeitos dele, claro. Se a comunidade de jogos como um todo (indústria, imprensa, consumidores) abraçar esse papo, uma pena: talvez isso resulte mesmo em jogos piores para você. Mas já aconteceu isso antes. Como falei em outro comentário, os FMVs foram praticamente abandonados em favor de cutscenes em CG. Jogos 2D ficaram praticamente abandonados pelo mainstream desde o PS1 até mais ou menos o início do ‘boom’ indie no Xbox360.

      E se você realmente acha que coisas boas podem ser perdidas nesse processo de mudança, fale sobre essas coisas boas e sobre por que elas são boas. Alguém vai te ouvir e querer colocar isso em um jogo.

  • Alisson André

    Que a bola de neve cresça.

  • Michel Lichand Mendonça

    Acho que sexismo em video games deve ser discutido, e apesar de não concordar com muitas das analises e dos métodos de analise da Anita, toda conversa tem que começar em algum lugar, então parabéns para ela.

  • não tem como tratar desse assunto sem esse carinha aqui ó:
    http://i.ytimg.com/vi/vtJFJbtqUd8/hqdefault.jpg

    • Um assunto como esse deve ser, amplamente, discutido… deixo claro. Afinal, o problema não está num movimento, numa iniciativa, ou numa organização, mas sim nas pessoas. Este é o maior problema de se ter um grupo homogêneo calcado numa cultura machista e sem novas perspectivas. No dia que a GG acabar, e as ameaças não… Em quem colocarão a culpa?

  • Manoel Ricardo

    Eu acho que a Anita faz o pior tipo de “jornalismo” que existe, aquele que é unilateral, que considera apenas uma parte do que interessa pra mostrar seus pontos e, lógico, sempre vai conseguir te convencer com esses argumentos, e isso me revolta e cresce uma certa descrença e raiva com ela – não a ponto de querer mata-la, lógico. Eu não sei se a Anita faz de “tonta” ou ele é muito esperta, mas pra quem é gamer de verdade, pra quem respira isso todo dia, a gente sabe que tanto homem quanto mulher é mal representado em videogame. Tanto homem quanto mulher é sexualizado em jogos (isso de homem ser sexualizado é mais comum no Japão, mas não deixa de existir). Como os dois gêneros sofrem dos mesmos estereótipos e rotulações na construção de personagens. E como, PRINCIPALMENTE, existe sim uma ótima representação de personagens femininas no mundo dos jogos. Basta ela querer ver, mas claro que ela não “quer”. Ela quer continuar mostrando sempre os mesmos pontos, sempre os mesmos jogos e sempre com esse discurso unilateral dela. O dia que ela começar a ouvir opiniões de outros, trazer contra-pontos com ótimos exemplos que temos por aí, ela começa a ganhar um pouco do meu respeito e credibilidade. Por enquanto, quando penso em Anita eu penso o quão na “pista errada” ela está pra discutir esse assunto.

    • Platynews

      No kickstarter dela, a MUITO TEMPO ATRAS, já tava previsto um video dedicado somente a contra argumentar os pontos dos outros.

      e….não existe jornalismo imparcial.
      Recomendo dar uma lida em tipos bem diferentes de jornalismo que tentavam sair desse “tem q ser imparcial mesmo sendo impossivel” tipo http://en.wikipedia.org/wiki/Gonzo_journalism

      • Manoel Ricardo

        Por isso eu disse jornalismo com aspas ali em cima. Eu nem sei mais o que a Anita tá querendo com esse projeto dela.

  • jprbessa

    Estou ficando de saco cheio de uma não conclusão. Viver a história é chato de mais. Onde isso vai parar? Acho simplesmente que não vai. Cinema e música tem seus extremistas também e não sumiram, não somem e nunca sumirão. Sempre haverá aquela tiazinha que vai bater no ator por ele interpretar um vilão. Ou coisa do tipo.
    O assunto vai esfriar, Gamergate vai mudar de nome, blablabla, depois de um tempo volta tudo.

  • Que discussão chata! No final, querem colocar no alerta algo que não vai mudar.

  • Membro Desmembrado

    Ninguém tá pedindo pros caras que compram Call of Duty jogaram outros jogos. O que se pede é que ao menos os produtores possam ter o respeito e entender o mercado muito além do que ele pareça ser. Eu gostaria de jogar mais jogos japoneses, mas sempre que vejo aqueles decotes pulando pela tela sinto vontade de desligar. Cheguei a desistir de Witcher por coisa pior.

    • Membro Desmembrado

      Fuck! Agora imagina uma mulher vendo isso!

      • Phelioz

        Witcher é mais profundo do que parece num primeiro momento…

        Primeiro: As mulheres não são retratadas como meros objetos… Claro que, como em todo jogo, tem personagens menores e esses não tem mesmo profundidade… Mas as mulheres que tem quests associadas não são retratadas como meros objetos, como fracas ou sem importância…
        O fato delas fazerem sexo com o personagem principal não diminui em absolutamente nada as qualidades que elas tem.

        Segundo: As mulheres que ele se envolve são “faceis” porque é esse o tipo de mulher que o personagem se sente a vontade pra se relacionar. Tem dialogos no jogo que demonstram traços importantes da personalidade dele… Ele sabe que nunca vai poder ter filhos – por ser estéril – e que não tem como constituir uma família já que é um Witcher, então ele se entrega à uma vida de libertinagem…

        O jeito como ele se comporta não diz nada sobre as mulheres, nem sobre machismo ou feminismo, diz sim sobre quem ele é, e se você explorar o jogo, vai descobrindo os “porquês”… Dependendo das suas decisões, esse jeito dele pode até mudar, e de um libertino ele vira uma… pessoa diferente (sem spoilers 🙂

        Dito isso, se você jogar o Witcher 2 vai perceber que as personagens femininas são realmente poderosas… Elas conduzem a história tanto quanto o personagem principal, e apesar da sexualização ainda ser um elemento (tanto pro witcher em si, quanto pras personagens femininas) isso é um traço dos personagens que *não* é arbitrario…

        E também não é errado…
        Não tem absolutamente NADA de errado em gostar de sexo… Do Geralt ou das personagens ficarem sem camisa, expostos, etc… É um jogo voltado pra um publico adulto…

  • Mario

    tendo em vista a discussão abaixo, uma coisa que sempre digo:
    quer ignorar a discussão? tudo bem.
    acha que a discussão vai prejudicar a mídia? dá licença.
    “aaahhh, mas se pessoas como a Anita tiverem grande alcance e repercussão os jogos desenvolvidos vão ser influenciados pela visão dela, da qual discordo”. NEWSFLASH: 95% dos grandes lançamentos americanos são influenciados por visões de mundo americanas/capitalistas das quais discordo.

    • Mario

      É claro que quando o status quo é quebrado, coisas legais se perdem. Depois das obras-primas da Lucasarts nos anos 90, muita gente ficou órfã de point-and-clicks porque o gênero deixou de receber atenção dos investidores. Mas os avanços que “mataram” o point-and-click depois nos deram outras experiências profundas de puzzle, narrativa e imersão em mundos, como The Walking Dead e Bioshock.

      • Mario

        A indústria, a imprensa e o público absorvem o que eles quiserem de acordo com o senso crítico de cada um dos seus membros. Querer silenciar ou reclamar de vozes dissidentes não faz sentido. É como se, quando surgiu a animação 3D, tivessem pessoas falando “não podemos deixar a animação 3D tomar conta dos jogos senão nunca mais teremos cutscenes em FMV”. De fato, muito menos jogos usam esse recurso hoje, porque outras opções tem maior aceitação do público. Mas sem cutscenes em 3D, Final Fantasy VII não seria lembrado até hoje como um marco narrativo em jogos.

  • Hoje em dia quando saem noticias da Anita se pronunciando publicamente eu fico mais preocupado com a vida dela do que feliz que a causa feminista esteja na mídia

  • Danilo2k14

    Não sei se esse é o melhor local para deixar esse texto, mas vamos lá. No trailer de Phantom Pain E3 2013 a senhorita Quiet teve sua introdução como personagem do jogo https://www.youtube.com/watch?v=2ht7xat2Gjk, à época, Kojima foi extremamente questionado sobre a exploração do corpo promovida pela (falta de) vestimenta da personagem. Fato, falta roupa. Em 10 anos de andança pelos matos e cerrados desse país, por experiência profissional ninguém em sã consciência deve andar por aí desse jeito, mesmo no calor cubra seu corpo, prefira calor do que a queimadura do sol, carrapatos existem e poderão virar “chatos”. No jogo MGS Snake Eater, Kojima nos introduziu ao personagem principal da trama que foi…The Boss??? Sim, uma mulher, a mãe de todas as forças especiais, durante todo jogo estava coberta até a cabeça, com a roupa de soldado branca, nos minutos finais ela mostrou seu corpo, não como sexy, mas por carregar as marcas de um filho arrancados de suas mãos logo que nasceu. Fato.

    Os questionamentos que Kojima sofreu sobre a personagem Quiet foram válidos? Possivelmente, se existem pessoas que se ofenderam logo devemos ouvi-las, você tem o direito de discordar, assim como essas pessas possuem o igual direito de falar. Minha única ponderação é que podemos, antecipadamente julgar algo que possui algum contúdo a passar, talvez possam existir motivos por aquele personagem ser ou se vestir de determinado jeito. Não nos apressemos nos julgamentos, o policiamento em demasia é tenue para a ditadura de valores.

    Me espanta que no mesmo video temos crianças negras portando Ak-47 e sendo fuziladas pelo Venom Snake, Kojima sempre, sempre debateu sobre questões de como estamos ficando imunes a violência, isso desde os idos de MGS2, quando chutando a quarta parede ele diz para você deixar de jogar jogos violentos porduzidos por ele! Ainda, em pleno ano de 2014 temos crianças-soldados na África e nada, nada é feito! Infelizmente!

    As roupas de Quiet são um problema, evidente, cego é aquele que se cala sobre o assunto, mas existem muitas questões que esse jogo poderá tratar de igual ou maior relevância que nem se quer chamaram a atenção. Quiet é muda, mas já deu o que falar.