A Ubisoft parece ter parado de se importar com a história de Assassin’s Creed há um tempo. Digo isso pensando na conclusão pobre do arco de Desmond que vimos em Asssassin’s Creed III, ou toda a metalinguagem que rola em Assassin’s Creed IV: Black Flag e Assassin’s Creed III: Liberation, que não se levam nem um pouco a sério. É possível enxergar isso negativamente, dado que a trama da série já foi legitimamente interessante, com todas as suas teorias conspiratórias, releitura de grandes eventos da humanidade etc. Mas, se assim quisermos, podemos enxergar o que foi ganho quando a franquia desistiu de tentar fazer sentido e resolveu passar a brincar com as possibilidades que foram então abertas.

Exemplo deste último aspecto pode ser visto no mais recente trailer liberado pela Ubisoft para Assassin’s Creed Unity, título que será lançado para Xbox One, PlayStation 4 e PC. Apesar de curto, o vídeo mostra um erro ocorrendo dentro do Animus, uma falha temporal que faz com que o Assassino em questão seja levado à França da Segunda Guerra Mundial.

Os trechos do Século XX são breves, porém podemos ver a Torre Eiffel com o “V” colocado nela após a ocupação nazista, além de aviões que atiram contra o protagonista. Para abatê-los, o Assassino utiliza uma metralhadora montada, algo que nunca tinha aparecido na franquia antes, apesar daqueles lança-chamas de Revelations estarem próximos disso.

Não fica claro pelo vídeo se isso será um componente grande da aventura, ou se será algo menor e contido. É possível até que se trate apenas de uma missão singular, quem sabe um bônus de pré-venda ou DLC. Por enquanto, tudo em torno deste trecho da Segunda Guerra Mundial é uma incógnita.

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E ver Assassin’s Creed na frança da Segunda Guerra me fez lembrar de Saboteur. Lembram-se dele? Não era perfeito e foi esquecido um tanto rapidamente, provavelmente por ter competido diretamente com Assassin’s Creed II na época de seu lançamento. Mas Saboteur tinha algumas coisas bem legais.

  • Gabriel Maciel Campanini

    – O jogo é em Paris, temos que colocar a Torre Eiffel.
    – Mas senhor, na época do jogo a torre..
    – FODA-SE! Coloca a torre! Dá um jeito

    • Heitor De Paola

      Hahaha, eu pensei a mesma coisa.

  • Augusto Leite

    Esse é um dos jogos que me faz querer comprar um ps4, e olha que eu nem sou fã da série.

  • Leandro Tavares

    PQP, eu estava empolgadão com esse jogo, mas isso tem TANTO cheiro de ser algo tosco como foi o Brasil em AC3 que baixou um pouco o hype pra mim….. o que é bom. Abaixa a exigência/expectativa.

  • jprbessa

    Quero um AC Brasil. Ia ser maneiro o mano na multidão dos caras pintadas com essa roupa non sense e matando um líder sindical qualquer pros petralhas assumirem, anos depois seu reinado de ditadura bolivariana. Em outra parte ele recebe o bico de tucano, uma arma que o faz chegar a locais mais altos. Mas não para por aí. Ele pode também plantar muita coca e ficar rico vendendo o seu mágico pó branco a frente dos coxinhas reaças cheiradores. Seu líder, que vem de uma terra onde doce de leite e pão de queijo são, na opinião local “um trem bão dimais, sô!”, tramará para que o país fique sobre sua tutela.
    Nesse jogo o player terá que fazer missões para os dois lados de uma mesma moeda. Mas no fim a participação especial de Ezio, trazendo consigo uma pizza, deixará claro que mesmo depois de horas de jogo, o status quo sempre se manterá o mesmo. AC Brasil: agora o inimigo é outro, que se assemelha muito ao amigo, mas que fica complicado escolher um lado, pois tudo é uma merda e que no fundo o negócio é a lei de Gerson, mas o Senna fala que um dia tu chega lá, mas aí vem o mensalão e o Tucano no cu dos outros é refresco e beijinho no ombro e zaz e zaz…..

  • Michel Lichand Mendonça

    Sabe o que me faria querer jogar Assassin’s Creed? Se eles fizessem o cenário de um jogo ser a Guerra Fria. Espiões, roubo de tecnologia, sleeper cells, experimentos secretos, space race, toda aquela birutagem dos anos 50 aos anos 80.

  • Vou falar como alguém que jogou, mas nunca ligou para AC: A Ubisoft não quer largar o osso, portanto caga litros para a história. Antes ainda se importava aqui e acolá, mas o AC IV é uma voadora nas costas de quem ainda esperava o retorno no elemento narrativo. AC IV é um jogo que pelos extras marítimos segura, mas que não se sustenta completamente. Parei um pouco antes do final simplesmente porque peguei 100% dos extras e a história eu não aguentava mais.

    O Unity tem potencial, mas vindo de 2 AC seguidos com histórias terríveis, eu acho que ele sairá no nível de cagação de história que esse DLC aí está mostrando.

    Engraçado que o único que parece ter algo de interessante é o tal do Rogue, mas eu n tenho mais paciencia para a série. Conheci pouco e tudo o que eu vi me cansou rapidamente.

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