Quando eu era criança, adorava fuçar o Windows 3.1 e, posteriormente, o vistoso e moderno Windows 95 em busca de joguinhos, vídeos escondidos e programas esquisitos, seja no meu próprio computador ou no computador dos outros – era o que nos restava, em uma vida sem internet e muito tempo livre. Instalar softwares inúteis (adequadamente intitulados ‘inutilitários’) que vinham em CDs de demonstração e trocar via disquete jogos, protetores de telas e outras tranqueiras com os amigos era sempre uma grande emoção – até descobrir que aquele programinha de gifs “pornôs” vinha com um vírus que mais te aporrinhava do que prejudicava seu computador de fato.

O Windows 93 (que pode ser executado direto do seu browser), experimento lisérgico dos desenvolvedores franceses Jankenpopp e Zombectro, ambos apreciadores de videogames, tecnologia e chiptune, simula perfeitamente a sensação de ser uma criança curiosa nos anos 90 em um computador cheio de tranqueiras instaladas e provavelmente cheio de vírus, só que on acid. Não só o “sistema operacional” possui inúmeras referências à videogames (o jingle de abertura do Windows 93 é, na verdade, o do PlayStation), mas traz também diversos joguinhos estranhos em texto (incluindo o cult Candy Box) e até um emulador de Gameboy, que roda uma versão bugada de Pokémon Red.

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Os “acessórios” clássicos do Windows, como o Desfragmentador de Discos vem acompanhado de uma melodia que simula PC Speaker (aquele sonzinho rudimentar que era emitido direto do seu PC sem kit multimídia), daquelas que começam a tocar sem você saber de onde e porque. Há uma mulher virtual, daquelas que andavam pelo seu desktop. Há um Paciência. Há até um navegador, para você acessar a internet DE VERDADE.

A dúvida agora é: quando poderei trocar, de fato, meu Windows 7 pelo Windows 93?

Gif: Fast Company

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