A Blizzard anunciou nesta sexta-feira (07), durante a BlizzCon 2014, o jogo Overwatch. Tive a oportunidade de jogar algumas partidas do título, que é como se a Blizzard, Pixar e Valve tivessem feito um “menage à trois” gostoso.

O FPS segue bastante a fórmula de Team Fortress 2: várias classes diferentes competindo em times por objetivos em comum. Dois modos já foram revelados: conquista de pontos, no qual um time atacante precisa dominar lugares específicos do mapa enquanto a outra equipe defende. O outro é como se fosse os mapas de “payload” de TF2, onde um time precisa empurrar uma carga por todo um mapa enquanto os adversários tentam impedir o avanço.

Com um visual que lembra muito Os Incríveis, Overwatch entrega partidas rápidas e cheias de reviravoltas. Cada classe possui habilidades específicas, além de especiais liberados com tempo ou dano causado.

Joguei com dois personagens: Bastion, um robô que possui duas formas, a bípede, que te permite andar pelo cenário e atirar, e a forma de “metralhadora montada”, no qual ele fica parado e ganha um escudo e maior poder de fogo. Além das formas, Bastion também possui “auto-cura” e ainda a habilidade especial de enviar uma mina terrestre que explode quando um inimigo passa perto.

Bastion é perfeito para defesa, já que na forma de metralhadora, além do dano maciço e rápido, o escudo que ganha nesta forma o transforma basicamente nas torres de defesa da Praia de Omaha durante a Segunda Guerra Mundial.

O outro personagem que tive a oportunidade de testar foi Symmetra, personagem focada em suporte, capaz de conceder escudos aos aliados, montar torres automáticas de ataque/defesa, e o poder especial de criar portais que teleportam aliados por todo o cenário. O interessante da personagem é que ela é capaz de defender áreas mesmo quando está longe com suas torres. Durante as batalhas, seu escudo faz total diferença ao dar mais tempo de ação aos seus aliados.

OverwatchOverwatch, jogo da BlizzardOverwatchOverwatch

A semelhança que Overwatch tem com Team Fortress 2 também é o seu poder: parece que a Blizzard estudou a fundo todas coisas boas do jogo da Valve e aplicou uma camada a mais de complexidade aos seus personagens, entregando um jogo extremamente fácil de aprender, mas que necessita de horas para o jogador dominá-lo. O que só acompanha a estratégia da empresa nos últimos tempos, representada por Heroes of The Storm e HearthStone.

O que fica é que a Blizzard parece ter se tornado uma empresa “sábia”, preferindo melhorar coisas que já existem, pegando modelos já comprovadamente bem-sucedidos, e extraindo o melhor deles ao invés de arriscar tiros no escuro. Por um lado pode parecer preguiça, mas quando analisamos o ciclo de criação de cada jogo, quantos anos sem dar uma dica qualquer sobre seus projetos e criando experiências que perduram anos, a empresa parece estar vivendo a sua melhor época.

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