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Hatred, o polêmico shooter da equipe polonesa Destructive Creativons, no qual você encarna um assassino em série, foi aprovado no Steam Greenlight após ter recebido milhares de votos positivos da comunidade em poucas horas. A Valve, contudo, deixou claro que quer manter distância entre o jogo ultraviolento e sua plataforma: logo após a aprovação, o jogo foi removido do Steam.

Em email ao Polygon, Doud Lombardi, diretor de marketing da Valve, afirmou que o jogo foi intencionalmente retirado da plataforma. “Baseado com o que vimos no Greenlight, nós não publicaríamos Hatred no Steam. Por isso, estamos retirando-o.”

Após a decisão da Valve, a Destructive Creations se pronunciou, afirmando que o impedimento do Steam não servirá de barreira para a finalização e publicação do jogo para PC, que segue em desenvolvimento, com lançamento previsto para o segundo trimestre de 2015.

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“Embora jogos como Manhunt e Postal ainda estejam disponíveis no Steam nós claramente respeitamos a decisão da Valve, uma vez que eles possuem o direito. Ao mesmo tempo, queremos assegura-los que isso não irá impactar o desenvolvimento do jogo, visão e recursos de gameplay que estamos mirando.

(…) Não tratamos isso como uma derrota pois isso nos mostrou um enorme suporte da comunidade e estamos totalmente assoberbados. Após algumas horas com a campanha do Greenlight ativa, Hatred reuniu 12.148 votos e terminou em #7 na lista de Top 100.

Essa é a melhor prova para nós de que há fãs fieis por aí, esperando para que o jogo seja lançado. E que nós precisamos continuar para entregá-los um jogo que ofereça um gameplay divertido e desafiador.

(…) Ao final do dia, vocês, jogadores, irão julgar se somos capazes de fazer um jogo que é simplesmente divertido de jogar.”

A Destructive Creations fala como se estivesse fazendo o próximo jogo do Mario, e não um no qual você controla um genocida suicida e sai armado pelas ruas, assassinando pessoas inocentes das formas mais brutais possíveis. E, novamente, a equipe parece demonstrar uma falta de sensibilidade para entender como um jogo que glorifica o genocídio e assassinato em massa não pode ser apenas tratado pelo âmbito da diversão ou desafio.