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Em comunicado à imprensa, a Gaming do Brasil, subsidiária da Juegos de Video Latinoamérica, anunciou que deixará de distribuir os produtos da Nintendo no País a partir deste mês. Sem divulgar um substituto, a Nintendo deixará de ter seus jogos e consoles distribuídos oficialmente no Brasil.

“O Brasil é um mercado importante para a Nintendo e lar de muitos fãs apaixonados mas, infelizmente, desafios no ambiente local de negócios fizeram nosso modelo de distribuição atual no país insustentável”, disse Bill van Zyll, Diretor e Gerente Geral para América Latina da Nintendo of America.

wii u

O Wii U era vendido oficialmente no Brasil por R$ 1.899

“Estes desafios incluem as altas tarifas sobre importação que se aplicam ao nosso setor e a nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local. Trabalhando junto com a Juegos de Video Latinoamérica, iremos monitorar a evolução do ambiente de negócios e avaliar a melhor maneira de servir nossos fãs brasileiros no futuro”.

A Gaming do Brasil foi a distribuidora oficial da Nintendo pelos últimos quatro anos. Nada muda em relação aos outros países da América Latina, que continuam tendo a Juegos de Video Latinoamérica como distribuidora oficial da Nintendo. Embora a distribuição física dos jogos tenha sido encerrada, nada muda para a compra digital, via eShop, tanto no 3DS quanto no Wii U.

Questões relacionadas à assistência técnica e garantias locais passarão a ser gerenciadas pela HG Digital Services.

Entramos em contato com a Nintendo para maiores esclarecimentos, que serão adicionados à nota após obtermos uma resposta.

Descaso

Diferentemente da Sony e Microsoft, que há pelo menos quatro anos disputam pela atenção do consumidor brasileiro, optando pela fabricação local dos consoles como forma de driblar os altos impostos de importação e localizando seus principais títulos para o País, a Nintendo parecia não se esforçar em ampliar sua atuação por aqui.

Sem jogos localizados (nem mesmo seus principais lançamentos), ocasionais atrasos, nenhuma presença em grandes eventos como a Brasil Game Show, envolvimento mínimo com o público (a página da Gaming do Brasil no Facebook não é atualizada desde julho de 2013) e praticamente nenhuma relação com desenvolvedores brasileiros, a Nintendo parece ter operado sempre em “modo de segurança” no Brasil.

O último lançamento nacional da Nintendo foi Super Smash Bros. Wii U. Captain Toad: Treasure Tracker e os adaptadores para controles de GameCube do Wii U nunca chegaram a desembarcar no Brasil.

  • Guilherme

    #VoltaGradiente

  • Gabriel Valente

    Ninguém aguenta os impostos do Brasil…todo mundo já conhece esse filme.

    • Guilherme

      ué, a sony e a microsoft aguentam faz anos e são empresas com tanto dinheiro (ou menos) que a nintendo

      • Gabriel Valente

        “nossa decisão de não ter uma operação de fabricação local.” Mas essa é a diferença né. Os impostos pro setor industrial no Brasil já estão no teto, aposto que as duas também enfrentam muitas barreiras pra se manter aqui.

        • Eu acho errado achar que somente os impostos são problemas.

          • Gabriel Valente

            eu nunca disse que era, mas que passa muito por isso tbm, passa. Além de falta de infraestrutura adequada pra logistica, etc.

      • A Microsoft é a décima maior e mais lucrativa companhia do mundo. A Sony está mal das pernas, com o Playstation carregando a empresa nas costas há um tempo. Não sei a situação financeira da Nintendo, mas não dá para compara-la a Microsoft em questões financeiras.

        • Guilherme

          a sony esta(va?) tendo prejuízos POR ANOS e foi lá e montou uma representação legal aqui no brasil, faz apresentação na BGS e tudo mais, a nintendo não precisa ser igual a uma microsoft da vida mas pelo menos uma representação oficial e jogos ela poderia trazer (porque se tratando de dinheiro ela deve ter bastante ainda)

    • SouoMaia .

      O problema maior não é o imposto, afinal do mesmo jeito que se cobra é possível arrecadar no repasse para os consumidores, afinal tem gente pagando preço cheio em jogo na caixinha em muitas “uzzzzzzzzgamers” por ai.

  • André Luz

    falta um pouco de vontade da nintendo na minha opinião, as outras empresas conseguem se manter bem aqui (mesmo longe dos preços ideiais)

    • Gabriel Baptista

      O grande lance, na minha opinião é o tipo da empresa. No fim das contas, Microsoft e Sony sempre vão ter por trás toda a empresa gigantesca e com vários setores no país pra sustentar um setor de videogames, a Nintendo tem que se virar e sustentar a presença no país só com videogame e isso é impossível no Brasil.

      • Heitor De Paola

        Isso não é muito correto. A única parte da Sony que está bem das pernas atualmente em um panorama mundial é a parte de games, a parte de televisões está uma tragédia. Só games está saudável.

        E parte disso é correlacionável ao Brasil. A Sony DADC teve de começar a prensar jogos porque o mercado de DVDs e Blu-Rays está uma merda, ninguém mais compra mídias físicas, aparentemente. Precisaram mudar para jogos para se segurarem, então na real é o segmento de jogos que está sustentando o resto.

        • Tarcísio PG

          Mais ou menos Heitor, pelo menos com base no último balanço consolidado de setembro/2014. O setor de VG é o segundo em vendas (perde pra Mobile) e o 4ª.em rentabilidade operacional (US$ 240 milhões). Perde pra câmeras digitais (US$ 344 milhões); semicondutores, sensores de imagem (US$ 386 milhões) e por incrível que pareça (ou não), serviços financeiros – banco, seguros etc (US$ 839 milhões). O setor de TVs + som (pelo menos mundialmente falando) tem dado lucro (US$ 143 milhões) e o que tem enterrado mesmo a empresa é o próprio segmento de mobile, com US$ 1,6 bi de prejuízo operacional. Uma tragédia. É óbvio que o setor de games é importante na estrutura da Sony, mas não é quem está carregando no momento (friso o “no momento”) a empresa nas costas como é comumente alado. Desculpe se pareci babaca mas só queria complementar a informação. Abraços a todos!

        • Gabriel Baptista

          De fato o setor de TVs e Mídias físicas da Sony se afundou quando comparado ao passado próximo da empresa, mas, ainda assim, videogames não carrega a empresa como bem disse o amigo aí abaixo. A Nintendo, querendo ou não, tinha que sobreviver só de videogames num país onde videogames ainda são artigos de luxo sem nem legislação própria 🙁

  • Tava esperando uma nota oficial da Nintendo, mas já que saiu aqui, é confiável. Por mais terrível que seja o trabalho da Gaming, ela pelo menos servia para não deixar os preços não oficiais dispararem. Espero que uma outra distribuidora apareça e faça um bom trabalho, vai ser importante.

  • Anderson Terra

    Para quem trabalha no seto (lojistas) os últimos 2 anos foram terríveis, atrasos no serviço de entrega, catalogo pequeno de jogos e demora na manutenção de aparelhos… fica a oportunidade de mudanças.

  • SouoMaia .

    Mas o que a Nintendo fez pelo Brasil ?
    Tem jogo em pt br, ajuda o desenvolvedor indie brasileiro, quando ocorre um evento grande ela tem interesse em participar ?
    Realmente é uma pergunta de quem não manja muito, se alguém responder vou ficar satisfeito.

    • Atualmente a Nintendo não tem interesse em participar de nenhum evento grande no mundo inteiro. E sim, ela foi porta de entrada para vários jogos indie do Brasil e já está se mexendo procurando tradutores BR.

      • SouoMaia .

        Essa parte dos indie e traduções, não fazia ideia que estava acontecendo, poderia até falar que demorou em comparação a outras empresas, mas sendo a Nintendo é redundância rsrs.

  • MarceloMattoso

    Olha o comentário do cidadão: “…iremos monitorar a evolução do ambiente de negócios e avaliar a melhor maneira de servir nossos fãs brasileiros no futuro.”

    Vocês vão monitorar o que? Não há mais distribuição e já há alguns anos não fazem investimento nenhum em publicidade ou para atrair público brasileiro para os seus jogos e consoles.

    Que Deus (ou qualquer uma das outras entidades) nos salve dos preços do mercado cinza agora, pois se já está na casa dos R$ 220,00, agora então….

    • Fabiano

      … então cai pra uns 170, que é o que eu costumo pagar por jogos da nintendo.

  • Não sei se é descaso, acho mais que – pra Nintendo – não vale a pena ficar aguentando os impostos e problemas do nosso mercado.

  • E pensar que alguns anos atrás, na época acho que do GameCube, o Brasil (via Gradiente) era o único país (além do Japão) que fabricava o console (vi isso acho que em alguma Nintendo World da época). E agora, a que ponto chegamos?

  • Danillo Lange

    Ambos são culpados, o Brasil por dificultar e ter seus impostos absurdos, e a Nintendo por não se esforçar nem um pouco, mas quem sabe agora isso se resolva de uma vez, seja ela entrando com tudo ou saindo pra sempre.

  • Eduardo Samoggin

    Olha, te falar que é até bom isso.

    A Gaming NUNCA fez nada decente aqui. Lançamentos atrasados, nenhuma promoção da UE/EUA chegou aqui.

    A Nintendo também, não ajuda com a eShop que tem.

    Tomara que daqui um tempo apareça uma nova representante disposta a melhorar o que é oferecido aqui, e a Nintendo melhore seu eShop, aprenda que o mundo não fica só no oriente.

  • Ademar Abiko Jr.

    Mas esse é um exemplo do clima de desestímulo ao investimento no BR. Não são só os impostos, mas todo o contexto.

    Daí empresas de porte menor ficam mais reticentes de investir mesmo. (pq Nintendo é menor que Sony e Microsoft, tendo lucro ou prejuízo que for).

    E as intermediárias ficam de mãos atadas e mais desestimuladas a investir ainda. E o contexto resulta nessa bola de neve.

  • rodrigo

    vou mandar um email para a TecToy, vai que……

  • Sergio Pedro Oliveira

    já posso falar? “porra nintendo!!!”
    a algum tempo ela já estava dando indícios de descaso com o mercado brasileiro.
    a culpa não é só dela, mas como diz a expressão, “a necessidade fez o sapo pular” e meio que vejo a sony e a microsoft tentando novos pulos. enquanto a nintendo simplesmente desiste.
    fico chateado pois gosto da nintendo e queria ver o zelda majoras mask pra 3ds em mídia física em terras tupiniquins.

  • Anderson Terra

    A Nintendo só cancelou o contrato, nada impede de outra empresas entre no mercado. Vejo isso como uma oportunidade de mudanças.

  • Hercules Passos

    Eu esperando o lançamento do novo Zelda ser o motivo para eu comprar meu Wii U, e agora essa, quem traz de fora para vender aqui dentro vai meter a mão!!!

  • “Embora a distribuição física dos jogos tenha sido encerrada, nada muda para a compra digital, via eShop, tanto no 3DS quanto no Wii U.”
    Nada muda porque já não existia eShop brasileira

    • Heitor De Paola

      Na real, tem no 3DS sim. Quando eu não tinha Wii U (há cerca de um ano e meio) acessava a eShop do 3DS com minha conta brasileira mesmo. Só quando comprei o Wii U que tive que mudar a região dela em definitivo, porque no console não havia eShop para a nossa região.

  • Os muambeiros do mercado cinza devem estar abrindo o champagne, vão ter uma alta inacreditável na demanda

  • Alexsandro Frey Pereira

    Já vai tarde. Pra quem cresceu com a Playtronic e depois só a Gradiente, a Gaming do Brasil era um câncer.

  • Luciano

    Sobre a nintendo podemos dizer também, que há tempos ela não estava mostrando vontade de competir no Brasil, sei que a parada de taxar video games como jogos de azar é uma coisa bizarra que só acontece aqui, mas mesmo assim nunca a vi a Nintendo se empenhar em divulgação por exemplo, lembro que a nintendo desde de 2012 não apareceu sequer numa Brasil Game Show pra divulgação, ou seja, estava cagando e andando. Mas enfim.

  • Fernando

    Obviamente que a Nintendo tem muito dinheiro ainda, afinal o mundo não é apenas focado em Brasil e Estados Unidos. A Nintendo é muito forte na Ásia ainda e diferente daqui, o pessoal venera essa empresa que sempre inova e fatalmente é copiada pelas demais. Em relação ao pessoal dizer que os impostos não são o problema, eu não acredito nisso pq simplesmente chega a ser estúpido as pessoas dizerem que queimar dinheiro é algo comum (pode ser nesse país onde o povo costuma a pensar menos e agir mais por instinto compulsivo na hora de comprar). Chega a ser nojento ver revistas que eu tenho de 1996, onde o Nintendo 64 custava 199 dólares e aqui chegando a mil reais na época (lançamento é claro) e hoje vemos qual cenário? Consoles lá fora custando uns 100 dólares a mais e aqui beirando o ridículo e chegando em nossas mãos por 2 mil reais, ou seja, em 19 anos, o aumento lá foi insignificante e por aqui é medonho. Sinceramente, esse país ficou tão patético que o povo já começa a aceitar que os impostos para sustentar aquela cambada do planalto é algo extremamente comum.

  • Daniel Feitosa

    Só eu acho que é mais fácil a Sony e a Microsoft aguentarem os impostos daqui, uma vez que elas não são focadas só em jogos, diferente da Nintendo? :v