Na quarta-feira (04) o Henrique participou de um debate bem legal na Campus Party 2015 sobre preconceito nos videogames – que você pode, inclusive, assistir na íntegra. Na quinta-feira (05) falei sobre ética e jornalismo de games no mesmo palco.

Eu (Caio Teixeira), Théo Azevedo (UOL Jogos), Nelson Alves Jr. (Inside Xbox), Humberto Martinez (Revista PlayStation Oficial), Pedro Falcão (Red Bull Games) e Pablo Miyazawa (IGN Brasil) conversamos por quase duas horas sobre os pormenores do jornalismo de games, seus rumos e desafios.

Você pode assistir a conversa na íntegra abaixo:

  • André Vasconcelos

    Muito interessante o debate.

  • Marcus Vinicius Lima Martins

    O player do YouTube tá detonando o layout do site no celular

    • Heitor De Paola

      Sim. Isso é decorrente de um novo bug devido à atualização mais recente do WordPress. Ainda estamos corrigindo.

  • PedroCohen

    Vai cagar, Caio! Sou jornalista! Óbvio que qualquer um pode aprender uma profissão trabalhando nela, eu posso virar médico só observando médicos, tipo um pajé. Mas isso não tira o valor do aprendizado na faculdade, até porque ela te abre a porta pra você conseguir adentrar no meio profissional, onde você de fato vai se tornar um jornalista, publicitário, médico, engenheiro ou seja lá o que você queira.

    • Pedro, de forma alguma eu posso falar pelo Caio (ou por qualquer pessoa), mas eu imagino que ele quis dizer que a faculdade não é necessária para exercer competente a função em questão.
      Eu, por exemplo, sou formado (em design, mas o ponto é outro), entendo tudo de importante que um curso “faz por você”, consequentemente eu entendo quão utópico é esse mundo acadêmico.
      Os cenários são bem diferentes, mas ao meu ver uma faculdade vai ser sempre menos objetiva que um curso específico, apesar de trazer um feeling muito diferente do curso, já que nem sempre tudo é técnico.
      Enfim, isso tudo só pra falar que você faz o que quiser/pode pagar/te deixa mais confortável, mas uma faculdade isolada não é garantia de nada… experiência prática é mais significativa (nesse cenário em específico?).

    • Pô, Pedro, você pode achar que sua faculdade foi incrível, mas te garanto que o curso de jornalismo atual é completamente inútil. Além de completamente descolado da realidade das redações, tudo o que você aprende no curso poderia ser muito tranquilamente resumido num curso-técnico.

      Outra coisa é que os melhores jornalistas que eu conheci não eram formados na profissão, vinham de mundos diferentes e com especializações mais interessantes que agregavam muito mais à redação do que uma cria do curso de jornalismo.

      E bem, você é a prova viva de que o curso não trás algo necessariamente bom para a vida: virou comediante/roteirista, especializações que não tem nada com seu diploma.

      • PedroCohen

        Gostaria de começar citando que é impossível responder um comentário pelo celular, o Disqus testa sua paciência de 1000 formas possíveis. Quando estiver com você te mostro.

        Então, os melhores jornalistas que conheci, com exceção do Ulisses Mattos, não vieram da faculdade de jornalismo e sim de outras, mas o que você deve levar em conta é que sem o devido “peixe” é difícil se entrar em uma redação não sendo formado, ou pelo menos cursando.

        Eu trabalho com rádio/tv e nunca fiz faculdade de rádio/tv, mas eu dei sorte de cruzar com as pessoas certas e de que na própria faculdade de jornalismo e tive “noções” de roteiro, coisa que seus colegas palestrantes por várias vezes citaram ter dificuldade. Eu acho que, se você tem acesso a uma redação pra trabalhar sem ter o curso, legal! Você não precisa desse curso pra nada. Caso contrário, ele é o melhor caminho pra você conseguir chegar lá!

        Até o 4º período do curso eu só aprendi bosta. Aulas de história do mundo e suas guerras, como usar o Google, como usar o Photoshop, umas bostas que eu já sabia. Agora vou te falar outra coisa que foi citada na palestra, eu tive aulas de empreendedorismo, não me adiantaram de nada porque eu sempre caguei pra ela (sim, eu queria ser funcionário de um jornal, não dono), mas tenho amigos que saíram de lá e montaram o próprio site e ganham a vida com isso hoje em dia.

        Resumindo: o curso é válido, mesmo que como cartão de visitas. É uma experiência maravilhosa se comparada a outra que tenho em ciências contábeis, e me renderam muitos amigos que tenho até hoje. É que eu não falo de moda ou fofoca, caso contrário não estaria desempregado.

        Puta curso, te prepara pra mil coisas que não necessariamente fazem parte da rotina de um jornalista, mas valeu a pena cada minuto.

        PS: Também aprendi a ler TP lá na faculdade, mas acho que não são todas que ensinam isso.

        • Todas as experiências que você citou acima podem ser adquiridas mais rapidamente, didaticamente e objetivamente num curso profissionalizante. A técnica jornalística você só aprende na prática e a teoria (história, ética) é só você tirar uma semana para ler alguns livros.

          E esse papo de cartão de visita é falácia, trabalhei no Estadão e no iG, em ambos meus chefes não eram formados em jornalismo e eu nunca tive de apresentar meu diploma ou mesmo boletim do curso.

          Obviamente, a Universidade São Judas Tadeu está longe de ser uma sumidade em qualquer curso que seja e a única aula que valeu a pena foi de Semiótica (que eu poderia ter aprofundado melhor, por exemplo, em Letras). Sei que o curso de jornalismo da Cásper, UNESP e USP são mais profundos, mas acho que eles caem num outro erro: eles criam teóricos e/ou editores e não repórteres. Tenho amigos que saíram destes cursos e era lindo conversa sobre teoria de jornalismo com eles, até a hora de observar o “trampo mecânico” da profissão.

          Mas, de novo, ainda acho estranho você defender um curso que, para todos os fins, você mesmo não utiliza. É apenas o seu cartão de visitas – num tempo que internet existe e todo mundo rasga cartões-de-visita por apenas ocuparem espaço.

          • Leandro Tavares

            Caras, me intrometendo onde não fui chamado, esse tipo de discussão depende da experiência de cada um na faculdade. Eu fiz Metodista, que é bem prática, possui laboratórios, dá o equipamento na mão do aluno para ele gravar e editar entrevistas para TV e rádio, diagramar página de jornal, editar sites e por aí vai. E eu ainda trabalhei na redação da universidade. Para mim foi válido, hoje trabalho na área e carrego muita coisa comigo.
            Já o Corraini, por exemplo, se formou um ano depois de mim e já ouvi ele criticando a experiência dele, isso na mesma universidade. Depende muito do que cada um experimenta em sala e fora dela, e aí cada um julga a utilidade do curso.
            Poderia sim haver um técnico, mas é da mesma forma como existem vários outros cursos técnicos que também possuem seu respectivo curso superior para quem quer dar um passo a mais na carreira/ vida acadêmica. 🙂

      • O trunfo da faculdade é aumentar a probabilidade de um fator decisivo para início de carreira, principalmente pra quem está começando do zero, sem saber bulhufas da área que pretende seguir. Mas ainda assim, são probabilidades. É lógico que, cruzando todos os dias com gente da área em uma faculdade, você tem mais chances de topar com alguma possibilidade bacana. Mas o mesmo cenário se se repete em outras condições e tem o mesmo valor (ou mais), o que muitas vezes torna a faculdade uma opção sem utilidade.

        A parte técnica dá pra se aprender independente de instituição (seja em cursos específicos, seja estudando sozinho). Networking se faz com movimento e iniciativa. Faculdade só faz mesmo a diferença em pequenos casos específicos (mais linkados ao fator “traseiro virado para a Lua”) ou numa área onde seja estritamente proibida a atividade sem diploma (ou seja, cirurgião pajé não dá).

        E mesmo assim. Se for pegar alguns casos de pessoas formadas e com cargos de sucesso (eu falo aqui “sucesso” por “relevância” e não por salários), há uma chance de que esse pessoal tenha se dedicado de uma forma “extra” naquilo e isso acabou sendo o fator decisivo e não o curso em si.

        O problema é que essa facilidade de aprender as coisas se misturou com a pressa que a galera tem para conseguir resultados. O moleque mal lê, mal consome conteúdo (ou vive extremamente em um nicho específico) e acha que por saber montar um site e escrever meio bloco de bobagem é jornalista. Isso cria um círculo vicioso onde os outros vão seguindo o mesmo “manual”.

        O complicado não é pensar que a faculdade não seja um fator decisivo, porque em muitos casos ela não é mesmo. O problema mesmo é achar que o tempo, esforço e iniciativa dedicados a aprender uma área não são necessários.

    • O trunfo da faculdade é aumentar a probabilidade de um fator decisivo para início de carreira, principalmente pra quem está começando do zero, sem saber bulhufas da área que pretende seguir. Mas ainda assim, são probabilidades. É lógico que, cruzando todos os dias com gente da área em uma faculdade, você tem mais chances de topar com alguma possibilidade bacana. Mas o mesmo cenário se se repete em outras condições e tem o mesmo valor (ou mais), o que muitas vezes torna a faculdade uma opção sem utilidade.

      A parte técnica dá pra se aprender independente de instituição (seja em cursos específicos, seja estudando sozinho). Networking se faz com movimento e iniciativa. Faculdade só faz mesmo a diferença em pequenos casos específicos (mais linkados ao fator “traseiro virado para a Lua”) ou numa área onde seja estritamente proibida a atividade sem diploma (ou seja, cirurgião pajé não dá).

      E mesmo assim. Se for pegar alguns casos de pessoas formadas e com cargos de sucesso (eu falo aqui “sucesso” por “relevância” e não por salários), há uma chance de que esse pessoal tenha se dedicado de uma forma “extra” naquilo e isso acabou sendo o fator decisivo e não o curso em si.

      O problema é que essa facilidade de aprender as coisas se misturou com a pressa que a galera tem para conseguir resultados. O moleque mal lê, mal consome conteúdo (ou vive extremamente em um nicho específico) e acha que por saber montar um site e escrever meio bloco de bobagem é jornalista. Isso cria um círculo vicioso onde os outros vão seguindo o mesmo “manual”.

      O complicado não é pensar que a faculdade não seja um fator decisivo, porque em muitos casos ela não é mesmo. O problema mesmo é achar que o tempo, esforço e iniciativa dedicados a aprender uma área não são necessários.

  • Paulo Carvalhaes Neto

    Interessante o debate.
    Daria um bom MotherChip, hein? Talvez chamando outras pessoas… 😀

  • Não consegui acompanhar a palestra com o Rique ontem, mas vi uma boa parte da de hoje e achei ótima.
    É muito bom poder ter uma base de como as coisas funcionam e como elas deveriam, realmente, funcionar.

    Valeu pelo compartilhamento, 🙂

  • Bruno Izidro

    hahahahaha o “caralho, vocês tem uma fonoaudióloga” que o Teixeira soltou foi impagável.

    P.S: o “live blog” que o Heitor e o Gus estavam fazendo no twitter na hora da palestra também merecem ser vistos

  • PauloHDSousa

    Caio voz de trovão.

  • Antonio Carlos Bleck Bento

    Cara adoro vcs e adoro o Teixeira, mais esse debate foi tenso, estou confuso e preciso de um abraço.
    Alguém pode me explicar pq não tinha nenhuma mulher na bancada, sendo q no dia anterior tivemos duas desempenhando muito bem na palestra do rique, que inclusive foi sobre preconceito e minorias no mundo dos games.
    De qualquer forma sai um pouco desapontado e confuso, mais o Teixeira mandou bem.
    E o Humberto e sempre legal.

    • Heitor De Paola

      Esse seu questionamento é um que fizemos também e, infelizmente, não temos uma resposta fora a de: a organização do evento não chamou. Eu acho que, além de mulheres, seria preciso também que houvesse no palco pessoas que trabalham exclusivamente com Youtube. É meio absurdo, a essa altura, ainda rolar essa divisão (na cabeça de algumas das pessoas que estavam nesse palco).

      E shhh, tá tudo bem, calma. Tá cá o abraço ⊂((・▽・))⊃

      • Antonio Carlos Bleck Bento

        Sim com certeza esse debate perdeu bastante pela falta de diversificação nos seus participantes, e com a mente retrógada de alguns.
        Vlw Heitor esta tudo melhor agora 😀

  • Michael

    Nossa , meu coração doeu sobre a maneira que o Caio descreveu o Games on the Rocks, entendo que o formato teve que evoluir, mas Juvenil me matou. D:

  • Henrique

    Simples, qualidade é diferente de gosto. Você pode muito bem gostar de coisa ruim tecnicamente. Pessoal precisa intender isso. Principalmente alguns pseudo-jornalista.

  • Romulo Pereira

    O tal produto que foi patrocinado no podcast e a empresa mandou retirar foi o Alien?

    Pô, nem achei que falaram mal do jogo. Deu até vontade de jogar.

    Publicitários idiotas…