Jogos, por mais curtos que sejam, podem ser experiências poderosas. Freshman Year (Ano de Calouro, numa tradução literal), um jogo autobiográfico da game designer Nina Freeman, é um deles, capaz de transmitir a perturbadora sensação de ser vítima de um abuso.

freshman-year-2Antes de continuar lendo, talvez seja mais interessante que você coloque seus fones de ouvido e o jogue por conta própria (os textos estão em inglês). Ele deverá durar entre cinco e dez minutos.

Veja também:
– A fascinante jornada queer e vaporwave de SEAQUEST1992

As belíssimas pinturas digitais de Laura Knetzer ilustram a troca de mensagens de Nina com sua amiga Jenna, enquanto combinam de se encontrarem para uma noite de bebidas e risadas no bar próximo à república onde moram, juntamente com outros estudantes.

Quando Nina se vê sozinha no bar, preocupada com o sumiço temporário de sua amiga, que saiu para comprar baseados e não responde mais suas mensagens, um homem começa a assediá-la. A música se distorce, aumentando a tensão da sequência sufocante, sobre imobilização e incapacidade, até se tornar um ruído constante de tonalidade seca, vazio – tal como a minha sensação posterior à cena.

Nina atualmente trabalha com os criadores de Gone Home em Tacoma, novo jogo da The Fullbright Company.

  • André Luz

    joguei e fiquei com uma raiva tremenda do cara pqp.

  • Cesar Vital Crivelaro

    PQP, que raiva do cara! Quando eu disse NÃO, É NÃO!
    Tremendo FDP.

  • Guest

    E eu que na primeira vez joguei achando que era erótico e querendo pegar o boy

  • Sei lá, talvez por ter entrado a partir da matéria, já comecei o jogo desconfortável (a música promove isso muito bem) e esse incômodo chegou a um ápice muito intenso no momento óbvio do abuso. Intenso.

  • Snb

    Joguei e me fez me sentir estranho, algo como repugnância do cara talvez? algo misturado com choque e um pouco de medo, não tenho certeza…

  • Luiz Augusto Pereira Rodrigues

    Eu n entendi a ultima cena

    • Rafael Rigon Maier

      Ela não se setia bem com a situação. Ela queria ir embora, mas não queria passar pelo cara de novo, que estava na saída.
      Ela poderia pedir para sua amiga acompanha-la, mas ela tinha acabado de chegar, ela não queria atrapalhar a amiga tirando ela da festa tão cedo.
      Então ela só ficou esperando, olhando no espelho. Uma clara demonstração de vergonha por ter sido assediada.
      Pelo menos foi isso que entendi. Não manjo muito do inglês.

  • Guest

    É dificil descrever oque senti com isso, mas foi algo muito ruim, pior ainda pensando que tem MUITAS mulheres que passam por isso ou caisas ainda piores 🙁

  • Miguel Clark

    É dificil descrever oque senti com isso, mas foi algo muito ruim, pior ainda pensando que tem MUITAS mulheres que passam por isso ou coisas ainda piores 🙁

  • Leandro Tavares

    O ritmo do som me fez imaginar um estupro, não “somente” um abuso.

  • Luciano

    Realmente é uma experiência no mínimo bem desagradável, pra não dizer perturbadora!!

  • Giovanni Romanelli

    Não querendo soar babaca nem nada, o tema é importante e tudo mais, maaaaaaas….
    achei bem mais ou menos, óbvio e bem…. mhé, bem mhé.

  • Phelioz

    Seja homem ou mulher, não se deixa amigo sozinho em
    festas… Nunca se sabe o que pode acontecer… Um amigo meu que estava muito bêbado
    uma vez se meteu em confusão sem nem saber, pq. passou mal no banheiro e o
    vomito respingou no sapato de alguém… Os caras se juntaram pra espancar
    ele…

    Se eu tivesse ido acompanhar ele no banheiro, não teria
    acontecido isso… Na época nem me liguei, só estava pensando na festa, nem
    imaginava que teria gente babaca que ia bater num coitado bêbado… Depois
    disso, das outras vezes que sai com ele ou com outros amigos, sempre fiquei
    ligado, de olho… Um outro camarada que era fraco na bebida eu acompanhava até
    em casa, desviando o caminho da minha pra ter certeza que ele chegava bem,
    mesmo quando eu estava mais bêbado que ele *rs*

    Tem gente ruim no mundo demais pra gente descuidar… IMHO, é
    responsabilidade dos amigos não deixar os outros na mão também, ficar unido e
    se preservar. Lição aprendida, no meu caso. Temos que ter comportamento de
    matilha mesmo…

    A amiga dela nesse jogo não entendeu o recado…

  • Realmente…. coloquei o Head e o som castiga a experiencia, um tema muito abordado em filmes e que é total verdade de que em bares ou show’s noturnos isso seja comum. Estes locais visa “otários” aparecerem, uma pessoa que vai a um local destes desacompanhado esta sujeito a passar por situações desprezíveis.
    O que esta de parabéns é um tema forte destes em um jogo, me fez lembrar um pouco “The Cat Lady” jogo de PC que retrata uma realidade humana pesada (depois viaja eu sei rsrs), legal como o mercado índie consegue ser mais audacioso que as grandes empresas.