O empresário Martin Shkreli, de 32 anos, vem sendo rechaçado por organizações públicas de saúde por obter o direito de venda do medicamento Daraprim e disparar seu preço em mais de 5000%. Desde que a companhia de Shkreli, Turing Pharmaceuticals, obteve o direito da venda da droga, o preço da pílula subiu de US$ 13 para US$ 750, da noite para o dia.

O Daraprim (nome comercial da pirimetamina) é utilizado há mais de 60 anos no tratamento de toxoplasmose. Em alguns casos, o medicamento também pode ser utilizado por pessoas com sistemas imunológicos enfraquecidos, como portadores do vírus HIV. No Brasil, o Daraprim não faz parte do coquetel antirretrovital, utilizado no tratamento de combate ao HIV, distribuído gratuitamente.

A candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton recorreu ao Twitter para criticar o disparo no preço do medicamento.

Shkreli também é o executivo por trás da equipe profissional norte-americana de League of Legends Team Imagine, e fã assumido do jogo da Riot — posição da qual pode ser banido, se a companhia ceder à pressão do público, que vem recorrendo ao Reddit e aos fóruns do jogo para comentar o caso.

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Como apontado pelo site eSports Observer, as regras oficiais da temporada 2015 do torneio oficial de League of Legends aponta que “Um membro da equipe não pode se envolver em qualquer atividade que pode ser considerada pelo LCS imoral, vergonhosa, ou contrária às normas convencionais de comportamento ético adequado”, o que poderia justificar o banimento de Shkreli.

Em entrevista ao Bloomberg, Shkreli justificou que o aumento do preço irá cobrir sua produção bem como aumentar o lucro de sua companhia, o que possibilitaria o desenvolvimento de novos tratamentos mais avançados.