Day of the Tentacle Remastered não parece tão diferente de sua versão original

O adventure clássico Day of the Tentacle, ícone dos anos dourados da LucasArts, esteve presente em forma jogável neste final de semana no festival Indiecade, nos EUA. Aproveitando a ocasião, a Double Fine, empresa de Tim Schafer, um dos designers do jogo original, divulgou as primeiras imagens da versão remasterizada do título.

Diferentemente das versões em HD de The Secret of Monkey Island, porém, que ganhou novas interpretações visuais para os cenários originais, limitados pela resolução e uso máximo de cores,  Day of the Tentacle Remastered está com um visual praticamente idêntico ao do título de 1993, apenas atualizado para a alta definição — o que, ao menos para mim, faz com que o jogo pareça rodar sob um daqueles filtros de suavização de pixels de emuladores, o que não é exatamente legal.

Veja também:
Day of the Tentacle é nosso 14° melhor jogo dos anos 90. Veja a lista completa!
– Ron Gilbert compartilha curiosidades sobre The Secret of Monkey Island no aniversário de 25 anos do jogo
– Criador de Maniac Mansion e Monkey Island lança Kickstarter para fazer novo point-and-click

Veja a comparação que fiz acima com os gráficos atuais e os originais e tire suas próprias conclusões.

Além do visual em HD, Day of the Tentacle Remastered traz também som remasterizado, uma interface atualizada opcional, o jogo Maniac Mansion (que deu origem à série) e comentários de Tim Schafer, Dave Grossman, Larry Ahern, Peter Chan, Peter McConnell and Clint Bajakian, criadores do clássico.

Day of the Tentacle chega no começo de 2016 ao PC (Windows, Linux e Mac), PlayStation 4 e PlayStation Vita, com crossbuy nas plataformas da Sony.

  • Leonardo Calça

    Realmente parece que passou por uma espécie de filtro de suavização.
    Tem algo estranho, parece errado, o visual em pixels era muito mais charmoso

    • Carlos Pacheco

      Eu estava empolgado, até ver as imagens comparativas… Realmente, será que vai ficar assim msm?

  • Lucas Souza

    Achei que ficou co visual de jogo em flash, não curti também não…

    • Heitor De Paola

      Nossa, agora que você falou eu só tô conseguindo enxergar os traços que via no Joe Cartoon.

  • Only Coffee is Real

    Isso tá bem feio.

  • Eu não sei. Acho que vale uma discussão mais profunda. Até que ponto a pixel art do jogo original era realmente uma escolha de estilo estético, ou apenas uma limitação (que não permitia ele ser mostrado como esta agora)? Porque pensando em matéria de “remaster” e “fidedignidade”, refazer o jogo mantendo a mesma arte sem acrescentar ou tirar nada, só que em alta definição seria realmente o mais certo, não é?

    E também, até que ponto essa ideia nossa de que a pixel art original é mais charmosa, interessante, tem mais valor, etc, não é uma construção bem nova nossa, que começou a surgir com o uso dessa arte como forma de estilo nos jogos atuais? Sem entrar ainda na questão da nostalgia.

    Eu não joguei esse jogo, não conheço. Mas fiquei pensando nessas questões.

    A arte nova parece realmente algo em flash. Mas eu não achei ruim (mas gosto da pixel art original tb). Eu pessoalmente gosto do estilo de arte que lembra flash, dependendo do jogo. Por exemplo, The Binding of Isaac. Eu prefiro mil vezes a arte do jogo original. Ela é muito mais interessante até mesmo pra contribuir pro choque que o jogo cria entre o conteúdo pesado e o infantil, que esse tipo de arte me remete. Já o pixel art que eles adotaram no remaster me pareceu completamente sem propósito e esvaziou isso que eu tinha sentido com a arte do jogo original.

  • Sinto que sou uma das poucas pessoas que curtiu o visual atualizado.

    Na minha cabeça quando penso em DotT, a primeira imagem que me vem na cabeça é essa que o pessoal fala que “parece flash”, “está sem alma” etc, etc…

    Porque eu via DotT quando criança como se fosse um desenho animado, totalmente estilizado, com aquele estilo artístico exagerado de alguns cartoons da Warner. O pixel só estava lá porque não dava pra fazer algo mais nítido no DOS.

    Queria muito ver o jogo em movimento, mas independente de qualquer coisa, vou comprá-lo… e jogar no modo ~suavizado~.

  • Alvaro Sasaki

    Rolou uma preguiça na hora de passar o filtro, daí que eu acho que surge a reclamação da galera. Dá para ver que teve um cara que revisou umas coisas, puxou as pontas de estrelas para que ficassem pontudas (pois o hqx, xsai, super eagle e afins fazem milagres, mas não em 100% dos casos), mas houveram detalhes que voaram direto.

    Na primeira screenshot já dá para ver que nem se preocuparam com assets novos quando se vê os posters na parede, que poderiam ser rabiscados (e ao menos algo legível no do meio), mas são puro filtro em cima da fonte pixelada. E o detalhe do cotovelo do Bernard? A linha some ali. O personagem todo em si tem essa dimensão de gota que é típico de como o algoritmo de filtro trabalha.

    Infelizmente tá bem com cara de game que tá rodando em cima do scummVM+filtro, daí de resto é aguardar se o tal do som remasterizado e esses extras do sistema valem a pena a grana a ser gasta.

  • Thiago Baptista

    Galera, “pixel art” não era “escolha estética” em 1993.

    Era limitação técnica.

    “Pixel art” como estética é algo que nós inventamos bem recentemente.

    ESSA arte “restaurada” que era a intenção original dos criadores. O que estamos vendo aí é o que seria a arte do jogo se a LucasArts tivesse a possibilidade de fazê-la.

    Gostei muito!

  • 1berto

    Filtro? PQP, para de ser um jumento! O jogo era feito em DOS, sabe o que é DOS? O jogo foi refeito, e não portado do DOS, isso SIM é um remaster! Não aquela porcaria que fizeram com o Grim Fandango.