O co-fundador da desenvolvedora Epic Games (de Gears of War), Tim Sweeney, publicou nesta sexta-feira (04) um artigo no jornal britânico The Guardian no qual acusa a Microsoft de ter começado uma iniciativa para monopolizar o desenvolvimento de games no PC.

De acordo com Sweeney, a Universal Windows Platform (UWP) é um “movimento contra toda indústria de PCs – incluindo consumidores (e gamers em particular), desenvolvedores de software como a Epic Games, publicadoras como a EA e Activision, e distribuidores como a Valve e Good Old Games”.

Para o empresário, a UWP obriga os desenvolvedores que quiserem criar dentro da plataforma a ficarem presos a ela, sem poder distribuir seus softwares por outros canais que não sejam ligados diretamente à Windows Store. “Você pode até conseguir burlar esse impedimento cavando dentro da interface do programa se habilitar uma opção chamada ‘side-loading’. Mas como eles desligaram isso por default (ou seja, as opções de fábrica não são favoráveis), a Microsoft está tentando prejudicar injustamente a competição. Colocando de outra forma, isso é um recurso que a Microsoft pode revogar a qualquer momento através de uma atualização obrigatória do Windows 10”, disse Sweeney.

Como a Microsoft está focando na divulgação e propagação de uso da UWP, ela dará diversas vantagens tanto para os consumidores quanto para os desenvolvedores que aderirem a ela. Com isso não é difícil enxergar um futuro no qual a plataforma se torne um padrão para o sistema Windows. “Se e quando isso acontecer, a Microsoft pode simplesmente parar de dar suporte ao sistema Win32 que é o padrão, essencialmente cortando lojas online como GoG, Origin, Battle.net, Steam e o próprio launcher dos jogos da Epic”, contou Sweeney em entrevista ao Polygon.

Já a Microsoft afirmou, em outra matéria do The Guardian, que não interpreta as coisas como Tim Sweeney: “A UWP é um ecossistema completamente aberto, disponível para qualquer desenvolvedor e que pode ser utilizado por qualquer loja. Nós continuamos a realizar melhorias para desenvolvedores como, por exemplo, no update de novembro do Windows 10 no qual permitimos que pessoas habilitem o ‘side-load’ em apps como padrão, sem nenhuma necessidade de grandes programações.”