Aparentemente não é apenas a Microsoft que está interessada em revisões periódicas de seu console. Patrick Klepek, do Kotaku US, relata ter ouvido de fontes que a Sony está trabalhando em uma revisão do hardware do PlayStation 4, provisoriamente sendo chamado de PS4.5, com planos de lançar um aparelho que tenha mais poderio gráfico do que o console atual e a capacidade de rodar jogos a 4K. Isso abriria portas para que jogos que façam uso do PlayStation VR tenham mais poder de processamento, também.

Além de ter confirmado com fontes próprias, outros dois jornalistas do Kotaku US – Jason Schreier e Stephen Totilo – “puderam independentemente verificar a existência desses planos para o hardware com suas próprias fontes no cenário de desenvolvimento”. Junto disso, coincidentemente, Keiza MacDonald, editora-chefe do Kotaku UK, ouviu desenvolvedores falaram sobre o PS4.5 em uma fila na GDC 2016. Eles teriam mencionado justamente o aumento do poder de processamento do console, a capacidade de fazer jogos rodarem em 4K (resolução aproximadamente quatro vezes maior do que a de 1080p, cujo PlayStation 4 consegue soltar apenas para fotos e vídeos) e da relação disso com o PlayStation VR.

Não há informações sobre como essa atualização se daria – se seria possível fazermos um upgrade aos consoles atuais ou se seria preciso comprar um inteiramente novo. Aparentemente a ideia ainda está um pouco longe de chegar à fruição, já que a Sony teria apenas começado a informar os desenvolvedores. Um deles disse ao Kotaku que acredita que o PS4.5 está em uma fase “exploratória”, sem acreditar que o lançamento do novo aparelho pudesse ocorrer neste ano.

Tal qual quando Phil Spencer falou casualmente sobre a atualização de hardware do Xbox One, diversas dúvidas vem à mente. Nós passaremos a ver diferença nos jogos sendo lançados, com alguns quem sabe rodando apenas nas edições mais potentes do hardware? Através de títulos lançados no ano passado, como Fallout 4 e The Witcher 3: Wild Hunt, vimos indícios de que nesta geração os consoles estão ficando mais rapidamente defasados do que anteriormente, com o PC ultrapassando-os velozmente e, tirando exceções como Batman: Arkham Knight, tendo as melhores versões dos jogos.

Historicamente, jogos que necessitam de uma atualização de hardware em consoles ou portáteis para serem rodados não atraem muito a atenção. Vimos isso com vários aparelhos adicionais como o SEGA CD, além de relançamentos como o DSi e o New 3DS que, enquanto tinham um capacidade melhor do que seus predecessores, receberam uma quantidade mínima de títulos que rodavam exclusivamente neles. De forma geral, estúdios buscam desenvolver coisas que possam ser acessadas pela maior parte das pessoas. Ao criar algo que apenas uma parcela específica dos donos daquele hardware têm acesso, sua parcela de mercado cai subitamente. É o motivo pelo qual não vimos tantos jogos exclusivos ao PS Move, Wii Motion Plus ou ao Kinect, por exemplo.

Ao mesmo tempo, nós agora temos indícios de que tanto a Sony quanto a Microsoft estão se movimentando na mesma direção e que, com isso, o paradigma de “gerações de consoles” está para mudar. Quem sabe com isso haja planos específicos para que o impacto dessa alteração seja menos sentido pelo consumidor – como um serviço de atualização em que você envia seu console antigo e recebe o novo, atualizado, por uma quantidade reduzida de dinheiro -, de forma que essa ideia de revisões constantes, como a vista no mundo dos celulares, possa funcionar também no universo dos videogames.