Apesar do sucesso estrondoso de Pokémon Go, as ações da Nintendo caíram 18% entre a última sexta-feira (22) e a manhã desta segunda-feira (25) após a companhia afirmar que o jogo teria um impacto limitado em seu lucro. É a maior queda súbita desde outubro de 1990, quando suas ações despencaram 17,7%, ou 5 mil ienes, o limite máximo permitido.

Aos investidores, a companhia avisou, durante a divulgação de seu último relatório fiscal, na sexta-feira (22), que, por possuir apenas 32% da The Pokémon Company (joint venture entre Nintendo, Game Freak e Creatures), não revisaria sua previsão financeira realizada em abril para seu ano fiscal, que antecipa um valor líquido das vendas de 500 bilhões de ienes (uma queda de 0,9% com relação ao ano fiscal anterior) e um resultado operacional de 45 bilhões de ienes (um aumento de 36,9%).

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Apesar da queda, as ações da Nintendo ainda valem 60% a mais que no período anterior ao lançamento de Pokémon Go, em 6 de julho.

Segundo especialistas, a Nintendo recebe apenas 10% dos lucros de Pokémon Go. Para chegar a este resultado, seria necessário levar em consideração as diversas empresas que fazem parte do bolo: a Niantic, (que desenvolveu Pokémon Go); Game Freak, Creatures e Nintendo, proprietárias da The Pokemon Company, responsável pela publicação do título; e o investimento que ela e a Nintendo realizaram na Niantic. Acima disso, 30% do lucro rendido por Pokémon Go fica com a Apple e o Google, uma vez que o jogo é vendido em suas respectivas lojas digitais.

A Nintendo se beneficia exclusivamente da venda do acessório Pokémon Go Plus (que avisa os jogadores quando eles estão próximos a PokéStops), que ela mesma produz e distribui. O dispositivo chega no final de julho.

Uma imagem compartilhada pelo desenvolvedor Brandon Sheffield no Twitter ajuda a entender quais são as empresas ligadas a Pokémon Go e porque a Nintendo fica com apenas uma parcela dos lucros: