Duas semanas após o início do escândalo envolvendo sites de apostas de skins de Counter Strike: Global Offensive e os YouTubers Trevor “Tmartn” Martin e Tom “Syndicate” Cassel, a Valve finalmente se manifestou.

Em um post no Steam, Erik Johnson, gerente de comunidade da Valve, afirmou que a companhia não possui nenhuma relação com os sites de apostas e que nunca recebeu nenhum lucro por qualquer tipo de transação realizada neles. Segundo ele, “o Steam não possui um sistema que converte itens in-game em moeda do mundo real”.

Johnson explica que os sites de aposta, como o CSGO Lotto, usam a API do Steam de maneira irregular, além de criarem contas automatizadas que atuam como usuários comuns, e ambas as práticas ferem o acordo de uso da companhia. “Vamos começar a enviar notificações a estes sites solicitando que suas operações sejam interrompidas com o Steam e prosseguindo com o caso conforme necessário.”

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Apesar da declaração de Johnson, é possível vender itens dentro do Steam, como cartas ou artigos in-game, por dinheiro real, que permanece na carteira virtual do usuário dentro da plataforma, sendo impossível extraí-lo. Sites não autorizados, contudo, facilitam essa extração, o que tem motivado pessoas a apostarem itens in-game, tais como skins.

O imbróglio começou quando os YouTubers Trevor “Tmartn” Martin e Tom “Syndicate” Cassell foram expostos, promovendo um site de apostas de skins de Counter Strike: Global Offensive, escondendo o fato de que eles eram os responsáveis pelo negócio. Um jogador, então, abriu um processo contra a Valve, acusando-a de permitir o surgimento e expansão de um mercado de apostas online ilegal e lucrar indiretamente com essas transações.

  • rodrigo

    ta certo;..