De tão influente, a série Souls deu origem a uma espécie de subgênero, tal qual Metroid e Castlevania o fizeram durante a década de 1990. Necropolis, Lords of Fallen e The Surge são apenas alguns dos jogos influenciados pela franquia da japonesa From Software. Nessa lista, há pelo menos um jogo brasileiro, prestes a chegar ao Steam: Blade & Bones.

Criado pela Coffee Addict Studio, localizado em Araranguá, município litorâneo de Santa Catarina, a equipe por trás de Blade & Bones é composta por sete integrantes, que se conheceram na Universidade Federal de Santa Catarina. Com a experiência adquirida no laboratório de desenvolvimento de jogos da faculdade, a equipe passou quase dois anos trabalhando em seu primeiro título comercial, previsto para chegar ao Steam no dia 22 de novembro e em breve ao PS4 e Xbox One.

Construído na Unreal Engine 4, Blades & Bones traz uma aventura de mundo aberto e um universo de fantasia sombria — ainda que seus visuais sejam bem coloridos.

Pedi para que Charles Marcolim, game designer e fundador do estúdio, citasse algumas das características únicas que fazem com que Blade & Bones seja mais do que um mero clone de Dark Souls, e ele surgiu com um punhado delas. De todas, o permadeath parece o mais curioso: se o jogador morrer sete vezes, deixando de recuperar um determinado item que é perdido cada vez que ele é derrotado, seu save é apagado para sempre. Ouch.

    • O jogador não possui níveis de evolução. Nosso jogo tem o combate semelhante ao de Dark Souls mas não se enquadra no mesmo gênero. 
    • O jogador pode controlar o ciclo de dia e noite e assim afetar o ambiente, seus inimigos e ele próprio. Certos locais, por exemplo, só são acessíveis no amanhecer por um curto período de tempo. 
    • Nossos estilos de combate alteram a maneira que o jogador se comporta durante a batalha. Alguns estilos são rápidos mas fracos, outros fortes e lentos. O jogador assim escolhe o ritmo que pretende jogar. 
  • “Kuros” são modificações corporais que também influenciam no combate. Um deles torna parte do corpo do personagem feito de pedra, fazendo a vida do jogador aumentar e seu dano também, mas diminuindo sua velocidade.

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    • Há relíquias para interagir com o ambiente. A foice, por exemplo, demonstrada no trailer, além de ser usada como arma, também quebra fragmentos de lua que há muito tempo caíram nesse mundo, liberando áreas escondidas e segredos únicos aos jogadores que as obterem. O mesmo pode ser dito sobre o Segundo Olho, que permite o jogador ver objetos escondidos. Um precipício pode parecer perigoso mas com o Segundo Olhe você pode enxergar um caminho seguro por ele. 
    • Em Dark Souls, sempre existe o perigo de perder um grande número de almas, mas em Blade & Bones, caso o jogador morra sete vezes, seu save game é apagado! Isso é permadeath de verdade, uma opção não desativável do jogo. Vale ressaltar que isso ocorre da seguinte maneira: toda vez que você morre, você perde uma Purity — você começa o jogo com sete delas. Quando uma é perdida, você pode recuperá-la, mas ela não estará necessariamente no local em que você morreu. Elas ficam em locais levemente escondidos, depois de serem retiradas de um corpo. 
    • Não há escudos. 
    • O jogador não aumenta sua vida matando um monstro repetidamente para assim melhorar um status de seu personagem. Ele precisa achar uma árvore que possua um dos antigos frutos, atacá-la e fazer o fruto cair. Encontrar esses frutos é mais difícil do que parece, mas o aumento de vida pode ser de grande ajuda no combate. 
  • Outro ponto a ser notado é que o jogo é estruturado de maneira aberta. Ou seja, você pode atacar qualquer boss do jogo desde o início. Em alguns locais utilizamos conceitos do gênero metroidvania para permitir ou negar o acesso ao jogador. Por exemplo, existe uma árvore muito alta no jogo e, no topo dela, um dos chefes. Para escalá-la, é preciso encontrar equipar um dos Kuros, que mencionei anteriormente.
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Outro recurso que parece único a Blade & Bones, não mencionado por Marcolim, são os sinais usados pela raça do protagonista (que é muda) para se comunicar. Os símbolos representam quatro tipos de abordagem, resultando em diferentes tipos de interação com os habitantes: agressiva, pacífica, duelo e questionador.

Poderemos saber se Blades & Bones irá trilhar seu próprio rumo e se destacar pelos seus próprios méritos a partir de 22 de novembro, quando ele chega ao Steam.

  • paulocesar

    Então, uma coisa que reparei, é que os assets 2d não acompanham muito bem o visual elegante do jogo. Coisas como tipografia, hud e ícones estão bem feinhas. Será que são temporárias?

    Mas o jogo em si parece bem bom, parabéns os conterrâneos catarinenses!

    • rodrigo

      percebi a mesma coisa, não acompanham o estilo visual adotado

  • Guilherme Fabro

    Que legal, Araranguá é aqui perto da minha cidade, vou comprar o jogo para dar apoio ao grupo de certeza. Tomara que seja bom.

  • Anderson Cardoso

    Parece promissor, não pelo fato de ser ‘dark souls’ like mas apoiarei com certeza.

  • Guilherme Gondin

    Não sei se gosto dessa ideia de permadeath, mas se for bem implementado…
    Enfim, quero ver no que vai dar, devo comprar.

  • Guilherme Gondin

    Aliás, alguém sabe se será possível comprar em algum lugar que não a Steam? Estou tendo problemas com a loja nesses últimos tempos.

    • Charles Marcolim

      Steam, GOG, Humble Store(Possivelmente) e nos consoles: PS4, Xone.

      • Guilherme Gondin

        Opa, vai ter no GOG. Agora pego com certeza ^^

  • É um daqueles vídeos em que o narrador parece meio morto…

    Eu gostei bastante da estética. Parece um bom jogo.

  • José Cordeiro

    Pelo vídeo está ficando muito bem acabado, o que é ótimo, porque os indies nacionais já têm um bom nível em jogabilidade 2D, mas tem poucos com exploração 3D e animações tão fluidas.

    A água cell-shaded ficou muito bonita

  • reifison

    Quero jogar,, mas so pra windows fico de fora.. vou ter que esperar ate comprar meu ps4

  • El Luchador

    Bem bacana! Fico feliz que alguém aqui de perto (sou de Joinville) esteja desenvolvendo algo nesse naipe. Parabéns à equipe! Vou conferir, com certeza.

  • Leonardo Coelho

    Vamos considerar o esforço do equipe BR !
    Temos obrigação de dar todo o apoio a esse titulo por ser produção Brasileira!
    Vou comprar ! Pode haver discordância comparados a grandes títulos no mercado internacional, mas todos os grandes produtores começaram da mesma forma… VAMOS COMPRAR ! haha