Indicado na categoria Excelência em Narrativa na edição de 2017 do Independent Games Festival, Ladykiller in a Bind, o novo jogo de Christine Love, desenvolvedora canadense responsável pelo elogiado Analogue: A Hate Story, chegou ao Steam nesta segunda-feira (9), poucos meses após seu lançamento oficial. Sua chegada à plataforma da Valve, em seu formato original, sem cortes e edição, está sendo tratado como uma conquista, dado o histórico da companhia em discretamente evitar a publicação de jogos focados em conteúdo sexual explícito e adulto, especialmente com temas LGBT.

O jogo é uma visual novel erótica sobre BDSM no sexo entre mulheres. Na trama, controlamos uma jovem de 18 anos que se passa pelo irmão gêmeo durante uma viagem repleta de tensão sexual em um cruzeiro. O jogo aborda, por meio de texto, ilustrações e mecânicas de enganação e submissão, temas como consensualidade, crossdressing e dinâmicas de poder no sexo. É também um dos poucos exemplos de jogos eróticos que exploram as nuances e complexidades do comportamento sexual humano, sem a intenção de ser meramente pornográfico.

O trailer abaixo é NSFW

Dito isto, Ladykiller in a Bind é, obviamente, um jogo com conteúdo sexual explícito. Seu lançamento na plataforma aconteceu após uma campanha de pressão do público, que passou a mandar emails para a Valve depois que Henry Faber, presidente de uma companhia que dá suporte a desenvolvedores, apontou que a plataforma publicou Genital Jousting, um party game cômico e bastante explícito sobre penetração anal, mas não Ladykiller in a Bind.

Embora a Valve nunca tenha de fato negado o lançamento de Ladykiller in a Bind, segundo a própria Christine, em entrevista ao Polygon, havia uma indecisão, visto que não existe uma política específica da companhia sobre o tipo de conteúdo que pode ou não estar em um jogo. “Uma vez que consegui o contato, eu pude discutir com a Valve e eles foram extremamente compreensivos e concordaram que não seria apropriado censurar o conteúdo sexual do jogo, e nunca sequer me pediram isso.”

No final de 2016, Ladykiller in a Bind recebeu um patch que passou a permitir o jogador cobrir a nudez das personagens com suéteres natalinos e pular as cenas de sexo, para tornar o jogo mais “palatável” a certos jogadores ou situações.

Uma outra conquista similar foi o lançamento de Radiator 2 no Steam, coletânea gratuita de minigames sobre sexo gay masculino (um deles, aliás, também aborda dinâmicas de poder e consensualidade), que embora seja um pouco menos explícito que Ladykiller in a Bind, é igualmente relevante ao tratar o tema de forma não óbvia ou pornográfica.

Ladykiller in a Bind pode ser adquirido por R$ 50,39, com 10% de desconto até o dia 16 de janeiro.

  • Tais

    Será que tamo mais perto de ver seduce me no steam também? Imagina que loco

  • Gradash

    Na real faz TEMPO que o Steam largou a mão sobre a censura, desde o final de 2015 o Steam já bem aceitando visual novels das mais variadas sem censura, inclusive a primeira foi uma LÉSBICA! Que era sobre duas jogos que morreram e ficaram presas na escola.