Parece que a disputa judicial entre a ZeniMax Media (a companhia proprietária da Bethesda) e a Oculus (de propriedade do Facebook) está chegando ao fim. Depois de dois anos e meio em tribunal, o júri do Texas favoreceu a ZeniMax.

Foi decretado que a Oculus terá que pagar US$ 500 milhões em compensação à ZeniMax Media — US$ 200 milhões por quebra de um acordo de não divulgação, US$ 100 milhões por quebra de direitos autorais, enquanto seus responsáveis, o fundador Palmer Luckey e o CEO Brendan Iribe pagarão US$ 50 e US$ 150 milhões respectivamente, por falta designação. No entanto, contrariando a ZeniMax, o Tribunal inocentou a Oculus da acusação de que ela teria roubado tecnologia da ZeniMax para o desenvolvimento de seu dispositivo de realidade virtual, o Oculus Rift.

Com a absolvição das acusações mais graves, a Oculus poderá continuar comercializando seu dispositivo normalmente.

Em nota, tanto a Oculus quanto a ZeniMax afirmam que vão apelar à justiça. Enquanto a Oculus comemorou a decisão do júri, reforçando, em entrevista ao Polygon, que “os produtos Oculus são criados com tecnologia da Oculus”, a ZeniMax afirmou que deve solicitar uma ordem formal para impedir a venda do Oculus Rift, ao menos temporariamente.

O caso começou quando as companhias trabalhavam juntas, com a ZeniMax oferecendo assistência e tecnologia, com o intuito de promover o Rift. John Carmack (um dos responsáveis por Doom) se envolveu com o projeto e acabou deixando id Software para ingressar na Oculus, onde veio a se tornar o CTO da empresa, ainda que permanecesse ligado à id — o que, segundo a ZeniMax, o permitiu roubar informações.

Apesar do caso ter sido encerrado, se a justiça acatar os pedidos das companhias, novas reviravoltas podem vir à tona.

  • rodrigo

    isso vai ser longo…

  • Guilherme Gondin

    O começo da merda pra Oculus…