Garotinha queria ser a heroína de Ghouls ‘N Ghosts, então seu pai criou um jogo para ela

Fã dos pixels e dos blips e blops das trilhas em chiptune, o game designer Christopher Obritsch busca inspiração nos jogos clássicos de ação e plataforma dos anos 80 e 90. Por alguma razão, sua filha Madelyn adorava vê-lo jogar Ghouls ‘N Ghosts (continuação de Ghosts ‘N Goblins), cujo gigante chefe da primeira fase lhe desperta fascínio — talvez pela mesma razão pela qual eu mesmo, quando criança, era fascinado por ele e sua monstruosa cabeça voadora, que eu adorava desenhar nos cadernos da escola, para desespero dos meus pais.

Certo dia, enquanto ela o assistia enfrentar o monstro pela milionésima vez, ela disse que queria ser a heroína do jogo para poder derrotá-lo. Seu pai sugere criar um jogo para ela. “Mas garotas não podem ser cavaleiros”, ela lamenta, ao que seu pai responde “pfff, qual cor você quer para sua armadura?”.

Cumprindo sua promessa, Chris criou Battle Princess Madelyn, jogo que tem sua própria filha como como protagonista. Além disso, Madelyn ajuda também na direção criativa, com Chris olhando para os desenhos e ideias apresentadas por ela e adaptando-as para o título.

Sem nem mesmo ter sido lançado, Battle Princess Madelyn já é um sucesso. Sua campanha de financiamento coletivo, que termina no dia 14 de abril, já arrecadou quase 200 mil dólares canadenses (algo em torno de R$ 480 mil) — mais de três vezes o valor pedido.

A história do pai que criou um jogo para passar à sua filha a mensagem de que ela poderia ser o que quisesse certamente contribuiu para o sucesso da campanha, mas basta olhar para o título em si, que pode ser baixado gratuitamente em uma versão demo, para notar suas qualidades.

Calcado nas mecânicas e estética de Ghouls ‘N Ghosts, com um visual 2D de encher os olhos, o jogo traz fases com ramificações e áreas que só podem ser acessadas quando certas habilidades forem adquiridas. Assim, através de um mapa, o jogador pode voltar em fases já superadas para buscar o que foi deixado para trás. Além disso, há cenários pacíficos, onde o jogador interage com NPCs e adquire novos itens e melhorias, aos moldes dos títulos da série Wonder Boy (conhecidos aqui como os jogos da Mônica, da década de 1990).

Battle Princess Madelyn está previsto para ser lançado em fevereiro de 2018, para PC, PS4, PS Vita, Xbox One, Wii U e Switch.

Veja também:
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  • Sérgio Sampaio

    Bleeps e Bloops? Alguém aqui estava ouvindo uma playlist do Spotify! kkkk….

  • Bem legal a idéia do jogo.

    • Florencio Picado

      Claro que é legal. O cara pega um clássico, “empodera” e ganha dinheiro.
      Kkkkk

      • Yusuke

        Que porra é essa de empodera? Feminista até aqui PQP

  • Mauro Sókrates

    Tomara que a Crapcom não dê “cease and desist” no nosso herói!

    • Não tem como. O jogo não é remake de GNG, tampouco é plágio. Locomalito fez MALDITA CASTILLA, que segue o mesmo esquema de GNG, mas ambientado na Espanha medieval. O jogo fez um baita sucesso e está aí pra todo mundo baixar a versão PC ou comprar a versão arcade.

      • Mauro Sókrates

        Beleza, fera, mas não precisa engolir não, ok? Menos.

        • Votz, acredito que não o tratei mal, respondi com a cordialidade necessária.

          • Mauro Sókrates

            Mas deixou a impressão pra mim.

  • Gostei de mais. tá ficando soberbo!