Entre o final da década de 80 e começo dos anos 90, Dizzy, um ovinho aventureiro, estrelou diversos jogos para computadores e consoles. Embora os jogos do personagem fossem mais populares em sua terra natal, o Reino Unido, a aclamação em torno da série fez com que ela chegasse por aqui.

No entanto, crianças acostumadas à fórmula de Super Mario World e Sonic encontravam um grande empecilho que dificultava o progresso nos jogos de Dizzy: sua estrutura de mundo aberto e o idioma. Os títulos possuíam elementos de adventures, com uma quantidade considerável de texto e uso de inventário. Assim, era comum que jogadores seduzidos pela promessa de aventura de Dizzy e que não entendiam muito bem o inglês ficassem empacados logo no começo da aventura.

Mystery World DizzyAgora, prestes a completar 30 anos, Dizzy está ganhando um novo jogo, e pela primeira vez com a opção do idioma português brasileiro. Trata-se, na verdade, de um título antigo, que teve seu desenvolvimento cancelado, muito embora estivesse praticamente pronto. Mystery World Dizzy era uma continuação de The Fantastic Adventures of Dizzy e chegaria exclusivamente ao NES entre 1993 e 1994, porém seu lançamento nunca se concretizou.

Mystery World Dizzy teve seu lançamento concluído com a ajuda de Lukasz Kur, um fã da série que também trabalhou com a dupla no lançamento gratuito de Wonderland Dizzy.

Agora, em comemoração ao trigésimo aniversário do ovinho, seus criadores, os irmãos gêmeos Philip e Andrew Oliver, estão lançando gratuitamente o título, que pode ser jogado via navegador ou baixado legalmente na forma de ROM.

O título foi oficialmente traduzido por Marcelo Barbosa, conhecido da cena de “ROM hacking” brasileira e criador do personagem Tcheco e seu jogo Tcheco no Castelo do Sarney. Embora ROMs de jogos do NES traduzidos para o português brasileiro sejam relativamente comuns, essa é possivelmente a primeira vez que um jogo é lançado no nosso idioma de forma oficial para o console.

Uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter será lançada em breve para arrecadar fundos para uma lançamento físico do jogo, que poderá ser jogado no próprio NES.

  • Distribuição LEGAL (e gratuita) de roms…

    Taí uma idéia que já deveria ter vingado há anos!

    Claro, como desenvolvedor, sei que tudo que envolve a produção e distribuição de um jogo tem seus (elevados) custos, principalmente quando tentamos viver disso, o que por si só, já é um empecilho para a produção de novos jogos para velhos sistemas. (sobre isso, leia aqui: http://filosofiashmup.blogspot.com.br/2014/08/novos-jogos-para-velhos-sistemas.html)

    Mas para que a cena melhore, é preciso apenas que alguém dê o primeiro passo!

    Sucesso para o Marcelo Barbosa, foi um esforço hercúleo!