Desenvolvido por uma equipe independente de São Paulo, a Among Giants, e criado quase que inteiramente com o dinheiro de seus próprios bolsos, Distortions está sendo desenvolvido há oito anos. Conforme a equipe foi se aproximando de suas etapas finais de desenvolvimento, um problema ficou evidente: um de seus principais elementos, a protagonista, estava sendo bastante criticada por seu modelo tridimensional de baixa qualidade e animações duras e pouco realistas.

Protagonista recebeu novo modelo 3D e animações

Protagonista recebeu novo modelo 3D e animações melhoradas

Ao final de 2016, a equipe foi uma das vencedoras do edital de games da Spcine, recebendo um investimento de R$ 150 mil. A verba chegou num momento crucial para a Among Giants, permitindo que ela refinasse o que ainda estava mal resolvido, como a protagonista, além de se preparar melhor para o lançamento. “No último mês fizemos grandes melhorias no Distortions”, conta Thiago Girello, diretor criativo do jogo. “Contratamos novas pessoas para a equipe, incluindo um modelador e um animador, que estão trabalhando exclusivamente na Menina.”

Além do novo visual (que você vê no trailer abaixo), o investimento permitiu a equipe preparar uma campanha de divulgação, incluindo três estandes da área indie na Brasil Game Show (BGS), que acontece em outubro.

Em entrevista ao Overloadr, Girello conta que Distortions surgiu como um projeto pessoal, sem nenhuma intenção comercial, e por isso foi sendo desenvolvido nas horas vagas, sem pressa. “O Distortions sempre foi um projeto criado com carinho, que servia com o propósito de manter juntos bons amigos e pessoas talentosas. Sempre foi um projeto leve, com raros momentos de frustração. Não tínhamos a pretensão de terminá-lo. É interessante ver como ele se tornou um recorte de nossas vidas nesses oito anos e perceber como mudamos nossa visão sobre os temas abordados por ele, nossas referências. Tínhamos vidas completamente diferentes, e é legal ver como o resultado de tudo isso ficou tão bacana no jogo final. Sempre foi um processo de criação muito bom e divertido.”

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Descrito por ele como um “psicodrama musical”, o jogo em terceira pessoa segue a jornada de uma violinista em um mundo surreal parado no tempo. Co-existindo paralelamente a este, há uma realidade consumida por tons brancos, que também pode ser acessada pela protagonista. Ao tocar seu instrumento, o que é feito em uma espécie de minigame musical, ela é capaz de manipular fisicamente o cenário ao seu redor. As habilidades também servem para interagir com as criaturas hostis que habitam esse mundo, incluindo um enorme ser gigante.

Embora o título traga suas próprias músicas originais, parte da trilha sonora é licenciada, contando com músicas da banda de pós-rock paulistana Labirinto. Em certo ponto, o jogo teria músicas da aclamada banda escocesa Mogwai, mas “não estava casando muito”, segundo Girello.

Com um novo trailer, já com a nova protagonista, a Among Giants agora busca aprovação do jogo no Steam Greenlight.

  • Guilherme Gondin

    A única coisa que eu me pergunto é: Esses estandes realmente valem o investimento?