Beyond Good and Evil 2 não é mais apenas uma animação em CG bonita. Pouco mais de uma semana após sua revelação na E3 2017, Michel Ancel volta a falar do jogo, desta vez apresentando uma demonstração da tecnologia criada para o título, a engine Voyager. E, de fato, o que há ali é tecnicamente bastante impressionante. Curiosamente, o mais próximo que temos dele hoje é No Man’s Sky.

No jogo, poderemos adquirir veículos aéreos, que por sua vez podem comportar veículos menores, numa espécie de matriosca. Na demo, Ancel mostra sua nave principal, de 400 metros de comprimento, da qual sua nave menor, de apenas 20 metros, é liberada, que por sua vez carrega o personagem controlado por ele, o macaco visto no trailer de anúncio, que não deve ter mais do que um metro e meio. Tudo isso ao lado de uma estátua de Ganesha de 700 metros.

 

Usando recursos da engine, ele afasta a câmera do monumento, rodeado por uma grande cidade, até o ponto em que vemos uma parte inteira da superfície do planeta, rodeado de um segundo planeta ainda maior.

 

Em seguida, ele mostra o poder de manobra e locomoção das naves, capazes de atingir diferentes níveis de velocidade. A nave menor, por exemplo, atinge 1 mil km/h na superfície do planeta, mas quando levado para fora da atmosfera, ele ativa níveis superiores de velocidade, podendo chegar a 100 mil km/h.

 

Quando estamos fora da nave, podemos explorar o espaço aéreo em velocidades menores, usando um jetpack instalado nas costas de nosso personagem.

 

Do outro lado do planeta, ele mostra uma região atingida por meteoros, onde escravos são levados para coletar materiais preciosos, em um esquema criminosos de tráfico humano. Ele mostra o efeito do impacto desses meteoros no planeta: a formação em tempo real de grandes e crescentes anéis na estrutura geológica do planeta.

Esse foco nas diferentes escalas e pontos de vistas mostra o poder da engine Voyager, desenvolvida pela Ubisoft Montpellier, que é capaz de processar tudo de forma contínua, sem telas de carregamento, mesmo quando, no controle da nave, deixamos a atmosfera do planeta e vamos para o espaço — bem como em No Man’s Sky.

Ainda é cedo para saber o que será de fato Beyond Good and Evil 2, mas a demonstração já nos dá uma noção de como iremos nos locomover em seu(s) mundo(s).