A bem da verdade é que passamos mais tempo falando sobre culinária e a possibilidade de teletransportar matéria fecal para fora do corpo do que de qualquer outra coisa neste episódio…

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Participantes:

Heitor De Paola
Henrique Sampaio
Caio Teixeira

Assuntos abordados:

22m – Disco: +-, do Mew
40m – Filme: A Pequena Loja de Horrores
50m – Anime: Fate/Zero
1h09m – Filme: Chef
1h17m – Emails

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  • JP Martins

    A Pequena Loja de Horrores is my shit <3
    se alguem falar mal eu vou tocar fogo nesse podcast

  • Aurélio Dantas

    Fate/Zero é um spin-off de uma franquia gigantesca chamada Fate, que tem como origem uma eroge (jogo erótico japonês) chamado Fate/Stay Night lançado em 2004 e tem um universo gigantesco com livros, jogos tradicionais, filmes, animes e etc…. Fate/Zero é originalmente um livro que é uma prequela à obra original Fate/Stay Night, se passando 10 anos antes, e aí algumas coisas passam a fazer mais sentido, porque ao contrário do que George Lucas fez com o seu universo, aqui as coisas são totalmente coesas no a obra original, por exemplo, o Teixeira fala que é muito “estranho” o protagonista da série Emiya Kiritsugu não se relacionar com a Rainha Arturia, sendo que ele é o Mestre dela, isso acontece porque em Fate/Stay Night é dito que Emiya só falou com Rainha Arturia três vezes o que é mantido a risca na prequela que o Teixeira está assistindo.

    Entretanto, assistir ou não a obra original não é um requerimento para assistir a prequela, já que ela funciona muito bem sozinha com os personagens e as suas tramas que são muito bem amarradas e cheias de viradas ao longo da história, só não é uma obra fácil de digerir e por isso tem que estar atento a tudo que acontece e o que é explicado e ela não tenta ser nenhum pouco expositiva, por isso algumas coisas parecem “asspull”.

    Por exemplo, uma das partes confusas que o Teixeira citou, toda a trama do casal Kayneth e da sua noiva Sola, é toda uma grande recontagem ao mito do servo que é invocado por eles, Diarmud Ua Duibhne, mas em nenhum momento algum personagem irá retratar isso de forma expositiva, se você se atentar a narrativa, você consegue entender muito bem o que está acontecendo, do contrário tudo irá parecer muito confuso.

    Fica aqui a minha recomendação de Fate/Zero para todo mundo, é uma das poucas séries que eu gosto de recomendar para quem não tem interesse ou pouco interesse em animes e sempre recebo um feedback positivo dos meus colegas e amigos

    • Após a gravação eu assisti mais e algumas coisas ficaram bem mais claras. Mas acho que o problema de roteiro permanece para mim por vários motivos: não entender japonês faz com que eu perca nuances que a tradução pode deixar escapar, isso escalona para os exageros das “japonesices” transformando cada coisa pequena em algo grandioso e isso só confunde ainda mais as coisas.

      Por exemplo: acabei de passar pelo episódio que parece estar indicando um final em breve, no qual o Santo Graal já apareceu. Mas tá uma zona gigante com a “mulher” do Emiya e toda a ideia metafísica do que ela é e como o Graal se materializa – nem vou entrar na questão até então falsa moralista dos motivos do Emiya atrás do Graal. Além disso acabou de rolar a batalha entre o Cavaleiro e o Arqueiro – cena bonita e emocionante -, mas a porra do Arqueiro ignora completamente o seu Mestre em apuros, sendo que o Arqueiro é o Servo que menos respeita o “código de honra dos combatentes”, logo o personagem trai sua própria índole em prol de um roteiro meio capenga e que apela constantemente para Deus Ex Machina igual Metal Gear.

      E eu acho que esse último ponto é a coisa que mais me incomoda: a história o tempo todo precisa pedir arrego a quebras de regras que ela mesmo impôs já que não consegue manter uma unidade durante os episódios. O que eu vejo não são reviravoltas, mas sim uma incapacidade de manter linearidade e se ater às regras do universo criado, tudo em troca de um sentimentalismo que beira o infantil.

      • Grillo

        Então Teixeira, o Gilgamesh, o Arqueiro, desde o começo deixa bem claro que ele não está “servindo” ninguém, mas sim fazendo um favor para um súdito dele. Ele é o ser mais arrogante que você vai encontrar em todo o anime (quiçá em todos os animes), por isso ele pouco se importa com as obrigações Mestre-Servo. Ele se considera o rei do mundo, tanto que ele deseja o Graal não pra realizar qualquer desejo, mas porque ele acredita que todos os tesouros do mundo pertencem à ele, afinal, o mundo em si é o “jardim” dele, como ele fala em algum momento.

        A parte da mulher do Emiya é realmente confusa e eu precisei ler na wikia pra entender, então não tiro seu ponto nisso.

        Acho que é um roteiro sim com muitos buracos mas de nem de longe tem algo que beira o infantil. Acho o sentimentalismo importante para o anime não virar uma guerra fria com personagens bidimensionais que só tem cenas de luta.

        • Exato, Gilgamesh é um fdp. E se ele já considera todos os tesouros do mundo como seus não faz nem sentido ele lutar, a não ser que um Mestre use um comando. Mas lá vai ele, lutar muitas vezes sem nem esperar o Mestre pedir. E tá bom, ele é o Rei dos Reis e quer manter sua majestade – mesmo deixando claro o tempo todo que ele considera seu título divino e incontestável, logo, nem faz sentido ir atrás de qualquer tipo de aprovação de fora -, e também quer o Graal (mesmo já sendo dele), a única forma de obtê-lo é com a ajuda de seu Mestre, já que se o Mestre morrer ele tem de esperar outro Mestre, o que pode colocar tudo a perder… Ou seja: ou ele é um estúpido ou o anime não segue o próprio perfil traçado pelo personagem.

          Animes de heróis apelam para o lado infantil em sua maioria, sim, to ligado que não são todos, mas a maioria o são. É tipo desenho ocidental: maioria é para um público infantil. Isso não é uma ofensa para quem gosta, é uma constatação de fato e que implica a narrativa da coisa. Isto posto, não falei que o anime em si é infantil (apesar de achar que é sim), meu argumento foi sobre o “sentimentalismo que beira o infantil”. Pra mim, esse sentimentalismo que você considera dar mais cor a personagens bidimensionais não existe. O drama é raso e as lágrimas sofridas de forçadas. Talvez a única cena realmente tocante é do Cavaleiro e seu Mestre na luta contra o Arqueiro. Tirando isso, qualquer traço tocante não existe e é mal representado – pelo menos até onde assisti.

          E a única dinâmica que achei maneira era entre o Feiticeiro e o seu Mestre… Dupla mais rápida de acabar. E o assassino é um babaca. Digo, o mestre dele.

          • Grillo

            Não curtiu nem a forma como derrotam o Lanceiro e o mestre dele?

          • Foi maneiro sim, mas cagou possivelmente a melhor luta de todas.

            Tipo o Arqueiro puxar aquela espada boladona e acabar com o ataque do Cavaleiro com uma balançadinha… Tipo, PRAQ? Puta pressa de resolver dilemas, mas demora PRACARALHO na construção dos mesmos.

            Aí o que os caras fazem? A batalha mais chata de todas (Feiticeiro Monstrão) leva quase três episódios para acabar. Não faz sentido, saca?

            Nem vou falar do Cavaleiro LIMPANDO a legião de assassinos com um só golpe… Sério, esse anime tem potencial e caga sempre que pode.

          • Grillo

            Hahaha também achei que cagou, puta babaca esse Emiya.

            Eu nem vi ouvi o podcast ainda, mas tu não achou essa história maneira pra um jogo de videogame mesmo? Uma espécie de Action RPG e tals, eu acho que tem um mega potencial pra ser um jogo maneiro.

          • Tudo pode virar um jogo maneiro, mas Fate/Zero me parece muito com Persona e Persona já é bom. Então sei lá…

          • Lucas Pinheiro

            teixeira tu ta vindo a nova serie do fate/stay night – unlimited blade works 2014/2015

          • Leal

            Acho que se ele não gostar de Fate/Zero não deveria ver outro Fate, pois considero Fate/Zero superior e mais maduro que o resto da série.

            Fate/Stay Night tem muitos adolescentes e personagens não muito desenvolvidos, o que não me agrada muito (na verdade não gosto muito de shonen). A não ser que ele queira ver pelas cenas de ação que são bem feitas.

      • Aurélio Dantas

        A confusão não vem somente da parte do idioma, mas também na bagagem cultural para se entender toda série, por exemplo, as ações de Conjurador não fazem sentido inicialmente, mas conhecendo em quem o personagem Barba Azul, o qual ele se intitula, foi inspirado e quem realmente essa pessoa foi, tudo é claro e sua louca devoção pela Rainha Arthuria faz sentido, assim sendo muito fiel a figura histórica que ele é baseado e isso se aplica a várias outras subtramas da série, novamente um dos pontos altos da animação.

        Quanto as quebras de regras, não encaro como um defeito, é um elemento narrativo que está sendo colocado ali desde do início e série já te prepara desde o primeiro episódio mostrando que tudo é falso nessa história, as regras impostas são tão falsas quanto o Santo Graal que os magos acreditam estar lutando por e toda essa mentira é um dos temas principais da própria franquia Fate/, a obra original que é baseada também segue essa mesma temática e até mesmo o protagonista é chamado de “Faker”.

        O motivo de Gilgamesh desejar o Graal é deixado muito claro na série, ele não possuí desejo algum e como ele mesmo diz, o artefato já lhe pertence e por já lhe pertencer que ele não irá tolerar que pessoa alguma roube algum dos seus tesouros e por isso ele participa da guerra, apesar de sua arrogância ele “respeita” os heróis que considera dignos, por exemplo, após presenciar o Mármore de Realidade do Cavaleiro, Gilgamesh se impressiona e diz que ele será o responsável pela morte do Cavaleiro.

        Discordo da bidimensionalidade dos personagens, o único que é retratado dessa maneira é o Mestre do Conjurador, que é apenas um psicopata insano, todos os personagens são desenvolvidos durante a trama, alguns mais, outros menos e fogem de serem meros esteriótipos, a série passa longe de infantilidade, muitos dizem que por exemplo, Bruce Wayne, é um personagem sombrio por presenciado a morte dos pais e que esse é um grande drama do personagem, o que dizer de um personagem que se vê em uma situação em que é obrigado a matar o próprio pai?

        Outro detalhe bacana, é que a animação do estúdio ufotable é muito superior as tradicionais animações japonesas para TV, a série teve um investimento pesado nessa parte e durante a série têm várias cenas que são um deleite visual.

        • Continuo a discordar dos pontos que levantou. Primeiro que a série se baseia apenas em fatos extremamente específicos da história “real” e descarta vários outros, por exemplo a própria Rainha Arthuria: não há nenhum registro histórico que indica que ela era, de fato, “ela”. Tampouco que Alexandre, O Grande era alto, grande e ruivo (sem falar que a série desconsidera completamente a homossexualidade do personagem histórico). Ou seja, não é bagagem cultural que falta, é explicação mesmo. Se eu percebo que vários personagens estão sendo alterados, eu não me preocupo mais com a origem real de cada um, afinal, a série me mostrou que ela não segue eles.

          Exato, quebrar as regras do universo definido em prol da narrativa é o elemento de Deus Ex Machina que não me agrada. Não acho um erro, acho preguiçoso.

          Você tem razão quanto a Gilgamesh,mas ainda é um personagem que não me agrada.

          Bom, temos uma leitura bem diferente sobre bidimensionalidade dos personagens: o Mestre do Cavaleiro é só mais uma criança que quer mostrar o seu valor, o Mestre de Arthuria tem o sonho mais pueril e falso moralista do mundo de “paz na Terra” quando ele mesmo mata centenas, o Assassino é um mercenário que recebe o motivo real da busca pelo Graal de maneira preguiçosa e nada real (dão um tom metafísico de “busca da pergunta que dará o sentido da busca em si” só para parecer profundo). Já o único interessante é o Psicopata e sua devoção ao mal contrapondo a criação de Deus, mas que, objetivamente, é a própria criação de Deus, já que sem o caos não existe a Criação, e o seu amor é comparável a um Santo demoníaco. Ele mata para mostrar a glória de Deus. Ele é e o Gilles são os únicos personagens profundos.

          Colocar um personagem para matar o próprio pai sem nenhuma construção da relação entre os dois, ou mesmo sem mostrar que existia de fato algum afeto entre os dois (e mostrando de onde vem o drama do combate) é, novamente, um artifício barato para tentar dar profundidade onde não existe.

          E sim, concordo que a série é linda, mas todo o resto é uma zona.

          • Aurélio Dantas

            É muito complicado tratar de precisão histórica, mas é inegável que várias licenças poéticas são tomadas por ser uma obra de ficção e muitos dos mitos tem diversas versões como o do próprio autor, quanto a Rainha Arthuria ser uma mulher é uma licença poética que é tomada na série por vários motivos que podem ser discutidos a parte e concordo com a falta de coerência nesse aspecto, mas aqui vemos todos os elementos mais comuns da narrativa do mito Arthuriano: seu martírio pela Britânia, sua relação com o Sir Lancelot e sua nobre virtude, e eu particularmente não conheço a aparência de Iskander, mas deve estar muito mais próxima do Cavaleiro de /Zero do que a cara do Colin Farell (Quanto a sexualidade dele não é algo dito na série, mas tem muita gente que enxerga altas tensões sexuais entre ele e seu mestre), do resto e pelo meu conhecimento história de uma pessoa leiga e não graduada na área e por uma discussão que tive com uma colega minha que é professora de história quanto a serie, todos os mitos que são retratados na série estão com uma precisão histórica muito maior do que vários filmes de Hollywood.

            Um personagem bidimensionais ao meu ver, é aquele que é construído dentro de um arquétipo e não sei desse quadrado pré-moldado, sem desenvolvimento durante a narrativa, o que não acontece por exemplo com Waver, que começa a série sendo mais um adolescente babaca e ao decorrer da mesma com a influência do Cavaleiro acaba crescendo e amadurecendo como personagem, sendo muito mais digno do respeito do espectador no fim da série.

            E veja bem, Kiritsugu é intencionalmente retratado como um personagem tolo ao decorrer da série, até para ser criado um paralelo com a Rainha Arthuria que é tão tola quanto ele e isso não é um defeito, faz parte da série e esse próprio falso moralista é jogado na cara dele pelo Graal, mas todo o caminho que ele percorreu para se tornar a pessoa que é narrada ao longo da animação e você compreende como alguém tolo que é, conseguiu se tornar quem ele ainda é hoje, mas ainda é um personagem tridimensional, humano, demonstrada pela a sua relação com sua esposa e filha.

            Outro ponto que gostaria de levantar é que o escritor original da obra é Urobuchi Gen, que começou a sua carreira na indústria dos “videogames”, um dos seus trabalhos mais famosos é a visual novel “Saya no Uta”, que foi lançada poucos anos atrás no ocidente e recebeu boas reviews de alguns sites de joguinhos como o Kotaku, para quem se interessa pelo gênero vale a pena conferir.

  • Gabriel PS

    Aposto que, numa sociedade onde o teletransportador de cocô é realidade existiria todo um novo tipo de cerimônia matrimonial em que o selamento da relação amorosa seria a troca cocôs. Os casais teletransportariam seu dejeto um pra barriga do outro. E assim, só sentindo um pedacinho do amado dentro do seu interior o matrimônio poderia ser consumado.

    Amém.

  • Thiago Nunes

    A única música do Mew que eu conhecia é a “Am I Wry? No”, que tocou no final do podcast, porque eu tinha um amigo que me provia com música indiezinha aleatória pelo msn. Nunca fui atrás de mais nada, acho que vou na indicação do Rique.

  • rrryot

    so pra informe, bee and puppycat foi feito pela natasha allegri, q tb criou a fiona e cake… ja steven universe foi feito pela rebeca sugar… ambas trabalharam em adventure time… a rebeca sugar inclusive foi compositora de varias da musiquinha q tocam la

  • Fernando Henrique Rosa

    Quando falaram sobre o teletransportador de cocô, lembrei do filme “A Inveja Mata” (http://www.imdb.com/title/tt0326856/).

    O desenho do ônibus escolar é o “The Magic School Bus”. Tem no Netflix.
    Inclusive, parece que eles estão produzindo uma nova temporada.

  • “O Átomo é a menor coisa que existe”… e eu digo: sai do século XIX, Henrique 😀

    • ao inves de so encher o saco vc deveria ensinar qual é a menor parte… seria o quark atualmente?

  • Antonio Carlos Bleck Bento

    cara eu adoro a pequena loja de horrores e não fazia ideia desse final, valeu Heitor o meu mundo é um lugar mais belo agora que eu vi isso 😀
    By the way esses 12 minutos foram melhores do que o ultimo filme do godzilla inteiro.. só dizendo

  • Fabiano

    no fim do cast já tava querendo vomitar, pqp.

  • Vim aqui pra comentar sobre o Fate e sobre Steven Universe, mas o Aurélio já falou sobre o primeiro, então vou falar só sobre o segundo.

    A pessoa que veio de Adventure Time é Rebecca Sugar. Ela trabalhava como escritora, storyboarder, desenhista e compositora e saiu para fazer Steven Universe sendo assim a primeira criadora mulher de um desenho da rede (Cartoon Network).

    Se você se interessou por Steven Universe, NÃO OUÇA a música que o Heitor recomendou. Ela é a música do último espisódio da primeira temporada e, logo nos dois primeiros 2 segundos tem spoilers MACIÇOS sobre a temporada inteira. O show tem muito foreshadowing e aquela música é a culminação de muita coisa que vem sendo mostrada na série, tanto da personagem que ele citou, quanto da trama e do mundo que eles habitam. Se você quer ouvir alguma coisa pra pegarr o felling da série, ouça músicas que não tem tanto conteúdo importante assim, mas que também são incrívelmente boas. Recomendo Giant Woman ou Strong in a real way. Acho que só ouvir essa música no final, contribui muito pra experiência da série e você perde um pouquinho disso. Se você não liga pra spoilers e nem coisa do tipo, então fique a vontade. A música que ele falou é Stronger Than You e é sobre a personagem Garnet e realmente é uma coisa incrível de se escutar, tanto pelo conteúdo quanto pela cantora, que também dubla a personagem, que tem uma voz incrível.

    Vou falar um pouco sobre essa música e sobre como é importante. Se você se interessou, recomendo que não leia. Se você já viu, mas não entendeu muito bem, também recomendo que você não leia. Se você já viu, ou se simplesmente não liga pra essas coisas, então leia a vontade. Okay?

    SPOILERS DE STEVEN UNIVERSE

    A música trata da personagem Garnet, que é a líder das Crystal Gems, o grupo que defende a terra das ameaças de outras Gems. Ela não é lider atoa. Ela é bem mais forte que os outros integrantes do grupo e também possui mais habilidades. Nesse episódio é revelado que ela é uma fusão. Duas gems podem se juntar pra virar uma outra gem mais poderosa, e isso sempre tem uma conotação bem sexual que é feita de propósito na série. Manter uma fusão não é fácil, todas as outras vezes que vemos alguma fusão, ao encontrar qualquer desestabilidade, as gems simplesmente se desfundem voltando a suas formas originais. A Gernet é diferente. Desde que nós conhecemos ela, ela esta fundida e não aparece em nenhum momento nenhuma dessa desestabilidade que acontece com as outras fusões. Isso acontece por que as outras duas gems que formam ela, decidirem estar juntas pra sempre por se amarem demais. São duas personagens que se indentificam como mulheres, que decidiram ficar fundidas pra sempre e conseguem fazer isso sem problemas. Quando o Steven encontra elas separadas, que ele também não sabia que era uma fusão, apesar de ter sido criado pelas crystal gems, fica claro que elas nem conseguem viver mais separadas direito e seu único desejo é se unir novamente.

    A música, Stronger than You não é sobre a personagem se aceitando já que ela já se aceitou faz muito tempo. O que acontece é elas se juntando novamente para enfrentar um inimigo que as despreza por elas serem o que são. Jasper, a personagem com quem elas estão lutando, vê a fusão só como um artifício inventado para “Fazer gems fracas mais fortes” e esse desprezo fazendo paralelos bem próximos com a vida real. A música conta de que como independente do que Jasper ache, as duas estão juntas e por estarem juntas são muito mais fortes do que poderiam ser separadas. A letra remete de como Garnet é um relacionamento saudável e de como isso faz com que ela consiga enfrentar desafios muito maiores do que suas duas partes poderiam sozinhas. É um casal de mulheres, num show infantil que passa no Cartoon Network e numa posição de poder enorme. É simplesmente… Lindo… Bem, pelo menos eu achei.

    E isso é só uma das facetas do último episódio. Não vou falar do resto para não me delongar. Hehe.

    Desculpe pelo textão, mas era muita coisa que queria falar. Se você leu até aqui, muito obrigado! Toma aqui de recompensa esse link que tem, praticamente, todas as músicas da série, inclusive trilhas sonoras dos episódios que são compostas por uma dupla de artistas sensacionais.

    https://soundcloud.com/aivisura

    • luizpaulosantoscruz

      Eu ia falar coisas sobre o négocio do Steven Universe e tal, mas obrigado por já fazer!

      O casalzinho fofo também faz músicas com gameboys, certo?

      • Não sei ao certo se eles fazem necessariamente com gameboys, já que eles podem usar softwares pra emular o som, mas boa parte das músicas deles são chiptune, que soam como músicas de video games 8 ou 16bits, que podem ou não ser produzidos com os mesmo…

  • PedroPBO

    Você não está sozinho, Teixeira, comer toddy puro quando você PRECISA de algo doce e não tem nada em casa acontece com os melhores de nós.

  • Pedro Aragão

    Teixeira, você assistiu o anime errado do Netflix, assista Zankyo no Terror (Terror in Resonance). A trama é muito boa e os personagens são bem cativantes.

  • Evilasio Costa Junior

    Bom dia! Boa tarde! E Boa noite!

    Tudo bom?

    É muito interessante ver vocês falando de anime, porque é muito diferente de como uma pessoa que conhece mais sobre animes fala. É como ver “pessoas comuns” falando sobre filmes de heróis no cinema, ou pessoas que não jogam video-game falando de um jogo que começou a jogar aleatoriamente. Não é ruim, é só diferente.

    Sobre Fate/Zero, apenas vale ressaltar que ele é um pequel (que vem de uma série de livros) de uma franquia multimídia chamada Fate/, cuja primeira série é Fate/Stay night. Originalmente a franquia vem de jogos visual novels.

    É muito estranho para mim falarem que esse anime que é complicado, pois esse anime para mim é bem simples desde o começo, provavelmente porque eu já conhecia Fate/Stay Night. Não lembro agora o nome do Mago que você falou por exemplo, mas ele persegue a Saber (Arthura como você diz), porque ele a confunde com a Joana D’Arc, aliás muita gente confunde isso antes de saber que ela é o Rei Arthur e em Fate Stay Night isso só é revelado na metade da série.

    Todos os heróis são meio baseados em figuras heróicas reais sim, considerando que Rei Arthur e Lancelot realmente existiram (Não é certeza absoluta). Apenas para destacar, Gilgamesh foi um rei Sumério.

    Por fim, na moral é muito interessante ver suas visões sobre animes, mas é bem preconceituoso mesmo. É mais interessante lhes ver falando sobre outros produtos de cultura pop.

    Até mais,
    Evilasio Junior

  • OfudouMyou

    hey, alguém sabe o nome da música que toca no final? post velho, será que alguém vê? não achei no soundhound….