Entre marchinhas de carnaval e Super Bowl, arranjamos um tempo para falar dos maiores lançamentos dos últimos dias e ainda aprofundar a discussão em um papo sobre a capacidade dos videogames em transmitir mensagens potencialmente polarizantes.

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Participantes:

Caio Teixeira
Heitor de Paola
Henrique Sampaio

Assuntos abordados:

8m – Firewatch
23m – XCOM 2
44m – Gravity Rush Remastered
59m – Sega
1h04m – Rapidinhas
1h16m – Tema: jogos e o argumento do autor
1h57m – Emails

Música de Encerramento: Run The Jewels – Early feat. BOOTS

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  • Guilherme Gondin

    Tava o dia todo esperando, agora vou ouvir o/

  • Lukas Tavares

    Quem não quiser um spoiler de Firewatch, acho melhor pular essa parte…

    • Henrique Tavares

      vlw pelo aviso

    • Gabriel.psd

      Já estava pensando em pular, mas obrigado por avisar.

    • Ian [Wazeh] Ribeiro

      Cavaquinho.

  • Gabriel

    Muito boa a parte do teixeira sobre firewatch, me deu mais vontade de jogar.

  • Então, sobre engines: A um tempo venho brincando com a Unreal, tenho um background de arquitetura e quero usar pra isso. Tentei brincar com Unity e é muito fácil de usar, porém requer que você aprenda um básico de programação, em algum momento. Graficamente ela é relativamente inferior. Quanto a Unreal que possui um sistema de “nós” para criar a programação e as funções. É intuitivo e simples e facilita pro artista ou game designer criar pequenos sistemas sem a necessidade de um programador do lado. Fora a capacidade para criar ambientes super realistas ( que me interessam, ex. aqui:https://www.youtube.com/watch?v=joS3MikYAsk (estudio BR super competente)). Não sei como a Amazon vai criar uma comunidade de desenvolvedores e entusiastas, que a Epic e o pessoal da Unity tem. Vamos ver no que vai dar, ais competição melhora tudo. Se não me engano ela é meio baseada na CryEngine, não sei o que isso significa para os devs mesmo. IMO
    😛

    • FHC

      A Unreal 4 trouxe uma nova oportunidade incrível. Eu que sou freelancer, estou pensando em fazer serviços de arquitetura e decoração que ficaram muito mais fáceis por que agora ambiente com navegação 3D estão bem mais fotorealistas. É um mercado inexplorado e promissor.

  • Adorei o Run The Jewels no fim do episódio e obrigado por responderem o e-mail. Vou participar destes eventos que vocês mencionaram.
    O nome do meu projeto é LOQvST.com e no Soundcloud tem a trilha do jogo (Atmosflares)

  • Rodrigo Pillotto

    Segundo o glorioso yahoo respostas:

    A Páscoa é um feriado móvel que serve de referência para outras datas. É calculado como sendo o primeiro domingo após a lua cheia seguinte à entrada do equinócio de outono no hemisfério sul ou o equinócio de primavera no hemisfério norte, podendo ocorrer entre 22 de Março e 25 de Abril.

    Terça-feira de Carnaval – quarenta e sete dias antes da Páscoa
    Quaresma – Inicia na Quarta-feira de cinzas e termina no Domingo de Ramos (uma semana antes da Páscoa)
    Sexta-feira Santa – a sexta-feira imediatamente anterior a Páscoa

    • Como na quarta feira de cinzas inicia a quaresma, que é de penitência e abstinência de carne, a galera resolve fazer festa um dia antes. O Carnaval, festa da carne, que hj em dia pode ter mais de um sentido. hehe 😛

    • Só complementando, na prática, principalmente quando falamos de computadores, o que é feito na real é a aplicação de uma fórmula matemática que chega a esse resultado, mas sem levar em consideração questões astronômicas diretamente. A partir disso, todos os outros feriados móveis são calculados.

  • Daniel

    Games e a realidade.

    Sobre algo que o Teixeira disse aos 01:49:00, e extrapolando “um tiquim”, muita gente esquece do quanto os jogos, filmes, livros, distorcem a realidade de forma conveniente aos propósitos do autor. Geralmente mais direcionado pela experiência que quer causar, do que pela realidade que retrata.

    Certa vez o Sushi (do jogabilida.de, gosto muito deles) comentou que esperava que, em um futuro pós-apocalíptico, as pessoas se unissem, criassem uma comunidade, tipo com um lider (talvez várias comunidades) e não se espalhariam, diferentemente do que se vê nos games (e outras mídias). Bem, a opinião dele foi descartada através de várias “evidencias” em filmes, livros, etc. Disseram que ele estava sendo otimista demais, e o que ele disse virou uma piada recorrente, a “vila do Sushi”. Tipo, não criaram absolutamente nenhum paralelo coma realidade e se deram por satisfeitos.

    Ignoraram completamente o que recorrentemente acontece na história humana, que povos antigos, mesmo sem uma terra criaram laços, mantiveram suas tradições ao longo dos séculos. Como se fosse mais provável nos tornarmos todos nômades solitários lutando pela sobrevivência, do que retornarmos à Idade Média.

    Quando gente mais inteligente e culta do que eu se deixa levar dessa forma, pelo espelho distorcido produzido pelas diversas mídias que consumimos, eu fico preocupado.

    • Daniel

      Caramba (desculpem o flood), continuei ouvindo e o Heitor comentou exatamente o ponto que eu queria. Depois do atentando (11 de setembro) o cenário era de pessoas se ajudando. Tipo, contra tudo que geralmente é mostrado, um cenário que as pessoas julgariam pouco provável, caso não tivessem visto. Mas a indústria do entretenimento ignora isso, os fatos, e é dessa forma que a ideia de “Vila do Sushi”, que é a regra, é tratada como uma exceção absurda e demasiado otimista. É osso.

  • Daniel

    Sobre quadrinhos e entretenimento.

    Ainda existem grupos que acreditam que quadrinhos deveriam ser só entretenimento, sem se envolver em questões políticas, que odeiam a ideia de representatividade e tal. Obviamente não vou lincá-los aqui.

    E falando de representatividade queria indicar uma hq. Ciranda da Solidão, do autor Mário Cesar (tem a versão física e tb digital pra leitura online lá na Social Comics), trata de vários relacionamentos homossexuais de forma bem natural, e é uma indicação não só pro Henrique, mas também pra qualquer um que goste de quadrinhos e de histórias bem desenhadas e escritas, com uma boa narrativa. E como brinde tem um clone do Caio Texeira, ou é ele mesmo, fiquei na dúvida.

  • Diego Miranda

    Sem querer ser o chato das correções, mas já sendo… a história do XCOM 2 continua a partir da cutscene de game over do XCOM EU/EW. O Enemy Within, apesar de ser uma expansão FOD* PARA CARALH*, não adicionou nada a história principal do jogo, apenas novas mecânicas e missões secundárias. Segue a cutscene, vale a pena pra entrar no mundinho heheheh:

    https://www.youtube.com/watch?v=BNXGktfGm1Q

  • PauloHDSousa

    Eu comprei o PS VITA só para jogar Gravity Rush… é o melhor jogo do console até o momento. Só uma dúvida, por que no MotherChip #70 vocês colocaram a imagem da Kat? Não lembro de ter falado nada do jogo

  • Sobre jogos que incomodam eu vou falar de monster hunter. É uma das minhas séries preferidas, eu simplesmente amo mas se você parar pra pensar um pouquinho vai ver que ta tudo errado.

    Os monstros são basicamente animais grandões e, pasmem, a maior parte do tempo eles tão só fazendo coisas que animais fazem. Vivendo a vida dele e brigando por território. Certo, tem alguns casos em que eles realmente colocam em risco a vida das pessoas mas boa parte das missões são só “esse animal lendário milenar super raro apareceu. vai lá, mata e transforma ele numa roupinha colorida.” Eu vou falar principalmente do Lao Shan Lung que acho que é o principal caso de quão absurdo é a lógica desse mundo.

    O tal do Lao Shan é um dragão ancião, que é uma classe genérica aonde eles colocam todos os dragões que eles não sabem direito qualé mas que são muito fortes e muito raros tanto que ninguém conseguiu estudar eles direito pra classificar. Ele é grande, ele é gigantesco. Acho que é o maior monstro do monster hunter. A descrição diz que eles vivem embaixo de montanhas aonde eles absorvem os minerais e vão crescendo indefinidamente, então você imagina quanto tempo de vida tem um bixo pra ficar do tamanho que aparece no jogo.

    A missão que você enfrenta ele, você passa por varias telas até ele chegar no forte que você está defendendo, um forte que foi construído pra impedir ele de passar (ou seja, já teve outros). Durante toda a luta ele basicamente só anda em direção do forte. Os únicos golpes que ele dá é contra a estrutura do forte. Ele não ta nem ai pros humanos na real… Mas ta lá você marretando a barriga dele.

    Mas sabe o motivo de ele ta querendo passar? Ele tomou um susto de um outro dragão (um dos poucos true filho da puta) e ta fugindo e os humanos construíram uma bosta de um forte no caminho e então ele não tem outra opção a não ser tentar passar por cima dele.

    Ai você vai e mata uma criatura milenar, gigantesca, que ta desesperadamente tentando escapar de um predador pra defender um forte que foi feito só pra não deixar ele passar (afinal é bem melhor matar criaturas milenares do que simplesmente não ficar no caminho delas, né?) pra você fazer umas armas e umas roupinhas que sinceramente não são nem lá grande coisa…

    E isso que eu não vou nem falar dos felynes que são gatinhos sentientes que são basicamente escravos…

  • Manoel Ricardo

    quando vocês estavam falando desses jogos violentos que incentivam você matar apenas pelo prazer de matar, e que é uma tendência recorrente nos jogos de hoje (glorificar você ser um assassino, como o caso de uncharted ou tomb raider), lembrei de metal gear solid v. acho muito importante pensar que, um jogo triplo A e de grande influência pra história do videogame, seja um jogo que te incentiva a NÃO matar pessoas. claro que você tem a opção de matar, mas existe muitas desvantagens nisso: seu chifre cresce, começa aparecer sangue no seu rosto que não sai mais e, o mais importante, você não progride sua base e o desenvolvimento dela. e esse jogo retrata um personagem tão “do bem” que até mesmo no final do capítulo 1 ele SPOILERS SPOILERS SPOILERS SPOILERS não tem coragem de matar o próprio vilão. isso sem contar a questão do maior evento que está acontecendo agora no jogo: o desarmamento das bombas nucleares. ok que essa cutscene já foi vazada, mas muitos acreditam que algo vai acontecer quando todo mundo conseguir desarmar as bombas. porém isso será possível? como dizia a Paz: “Peace Day never came”

  • El Luchador

    Muito bom!

    Preciso jogar Firewatch e Xcom2.

  • Diego Miranda

    Boteco Game Jam Edition! #fikdik

  • E eles só moveram a câmera um pouquinho, será que vai ter mods no PC?

  • M_Lopes

    A questão não é se jogos são arte ou não. A questão é que alguns jogos são arte, outros não. “Problematizar” The Division é tão fútil e vazio quanto buscar realismo ou um retrato social em The Avengers. The Witness, segundo a descrição de vocês, foi feito para gerar polêmica, e vale o debate tanto do tema quanto da exposição. Já The Division não quer passar mensagem alguma, logo, não há substância real sobre a qual discutir. Você pode e deve questionar a falta de diversidade e os padrões da indústria como um todo, porém a análise individual e profunda só faz sentido quando o jogo foi criado para tal propósito. Caso contrário, seria o mesmo que procurar qual o simbolismo de um barquinho de papel. Às vezes, um jogo é só um jogo.

    • José Neto

      Não sei se é problematizar demais. Qualquer expressão artística traz uma mensagem intrínseca, mesmo as mais “inocentes”. E, as vezes, o pior é quando essa mensagem é muito subliminar. A coisa que eles falaram do Batman, todo mundo ama Cavaleiro das Trevas (eu incluso), mas sempre se discutiu que essa HQ tem uma mensagem pró-fascista forte. Ninguém levava muito a sério isso porque, afinal, é uma HQ de super herói. Mas acontece que o Frank Miller é um ultra direitista ferrenho. Aquela história era um veículo pras ideologias dele no fim das contas.

      Eu concordo com a sua visão de que algumas coisas servem apenas como escapismo, mas acho dificil que, mesmo uma obra despretenciosa, seja totalmente isenta de ideologias associadas a sua execução.

    • Concordo em partes. É realmente difícil buscar um significado por trás de Flappy Bird, mas The Division é um prato cheio para isso: ele conta uma história e esforça para que ela seja colocada num mundo realístico, aponta suas armas de marketing para atingir a veia do medo inerente às pessoas com o bio-terrorismo e ainda faz isso numa cidade que foi um dos alvos mais famosos de ataques terroristas.

      Tudo no jogo aponta para a direção de “temos uma mensagem aqui”, até a hora que a mecânica entra no caminho (ou seria o exato oposto?) e você está atirando contra tudo e contra todos. É a famosa “dissonância ludo-narrativa” que os videogames mais pecam.

      Veja bem, é bem fácil você fazer um “jogo que é só um jogo”: tire os conflitos, o drama e o transforme apenas em um conjunto de regras e mecânica. Pronto, você tem um Flappy Bird ou um Pong.

  • José Neto

    Eu sempre tive o mesmo incômodo do Henrique quanto a Pokemon. Por causa dessa percepção de ser uma rinha de galo. God of War foi outro que me incomodou.

    Sobre uma das coisas que o Heitor comentou. Eu de repente perdi algum argumento, mas você realmente criticou que o cara use videogame como veículo das idéias dele? Tenho a impressão de que, ele sendo designer, a linguagem segundo a qual ele sabe se expressar é o videogame. Fiquei com a impressão de que, como você considera o videogame uma mídia imatura, isso foi uma diminuição do trabalho dele. A princípio pensei que vc se referia a contradição de usar arte pra criticar arte, sei lá, mas no fim a impressão que ficou não foi essa.

    É interessante ver essa discussão sobre o status artístico dos videogames. Acho que o paralelo com os quadrinhos é bem pertinente pois, embora em um estágio mais avançado, a discussão é bem presente nas HQs ainda hoje. Atualmente acho que não se discute tanto o status de arte, mas onde se encaixa essa arte. Existem aqueles que defendem que quadrinhos são literatura e aqueles que usam a terminologia que o próprio Eisner cunhou “arte sequencial”, dizendo que os quadrinhos são arte em si, que é o que eu concordo. Eu só acho que as discussões sobre quadrinhos acabam ficando muito viciadas porque as pessoas ainda associam o gênero diretamente a super heróis. Isso é particularmente frustrante no Brasil, onde temos grandes quadrinistas que sempre trabalharam muito bem com as várias possibilidades do gênero.

    Em relação ao Batman, vale dizer que boa parte do trabalho do Alan Moore foi justamente desconstruir o mito do super herói e mostrar todas essas contradições que aparecem no gênero. A Piada Mortal é assim, e a expressão máxima disso foi Watchmen. Hoje ele é até mais contundente em relação aos supers, qualquer entrevista dele deixa claro isso.

  • Alvaro Sasaki

    Um boteco dev com certeza atrairia mais que 3 pessoas. 😛
    Ainda que se rolar um formato com uma pequena jam e/ou um pequeno circuito de palestras com devs como a mini gdc citada, imagino puxando muitos curiosos no meio e podendo dar uma chacoalhada no pessoal que adia eternamente os planos de entrar nesse campo. Ou talvez apresentar chamadas e rolar uma divulgação mútua para os eventos que já acontecem por aí.

  • Darth Zveiter

    nossa vcs são mt esquerdistas!

    quando a questão cai pro lado politica/social eu sempre discordo de quase tudo do que vcs falam. só acompanho vcs pela parte dos games msm.

    sem ofensa