Seguindo nossa série de entrevistas com profissionais da indústria de games brasileira, trazemos desta vez Sandro Manfredini, sócio e diretor de negócios da gaúcha Aquiris, que falou sobre o passado, o presente e o futuro do que é um dos maiores estúdios de desenvolvimento de jogos do país.

Responsável por Horizon Chase, eleito pelo o Overloadr o melhor jogo brasileiro de 2015 e pelo juri do BIG Festival o melhor jogo do evento, a Aquiris vem trilhando uma jornada iniciada nos advergames, que deu a ela uma base sólida para criar suas próprias propriedades intelectuais.

Veja também:
– Como os advergames tornaram a Aquiris um dos maiores estúdios de games do Brasil

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Participantes:
Heitor De Paola
Henrique Sampaio
Sandro Manfredini

Assuntos abordados:

3 min – A trajetória na Aquiris, dos advergames à criação de suas
próprias propriedades intelectuais
73 min – Jogos de corrida, Horizon Chase e Kingdom Rush
86 min – No Man’s Sky
128 min – Rapidinhas
139 – Emails

Música do final: Chet Baker – My Funny Valentine

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  • Caio_RB

    Que isso Heitor, Final Fantasy sempre vendeu mais que qualquer Persona no Japão e no mundo todo. E o 15 em todas as pesquisas e pré-orders é bem mais esperado que o Persona 5.
    Não acho que eles querem fugir de Persona porque FF consome um mercado muito maior do que a franquia da Atlus. Se alguém quer fugir é a Atlus mesmo porque competir com Dragon Quest e Final Fantasy no Japão é loucura a não ser que você tenha um Pokemon principal.

    Em questão de qualidade de jogo e ansiosidade pra um jogo, pra mim seria Persona 5.

    • Heitor De Paola

      Se pareceu que foi isso que disse, me expressei mal. Sim, Final Fantasy sempre foi maior do que Persona, até porque Persona não ainda “estourou” por assim dizer. Foi um sleeper hit. Quem jogou na época do PS2 amou e, com cada relançamento, mais pessoas foram descobrindo e vendo que a qualidade de Persona era anos luz superior a qualquer coisa que a Square fez em RPGs Japoneses na última década.

      O que acho que veremos será que Persona 5 será justamente o momento do estouro. A comparação não será perfeita porque há uma separação de meses entre Japão e Ocidente, mas Persona, culturalmente, já tem uma relevância maior, mesmo que talvez não seja um nome tão reconhecível. FF sempre vendeu mais porque era A franquia. Eu não acho que esse seja mais o caso, até porque faz muito tempo que Final Fantasy não é sequer bom.

  • Concordo que existem algumas experiencias locais são muito melhores que online. Mas acho que essa quantidade de jogos pequenos com multiplayer apenas local se deve um pouco pelo custo da manutenção de servidores ou até a complexidade de criação de um sistema online (net code e afins). Queria muito Towerfall online… Muito mesmo…

    • Heitor De Paola

      Ah sim, eu concordo completamente com isso. Apesar de achar que a experiência é mais legal com pessoas ao seu lado, seria ótimo que esses jogos também tivessem MP online. Tanto que todas as vezes que jogamos quaisquer desses jogos, o comentário número um que vemos é “parece muito legal, mas não tenho pessoas com quem jogar”. E sim, também acho que o impedimento é fazer direito. Tanto que jogos que implementar online, como Nidhogg, acabam tendo essa função largamente esquecida por conta da baixa qualidade.

  • Sobre Metal Gear Survive… eu prefiro dar o benefício da dúvida ao jogo. Sim, a apresentação do trailer é genérica e até meio “tosca” e ficou claro que a falta da direção do Kojima nesse aspecto pesou muito. Mas sobre o setting ser de zumbis em um mundo apocalipse, me espanta? Não. Metal Gear é conhecido pelos seus inimigos e bosses bizarros. A série já teve um homem que controla abelhas, outro que controla eletricidade pelo corpo… teve até VAMPIRO e baleia de fogo! Zumbis não seriam nada estranho na série, até porque no próprio MGSVTPP a gente já teve zumbis! Sobre o mundo pós-apocalipse, preciso dizer o quanto Kojima ama Mad Max? Survive só está sendo injustiçado por causa da apresentação e da falta de nome do Kojima. Pensem bem, MGSV tem uma jogabilidade deliciosa e muito bem polida (e você sabe disso bem Heitor), um co-op de 4 jogadores com essas mecânicas me soa muito interessante e me faz lembrar do modo online de Peace Walker. Eu sinceramente estou esperando ver gameplay pra poder julgar o Survive 100%. E sério, não me espantaria se Death Strading fosse algo similar ao Survive, basta ver os temas do teaser e o que o Kojima vem dizendo sobre o jogo.

  • Michael

    Ótimo convidado. é muito interessante ver como os studios Br vem se desenvolvendo e conseguindo lançar as suas próprias IPs.
    Só gostaria de fazer uma observação, durante o programa existem muitos momentos de silencio, principalmente durante as conversas. mais de uma vez eu verifiquei o meu celular para ver se o player não havia travado. não sei se é uma questão da gravação ou edição.
    Continuem com o ótimo trabalho e no aguardo de Overcooked no Sexta-Show com o Teixeira 🙂

    • Matheus Leston

      Valeu pelo comentário, cara. O Sandro, o convidado, realmente fala mais pausado do que o Rique e o Heitor e às vezes rolavam esses silêncios naturalmente. Não editei porque, bem, é a maneira como ele fala e não queria descaracterizar. Mas vou me atentar a isso, pode deixar.

  • Vanei Anderson Heidemann

    Eu quero Horizon Chase no PS4 urgente…

  • Carlos Eduardo Galvani Nascime

    Sobre Persona 5 e FF XV acho que é só impressão mesmo, Heitor. Apesar de existir um nicho fanático pela série, as vendas dele não são tão expressivas assim. Se você somar a venda de todos os Personas e suas versões não dá as vendas de Final Fantasy XIII sozinho, por exemplo, mesmo pegando as vendas de cada só no Japão. Acho que é uma coisa parecida com o que acontece com Metroid, que o amor dos fãs faz a gente achar que a série é muito maior do que ela realmente é.

  • Márvio

    Comprei Overcooked recentemente, acho que muito pela empolgação do Heitor quando ele falou do jogo primeiramente, e fiquei meio frustrado. Eu sabia do foco dele no multiplayer, mas como a própria descrição dele diz, é possível jogar o singleplayer. Eu tentei, mas achei a dificuldade muito maior do que deveria. Gostaria muito que o jogo tivesse online, pois como muitos. não tenho pessoas disponíveis e interessadas para jogá-lo em minha casa.

  • Rodrigo Pillotto

    Eu tbm tive uma história triste com esse “Sonic” pro super nes.
    No caso eu tinha o jogo do Ligeirinho, é bacaninha até, mas já tinha terminado mil vezes.
    Eis que vejo na locadora esse Sonic, tomado pelo entusiasmo mal olhei pra caixa que tinha as screenshots idênticas ao do Ligeirinho, fui logo alugar, era numa sexta, fiz aquele esquema pra só devolver na segunda, iria passar o fds todo com ele.
    Minha decepção ao chegar em casa e jogar o tal jogo foi imensurável, peguei birra até do jogo do Ligeirinho e num quis saber de jogar mais ele.