Aproveitamos a presença de Danilo Silvestre, responsável pelo podcast Pouco Pixel e um dos membros do Bola Presa, e seu envolvimento acadêmico com videogames, para nos aprofundarmos em um assunto quase sempre polarizante: videogames e narrativas. Cutscenes são um mal para os videogames? Walking simulators (se é que devemos chamá-los assim) estão levando a narrativa interativa adiante? Press X to Jason or to pay respect?

E, nos jogos da semana, falamos de Gears of War 4, Star Vikings, Darkest Dungeon e Project Highrise.

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Participantes:

Heitor De Paola
Henrique Sampaio

Danilo Silvestre

Assuntos abordados:

0 min – canela how
7 min – bug do milenio, agendas eletrônicas e atualizações do Windows 10
18 min – Danilo Silvestre, Bola Presa e basquete
27 min – game studies, ficção interativa e mecânicas
73 min – Darkest Dungeon
90 min – Gears of War 4
112 min – Star Vikings e Project Highrise
120 min – Rapidinha: Playstation VR
129 min – emails

Música do final: Battles – Tonto

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  • Andrey Santiago

    Pouco Pixel e Overloadr juntos, ai ai, assim meu coração nao aguenta <3

  • Jonathan Menegalli

    tenho quase certeza que o windows começou como um programa de DOS e virou um Sistema Operacional no 3.1

    • Fabiano Castro

      ele era uma interface gráfica do DOS

  • Felipe Valério

    Finalmente eu entendi pq vocês nunca terminaram Gabriel Knight haha

  • Guilherme Kaneko

    Nesses últimos tempos cheguei a conclusão que o principal problema, PARA MIM, quando falo de ter enjoos jogando algo, é a falta de constância na taxa de frame. Um jogo que joguei muito pouco e desisti, porque não conseguia jogar por mais de 15 min. foi Bioshock Infinite (PS3). Outro jogo que joguei bastante, mas tinha que dar uma pausa foi o Assassin’s creed Unity (terminei há alguns dias).
    Quanto aos óculos de realidade virtual, o maior problema é que eu acho que a tecnologia não está muito bem desenvolvida, depois é que a grande maioria dos jogos dificilmente se adaptariam a realidade virtual, por exemplo jogar um CoD, Assassin’s Creed ou Mirrors Edge são praticamente inviáveis, a não ser que vc não se importe em passar mal.
    Gostaria de adquirir um VR, porém 500 dólares não valem um vômito, e sinceramente oq foi apresentado até hj pela Sony, nda me empolgou. E jogar apenas ports de jogos não acho que sejam atrativos o suficiente para o preço. Eu esperava a Sony se pronunciar sobre o PS4 Pro, e as suas vantagens para quem quer um VR, como melhoria de performance, principalmente relacionada a taxa de quadros, porém nda foi dito no anúncio.
    Na minha opinião os óculos de realidade virtual enfrentarão os mesmos problemas do 3D. O Primeiro causa bastante enjoo (para mim) e o segundo me causa dor de cabeça. Além do fato de eu utilizar óculos e não conseguir utilizar lentes de contato.

  • AnaniasJr

    Eu assistiria uma endurance run do Heitor jogando FFVII

  • Caio_RB

    Discordo que não seja uma geração de exclusivos, o Wii U e o 3DS tem bastante exclusivos que nunca vão sair em outras plataformas, por exemplo e fazem valer a compra deles. Enquanto o Wii U tem bastante exclusivo first, second e indie – como Runbow e Typoman -, o 3DS tem bem mais first, second e third que o primeiro.

    • Márvio

      Acho que o que eles queriam dizer é que não são os exclusivos que farão uma pessoa comprar um console, vide as vendas do Wii U. O 3DS nem tem concorrente direito, então ninguém leva em consideração isto quando se fala dele.

    • Heitor De Paola

      Olha, pra ser justo eu não tava pensando muito no Wii U, estava colocando mais lado a lado o PS4 e Xbox One. Acho que Nintendo, pelo menos na configuração atual, funciona como algo mais à parte. Mas sim, você está correto, os jogos de Wii U que são excelentes são quase todos exclusivos.

  • Fabiano Castro

    um podcast pra me lembrar porque ouvi 2 episódios de pouco píxel abandonei. Puta cagação de regra infinita que era aquilo

    • El Luchador

      Pô, cara… nem tava ligado nesse Pouco Pixel..
      Mas concordo em relação a essa edição do Motherchip.
      Teve bastante cagação de regra mesmo.
      Meio triste.
      : /

      • Fabiano Castro

        mas foi mais por parte do convidado. O Heitor tava no modo “não é bem assim”. E o Henrique as vezes parece cagar regra mas é uma das pessoas mais abertas a novas idéias que eu já vi na vida. O pouco píxel era insuportável num nível 99 vidas de cagação, mas pelo menos lá os caras não se levam muito a sério

        • El Luchador

          Pode ser.

          Mas discordo também a respeito do Rique ser tão aberto assim.
          Por muitas vezes ele expressou opiniões no sentido de “não gosto disso (ou desse tipo de coisa – jogo/filme/série/etc) e nunca vou gostar”

          O QUE NÃO TEM PROBLEMA ALGUM ser assim, mas just saying.
          *não briga comigo, Rique*
          ; )

          Gosto muito dos podcasts do Overloadr, mas às vezes sinto que há uma certa mescla (e talvez confusão?) entre algo ser “bom ou ruim” com “gostar ou não”.

          Mas enfim…

          Peace. ^^

          • El Luchador

            Só divagando aqui…
            Percepções minhas mesmo.

            Posso estar errado.
            XD

          • Rodrigo

            O Rique eh bem chato as vezes mesmo, só ver ele falando pq não gosta de gears. Na verdade isso eh o M.O. dele.
            Rique: “Mas podia ter isso”
            Heitor: “Mas tem.”
            Rique: “Ah mas…”

            Mas em compensação o Heitor eh mto gracinha S2

          • Fabiano Castro

            É que eu acho que o Rique não é um bom argumentador nos podcasts kkkk. Sempre acho que ele se enrola na hora de defender a própria opinião e rebater a dos outros. Mas nos textos e vídeos mais roteirizados ele é sempre muito inteligente e articulado. Eu entendo isso porque sou meio parecido, sempre reviso várias vezes o que eu escrevo mas quando tenho que falar me atrapalho nas minhas próprias idéias problema de quem pensa mais rápido que fala. E eu nunca vi ele criticar um jogo baseado em regras pré-definidas, ele sempre os analisa pelo que eles são (diferente do convidado, que define se um jogo é bom ou não apenas por características como “ter cutscene”). E eu acompanho esses caras há uns 4 anos já, e posso dizer que todos eles evoluíram suas idéias com o tempo, é só ver que o Teixeira não esbraveja mais contra nostalgia ou Nintendo, e o Rique de hoje aceita muito melhor jogos baseados em combate ou violência.

  • El Luchador

    Nope.

    Knights of Round nem demorava. Era bem rapidão até.

    Agora…

    O Eden, do Final Fantasy 8, demorava muito.
    Mais de 70 segundos para dar um golpe.
    E ainda você tinha que segurar o select e ficar apertando o quadrado, pra aumentar o dano.

    PQP.
    o Final Fantasy 8 tem uma mecânica muito ruim.
    : /

    • Heitor De Paola

      Poxa, o negócio dura mais de 1 minuto, é meio longo sim https://www.youtube.com/watch?v=heL6FCojAbI

      Eu não me lembro desse Eden de FF 8. Mas sim, pior mecânica de todas. E o lance de ficar apertando select para aumentar o dano do GF era uma merda. Tanto que, na vez que terminei, eu não usei nenhum GF em todo o jogo. Deixava outras habilidades ativadas (como item, stock etc) e nunca fiz nenhuma invocação.

      • El Luchador

        Sim, fora o fato de que tu tira as magias do bolso para jogar no inimigo.
        Achava horrível isso.
        “Tenho 4 fires para usar, 5 thundagas (argh) e 8 itens Phoenix Down”

        E sim, erro meu, o KoR era mais longo do que eu pensava.
        Acho que a minha impressão era outra porque ele fica tirando life do inimigo em várias porradas durante a invocação.

  • Márvio

    Gostei das discussões do episódio, e gostaria de fazer uns comentários sobre o email do ouvinte sobre os exclusivos de PC e console.

    Eu atualmente tenho todos os consoles de mesa e portáteis, o penúltimo a comprar foi o Xbox One depois das impressões que tive na E3 de 2015. Não tinha/tenho vontade de montar um PC, gosto da praticidade de ter uma caixa só para para jogar video game. E gostaria de levantar três pontos que acho vantajoso no Xbox One, os preços de jogos exclusivamente digitais são praticamente iguais aos da Steam, os exclusivos do console despencam de preço em questão de semanas e é possível pegar cartões pré-pagos com um bom desconto em sites como Peixe Urbano ou até mesmo Mercado Livre. Então você acaba pagando menos ainda pelos jogos na Live.

    Sei que pareço que sou um ista da MS, pois já falei sobre ela nesse sentido em outros posts no Overloadr, mas faço isto pois vejo que quando é levantado a questão de qual console pegar ou o que é melhor, o Xbox One sempre é o que leva pau da equipe do site. Todos os consoles tem seus pontos positivos e negativos, mesmo que deem ênfase em apenas alguns as vezes.

    • Fabiano Castro

      Não acho que o pessoal do site reclame muito do Xbox One, eles sempre levantam a bandeira de que ele tem muito mais exclusivos do que o PS4 e um sistema mais estável. E eles sempre falam que preferem o PC, então eles meio que reclamam de console de qualquer forma kkk

  • fabio tk

    muito legal o cast e o papo acadêmico!

  • Darth Paul Poor Traaais

    Só fiquei na dúvida sobre o comentário do último email. Objetificação não é ruim, só aquilo que a motiva a torna ruim? Então se a mulher (ou o homem) se objetifica por livre e espontânea vontade, tá de boa? Se terceiros fazem isso então é errado? Partindo desse princípio escravidão tá tranquilo? Ex: na grécia era comum “trabalhar” como escravo para saldar dívidas com outros indivíduos ou mesmo o Estado.
    Me explique isso aí, pois devo estar perdendo alguma coisa…

    • Matheus Leston

      eu não estava na discussão mas vou dar minha opinião, se servir de alguma coisa: eu não concordo com essa ideia de “se objetificar”. uma mulher usando um decote não está “se objetificando”, ela só está usando um decote, fim. e, como disse o heitor, porque se sente confortável, porque se sente bonita ou por qualquer outra razão que realmente não é da nossa conta, afinal ela faz o que bem entender com o próprio corpo. o problema não é que ela se objetifica, mas sim que mulheres são objetificadas o tempo inteiro pelo mundo inteiro, com decote, sem decote, com saia, com calça ou qualquer outra coisa. quem objetifica uma mulher de decote não é ela, mas quem a entende como um objeto sexual. dizer que ela está “se objetificando” é muito maldoso, porque é transferir a culpa. é como dizer “você não pode usar decote porque se você fizer isso a gente vai te tratar como um objeto sexual”. somos nós homens que temos que parar de tratar mulheres como objetos. e elas que usem decotes quando bem entenderem.

      • Darth Paul Poor Traaais

        Fez um pouco mais de sentido agora mas também foi mencionado um exemplo onde gaymers fazem conteúdo “gamísticos” e exploram abertamente essa objetificação e tá “tudo bem”. Então fico com a impressão de que só é errado quando alguém se sente ou é ofendido/ferido.
        Minha opinião sobre machismo, racismo e outros “ismos” é a mesma: desde que não esteja causando mal aos outros, tá de boa. Afinal as pessoas tem direito de serem o que quiserem, até mesmo idiotas.
        E sobre esse lance de “pediu pra ser estuprada” acredito que a culpa não é de quem sofre a violência e sim de quem pratica. Agora, ser você vive em um mundo cheio de gente estúpida, violenta, preconceituosa e outras tantas coisas ruins mas não se prepara para se defender disso, aí a culpa é sim toda sua. Você depende da sociedade para proteger o que tem de mais importante, sua vida, pra você? Então saiba que assim como você, a sociedade também erra e não consegue cumprir aquilo que se compromete a fazer.
        O preço da liberdade é estar sempre pronto a lutar por ela.

  • Hélio Ferrer

    Recentemente eu comecei a gostar de ouvir a opinião de pessoas que pensam diferente de mim, costumo gostar bastante de ouvir o Henrique pq geralmente é o caso. Mas não foi o caso com esse convidado, que cara babaca cagão de regra.

    • Danilo Silvestre

      Ao meu ver, “cagar regra” é pautar “jogue/não jogue”, “faça/não faça”, “vista/não vista”, “coma/não coma”, etc. Tentar afirmar o que jogos são ou não são, quais elementos os tornam mais ou menos interativos, etc, é tentar conceituar e entender o mundo. Afinal, ficar na esfera do “gosto/não gosto” não ajuda muito a gente a entender o mundo ao nosso redor, não é mesmo?

      De todo modo, divergências à parte, acho meio pesado chamar alguém que você não conhece de “cara babaca”. Deixa eu cagar uma regra de ética, então: tente ser mais construtivo nos comentários, até para que as pessoas ao seu redor possam entender o que podem fazer melhor. Abraços!

  • Aline

    Para o Heitor: eu estou jogando FFVII pela primeira vez na versão PSOne Classics em pleno 2016 e… estou me divertindo bastante! Mas eu acho que o jogo só sobrevive pra quem não enjoou da mecânica do RPG de turno, que é o meu caso. Eu pessoalmente não mato o chefe pra ter um pedaço de história como recompensa, eu mato porque é divertido descobrir as fraquezas dele e montar um setup. Acho que não faz sentido, nos dias de hoje, jogar um jogo como esse pela história, embora eu goste muito do desenvolvimento e dos conflitos internos do Cloud. Inclusive acho que há (poucos) momentos em que gameplay e narrativa se conectam, embora isso fique claro bem depois. Os minigames de soldadinho no disco 1 são um exemplo, as mecânicas do “dating simulator” são outro.

    Para o Danilo (eu acompanho o Pouco Pixel): eu acho que batalha por turno é uma mecânica que não migrou pro 3D. 3D faz zero diferença pro gameplay. Com FFVII, eu me sinto jogando algo do SNES com 1 gb de tamanho e um ou outro truquezinho 3D. Se existe um universo paralelo onde o N64 usava CD e a parceria Nintendo-Square continuou, lá Final Fantasy foi obrigado a virar RPG de ação bem mais cedo do que virou no universo em que estamos.

  • Diego Cardoso

    Parabéns pelo cast, ótima discussão, tragam o Danilo mais vezes!!

  • Ao contrário do pessoal, não achei que houve cagação de regra, na verdade isso definitivamente não existiu porque para muito dos comentários do Danilo existiu a defesa/argumentação do Heitor (que inclusive mandou bem, eu também acredito que jogos podem ser muito mais que certo ou errado, muito mais que a verdade absoluta de jogos AAA ou indies obscuros, tudo pode muito bem andar lado a lado e isso só faz o mercado ser mais criativo e ousado).

    Só discordo profundamente de que RPG por turno deveriam te pagar para jogar porque aquilo é um “trabalho”, acho que depende muito da franquia e do design do jogo em questão. Vejamos Pokémon, que é um RPG por turno, o qual a ideia de evoluir seu personagem, criar táticas, fazer combinações e travar batalhas cada vez mais estratégicas, fazem dele o exemplo ideal em como RPG por turnos pode funcionar só com base em um ótimo design.

    No mais parabéns por mais um podcast!

  • Marcio Aquino

    Tempos atrás eu li uma notícia de uma youtuber que parou de usar decote em stream, se não me engano de LOL. Ela falava que tinha que usar um número de sutiã que era bem menor para dar volume aos seios delas e que sofria demais nas transmissões. Ela parou pq não via mais sentido em fazer aquilo e já estava se sentindo mal fazendo aquilo. Acho que é isso.

  • Leonardo Zavan

    quem canta o cover do nothing else matters?