No Bilheteria #142, tivemos o prazer de receber Cristiane Rogerio, jornalista que já trabalhou na revista Crescer, é autora de um livro infantil e hoje em dia é professora em um curso de pós-graduação “O livro para a infância” na Casa Tombada. Nossa conversa foi focada na literatura para a infância, autores brasileiros na área, como foi ir do jornalismo para dar aulas especializadas no assunto e outras coisas mais.

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Participantes:

Cris Rogerio
Henrique Sampaio
Heitor De Paola

Assuntos abordados:

0 min – Literatura para a infância
76 min – Emails

Música do final: Diana – Moment of Silence

Envie emails com perguntas e sugestões para: bilheteria@overloadr.com.br

  • Maria Tarrafa

    Estou apaixonada por esse programa!!

  • Caio

    Eu sou professor de música no primeiro seguimento (1o ao 5o ano) do município do RJ. Acho que um dos maiores erros que já fiz ao dar uma aula foi fazer a leitura de uma obra do Monteiro Lobato. Imagina uma criança negra do 1o ano ouvir uma injúria racial da Emília para a tia Anastácia… Eu fiquei mais perdido que cego em tiroteio e tentei contornar a situação resumindo o livro com a minha imaginação, fechando ele rápido e lendo livros de outros autores. Até porque não cabia naquela hora ficar explicando quem era o Monteiro Lobato e sua história.
    Acho que pra uma criança que não seja negra até dá para contextualizar os fatos históricos e fazer o livro soar menos ofensivo, mas para uma criança negra, com certeza é doloroso. Nessa situação da leitura, uma aluna minha que era negra levantou e ficou super confusa. Imagina como aquilo bateu nela!? Sendo que tem um detalhe, o livro faz parte da biblioteca da escola. Depois desse episódio, resolvi nunca mais ler qualquer coisa dele para criança alguma, nem explicando fatos históricos. Sem querer condená-lo como se fosse um autor do século XXI, com os esclarecimentos atuais, mas é difícil ter consideração por um texto que contém ofensas raciais.

  • Que episódio maravilhoso! Parabéns! Sério, foi incrível uma perspectiva de quem trabalha no mercado.

    É lamentável que exista ainda tanto preconceito com a produção de livros para a infância. Quando você encontra um livro que é uma obra de arte em si, e que tem capacidade de emocionar o adulto e a criança, por motivos diferentes, é impossível não valorizar o trabalho magnífico de quem trabalhou em sua produção.

    Se eu puder sugerir, tenho um podcast chamado Tricô de Pais, que é sobre paternidade, e recentemente fizemos um episódio especial sobre livros também, com o Daniel Lameira da Intrínseca 🙂

    O link é esse: https://paizinhovirgula.com/tdp032/

    Um abração!

  • Caio

    Um livro infantil que achei incrível por falar sobre diversidade e que li para os meus alunos foi “cachorros não dançam balé”. Fala sobre um cão que tinha desejo de dançar balé, mas sempre sofria preconceito por isso, até que ao final ele consegue dançar e quebrar o preconceito das pessoas, fazendo-as aceitá-lo e respeitá-lo. É um tema que atinge em cheio várias questões, tais como diversidade sexual, de gênero, rompimento de esteriótipos, etc.